Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Charme




Esse casaco tava quase pronto, feito de pura magia: o tecido era pouco, fiz malabarismos prá que ele existisse. Por sorte a largura do pano era de dois metros, então...
Bom, vamos por partes: o molde.
Peguei este casaco de tricô aqui:
Feito a máquina, com receita nesta postagem AQUI. Apoiei na mesa e copiei as formas - de um casaco de tricô à máquina ia sair um casaco de moletom. Só que tive que fazer uns ajustes - tricô estica bem mais que moletom do grosso. Então cortei tudo com 2 cm a mais em toda a volta (que se sobrasse dava prá consertar, se faltasse tava tudo perdido...).
Cortei sem dar atenção ao fio do tecido - onde tinha pano, fosse no comprimento, fosse na largura, eu cortava o pedaço - emendava o arremate da frente, fazia o que desse pro negócio vingar.
Daí cheguei num mato sem cachorro: o casaco idealizado era mais comprido e não dava na largura - então fiz umas emendas horrorosas na barra, prá dar o evasé (que é aquela largurinha charmosa que faz a gente mais elegante).
Me dei mal - ficou uma bela *&%$#@. Quase todo pronto e eu olhava o resultado e ficava desacorçoada - melhor esconder o bicho das minhas vistas, senão cada vez que eu olhava prá ele ficava triste.
Daí minha mãezinha (que enxerga tão pouquinho...) veio me ver no domingo retrasado e eu falei que tava com um casaco de moletom empacado, me deixando triste, querendo dar sumiço nele...
-"Mas por quê, filha!? Mostra prá mãe ver..."
E lá fui eu pedir colinho... Ela olhou com aqueles olhinhos lindos, que já não tem mais a luz que tinham e iluminou meu dia e minhas ideias... Falou prá eu fazer "assim, assado, cozido e frito" que dava certo - e deu.
Casaco pronto eis que me deparo com a gola - minúscula, nada atraente ("Por que cargas d'água eu não cortei a gola maior, caramba??? Ah, é, faltava pano...")...


Me lembrei de umas Talhatinos que comprei de saldo, a 5 reais o novelo no Bazar Horizonte (ainda tem algumas prá vender, se eu fosse você não perdia a oportunidade porque tá de graça e não fabrica mais...).

Um par de horas da minha vida, apenas um novelo de lã, cinco reaizinhos muitissimamente bem gastos e um casaco de puro glamour prás minhas deusas, minhas divas!




Fala a verdade: todas nós merecemos um casaco assim, com um pelo gostoso em volta do pescoço, macio ao extremo, brilhante, sedoso e totalmente livre de crueldade animal.

E você pode usar essa ideia prá customizar qualquer casaco, desde um feito em crochê somente em pontos altos, um tricotado só em ponto bem básico, um casaco de jeans, couro, moletom...

A gola fica pronta em apenas algumas horas e depois você prega no casaco com agulha de mão e linha da mesma cor, que não fica aparecendo...

Cara nova pro casaco e um pouco de fantasia na tua vida - vai receber o Oscar de melhor figurino que você merece!
Ah, receitinha de mãe:



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Água

Como é preciosa - e quão pouco valor damos a ela...

Assisto na minha vizinhança às lavações das calçadas, a preguiça no uso da vassoura...



Eu tive uma vez uma empregada, muito caprichosa - diga-se passagem... - que tinha o feio hábito de lavar a louça com a torneira aberta o tempo todo: de copo em copo, prato em prato, talher em talher, lá ia embora a água limpinha pelo ralo, chó-ló-ló-ló... Eu trabalhava e não sabia disso, então um dia cheguei em casa mais cedo, devido a uma consulta médica, abri a porta e escutei a água escorrendo aos borbotões! Fechei a torneira, fui procurar a moça - que estava na  área de serviço, pendurando as roupas torcidas pela máquina. Quando reclamei da torneira aberta ela disse que tava lavando louça, só tinha dado uma pausa prá pendurar as roupas e que sempre deixava a torneira aberta prá escorrerem embora os restinhos de comida... 

-"É que assim nunca entope a pia!" - disse ela, com cara de que "Tô te ensinando essa, patroa...".

-"Se você raspar com a colher o que sobrou nos pratos e puser pro cachorro, também não entope a pia e é mais barato..."

Eu falei que não era prá deixar a torneira aberta, que água custava dinheiro e ela, me olhando feio, disse que eu tava chorando miséria, que eu era "rica" e podia pagar pela  água...

A gente escuta cada absurdo nessa vida... Mas foi o último dia dela na minha casa, foi desperdiçar água na Casa do Chapéu!

Bom, não tem que desperdiçar nada - muito menos água - e tem que beber bastante, porque nosso corpinho precisa.

Essa bolsinha fiz prá minha Naninha carregar sempre perto dela, presa na bolsa, do lado de fora, sua garrafinha de água:


E se faz assim:

 
O círculo foi cortado usando um coador Melita de molde, mas mede 11 cm. Quiltei ele todo, na largura do pé da máquina, usando ponto reto e a manta acrílica por baixo - quiltei só no círculo que vai por fora, o de dentro não precisa.

Quiltei também a parte lateral de fora - não são lindas as girafinhas?

Tudo é cortado duas vezes, mas a parte de dentro é 1 cm maior na altura - já explico por quê...

Fiz duas alcinhas assim: 31 cm de comprimento por quatro de largura. Dobra 1 cm prá dentro de cada lado (fica com 2 cm de largura). Daí dobra um lado em cima do outro e costura - ficam duas alcinhas de 31 cm por 1 de largura.



Prendi com uns pontinhos as alcinhas na parte da frente. Não usei alfinete porque a parte de dentro vai por cima e eu podia acabar quebrando a agulha costurando ele.



Parte de fora e parte de dentro, direito com direito com as alcinhas no meio e uma costura reta prá prender tudo - só aonde ficam as alças...

Nessa hora, se você quer fazer uma só alça comprida, prá usar em diagonal  no seu corpinho enquanto faz caminhada (igual maleta de carteiro...) sinta-se a vontade. 

Daí, quando vira, aquele centímetro a mais que o lado de dentro tinha fica parecendo viés - já dá o acabamento na peça. Mas eu deixei dobrado assim só prá mostrar como vai ficar no fim, por enquanto deixa os dois lados separados.

A fechachão da bolsinha: não adianta por zíper, que a boca é muito pequena. Deixar aberto também não dá, fica escancarada demais. Optei por elástico, que fecha direitinho e dá prá tirar a garrafa de água de dentro sem drama. Usei elástico bico de pato, de fazer calcinha mesmo - não sei onde diacho está o meu rolo de elástico chato! Mas vai ficar escondido mesmo, então não tem problema. Você usa o elástico que quiser ou tiver.

Preguei o elástico em linha reta numa distância de quatro centímetros da borda da costura do lado que vai ficar prá fora e em cinco centímetros da borda do lado de dentro, prá elas se encontrarem no mesmo lugar.

Usei ponto zig zag, linha branca - devia ter usado linha escura do lado de dentro, mas agora já foi, não vai aparecer mesmo.

Agora é costurar toda a lateral antes de por o fundo. Alfinete direitinho, encontrando a costura que divide dentro/fora, deixando uma beiradinha sem costurar - é por onde vai desvirar a bolsinha quando estiver pronta.

Não dá prá ver muito bem, então clique na foto e você vai ver o pedaço sem costurar que vai ficar no avesso.


Agora alinhave os fundos (não alfinete, ALINHAVE, sem preguiça!). Costure e faça uns piques porque é redondo e precisa, senão fica feio.

Alinhave também o lado de dentro.

Corte os excessos de manta, depois de costurado e faça piques prá assentar melhor.

Agora, pelo pedacinho que ficou sem costurar, desvire tudo devagarinho e com delicadeza - você não quer romper os pontos e ter que fazer nada de novo.

Eu sei, parece um parto. A coisa custa a sair por um buraco tão pequeno...

Mas sai: depois de tudo desvirado fica assim, uma linguiça de pano. Costura à mão, com pontinhos bem pequenos, o buraco do lado de dentro. 

Empurra prá dentro o forro... Passa uma costurinha na beirada, onde parece viés, prá garantir um melhor acabamento e também prá segurar o forro lá dentro e empinando as alças prá cima. 



Na minha eu passei uma demão de Termolina Leitosa em tudo, com pincel macio - só do lado de fora. Como o tecido estampado é clarinho, é imã de sujeira. A termolina dá uma impermeabilizada, garante vida mais longa à peça. Também ajuda a não desbotarem as girafinhas...

E pronto! Minha filha pode levar água na garrafa - cabe até uma garrafinha térmica com chá gelado, se ela quiser. Ela pendura na lateral da bolsa usando um gancho de chaveiro e a garrafinha fica protegida e sempre à mão - e se você usar manta térmica, que vende por metro em vários lugares, a água se mantém fresquinha!



Faz uma prá você!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cachecol e touca

Que eu fiz prá minha vizinha lá no sítio, Dona Gessy:
 
Aqui vestindo uma de minhas modelos favoritas, a mundialmente famosa Lola:
 
 
Vá ser gata assim aqui mesmo. É como eu sempre digo: a fábrica não é lá essas coisas, tá meio prejudicada na fachada e nos equipamentos, mas a produção é de primeira. Três obras primas eu produzi nesta vida e a Lola é uma delas...
 
Detalhes das peças:








 
Receitinha: da boina é a mesma desta postagem AQUI, com barra 2 x 2 trançada (que eu ensinei a fazer nesta postagem AQUI. Fiz com dois novelos de mollet preta, usados duplos, usando agulha de tricô 7. Os furinhos foram feitos a cada 4 carreiras, do lado avesso (tricô), tricotando dois pontos juntos com cinco pontos de espaço entre cada furinho. Depois de quatro carreiras eu fazia os furinhos intercalados aos anteriores. Gastei apenas um novelo.
 
O cachecol é feito também usando dois novelos de mollet juntos, na cor branca. Gastei 3 novelos. Coloquei 12 pontos na agulha 12 e tricotei até acabarem os três novelos, no ponto desta blusa AQUI.
 
Custo das duas peças: R$9,60 (quatro novelos de 40 g de fio Mollet no Bazar Horizonte).

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A Sociedade das Galinhas

Elas muito provavelmente chegam na tua casa assim:

Ou assim: 
 
 
 
Vindas do balcão refrigerado do supermercado...
 

Ou já vem assadinhas, guarnecidas de batatas coradas, crocantes, suculentas e cheirosas - preparadas naquela máquina que estrategicamente se posiciona na porta da padaria, aos domingos...

De qualquer forma que cheguem na tua mesa, foram trazidas de uma granja, onde viviam aos milhões, ciscando ração, fazendo barulho, colocando ovos...
 

Criaturas deliciosas, assim projetadas por Deus para nos servirem de alimento desde os primórdios da humanidade - que ninguém ache que é por acaso que são tão gostosas: nosso cérebro em desenvolvimento necessitava de fontes de proteína e essas criaturas dóceis eram desde sempre fáceis de se criar e de se preparar, segundo os planos do Criador...

Tem gente que as enxerga como coisas - mesmo lá no sítio,  onde são tão comuns (e talvez por isso mesmo...) há quem as atropele com o carro, no meio da estrada, por pura diversão (e daí veio o prato "galinha atropelada...").
 
Nada mais são que coisas que se mexem - dizem eles -, cuja função é ir pro prato - sem personalidade...
 
Apesar de serem a alegria de muitas artesãs...
 


 

E algumas crianças...
 
 
 
Mas, vistas bem de perto, por alguém de inteligência mediana (por acaso eu) e um coração que enxerga (de vez em quando) a fagulha do Amor Divino por detrás de cada vida...

Animaizinhos extremamente medrosos (prá compensar a limitada inteligência...) é o que elas são... Ameace ir na direção delas e eis que já estão correndo lá na frente, antes que você pisque...
 
 
 
São atentas ao mundo, com seus olhos lindos, que parecem contas amarelas, vidradas...

Tem sempre um líder, cheio de responsabilidades na vida - sendo a primeira delas avisar  ao mundo que a luz voltou à Terra, cantando a cada nascer do sol...
 
 

Ele é o maior e mais forte dos galos, o mais bonito - o pai de toda essa sociedade.

Não admite contestação de sua posição, mesmo de seus próprios filhos... Em meu sítio ele se chama Bernardão - um galo de penas brancas e pretas, mescladinho, altivo e belo.

Quando o compramos ele nos chegou vindo do sítio da Dona Gessy, nossa vizinha, acompanhado de duas galinhas - Bernardina e Manoela. Mesmo assim, atravessava a estrada várias vezes ao dia prá ir brigar com seu sucessor, lá no sítio dela - saudades do harém, que era bem maior. Quem lá ficou era um de seus irmãos...

Com o passar do tempo e a abundância de quirela, aquietou-se... Bernardina é que não. Enciumada, contando com apenas uma concorrente, vigiava Bernardão com unhas e bico - e Manoela, partidária da paz, ia prá longe, prá qualquer lugar onde a outra não estivesse.

Gostando dos ovos frescos o Marildo passou a comprar mais companheiras pro Bernardão e Bernardina deu-se, afinal, por vencida - pois, se nas sociedades humanas, existem mulheres que aceitam situação similar, que dirá na sociedade das penas...
 
 
 
 
Foram se multiplicando os ovos, os pintinhos, os frangos...
 
 
 
Bernardão se mostrou um líder exemplar, sempre cuidando de tudo e de todos. Distribuía sua atenção igualmente entre todas as suas esposas - e Bernardina jamais reclamou novamente. Até que um dia...

Era Natal - mais precisamente o Natal passado. Compradas na cidade surgiram duas galinhas brancas, muito gordas, que se destinavam aos almoços do Natal e do Ano Novo dos caseiros. Nem bem chegamos e uma delas teve seu destino arranjado, assada no forno com tomilho...

A outra, por uma semana, continuou a ciscar pelo terreno, alheia ao destino da companheira e ao dela própria - e alvo das atenções de Bernardão.

Dalila - eu a chamei - vivia prá comer (e prá levar coça da Bernardina, que teve o ciúme aceso novamente...). Pois não é que bastava Dalila dar um berro e lá vinha Bernardão, correndo esbaforido, defender sua gorduchinha.

Durante todo o período de férias assistimos a evolução desses relacionamentos - o amor do Bernardão, o ciúme de sua primeira esposa, o total alheamento de Dalila. Acontece que seu coração já tinha dono, desde o momento em que foi selecionada pelo ser humano prá ser galinha de granja, prá comer sem parar prá ganhar peso logo e ser vendida: seu maior amor era a comida. Assim, depois de um certo tempo, Bernardão tinha que expulsá-la do tacho de quirela, senão não sobrava nada prá ninguém - mesmo o Marildo dobrando a ração, prá evitar uma tragédia...

Quando voltamos no Carnaval Dalila tinha morrido, cometido suicídio pulando dentro de uma panela, como tantas outras antes e outras tantas depois dela - na verdade seu destino cruel nos foi contado de maneira diferente pelos caseiros, de forma a nos chocar menos: nos foi dito que um "bicho" a havia devorado no meio da noite e que não haviam sobrado nem mesmo as penas. Só esqueceram de dizer que eram mais de um bicho e que todos andavam com duas pernas...

As galinhas continuaram suas vidas...
 

Bernardão cuidando de tudo e de todas - enquanto elas comem, ele fica atento do lado de fora do galinheiro, prá que as distraídas com a quirela não tenham a vida levada por algum "bicho"- seja lá de quantas pernas... É sempre o último a se alimentar e é um mistério prá mim como se mantém tão lindo, saudável e forte!
 
 
 
Tão lindo que acabou sendo o alvo do amor platônico de uma das galinhas garnizés - que vieram aumentar nosso pequeno bando. Essa nunca teve filhos com seu galinho, Lindolfo - apesar de suas reiteradas tentativas...

Aonde Bernardão vai, a Piqueninha vai atrás, todo o tempo - e ele a defende também, mesmo sem namorarem...

Mas não tenham pena do Lindolfo - ele tem também seu harém e sua prole...
 
 
 
Boas mãezinhas essas pequenas criaturas...

Até Manoela acabou se tornando uma...
 
 

Com Bernardina surgiu Bernardão Júnior, aqui em primeiro plano, na frente do pai; Lindolfo entre eles - não é lindinho e minúsculo?
 

 
Pai e filho já estão disputando terreno (os outros irmãos sumiram todos... Terão fugido com o circo???) e, cedo ou tarde, um dos dois vai ter seu destino - vendido prá um outro sítio, se lá estivermos (tomara que não cometa suicídio pulando dentro da panela, destino comum por aquelas bandas...).


 
Chega a noite e as primaveras viram prédio de apartamentos - a exuberância dos galhos altos bem verdes, cheios de flores e espinhos, lhes garantem poleiros seguros para poderem dormir, longe dos predadores.


 
"Apaga a luz da lanterna, dona Rosa!!!"

Tá, tá... Já apaguei...

Predadores como os lagartos, que lhes devoram os ovos e os filhos:

 
Não o viu? Eu aproximo a foto:
 

No sítio tem vários - são mais ariscos que as galinhas  e tem o mesmo gosto que elas, segundo os caseiros (são um petisco muito apreciado - quando se consegue capturá-los...).

Assim elas seguem suas breves vidas, agradecendo a Deus, à sua maneira, pelos dias de sol, pelos insetinhos prá ciscar no chão e por sobre as plantas, pela quirela que recebem sempre à mesma hora, pelas plantas altas onde podem se abrigar. Por mais um dia de vida na Terra.

Aos meus onze anos parei de comer as galinhas que criávamos - por perceber nelas alegria por estarem vivas, preferências, medos... Aos quinze já não comia nem mesmo as que meu pai trazia prontas da padaria. Foi difícil: até hoje, quando passo por um lugar onde elas estão sendo preparadas, minha boca fica cheia de água - ah, se elas nascessem numa árvore...

Já houve tempo no qual cobríamos nossa nudez somente se arrancássemos as peles de outros animais. Aprendemos a tosquiar as ovelhas nas estações quentes e fiar seus pelos para as tramas das nossas roupas... O tempo foi passando e aprendemos a utilizar fibras vegetais - nosso amado algodão, tão versátil em todas as estações, o cânhamo, o linho... Hoje se produz os mais variados tecidos e até couros artificiais!

O mesmo vai acontecer com os alimentos: hoje já é possível obter proteínas de alta qualidade sem recorrer às mortes dos animaizinhos. O próprio Bill Gates, um dos maiores gênios do nosso tempo, é vegetariano e investe no desenvolvimento de alimentos totalmente livres de proteína animal, com muito sabor. Garante que o futuro da alimentação humana é o vegetarianismo...

Acredito que ele tenha razão... Antigamente, com menos população, os animais eram criados livres, alimentados de forma natural. Hoje são bombardeados de hormônios e antibióticos - e tudo isso passa prá quem os consome.  São mortos em larga escala, em matadouros encharcados do cheiro de sangue, que os enchem de pavor - toda essa energia passa para a carne, alguém duvida?

As primeiras coisas que os médicos pedem prá você fazer quando está com câncer é parar de comer carne e laticínios... Os mesmos hormônios de crescimento existentes no leite, programados prá fazer o bezerro se desenvolver, ajudam nossos tumores a ficarem cada vez maiores. As toxinas liberadas pela carne em decomposição, mesmo depois de assada e digerida pelas enzimas do nosso estômago, enquanto retardam nosso fluxo intestinal, libertam mais e mais radicais livres no nosso corpo, ajudando a nos envenenar, por dentro e por fora.

Diz a sabedoria popular que o peixe morre pela boca...

Mas não se preocupem, tudo tem solução.

Está na minha lista de pedidos prá Deus, quando lá chegar, árvores de mortadela e presunto, arbustos repletos de coxinhas e asinhas crocantes de galinhas...

E nenhum bichinho sairá ferido com isso - poderão florescer as Sociedades das Galinhas, das Vacas, dos Porquinhos...

Afinal de contas, sonhar não custa nada. 

 
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