Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Blusa de pompom



E você que pensava que esse tipo de lã só servia prá cachecol...

Numa dessas andanças pela 25 de março comprei um pacote de Turmalina, na loja da Aslan - e lá, pessoalmente, você ainda encontra mais ofertas boas que no site... Só prá vocês terem uma ideia: no site eles tão vendendo cada novelo por 4 reais e pouco - lá na loja, o pacote fechado saiu por 9 reais. Fiz esse casaco e ainda sobrou quase um novelo inteiro - bom demais, né? Um casaco bonito por menos de 10 reais?

Bom, quase... Tem também a lã roxa do acabamento e os três botões pesados de metal que eu usei - botões que paguei 50 centavos cada, numa loja lá em Itapetininga. 

Botões de saldo, todos raspa de tacho, como estes aqui:


É como eu sempre digo: viu uma oportunidade, aproveite! Seja saldo de lã ou de botões, retalho de tecido - gostou, compra. Depois, se não comprou na hora, passa outra pessoa mais esperta e leva - daí você fica chupando o dedo...

É muito fácil trabalhar com esse tipo de lã: precisa agulha grossa e, depois de tricotar, tem que rearranjar os pom pons prá fora. Fica lindo, quentinho e diferente - fa também o teu! 

A receitinha de mãe tá aqui:

Faz rapidinho - são poucos pontos na agulha, poucas carreiras, lã grossa, agulha grossa...

Ah, no rótulo da lã diz prá usar agulha 10 - mas eu fiz com 12, porque esqueci minha agulha 10 no sítio...

Bons tricótis!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

De pouquinho em pouquinho...


Isso é que é bom nas peças que a gente faz unindo motivos: a gente vai fazendo um de cada vez, guardando todos numa sacolinha, se esquecendo de contar até que ela fique um pouco pesada, volumosa... 

Não precisa esquentar a cabeça com contagem de carreiras ou com a pressa de ver o trabalho crescer - é tudo misterioso, tudo vai acontecendo aos poucos, dentro daquela sacola. 

Escolhe um motivo simples, fácil e acaba fazendo mecanicamente, sem nem mesmo prestar muita atenção - enquanto as mãos trabalham com a agulha, a cabeça pode trabalhar os pensamentos...


Essa blusinha eu fiz em 5 dias - 5 dias em fevereiro de 2007, quando fiquei internada prá fazer a histerectomia. Eu me negava a ficar entregue ao leito, aos anestésicos, à tristeza de perder um pedaço de mim - pelo menos era o que eu dizia prá mim mesma enquanto crochetava cada pequeno motivo. 

O médico vinha me visitar toda tarde e sorria, dizendo que eu era uma paciente modelo, que ia me recuperar rapidinho. 

As enfermeiras apareciam nas horas dos remédios e elogiavam o trabalho - e eu sorria, sempre. Lá no fundo, escondida dentro de mim, corroendo a minha alma, ia a sensação de ter me tornado uma mulher incompleta, uma aleijada - sensação que ia judiar de mim por 2 anos, até que aconteceu esta outra cirurgia AQUI.

Bom, são águas passadas...

O importante é que, por fora, todo mundo via a mulher forte que se recusava a ficar parada, trabalhando rendinhas com as mãos - ninguém sofreu, apenas eu. 

A Nana ganhou essa linda blusa - que ela usa com um top por baixo, mas eu (malvada) a fiz posar prá foto somente de sutiã por baixo - até que não ficou feia...


Usei metade de um novelinho de Cléa 1000 e um novelinho de linha brilhante da mesma cor, dessas baratinhas (Princesinha). Não tenho o gráfico, foi feita no olhômetro - mas nem precisa. A net tá cheia de imagens de motivos lindos prá vocês se inspirarem prá fazer sua linda blusinha de motivos - trazendo, como eu, a Primavera pro vestuário.

E, com a graça de Deus, vocês nem vão precisar ficar internadas por 5 dias prá fazer: na hora da novela, do telejornal, na espera prá ser atendida na consulta médica - em cada momento livre, vocês vão ocupar suas mãos e logo sai mais um motivo, mais uma rendinha. 

Beleza feita assim, de pouquinho em pouquinho...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Procura-se

Achem essa mulher! Quando estiverem andando aí pelo seu bairro, de carro ou de ônibus, se vocês virem essa pessoa - mandem ela prá minha casa. 

Quero urgentemente conhecê-la, para sermos melhores amigas prá sempre - assistam o vídeo e saibam porquê (mas tem que ligar também o som...).

As outras rosas...


"Aquilo que chamamos rosa, com um outro nome seria igualmente doce"
                                                       William Shakespeare

Minha vida inteira, vez por outra, sempre apareceu alguém prá me dizer que eu era exatamente igual a uma pessoa que eles conheciam...

Ainda pequena, já na escola primária, uma menina me disse que eu era igualzinha a uma prima dela. Tempos depois eu era idêntica  a vizinha de alguém que mudou prá longe, a irmã caçula do namorado de um outro alguém ou então eu era "a cara cuspida e escarrada" de uma menina que estudou com a tia de uma outra pessoa...

Aprendi então que Deus, quando me fez, não primou pela originalidade - tem uma porção igual a mim circulando por aí (devo ser um tipo de modelo econômico...). 

No segundo grau eu frequentava a casa de uma colega de classe, chamada Cida (que todo mundo chamava de "Cidona", pois era um bicho na quadra de volei, metendo medo em todas as outras classes...) e a irmã dela jurava de pé junto que eu devia me chamar Rita, pois era a cara de uma Rita que ela tinha conhecido quando trabalhou na Fábrica da Santista. Quando trabalhei na Previdência Social, uma amiga minha - que durante algum tempo foi minha chefe - dizia que eu era a cara de uma amiga dela chamada Mônica, de Bragança Paulista...

Certa vez uma moça que trabalhava comigo disse pro Marildo que não sabia o que ele via em mim - eu era tão sem sal nem açúcar, parecia comida de hospital, sem tempero nem nada, própria só prá quem é doente do estômago (e a resposta que ele deu foi uma das coisas mais lindas que alguém já disse de mim - mas essa seria uma outra história, prá um outro dia, quem sabe...).

Pois é... Essa sou eu - comum e sem graça...

Daí um dia, minha mãe, uns 3 ou quatro anos atrás, estava voltando de uma consulta médica juntamente com meu irmão e, ao invés de ir prá casa dela (que é duas quadras antes da minha), veio apressada prá minha casa dizer que tinha encontrado minha sósia:

"Filha, eu te juro que ela era igual a você: o rosto, usava óculos, até penteava o cabelo igual você penteia! Até mesmo o tipo de vestido que você usa ela tava usando - eu fiquei olhando, disfarçada, não querendo muito dar na vista... Ela desceu um ponto antes da gente, lá perto do Cemitério da Penha. Eu acho que teu pai deve ter "pulado cerca"..."

Eu até podia por em dúvida essa opinião dela - afinal ela tá velhinha, já não enxerga bem faz tempo - mas meu irmão concordava com a cabeça, dando risada da minha cara...

                   ***

Duas semanas depois um ladrão tentou entrar na minha casa, pulando o muro da casa do vizinho. O máximo que ele levou foram algumas roupas do varal - e, ao tentar roubar sei-lá-prá-quê a antena da TV por assinatura, a deixou pendurada. 

Ao atender no portão o técnico da Sky prá fazer o reparo, a primeira coisa que o rapaz disse foi: 

"A senhora tá morando aqui, agora?"

"Como?" - eu perguntei...

"A senhora não morava ali naquela rua, prá trás do cemitério?"

"Não, eu moro nesta casa desde 1992..."

"Sério?! Puxa, eu podia jurar que era a senhora... Então a senhora tem uma irmã gêmea ou algo assim, morando lá praqueles lados, não tem?"

"Não que eu saiba..."

                  ***

Os alemães tem um personagem folclórico em suas crenças, um ser que representa uma cópia idêntica de uma pessoa, imitando até mesmo as características mais profundas dela: o Dopplegänger, o duplo ou sósia que cada um tem no mundo. Segundo a crença deles, no dia em que encontramos nosso duplo - nesse dia, nós morremos...

Como se não bastasse eu ser tão a cara da Chiquinha do Chaves, ainda tem que ter uma Mônica em Bragança Paulista, uma Rita sei-lá-onde e - pior ainda! - essa tal mulher que mora a menos de um ponto de ônibus da minha casa! 

Acho que tem Dopplegängers meus demais andando por aí...

Assim como qualquer ser humano do planeta eu adoraria pensar que sou única e exclusiva - mas, aposto que, se eu colocasse no blog uma foto minha, um montão de gente ia dizer: "Mas será o Binidito! Dona Rosa é a cara da Fulana!!!" - e lá se vai mais um bom motivo prá manter minha carinha bem anônima, não é mesmo?

Apesar disso, otimisticamente, decido pensar que talvez (porque não?!) eu não seja somente um modelo econômico de Deus: talvez eu seja uma fórmula que deu certo e que - por isso - foi repetida tantas e tantas vezes!

É... Acho que prefiro pensar assim... 

Afinal de contas, mesmo sem ter nascido com o "rosto que lançaria mil navios ao mar", mesmo sem ter a voz ou o talento que faria alguém querer me ouvir cantar fora do chuveiro ao invés de ouvir Adele e mesmo que meu QI não seja lá grande coisa, tudo o que eu vivi, tudo o que eu observei, tudo o que eu sonhei e conquistei  e tudo o que eu perdi fazem de mim a única de minha espécie (igual aos bilhões e trilhões e fantastilhões de seres únicos que habitam, habitaram e vão habitar este pequeno ponto azul do Universo)... Uma única Rosa, como nunca houve, nem nunca haverá igual no mundo... Mesmo se Rosa não fosse meu nome...

Agora: que fiquem longe de mim a Mônica de Bragança Paulista, a Rita de sei-lá-onde, a prima da menina que estudou comigo no primário, a vizinha daquela outra e, especialmente, aquela uma que minha mãe e meu irmão viram - que eu, de minha parte, nunca mais vou até o centro da Penha caminhando por detrás do Cemitério - salvando, assim, a vida dela e a minha... 

Deus nos livre e guarde...

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Só uma ideia




Prá não fugir do meu comum: mais uma linha comprada em saldo... Não comprei muito, então tinha que fazer algo bem esburacado - prá render... Também, agora que o inverno já terminou - pelo menos na folhinha... - já começo a pensar "leve"...

A linha se chama Gedifra Korella, fabricada na Romênia a pedido da Coats da Alemanha. 53 % linho, 47 % Acrílica - então, pela composição da linha e por sua destinação (país de Primeiro Mundo...) deveria se esperar algo muito mais "OHHHHH".

E tem gente que pensa assim mesmo... 

Mas, quando você pega na mão, não sente aquela maciez que a imagem promete. Tem um brilho sedoso, é verdade, mas é repleta de pelinhos (que não pinicam, verdade seja dita...), como se fosse uma linha rústica, pouco trabalhada - o que, a 5 dólares o novelinho (pelo jeito também estão saldando ela no resto do planeta)  de apenas 50 gramas é, no mínimo, "me poupe". Passaria bem sem ela e minha querida Anne 500 dá dez de a zero. Na minha opinião. 

Porém - depois do dinheiro gasto (e foram 3 reais o novelo no saldo do Bazar Horizonte...), tendo comprado dez e utilizado nove... - eis a blusa que fiz. O ponto é bem simples:

Contudo, prá quem se atrapalha, é só fazer os círculos individualmente e, na última carreira, unir um ao outro. Moleza.

Meu conselho: usem Anne 500, Camila Fashion (que é um pouco mais grossinha) ou qualquer linha que lhes agrade - o importante é se valer dos círculos, que fogem um pouco das bastante usadas flores ou squares de crochê - afinal, muitas vezes, o menos é mais e simplicidade combina bem com tudo: aquela regatinha de algodão sem graça vai se sentir gloriosa, em boa companhia...


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"O" Bolo de coco...

Aqui em casa existem bolos que só são feitos em ocasiões especiais, cujas receitas são sempre seguidas à risca e que, talvez por isso, sejam aguardados com ansiedade e apreciados com veneração.

O Bolo de Aniversário - que já ensinei a fazer AQUI. Ele é um bolo simples - e, relendo a dita postagem, me dei conta de que não contei a história por trás do bolo - que mancada! É uma pena - tem uma história linda, pois o aprendi com a mãe de uma amiga minha de infância, que ajudava no sustento da família fazendo ele, dia após dia: Dona Mafalda, já falecida há muitos anos e que o fez também prá mim, de presente, no dia do meu casamento... Saudades é pouco...

Bom, mas a história hoje é outra: a do "Bolo de Coco de Natal"... 

Quando, no final do ano, o Marildo vai pro almoço com o grupo de voluntários, faço prá ele levar o meu maravilhoso Macarrão com Berinjela, minha Torta de Atum com Queijo e esse bolo - todo mundo se esbalda, não sobra nada. Por isso tenho que fazer também um prá gente, mais um prá levar na casa da minha cunhada, outro pro almoço na casa da minha enteada, outro prá minha mãezinha - Ufa! Haja gás no fogão!!!

A primeira vez que eu comi esse bolo quase surtei - nunca tinha comido algo tão bom! Uma colega de trabalho fazia aniversário e foi, de setor em setor, convidar todo mundo prá dar uma passadinha lá no setor dela prá comer um pedacinho do bolo - e eu querendo deitar o cabelo no bolo e comer feito um animal selvagem!

Desde que ela me ensinou eu fiz e, como era a semana do Natal, acabou virando bolo natalino - mesmo sem levar nem passas, nem licor ou o que mais nos remeta a essa data. A Lola é absolutamente apaixonada por esse bolo, fala dele o tempo todo (mas, se eu fizer o tanto de vezes que ela quer, vamos todos acabar explodindo - é impossível comer só um pouquinho dele e ele é muito calórico - Sniff...). 

Eu tenho certeza de que vocês, da primeira vez que fizerem até o fim de suas vidas, vão amar fazer e mais ainda deliciar a todos com esse bolo cremoso, que lembra um pavê, que deve ser aparentado com um pudim e que desmancharia na boca como um pedaço de sonho se a gente não tivesse que exercitar a mandíbula e os dentes prá mastigar tanto coco...

O BOLO

4 ovos
1 copo (requeijão) de água fria
18 colheres (sopa) de açúcar
16 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de fazer:

Bater as gemas, a água e o açúcar no liquidificador. Misturar numa tigela o trigo com o fermento, juntar aos poucos a mistura do liquidificador e, quando estiver homogêneo, acrescentar as claras em neve. Assar o bolo em forno médio pré-aquecido por uns 20 minutos ou até ficar levemente corado por cima.

Dica: Esse bolo é servido na própria forma em que é assado. Assim sendo, prá ser prática, eu o asso em uma forma de alumínio descartável, e depois mando o alumínio prá reciclagem, sem me preocupar com a lavagem. No entanto você pode, depois de assado o bolo, passá-lo prá um marinex ou uma travessa bonita como eu faço  às vezes (mas que seja alta - pois ainda vai um montão de coisas por cima dele...).

A CALDA (prá umedecer o bolo)

18 colheres (sopa) rasas de açúcar
1 xícara de chá de leite
1 vidrinho de leite de coco
2 colheres (sopa) de manteiga

Leve ao fogo até derreter a manteiga

O CREME

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
3 latas de leite comum
1 gema de ovo
2 colheres (sopa) de maizena

Modo de fazer:

Passar a gema pela peneira (prá segurar a pelinha, que deixa cheiro ruim) e bater todos os ingredientes juntos no liquidificador. Levar ao fogo até engrossar, mexendo sempre com colher de pau e, após engrossar, mexer por mais 3 minutos em fogo baixo prá cozinhar bem o amido.


O TCHAM

2 pacotes de coco ralado desidratado ou (MELHOR AINDA!) coco ralado fresco


Depois de assado o bolo e com ele ainda quente, fure-o com o garfo e despeje de forma homogênea a calda. Em seguida espalhe o creme e, por último, o coco ralado. Cubra a travessa com filme PVC e deixe o bolo descansar 24 horas (IMPORTANTE), pois só aí ele fica delicioso mesmo.

Aproveite-o bem e seja feliz!!!


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Prá uma amiga querida...

A Lola pediu prá fazer prá sua Melhor-Amiga-Do-Universo-Fernanda uma blusa que não fosse nem quente demais nem tão pouco inútil de se usar. O jeito foi repetir receita - tanto prá fazer rápido quando prá ter certeza de funcionar e...


Aí está! Feita com menos de um cone de lã, usando botões de 2 cores bem contrastantes e alegres (ideia da Lola), aproveitando a receita dessa blusa AQUI:

Repararam como as duas estão gritantemente diferentes? "Menos pontos e carreiras, Dona Rosa? Outra regulagem?"

Não. Ferro a vapor. Na clarinha eu abusei dele enquanto que na escura dei uma passadinha de leve (porque a Fernanda é magérrima...). 

Eu podia deixar somente o link prá vocês irem na outra postagem buscar a receita mas hoje estou com ímpetos de generosidade fim-de-semanal: já tá aí, prontinha prá uso, a receita. 

Fácil toda vida, resulta numa blusinha leve e delicada (além de econômica, porque deixa agulhas da máquina fora do trabalho - então gasta menos lã).

Prá iniciante mesmo: é só saber laçar as agulhas da máquina e tecer - só usa o transportador e o remalhador na hora das diminuições das cavas e decote e dos aumentos e diminuições das mangas. 

Só prá vocês saberem como é maravilhoso ter uma máquina de tricô (nem precisa de frontura...) - você faz em algumas horas o que levaria semanas prá fazer com duas agulhas à mão, em pontos uniformes e perfeitos. 

Não estou contando vantagem não! Nem sei quanto tempo sonhei em ter uma (desde menina, prá ser mais exata...) e como fiquei feliz quando finalmente o Marildo tirou "das goelas" o dinheiro das prestações - amado seja prá sempre!.

Ah - reforçando o conselho: certifiquem-se de tomar muito cuidado na hora de passar a peça à ferro - do avesso, devagarinho, sem fazer muita pressão, só usando o vapor se você quiser "encompridar" a peça e, mesmo assim, com todo amor e carinho do mundo...

Mais uma blusa feita com capricho seguindo o lema da minha família: "Quem meus filhos beija, minha boca adoça"...

Bom final de semana e bons tricótis!!!


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Meus filhos amam!

Batatas! Aqui em casa tem quatro batatólatras - só escapa o Marildo. Fritas, cozidas, assadas no microondas, gratinadas com queijo no forno... Nhoque caseiro (!!!), lazanha de batata, purê de batata recheado com muzzarela e coberto com molho de tomate e parmesão - Ahhh! Podemos comer batatas todo dia e nunca vamos enjoar...

Do jeito que eu vou ensinar fica de gemer enquanto come - e é isso que eles fazem. "Ah, mãe, adoro essa batata!";  "Amo quando você faz essa batata, velhinha"; "Mãe, porque você não fez mais?!"

Primeiro: escolhe batatas bonitas e assa elas no microondas como eu ensinei AQUI. Melhor se assar elas num dia e guardar na geladeira, pro dia seguinte - mas eu acabo sempre esquecendo...

Pica as batatas com casca e tudo em cubos:

Numa panela funda e anti-aderente eu frito na manteiga uma cebola grande picada e pimentão sem pele também picado:

A pele do pimentão é indigesta, então tem que tirar mesmo. Tem gente que assa (mas eu acho que fica molenga...) e tem quem queima na chama do fogão - mas nunca sai tudo e ainda come muito gás. Eu descasco com faquinha, ultra fininho - vocês ficariam boquiabertos com minha capacidade... Tenho essa minúscula faca de legumes sem ponta que eu tô sempre amolando na pedra - fica tão afiada que dá prá descascar a pelinha transparente de um tomate maduro... Corto os pimentões em cubos, sento no sofá com uma bacia no colo e assisto desenho enquanto descasco.

Então, depois que fritou a cebola e os pimentões (usei um amarelo e um vermelho) na manteiga, junta as batatas, mexe e tempera com sal e pimenta:

Não parece grande coisa, mas perfuma a casa e faz a boca ficar cheia d'água....

Ah, a batata da primeira foto (que eu tirei DAQUI) do meu jeito eu faço assim: lava as batatas, corta em pedaços grossos e cozinha por uns 20 minutos em panela normal - com a água bem temperadinha: sal, pimenta, uns dentinhos de alho, um tiquinho de coloral. Prá não perder o ponto, depois que a água da batata começa a ferver eu vou dando uma espetadinha nelas com uma faca pontuda: quando a faca entra fácil, tá cozida. Não pode ficar desmilinguida...  Escorre e frita em óleo quente - elas absorvem menos óleo do que se fossem só fritas, ficam muito mais gostosas por causa dos temperos e ficam lindas!

Ah, mas você gosta de assar? Então espia só:


É de um site de culinária português (Cantinho da Somi). Passa lá e aprende...

Deu fome, né?...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Blusa azul em Ibiza




É, gente... Uma das últimas blusas feitas nessa linha fabulosa que a Pingouin parou de fabricar...

Comprei a 8 reais o novelo no Armarinhos Alvorada, na Rua Padre João - na minha amada Penha. O dono da loja me disse que como era um fio meio caro, quase não vendia - o pessoal quer coisa barata (ele disse...). Minha vontade era comprar todas... Comprei 4 novelos desse azul, mais 4 roxo escuro e dois ocre dourado prá uma regatinha - se eu não estivesse meio adoentada prá ir à pé eu voltava na loja prá comprar o resto todo (mas ninguém quer me levar de carro porque dizem que é "colecionismo", que eu já tô cheia de lãs prá tricotar até 2017...).

Bom, ao menos aproveitem a receita - pode ser feita com Brisa ou Anne ou sei lá qual linha vocês gostem. 

Não usei cartela - há séculos ando meio brigada com elas. Foi tudo no muque (ou melhor dizendo NO TRANSPORTADOR). A receita (quantidade de pontos, de carreiras, diminuição de cavas  e decote) é a mesma da BLUSA RENDAS E FOLHAS, só o ponto é diferente - muito mais fácil:

Lace as agulhas suficientes para a largura da parte que você vai tricotar (frente, costas ou mangas). São sempre 3 agulhas trabalhando e 1 fora do trabalho, empurrada prá trás. É só fazer uma letra "e" cursiva em volta de cada agulha que vai tecer sem apertar muito o fio.

Ponha o pente enganchado nos "e"s e pendure pesos.

Teça duas carreiras. Está vendo o que acontece no lugar onde não tem agulhas trabalhando? Fica o equivalente a uma laçada - isso dá leveza à peça e também economiza linha

Com o carro parado do lado direito ponha a alavanca de retenção de pontos no H. Isso significa que qualquer agulha que estiver o máximo prá frente não vai tecer. Se tivesse deixado no H no começo não teceria nada, pois todas as agulhas estavam empurradas prá frente, não é?

Agora vamos começar a tecer o ponto. Empurre prá frente a agulha central de cada grupo de três intercalado (um grupo empurra a agulha, o outro não). 

Tá vendo o que acontece? A agulha empurrada prá frente não tece, ficam tantas laçadas sobre ela quanto forem as carreiras que você tecer. No caso deste ponto são 6 carreiras

Na verdade, quando chega na 5ª carreira você para o carro do lado esquerdo...

Leva o botão de retenção de pontos de volta pro N...

E então tece a 6ª carreira. Repare que as agulhas que estavam prá frente foram tecidas, voltaram prá posição de trabalho - e, quando fizeram isso, todas aquelas laçadas que estavam sobre elas foram tecidas juntas em um único ponto, resultando numa pequena "repuxadinha", que acaba criando o efeito bonito...

Dá prá ver? Parece uma borboletinha...

Na próxima carreira vai começar um novo grupo de seis, no qual vão ser empurradas prá frente as agulhas centrais dos grupinhos de três que teceram normalmente da vez passada. Assim é que vai sendo feito: A cada 6 carreiras vão se alternando as agulhas. 

Ah, não se esqueça de, antes de começar o próximo grupo de 6, levar o botão de retenção de volta pro H - senão a agulha que você empurrou prá frente vai tecer normalmente e o desenho não vai se formar.

Este é um dos lados do ponto (que escolhi prá avesso)

E este é o lado do ponto meia, que escolhi prá ser o lado direito do trabalho.

Sabe o que é incrível? Assisti um vídeo no Youtube de uma artesã russa fazendo esse ponto com o transportador (pois é muito parecido com a cartela de ponto pipoca). Mas a maioria das tricoteiras russas tem máquinas que são muito simples (chegam a ser rudimentares): não tem carro verão, não tem cartelas, até o fio não é enfiado no carro normal da máquina: a cada carreira elas estendem o fio sobre as agulhas e passam o carro em cima - daí as agulhas tricotam. Na próxima carreira fazem tudo de novo... Prá nós que temos máquinas um pouco melhores fica esquisito, é um pouco mais lento prá tecer mas deixa eu dizer umas coisinhas: Primeiro - as artesãs russas não ficam devendo nada em matéria de tricô - o talento delas parece aflorar na dificuldade. Enquanto a gente fica automatizada na nossa máquina e só acaba usando ela pro básico, elas estão sempre se superando... Segundo: qualquer máquina é mais rápida que fazer à mão e se fazem pontos super lindos, basta querer.

O ponto dessa blusa é bem parecido com o ponto que a Mestra Isaura Carvalho fez uma amostra e postou no facebook:

Só que o dela é feito com cartela e são 3 agulhas em trabalho e três fora do trabalho (eu devia ter feito assim - teria economizado minha preciosa linha e teria ficado muito mais rendada e linda. A próxima eu faço...). Além do mais olha que linha linda, com brilhinhos... Amo um brilhinho... 

Então é isso. Mais uma vez lembro a vocês: não precisa ter frontura prá ser feliz - dá prá fazer coisas muito lindas sem ela. Se você tem máquina de tricô - parabéns! Você tem um tesouro inestimável, nunca se desfaça dela e cuide-a sempre com carinho. Se não tem - tá esperando o quê? Faz uma prestação, compra uma usada que é presente prá toda vida - amo demais a minha, é um dos melhores presentes que o Marildo me deu, só ficando atrás da máquina de lavar (amigona do peito - sem ela eu não sou ninguém)...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Como eu fiz...


A ideia era fazer uma roupa nova pros edredons mais velhinhos da casa - na verdade fazer a primeira de várias! Coisa mais genial poder trocar as roupinhas dos edredons toda semana, deixando-as limpinhas, com cheirinho de amaciante - ahhh.

Mas aí, depois de muito pesquisar na net, eu mudei de ideia. Gente que gastou um bom dinheiro comprando capas prontas se dizendo arrependidas: o edredom ficava dançando dentro da capa, formando um bololô num canto, deixando a cama com cara de destruída - não, definitivamente não!

Esses edredons eram os mais antigos: as crianças eram bem pequenas e tínhamos cobertores - mas não edredons. Eu inventei de passear de carro até Ibitinga - terra do bordado - onde uma colega de trabalho minha tinha ido recentemente e trazido montões de coisas prá casa dela - e prá vender também...

E lá fomos nós, de carro, num dia quente, com a garrafa térmica de 3 litros cheia de chá de frutas vermelhas gelado e um pote grande cheio de batatas assadas no microondas e passadas na manteiga. No caminho, um mistério: "Cuidado com os treminhões" - "O que será isso, meu Jesus Cristinho?" Acabamos não vendo nenhum, mas as placas de aviso continuaram aparecendo, esparsamente, durante todo o caminho...

Um galpão enorme cheio de barracas, sem ventilação nenhuma, com lanchonete a vender salgados e refrigerantes caríssimos... Nunca mais. No final nem valeu  a pena: comprei um edredon de casal e 3 de solteiro, uma cortina pro meu quarto, umas toalhas de mesa e uns panos de prato - tudo coisas que eu teria comprado a preço melhor e com tanta variedade quanto na 25 de março. 

Mas a cortina ainda está aí - parece que nunca vou me ver livre dela... - e os edredons... Bom, de tanto uso acabaram ficando ralinhos. Minha ideia era fazer capas prá eles e levar pro sítio, mas depois da pesquisa mudei: resolvi fazer um novo forro.

Fui no Varejão Chaves de Guarulhos que, prá minha sorte, tinha acabado de receber muitos tecidos de lençol lindos! Comprei estampados de flores prá fazer o lado da frente e branco de bolinhas miudinhas prá fazer o avesso e pronto! Ficaram ótimos!

Mais que isso: ficaram excelentes. Nada que mereça parar na capa da Casa Cláudia - até porque eu fiz tudo na raça, alinhavando tudo sentada no chão, com o corpo todo dolorido. Mas não fazem feio não! Primeiro porque eu que escolhi a estampa - coisa que, quando você compra o edredom pronto não consegue... - segundo porque o tecido que escolhi é 100 % algodão de qualidade, super macio. Terceiro: como não removi o forro antigo, o edredom ficou mais pesado e muito mais quente. Aguentou frio de 1º Celsius bravamente! Levei pro sítio com a intenção de deixar lá e acabei trazendo de volta: todo mundo se apaixonou por eles e não quiseram se separar...
Ó, quer uma ideia maravilhosa? Junta todos aqueles retalhos que você tem e faz um dos lados todinho em patchwork - igual minha mãe fazia, quando eu era pequena... Nem precisa fazer aqueles desenhos lindos se você não souber (eu não sei), só junta os retalhos fazendo tiras, depois junta as tiras e usa...

Só você vai ter um assim no mundo...

(Ah, descobri depois que treminhões são uns caminhões grandes cuja caçamba atrás é aberta, prá carregar lenha. Só não descobri porque a gente tem que ter cuidado com eles...)
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