Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Anjo da Justiça e as Portas do Céu

                             
           


                                          "Estava pensando que, quando chegasse a minha hora, ficaria muito triste se a única desculpa que pudesse apresentar fosse a de ter sido justo. Pois poderia ser que somente justiça fosse aplicada a mim..."



Era mais um dia lindo no Reino do Criador, iluminado com o brilho de infinitos sóis - pois, no céu, todas as estrelas são também sóis e brilham enquanto for a vontade do Pai...

Nosso Pai Celestial se ocupava de seus afazeres divinos - da escuridão fazia surgir a luz, dava ordem ao caos, usando sempre suas palavras como matéria prima da criação em todo o Universo...

Então, andando devagar e pausadamente, em passos modulados que pareciam ter todos o mesmo comprimento, aproximou-se, de semblante muito sério, o Anjo da Justiça.

O Deus de Amor e Bondade, sempre Onisciente - jamais interrompendo seu trabalho e mantendo sua Onipresença em todos os confins de todos os lugares - perguntou sem rodeios ao seu amado filho (pois a Justiça é muito amada por Deus...):

-"O que te incomoda, filho querido? Por quê este semblante tão desagradado?"

O Anjo, medindo suas palavras como media seus passos, num tom de voz sério e sem exaltação, respondeu assim:

-"Pai, quero mudar minha ocupação... Melhor dizendo, quero trabalhar a Justiça de que me encarregaste em um outro momento, não do modo como tenho feito...".

Deus, enquanto separava as águas do elemento seco em um mundo muito distante, respondeu assim:

-"Mas eu pensei que te agradasse muito ser o Anjo que distribui a Justiça, filho querido..."

-"E me agrada, Pai, mas é que..."

Medindo agora os pensamentos - pois na Justiça tudo tem que ser na medida certa... - o anjo continuou:

-"Pai, os seres humanos são confusos, desordenados... O tempo todo clamam por mim, em todo tipo de situação! Dizem que a vida não é justa, que o Senhor, meu Pai, não é justo, reclamam, reclamam... Quando chego em seu socorro, muitas vezes, o que me pedem não é Justiça! Querem se tornar mais ricos - porque acham que merecem... - ou mais fortes, mais belos... Querem estender seus anos de vida, contrariando os destinos que, muitas vezes, foram tecidos por eles mesmos, em meio a desregramentos de toda espécie. Pior, Pai: na maioria das vezes, quando pedem Justiça, querem - na verdade - Vingança!!!"

Deus, que agora enchia os mares de vida naquele mundo, perguntou-lhe o que queria fazer...

-"Querido Pai, me deixa trabalhar no momento em que a Justiça se faz mais decisiva: no momento da morte! Me deixa trabalhar junto de São Pedro, nas Portas do Céu! Ali, sim, a Justiça poderá ser bem aplicada - dando a cada um segundo suas obras!"

Nosso Pai, que por alguns momentos se perdia apreciando a vida marinha que havia criado e se perguntava já era hora dessa vida se sentir livre,  prá caminhar pela terra daquele mundo novo tão lindo, respondeu ao filho que, se era tão importante assim prá ele, que fosse em direção às Portas...

              
E assim, naquele amanhecer maravilhoso, postou-se ao lado de São Pedro o belo Anjo da Justiça - alto e sério - e foi ali aprender o trabalho.

-"Aqui, embaixo do arco da porta, fica um dispositivo que mede a luz de cada alma que por ela passa. Cada pessoa que aqui tenta entrar, ao passar por ela, tem a luz do coração aceso, na cor de suas boas obras - ou apagado, nas trevas em que se afundou na vida".

O anjo ouvia tudo com atenção e anotava, volta e meia, algo que achasse mais importante em seu caderninho de notas...

São Pedro então, segurando a velha e já meio torta chave do céu, girou-a dentro da fechadura e abriu a porta - e a fila de almas se formou, quase infinita! 

O Anjo da Justiça, reparou logo nas duas primeiras pessoas que adentraram a porta,  em quão pouco  seus corações brilhavam e questionou São Pedro à respeito, ao que o bom velhinho respondeu:

-"Raras são as pessoas que brilham com grande intensidade - algumas mães e pais conseguem isso, pela abnegação que tiveram... - mas, a grande maioria dos corações humanos brilham com apenas uma luzinha fraca, quase imperceptível aos olhos da maioria de nós. Nosso trabalho, caro anjo, é apenas recepcionar essas almas - a porta é que faz o pré-julgamento, deixando passar quem Deus assim permite...".

O anjo, pensando um pouco, anotando outro tanto, continuou olhando as luzes daquela fila quase interminável de seres...

Quase no final da tarde, cansado de olhar e de anotar, o anjo tocou de leve no braço de São Pedro e pediu um minutinho de sua atenção, dirigindo-o para a entrada da porta, barrando assim qualquer entrada - o fluxo se interrompeu.

-"São Pedro, temos que colocar uma ordem nessa fila! É tanta gente que entra no céu com o coração brilhando quase nada - duvido que, após o julgamento divino, elas continuem lá dentro! 

Deixá-las entrar é sobrecarregar o Criador, que já tem tanto trabalho!!! 

Sugiro que um de nós fique do lado de dentro da porta e que, qualquer coração que brilhar menos que uma vela, seja direcionado diretamente ou para o Purgatório ou para o Inferno! 

Assim evitaremos que pecadores conspurquem o  Paraíso - Deus, certamente, irá aprovar isso: nada de mentirosos e enganadores transitando pelo céu, nunca mais!!!"

São Pedro,  que enquanto ouvia o anjo falar sacudia o pó da barra de seu manto, perdendo o equilíbrio, por um momento apoiou-se no batente da porta e disse:

-"Mas, caro irmão anjo... Talvez aquela luz tão fraquinha, que você despreza, seja importante na salvação daquela alma dos tormentos do Inferno! 

Veja bem: mesmo tendo levado uma vida de erros, talvez essa alma tenha tido uma - talvez uma única... - atitude na vida de amor e caridade, atitude essa que pode ter mudado ou até salvado uma outra vida! Quem somos nós prá negar-lhes a chance de merecer o Céu?!"

Indignado, o anjo disse: 

-"Ladrões? Assassinos? Criminosos das piores espécies - esses são tem salvação alguma, nada que fizeram na vida pode apagar seus erros passados!!!"

São Pedro, que fora homem na terra e que também cometera erros - lembrando-se, inclusive, até aquele dia, das vezes que negara o Cristo de Deus antes que cantasse o galo, olhou tristemente para o anjo e disse:

-"Lembra-te, querido anjo, que Jesus foi crucificado ao lado de um ladrão, que foi seu único companheiro na derradeira hora..."

O anjo, inflexível como só a Justiça consegue ser, continuou insistindo e insistindo. 

Pediu a São Pedro que lhe desse uma chance até o final daquele dia: que aquelas centenas de pessoas que aguardavam a vez de atravessar a porta fossem a sua experiência - e depois disso, confeririam o resultado e a aprovação do Criador.

-"Mas e aqueles que você não deixar entrar no Paraíso? O que será deles?" - perguntou São Pedro.

-"Ora, se seus corações não brilham de verdade, não são merecedores do céu - que se dirijam às portas do Purgatório ou do Inferno, aonde conseguirem entrar!"

São Pedro, suspirando, apoiou-se novamente no batente da porta e saiu da frente dela, deixando o Anjo da Justiça a dois passos prá dentro...

O coração da primeira pessoa que tentou atravessar a porta não emitiu luz nenhuma, assim como da próxima dezena de outras. 

O anjo, sem clemência, ia separando todas elas de lado, atônitas, quando São Pedro, querendo testar uma coisa, atravessou ele mesmo a porta - e nenhuma luz também se acendeu!!!

-"Ora essa, está quebrado o mecanismo!" - disse São Pedro, olhando espantado para o anjo...

-"Quebrado? Mas isso é impossível?"

-"Não, não, às vezes acontece..." - respondeu, travesso, São Pedro. "Me lembro de uma vez, acho que foi na Peste Negra - morria tanta gente naquele tempo, a porta não aguentou...".

-"Bom, então até que se conserte o mecanismo, daremos por fechadas as Portas do Céu!!!" - disse o anjo, ao que São Pedro, sempre bondoso, retrucou:

-"Mas não pode, caro anjo: as Portas do Paraíso devem sempre permanecer abertas!!! Assim determina o Criador!"

-"Não! De modo algum! Isso está errado! Vamos fazer o quê, então? Sem o mecanismo prá medir as luzes emitidas pelos corações deixaremos entrar a todos???"

-"Isso mesmo! Os bons não podem ser punidos injustamente! Além do mais, depois, lá dentro, o Deus que tudo sabe e tudo vê dará a cada um o destino que merece!"

-"Não concordo! Façamos assim: são poucas as almas que restaram, apenas algumas centenas. Deixemos elas aqui, do lado de fora e amanhã, após o conserto da máquina, elas passarão com os recém chegados! Ou então, melhor ainda: que voltem prá Terra, que lá fiquem vagando até ter uma nova chance, nem precisam ficar aqui, ocupando espaço...".

Espantado com a falta de misericórdia do Anjo da Justiça, São Pedro - que sabia tanto ser doce e terno como firme e inflexível, disse assim:

-"Você teria coragem de deixar aqui, numa espera tormentosa e cheia de ansiedade, essas pobres almas que atravessaram os umbrais da morte, que a muito custo aqui chegaram, pesadas das lágrimas dos que ficaram, arrastando os fardos imensos de seus arrependimentos, sem uma definição do seu destino? Pior ainda: as mandaria de volta à Terra, lugar ao qual não mais pertencem, para vagarem em meio à saudade e à dor???"

Sem saber o que responder, foi a vez do anjo espantar o pó de seu manto...

São Pedro, aproveitando o silêncio do jovem anjo - que ainda tinha muito que aprender a respeito de amor e misericórdia, disse assim;

-"Tive um amigo, quando vivi na Terra. 

O melhor amigo que alguém podia ter, que não julgava a ninguém, que acolhia em seus braços amorosos pecadores de todo tipo, dando a todos uma segunda chance... 

Uma vez ele me disse que o Pai dele - que calha de ser Nosso Pai também - queria Misericórdia, e não Sacrifício... 

Também ele - que era o único sem pecado ou maldade - disse que seríamos medidos pelas medidas que usássemos prá medir os outros e que o julgamento só cabia a Deus... 

Por hoje - e enquanto a máquina estiver quebrada - as Portas do Céu deverão ficar abertas!".

Envergonhado, o Anjo da Justiça deu dois passos para o lado e, naquele final de tarde, estiveram franqueadas as Portas do Céu!

                  *    *    *

A frase do início da postagem foi tirada de um livro que li na infância: "Assassinato na Casa do Pastor", de Agatha Christie

Engraçado como algumas coisas grudam na gente: nunca parei de pensar nessa frase, em toda a minha vida - e na genialidade da autora em escrevê-la. É linda, não é? Inspiração divina, não tenho a menor dúvida. No contexto do livro ela surge num diálogo entre dois personagens - um que se acha extremamente justo, que não perdoa nada nem ninguém, que segue aquilo em que acredita ao pé da letra e sem descontos e outro personagem, que acredita que a misericórdia é mais importante que a justiça...

A historinha de São Pedro, das Portas do Céu e do Anjo da Justiça fui eu que inventei, na esperança de colocar em palavras o que penso a respeito de um assunto banal do nosso dia a dia: o Bolsa Família

Um monte de gente é contra, chamam até de Bolsa Vagabundo... Como se alguém pudesse ficar rico com os valores que são pagos através dela - alguém de nós conseguiria viver com até 175 reais, que é o valor máximo? Falem sério...

A maioria das pessoas que é contra diz que é porque esse benefício é pago prá muita gente de forma fraudulenta, gente que não precisa nem merece - usurpadores. Infelizmente tá cheio deles mesmo... Deveria existir um fiscal prá examinar cada caso, prá decidir quem precisa de quem apenas se locupleta com o dinheiro público - assim o dinheiro seria direcionado prá quem necessita de verdade, pois deve ter gente de monte que precisa e não consegue o benefício porque tem um pilantra recebendo em seu lugar. 

Mas, infelizmente, não existe ainda uma forma de exercer esse controle - burlar a lei humana é muito fácil...

Vou dizer uma coisa: se eu fosse a pessoa encarregada da distribuição do Bolsa Família e, na minha frente, tivesse cinquenta pessoas pleiteando o benefício e alguém sussurrasse no meu ouvido que metade delas era um bando de falsos, safados e sem-vergonhas (mas eu não tivesse como descobrir quem eram esses EU DARIA O BENEFÍCIO A TODAS, sem pensar duas vezes. 

Se dentre elas só houvessem vinte realmente precisando, eu daria. 

Dez - eu daria.

Isso até me faz lembrar daquela historia da Bíblia, do anjo que desceu na terra tentando achar pessoas boas em Sodoma (ou era Gomorra?) prá assim a cidade não ser destruída. A cada hora o anjo baixava a expectativa: "E se eu só achar cinco pessoas, Deus - o Senhor poupa a cidade?" Tadinho do anjo - que trabalheira ele teve...

Mas é assim que tem que ser: os bons não podem pagar pelos maus. 

Até porque, prá alguém que sente fome, um prato de arroz com feijão é o próprio Paraíso...


Àquelas pessoas que me lembraram que o Bolsa Família foi obra da falecida Ruth Cardoso, esposa do ex presidente FHC, queria dizer que esse fato, como pessoa bem informada e consciente,  eu sempre soube - omito porque me convém, porque (conforme diz minha amada filha Lola...) não é porque os homens das cavernas inventaram a pintura que devem levar o crédito pela Mona Lisa - crédito tem que ser dado a quem faz o melhor uso, do que quer que seja...

Inclusive, no resto do planeta, o Bolsa família é elogiado e está sendo até copiado! A ONU elogia! A revista científica mais séria do planeta, existente deste 1823, chamada Lancet, publicada na Inglaterra, relaciona o Bolsa Família com a queda da mortalidade infantil (uma queda geral de quase 20%, sendo que as mortes por desnutrição caíram 65%!!!) - resultado de pesquisa, não é coisa dita da boca prá fora, eleitoreira...  


Como um assunto puxa o outro, queria dizer mais uma coisa - um pedido de desculpas. Numa das postagens passadas eu xinguei várias vezes o ex-presidente FHC - muito errado da minha parte. Apesar de ter meus motivos prá estar chateada com ele, eu não tenho o direito de perder o rumo - não é essa a pessoa que eu quero ser. Quero ser uma alma que se esforça prá se melhorar, prá evoluir, pros meus filhos terem orgulho da mãe que tem...

Além do mais, ninguém deve ser obrigado a olhar meu pior lado, o monstrinho que eu tranco no porão é só da minha conta e de mais ninguém.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mais romântica...

Quer ainda mais? Corações prá todo lado, rendados, levinhos e lindos? E a cor, então? Rooooxa!





A linha: Tropfil, da Pingouin. Comprada (claro!) de saldo, a 4 contos o novelinho - e só gastei DOIS!!!!! 

Sem ser de saldo você acha ela no Bazar Horizonte a R$6,50 cada - a cor que eu usei foi Europa, linda toda vida (no saldo também comprei preta...). É tipo uma parente rica da linha Anne, 100 % algodão, mas é torcida e brilhante, igual fios os mais caros do mercado - vale a pena comprar.. 

Tem receitinha de mãe (manequim 40/42) - como sempre (feita prás filhinhas...) - e fiz até vídeo, pois estava divinamente inspirada e tinha alguém prá filmar - minha Lola, minha Deusa da Beleza Eterna!




Mas tem dois poréns: primeiro: tá uma bagunça danada no meu quarto de tricô/costura/bagunças. Então fechem os olhos prá isso, pois é como eu sempre digo: gênios são bagunceiros (e eu sou  1% gênio e qualquer porcentagem vale...).

Segundo: Mas que voz é essa que eu tenho? Como é que meus filhos me apreciam cantando, como é que o Marildo me implora prá ler prá ele??? É preciso muito amor... 

Bem que minha sogrinha dizia que minha voz era "fanhóca" igual a da Regina Duarte...

Aguentem corajosamente se quiserem aprender o ponto - que é super fácil e vale a pena:


(O cabelo lindo demais da minha filha? Foi a mãe dela quem descoloriu e pintou, prá variar...)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Entalado na garganta


Quando eu me casei, lá pelos idos de "deixa prá lá", eu e o Marildo éramos tão pobres, mas tão pobres, que nem dinheiro prá pagar aluguel a gente tinha. Mas quem diz que a gente queria esperar anos e anos prá juntar os trapinhos? Fomos morar num quarto, na casa da sogra...

Ela era uma mulher muito dura, nada dada a salamaleques e afagos na minha cabecinha - se tinha algo prá falar, não rodeava, dizia na lata. E eu, com a minha cara séria, era sempre mal interpretada, tomada por nariz empinado - quando só me sentia sozinha, longe da mãezinha...

Mas a gente acabou se acertando, eventualmente... Até passamos a nos apreciar mutuamente, graças a Deus.

Um dia, voltando do trabalho, me sentei na sala comendo meu almoço e, na TV, minha sogra assistia ao Jornal Hoje - sempre assistia notícias, mudando de um canal prá outro. Na tela, um homem jovem e muito bonito, com cabelos soltos, erguia uma das mãos em punho, em sinal de revolta, e dizia que, quando eleito prá governador do estado de Alagoas, iria acabar com a corrupção que corria solta. Dizia isso na sacada de um prédio, de peito aberto - a própria imagem do paladino da justiça...

-"Que corajoso esse homem, não é, Dona Cissa? Como é que ele não tem medo que o acertem com um tiro ali naquela sacada - os corruptos que ele promete caçar..." - eu disse, sendo ela alagoana de nascimento e se interessando pelo destino de seu estado de origem...

-"Mas paulista é tudo burra ou é só tu que é, mulher? Esse cara aí é o maior corrupto de todos, não vale uma pitomba! Faça-me o favor, ele vai é chupar até a última gota do sangue alagoano e cuspir a carcaça do povo no final... Ah, quanta inocência!"


Alguns anos mais tarde, quando esse mesmo homem bonito - que ninguém mais era do que o Fernando Collor de Melo - concorreu a Presidente da República - me lembrei das palavras da minha sogrinha e não votei nele. Me lembro que ele concorreu com o Luis Inácio, o Lulinha - e nesse eu também não votei, pois ele parecia um bronco, todo barbudo e rouco, sem instrução (como é que ele se julgava capaz de dirigir um país do tamanho do nosso?...).

As moças que trabalhavam comigo, em peso, votaram no tal Fernando. Usavam bottons de propaganda dele no peito (coisa que funcionário público é proibido de fazer, mas elas não estavam nem aí...). 

Diziam coisas do tipo: "Ele é mais preparado que o Lula, aquele comunista horroroso!"; "Imagina só: vamos ser o país com o Presidente e a Primeira Dama mais bonitos do mundo!!!". 

Minha chefe naquele tempo nos disse que, do lado do prédio em que ela morava, havia um comitê pró-eleição do Lula e que, altas horas da noite, quando o movimento da rua se acalmava, dava prá se ouvir nitidamente gritos de "Revolução!!!", "Vamos tomar a poupança da classe média e empobrecer os ricos!!!" e coisas desse tipo...

O Lula perdeu aquela eleição. 

No dia seguinte à posse do presidente Fernando Collor quem tá vivo e tem memória bem se lembra do que aconteceu: congeladas as contas bancárias, surrupiadas todas as poupanças... Eu não tinha poupança alguma, tinha apenas setenta contos na conta corrente (não me recordo agora o nome do dinheiro da época...) e ele tirou de todos tudo o que excedia a cinquenta...

Atendi no INSS uma mulher que foi requerer pensão por morte do marido, caminhoneiro: havia vendido o caminhão uns dias antes, depositado o valor na poupança e, quando já estava quase fechado o negócio com o caminhão novo, o Collor lhe tomou todo o dinheiro, até o último tostão. Se matou, o coitado - com tantos outros aconteceu isso!!! 

A moça de quem comprávamos peixe fresco na feira de domingo tinha uma história muito semelhante prá contar: o pai vendeu a casa e, antes de fechar o negócio com o proprietário da nova moradia, perdeu tudo - morreu de infarto fulminante. Ela e a mãe passaram a viver de aluguel...

E não parou só por aí: alguém se lembra do tal "Empréstimo Compulsório" da gasolina? A maioria de nós não guardou os recibos e nunca fomos buscar aquele suado dinheirinho de volta...

Daí veio o impeachment prá inglês ver - que não deu em nada, pois o tal bandido ainda continuou se elegendo prá cargos públicos e hoje é o senador mais votado de Alagoas - veio o topete do presidente Itamar e, como consequência, a eleição de um dos seus ministros, o Fernando Henrique Cardoso (outro Fernando - acho que a gente não dá muita sorte com esse nome prá presidente - conhecido aqui em casa como o "maldito FHC", "Boca Mole" e "Boca de Caçapa" - prá não mencionar os outros apelidos que não posso escrever aqui por respeito a você que chegou lendo, até aqui...).

O Lula até que tentou de novo - e, novamente, não votei nele: naquele tempo, achando que escolhia certo, votei no outro...



Esse tal Fernando era um homem mais preparado, era até o tradutor, do francês pro português, da obra "O Espírito das Leis", de Montesquieu - como não escolher alguém assim prá presidente? 

Propaganda é fogo - dá prá se eleger qualquer um com uma boa propaganda, não dá? Dá prá se convencer alguém que o céu é vermelho ao invés de azul com a propaganda certa. Ele foi eleito, foi reeleito...

Durante seu mandato não foram feitos concursos públicos para fiscais - alguém, algum dia, se perguntou porquê? 

"Ah, é porque a máquina administrativa estava sobrecarregada de gastos, não dava prá admitir mais ninguém...". Ao invés disso, ele "enxugou" essa máquina, com demissões em massa - mas ele mesmo não demitiu ninguém.


Esfregou na cara dos funcionários com oito anos sem aumentos salariais um PDV - Pedido de Demissão Voluntária - no qual eles receberiam uma indenização por ano de serviço caso caíssem fora do funcionalismo. 

Eu fui uma das que assinou esse pedido. No final, a indenização que me foi prometida me foi paga pela metade - desconto disso, desconto daquilo, daquilo outro. Mas, com a corda no pescoço de tanta conta prá pagar, eu não tinha outra opção... Fui cuidar dos filhos, da vida... Mais dois anos a contar de hoje e eu estaria aposentada - mas ele me sufocou até eu optar entre ter um emprego ou o nome e a consciência limpos.

Mas não foi só comigo - e com os funcionários públicos - que ele mexeu - Ah, não!!! Com seus dedinhos gordos e suas cordinhas manipulou os marionetes do Congresso e fez com que aprovassem uma nova legislação de aposentadoria. 


Me lembro como se fosse hoje: ele disse que "Brasileiro era vagabundo", queria se aposentar muito cedo"...

Vagabundo? Gente pobre começa a trabalhar ainda criança - aos 14 já podem ter carteira assinada. Uma mulher, que trabalhasse direto dos 14 aos 44 completava 30 anos de trabalho e podia se aposentar - se quisesse continuar a trabalhar depois disso, no final da vida, recebia um abono, que era a devolução dessas contribuições feitas pro INSS após a aposentadoria - uma poupancinha (nada mais do que justa, já que você nem precisava mais contribuir prá se aposentar, pois já estava aposentada...). 

Um rapaz, que começasse aos 14, se aposentava por tempo de serviço integral  de 35 anos de serviço aos 49 anos, bem trabalhados e contribuídos.

Pois bem: a partir dele tem que ter o tempo de serviço e também uma idade mínima - que, se não me engano, é de cinquenta e cinco anos prás mulheres e sessenta pros homens...

Pintei numa camiseta os dizeres: "Vagabundo é Ele" e ia todo dia trabalhar com ela. Minha chefe me proibia, me mandava cobrir com um casaco, mas eu alegava que não tinha nome nenhum indicando quem era o vagabundo - mas quando algum segurado me perguntava quem era o "ele", eu contava... 

Já digo uma coisa: arrependimento não mata. Votei no safado e tô viva, não tô?



Ainda me lembro: no dia em que fui assinar meu pedido de demissão eu tava tão triste, tão triste... 

Incerteza pelo futuro - me passava pela cabeça que, se algum dia meu casamento fosse prás cucuias, eu ia ter que viver de uma pensão implorada, nunca mais ia ter um dinheiro meu... 



Passando lá perto do metrô Anhangabaú vi um letreiro luminoso, com aquelas letras vermelhas que correm, dizendo qual o montante da dívida externa brasileira dividida entre cada cidadão: quase trezentos MIL reais cada um de nós. Só na minha casa devíamos pro FMI quase um milhão e quinhentos mil reais!!! 

Fiquei mais triste ainda...

Daí o Lula conseguiu se eleger - e, de novo, não teve meu voto.

O "maldito FHC", sabendo que não ia conseguir fazer sucessor, deixou de orçamento pro próximo presidente MENOS DA METADE do valor que havia recebido quando assumira o poder. 

Acho que ele deve ter pensado em dar um empurrãozinho no fracasso do "Nove Dedos" - mas aí é que a coisa ficou engraçada: já em seu primeiro mandato o Presidente Lula conseguiu - com muita visão política e inteligência além de um mero diploma - saldar TOTALMENTE a nossa dívida com o Fundo Monetário Internacional!!! Alguém se lembra disso: antes o FMI tava sempre no noticiário, até o cantor Bono Vox, do U2, havia pleiteado a moratória dessa dívida nossa junto a eles, sem sucesso!!!

A fim de diminuir a miséria no Brasil, Lula criou o Bolsa família - do qual sou fã incondicional. Àqueles que criticam o projeto, que o chamam de "Bolsa Vagabundo" quero dizer o seguinte: uma das coisas mais tristes da vida é passar fome. 

Eu sei, passei muita.



Minha tia Lucília dizia que pobre era pior que rato: vivia tendo filho e emporcalhando o mundo com sua presença - mas pros ratos ela podia dar veneno e jogar no lixo... Mesmo sem colocarem em palavras, tem muita gente que pensa assim... Tem um grupo de médicos no Facebook que é totalmente Anti-PT, Anti-Dilma e que dizem que vão perguntar aos pacientes do SUS em quem vão votar - se forem eleitores do PT vão atender pior ainda, alegam que essa gente devia ser castrada - pode uma coisa dessas? E são as grandes mentes do nosso país...

O valor do bolsa família não deixa ninguém rico, não deixa o país mais pobre e faz a diferença na vida daqueles que tem quase nada. Arrancou milhares de famílias da linha da miséria extrema, mesmo sem ter conseguido erradicar a pobreza do país.

"Ah, mas tem gente que usa prá comprar calça jeans de marca prá filha ao invés de comprar comida!!!" - Isso é da conta dessa pessoa. Talvez, prá ela, valha a pena passar fome e dar uma alegria boba prá filha, quem sou eu prá julgar?

"Ah, mas tem gente de monte que não precisa, se cadastra e fica recebendo - até teve um cara que cadastrou o próprio gato e recebia Bolsa Família por ele!!!" - eu ouvi essa, vergonhoso o que esse cara fez. Mas eu digo uma coisa: enquanto houver benefícios neste mundo, sempre vai ter os pilantras que se apoderam de sua parcela deles, que fingem precisar, que fazem corpo mole... Na classe do colégio da minha Lola estudava uma garota podre de rica, que o pai tinha várias fazendas - ela fazia os exames da Fuvest de graça, alegando pobreza, prá não pagar a merréca de taxa de inscrição... Cabe à população ajudar a fiscalizar esses casos, denunciar sempre que verem...

Criou o "Minha casa, Minha vida" - também adoro. Ah, se existisse no meu tempo... Mas, ao mesmo tempo, me deixa triste... Veja o caso da minha enteada: ela comprou um apartamento novinho em folha, de excelente tamanho, muito bem localizado em uma rua calma e perto de tudo. Paga menos de quatrocentos reais mensais (quando o aluguel desse mesmo apartamento passaria dos mil e duzentos fácil, fácil...) e xinga o Lula e a Dilma até não poder mais. Diz que graças ao "Minha Casa" os preços dos imóveis subiram demais, que o Lula e a Dilma é que fizeram isso, prá receberem mais do povo...

Como é que é? E desde quando Presidente controla o mercado imobiliário? Desde quando ele diz quanto vão custar as casas e apartamentos? É o próprio mercado que se auto-regula, a lei da oferta e da procura! Graças ao "Minha Casa", mais pobres tão podendo comprar casas, não tem tantas casas sendo ofertadas, consequentemente o preço sobe - acontece isso com qualquer mercadoria: muita gente querendo pão, tem pouco pão, sobe o preço do pão!

Fies, Prouni - esses são os que eu mais adoro. Rezo sempre antes de dormir pro Lulinha - em quem eu nunca votei - ter muita saúde, vida longa e lúcida, prá continuar ajudando o Brasil a mudar. Sem ele, minha filha não estaria no terceiro ano de Medicina - que eu jamais teria como pagar!!!

Na classe da minha Nana tem uma garota que não tem pai, a mãe é caixa em um supermercado - e ela tá cursando Medicina!!!

É a primeira vez na história do nosso país em que os pobres estão tendo acesso ao ensino superior! Eu sempre pensei, ao passar pelas ruas pobres do meu bairro (hoje já não tão pobres...) quantos "Leonardo da Vinci"s, "Albert Einstein"s haveriam nas favelas, gênios que jamais teriam seus potenciais desenvolvidos por não terem acesso aos estudos...

Se continuar assim, daqui a pouco não vai ser mais privilégio de rico ter filho doutor...

Tem muita coisa errada no Brasil? Ô se tem, ainda tamos começando a jornada. Mas que ninguém se engane: a Saúde Pública só vai ser consertada com EDUCAÇÃO, Segurança vai ser adquirida com EDUCAÇÃO, Saneamento Básico, fim da Miséria e da Fome: EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO!

(Manchete dos tempos do FHC)

Nos tempos em que o Lulinha ainda era presidente o Barack Obama veio no Brasil querendo instalar uma base militar avançada em nosso solo brasileiro - e como os americanos não são bobos nem nada queriam a ilha de Fernando de Noronha (nem pensaram em instalar a base numa favela, num lixão, não é mesmo?). Pois o Lula negou - já pensou se o Presidente ainda fosse o "maldito FHC"? Nunca mais nenhum brazuca pisava naquela ilha maravilhosa...

Quando foi descoberto o petróleo da nossa plataforma continental - essa faixa de mar que cerca o Brasil e que tá cheinha do ouro negro - o presidente americano, "bondosamente", veio se oferecer prá escavar o petróleo prá nós... Como se no Brasil faltasse pá e escavadeira... 

A Dilma, sabiamente, disse não. 

Se esse petróleo tivesse sido descoberto nos tempos do FHC...   

Também não deixou os americanos construírem os estádios de futebol prá malfadada Copa do Mundo (que eu detestei, mas que deu muito emprego, prá muita gente...).

Agora, cá estamos nós na boca da eleição. São Paulo, meu estado tão amado, novamente execrando os tais "petralhas", votando em peso no Sr. Aécio Neves. 

Mineiro que é mineiro não vota no Aécio - e ninguém se pergunta o porquê... 

Talvez seja porque, graças a ele, as contas de energia elétrica pagas pelos mineiros sejam as MAIS ALTAS DO BRASIL - será? 

Ou porque esse ex-governador deles mandou construir, com o dinheiro público, um aeroporto no próprio quintal - nem se deslocar pela cidade até chegar em casa, depois de um voo, esse "imperadorzinho" quer... 

Desvios escabrosos de milhões do dinheiro público - talvez seja essa a razão dos mineiros não irem com a fuça dele, o que vocês acham? 

Ah, tem mais: enquanto ele foi governador do Estado de Minas Gerais não houve concurso público prá fiscais naquele estado. E fiscal por acaso fiscaliza pobre, trabalhador assalariado? Não. Fiscaliza os ricos e poderosos, suas empresas, seus patrimônios escusamente adquiridos...

Vocês sabiam? Na declaração de Imposto de Renda desse cidadão ele tem a CORAGEM  de declarar as fazendas enormes que possui ao valor de UM REAL CADA? Onde é que a gente acha umas fazendas dessas prá comprar - tô muito querendo uma fazenda prá mim... 

Ele ainda declara as vacinas que dá nos seus cavalos puro-sangue como "despesas com saúde", prá ter abatimento no imposto - que lindinho ele, não é???

Eu digo uma coisa: não voto nunca mais no maldito FHC, não votei no Alckmin, não votei no Serra - ninguém dessa corja tem meu voto -e não voto no Aécio PRÁ NADA.

(manchete nos tempos do FHC)

Se ele precisar do meu voto prá motorista do caminhão do lixo eu não voto nele - ainda mais porque ele vive envolvido em acidentes de carro, sempre movido a "substâncias entorpecentes", acidentes sempre convenientemente abafados...



Em uma viagem ao exterior, quando era jovem, numa estação de esqui, Aécinho virou manchete - por ser um jovem brasileiro rico - e todo mundo queria saber como era ser brasileiro.

E ele contou: as mulheres brasileiras tinham uma vida prá lá de boa, não precisavam se preocupar em trabalhar fora. Ah, e todo mundo tinha umas duas empregadas, pelo menos - uma prá cozinhar e outra prá limpar - tanto que ele nunca havia feito a própria cama, isso aos 17 anos de idade...

Dois anos depois, aos 19, o pai dele (que era deputado em Brasília) o empregou à distância como acessor , e mesmo o rapaz residindo no Rio de Janeiro, dava conta do recado (Super Aécio, mesmo aos 19...) Não tinha internet naquele tempo, mas ele cuidava da agenda do pai direitinho, a quase 1.200 km de distância - e o salário caía religiosamente em dia na conta. Assim ele se ini
ciou na política...

Prometo que, apesar de não votar nele prá nada, deixo ele arrumar a própria cama - tá mais que na hora dele aprender, né?

Agora: bastou a Dilma subir nas pesquisas, a Bolsa de Valores enlouquece - as grandes fortunas se borram de medo. Por que será, hein?

Eu sei, eu sei, o governo da Dilma não é perfeito. Ela não é perfeita - acho que ela não é tão inteligente quanto o Lula, gagueja quando devia ser firme, esquece de comer e passa mal de hipoglicemia no Debate... 

O Aécio - esse sim é muito inteligente (mas Jesus já dizia que os filhos deste mundo são mais espertos que os filhos do outro...). Se alguém assistiu o intervalo do último debate presidencial antes do primeiro turno reparou como os outros candidatos estavam nervosos, conversando com seus acessores, recebendo conselhos de última hora - e ele tranquilão, relaxado na cadeira. 

Até neste último debate, só com a Dilma, ele só respondia as acusações com "Você não pode provar nada" e pronto, enquanto a tonta da Presidenta ficava se explicando toda, por erros que nem foi ela quem cometeu. Afinal, até Jesus teve um mal discípulo, escolheu um que não valia nada prá andar com ele, não foi? Imagina todas as esferas administrativas do poder - por acaso a Dilma é onipresente, igual Deus, prá saber de tudo que acontece à sua volta?

Quer saber o que vai acontecer se o Aécio ganhar - e eu acho que ele vai ganhar mesmo - logo no primeiro ano de mandato? 

Fim do Bolsa Família (porque pobre tem é que passar fome, prá se sujeitar a trabalhar por qualquer salário...), fim do "Minha Casa, Minha Vida" - porque pobre tem mais é que morar em favela. Adeus Fies e Prouni - porque povo ignorante é facilmente manipulado e assim nunca falta mão de obra na construção civil e nas faxinas - e adeus Petrobrás (porque o petróleo brasileiro vai lá pro Tio Sam mover seus mega-caminhões), enquanto o preço da gasolina e do gás de cozinha vai parar nas alturas aqui no Brasil (que é prá pobre ir trabalhar à pé e comer marmita fria).

Alegando ter recebido um país falido, Aécinho vai reatar o antigo caso do Brasil com o FMI, vai pedir trilhões de empréstimos (sempre guardando uma "gordurinha" prá ele mesmo e seus cupinchas...) e nós vamos voltar a dever até a alma...

Mas tudo bem - é só ele vender a Amazônia que a gente salda uma parcela da dívida. O resto a gente paga aos pouquinhos, prestando trabalho escravo - afinal, enquanto a Dilma assinou contra esse tipo de trabalho, o Aécio não assinou, não... Aliás, como é que vai ficar a mão de obra nas fazendas dele, das suas parentelas e da sua curriola toda sem trabalho escravo?

Mas isso, afinal de contas, é minha opinião. 

E opinião é uma coisa engraçada: muitas vezes é mal interpretada, desvalorizada onde não devia ser, super-valorizada  quando não vale absolutamente nada. 

Por exemplo: quando meu "Marildo" diz que café é uma porcaria, a opinião dele não tem nenhum valor prá mim, pois ele nunca provou, não tem o direito de opinar. 

Mesma coisa meu irmão, que odeia os livros do Harry Potter sem jamais ter lido um sequer. 

Prá se ter o direito de ter opinião é preciso ter informação - antes de mais nada. É preciso conhecer os fatos, pensar bem, pesar prós e contras e daí emitir um juízo - só assim a opinião vale. 

Então - não acreditem em mim. Pesquisem por si mesmos e façam uma escolha acertada - o Brasil merece e precisa disso. Andar prá trás, a esta altura, seria muito triste. Mais que isso: seria burrice.

Não estou bem de saúde e esse tipo de coisa - essa ansiedade pelo dia de amanhã no meu país tão amado, lugar onde meus filhos vão viver e trabalhar quando eu me for - ainda me deixa pior.

Mas eu tinha que falar, porque tava entalado.

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