Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Era uma vez 3 reais...

E o tanto que se pode fazer com eles - soma irrisória que, nos dias de hoje, não dá prá comprar nem um pastel na feira:





Lá estavam eles, dentro daquela carteirinha onde eu guardo trocados, prá uma necessidade... 

E lá estava eu, andando pela Penha, meus pés automaticamente me levando prá onde meu cérebro queria ir: na loja de tecidos...

Eu olhava os tecidos expostos, namorava, perguntava preço...

Resolvi comprar dois cortes de flanela - que já viraram camisas prás meninas, diga-se de passagem - e paguei no cartão de crédito (porque sempre saio de casa sem levar dinheiro prá nada, só mesmo os trocadinhos mixurucas da carteirinha...).

Daí, quando já tá tudo pago, pedida a Nota Fiscal Paulista e tudo, dentro da sacolinha, eu me despeço e...

Algo me chamou a atenção na bancada de retalhos - que eu já tinha revistado assim meio "por cima", sem achar nada que me encantasse...

Um retalhinho de crepe de seda com estampa miudinha de flores, muito delicadas em fundo branco, que devia estar se escondendo de mim debaixo de alguma outra coisa...

Era um trapinho de nada, ninguém daria o menor valor... Destinado a vestimenta, não tinha metragem prá fazer nada, só mesmo roupinha de bebê - talvez...

35 cm por 1,40 metro - sobra de peça...

A dona da loja ainda me falou que a mulher que comprou o último pedaço era tão antipática: "Olha, eu até podia ter dado o restinho da peça prá ela, mas ela me tratou o tempo todo como se eu fosse uma ninguém, uma escrava - então eu passei a tesoura e deixei o pedaço aqui mesmo...".

Todas as vezes que eu vou lá eles são sempre muito bons prá mim: sempre cortam com um pedaço a mais, me dão sobra de peça (uma vez ganhei quase meio metro!!!)...

Um pedacinho de papel grampeado no retalho informava o preço dele: 3 reais. Encalhado porque ninguém sabia o que fazer com ele...

Daí eu comprei o retalho - paguei na moeda... -, vasculhei meus guardados atrás do pedaço de renda amarelado pelo tempo - pedaço que sobrou do vestido de casamento da minha irmã Cida, há mais de 20 anos atrás - coloquei a renda de molho na bacia com sabão Brilhante, tomando sol e...

A renda ficou branquinha igual coco ralado e, juntando tudo, rendeu essa blusinha linda... Uma regatinha bem básica, larguinha, que se ajusta no corpo graças a um laço atrás - feminina toda vida.

Nunca desprezem um retalhinho - sempre se pode fazer algo lindo gastando pouco... é óbvio que se eu não tivesse a renda guardada o preço da blusinha ia ser outro - mas eu podia ter feito de crochê a parte de baixo, com sobra de linha: eu ia dar um jeito de fazer algo lindo e gastando quase nada, porque eu sou assim mesmo: odeio desperdício... 

(E só prá me gabar - que eu sou humana e cheia de defeitos, igual todo mundo:  aposto que minha blusa de retalhinho ainda ficou mil vezes mais bonita que a roupa que a tal mulher ranzinza fez com o mesmo tecido, pagando bem mais caro...)

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Bolsa de calça jeans



Prá Naninha retornar às aulas com uma bolsa nova - que voltar das férias merece um agradinho, pois a vida fica puxada...

Bolsa nova em termos: era uma calça do Ike, desmanchada e bem utilizada.

Só que...

Ele ainda usava a tal calça - era, na verdade, a favorita dele... Dando uma limpeza nos guarda-roupas prá me ajudar a Nana separou umas calças dele e me garantiu que podiam ser doadas ou usadas prá fazer avental de cozinha - e eu gostava tanto dessa calça que resolvi "mantê-la na família"...

Daí, bolsa feita, lá vou eu mostrar ela prá família, recebendo elogios de balde cheio do Marildo - mas foi mais ou menos assim a cara do moleque:



Meu coração se partiu em milhões de pedacinhos - a favorita dele?!!! "Que diacho de mãe eu sou que não perguntei antes???"... Mas também: ele não usava faz tempo (eu falei...) e ele me respondeu: "Eu não sabia onde tava, mãe!" (justamente porque a Nana juntou o monte de calças e ajeitou numa sacola, no meu quarto de costuras...)...

Agora tô devendo uma calça nova prá ele - embora ele diga que não, tenha me abraçado, dito que tava tudo bem, que era só uma calça... Tenho que arrumar disposição de ir até o centro da Penha comprar outra e fazer surpresa.

Bom, transtornos à parte, a calça virou uma bolsa bem bonita. Fiz assim:


Descosturei a calça prá aproveitar todas as margens de costura - pois queria a bolsa bem grande.

Fiz a frente da bolsa usando metade da frente e metade da parte de trás da calça. Com as pernas da calça eu fiz tiras, emendei, costurei, desvirei e - prá esconder as emendas - costurei por fora a tira de algodão cru própria prá alças, que geralmente a gente usa por dentro. Ficou muito bonito - eu achei... - combinou. 
Tive que costurar as alças mais próximas das costuras laterais, por causa desse zíper grosso que tinha no bolso... Mas ficou bom mesmo assim, não ficou? Também coloquei spikes prá enfeitar, só porque eu tinha sobrando...



Enfeitei com bordados prontos que eu tenho de monte em casa - e que comprei baratinho lá na rua da Graça. Lá tem uma loja especializada só nisso, tem milhões de bordados lindos, todos a precinhos bem baratinhos, prá todos os gostos e bolsos.

Terminada a bolsa, ainda enfeitei com botões de madeira coloridos comprados da China, do Site AliExpress - um toque de cor sempre é bom, e eu usei botões nos tons da borboleta bordada...

Nos bolsos de um dos lados eu coloquei fechos imantados internos e, do outro lado, costurei por dentro velcro - que assim ela pode carregar coisas importantes (tipo bilhete único e trocados...) com mais segurança.

Usei manta acrílica presa ao corpo da bolsa: costurei cada costura já existente (bolsos, etc.) novamente, por cima delas mesmas, com linha da mesma cor, grudando a manta no brim, prá deixar a bolsa mais encorpada - muito embora o brim seja grosso, a manta deixa ela ainda mais fofa e mais forte. 

O fundo da bolsa eu fiz matelassado, prá dar mais resistência também...

Por dentro usei tecido preto, fiz bolso com zíper de um lado e 3 bolsos abertos, como sempre faço, do outro lado. 

Ah, se você quiser aproveitar a ideia e fazer uma também, assiste o vídeo aqui ou no Youtube:


Tinha dicas no blog da Paula Piai, mas acho que ela deletou o blog, porque o link que eu coloquei na última bolsa que eu fiz a partir das instruções dela não existe mais - espero que ela não delete também o vídeo no Youtube...

É uma bolsa deliciosa de se fazer, muito prática e muito útil, especialmente se você precisa carregar muita coisa como a minha Naninha. E você ainda pode adaptar e fazer menor, usando a mesma técnica, que é muito fácil.

Espero que vocês tenham gostado e que deem um bom destino a uma linda - mas já cansada - calça jeans (mas, se não pertencer a vocês, perguntem antes de cortar...).


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Guardião das Borboletas


Era um final de dia como qualquer outro - pouco verde na cidade, muito barulho, muita fumaça. Pessoas e mais pessoas, de todos os tamanhos e formas, de todas as cores e cheiros, de todos pesos e medidas, ocupando apressadas todos os espaços - ainda bem que não voam, pensou a borboleta...

Como se não bastasse tudo isso, ainda era sexta feira - como se uma pequena borboleta se desse conta disso, no seu curto entendimento, no seu curtíssimo tempo de vida...

Assustada com o burburinho humano, ansiosa por um pedaço de chão verde, algumas flores ("Seria pedir muito, Deus do Céu?" - provavelmente pensava a borboleta...), levada pelo vento lá se foi aquela pequena flor alada, empurrada subterrâneo abaixo, seguindo quase inconsciente o rio de gente nas escadarias do metrô...

Suas delicadas asas em vão tentavam estabelecer um curso coerente: os deslocamentos de ar de cada ser humano apressado que passava por ela a jogavam de um lado para o outro a ponto de, por diversas vezes, a pobre borboleta precisar se resguardar pousando em uma pilastra...

De repente - assustadoramente - uma lufada de vento de tamanho inimaginável precede a chegada do que seria (na imaginação pequena de uma borboleta...) um dragão de luz!

Ele pára - luzes brilhando em seu corpo todo... - e, como se abrisse suas escamas, acolhedoramente recebe dentro de si toda aquela maré de gente!

-"Oh, que coisa incrível! Eu também quero me sentir protegida dentro desse dragão!!!" - deve ter pensado a borboleta - e sem nem mesmo articular um pensamento, prá dentro do vagão do metrô  ela se apressou a bater as asas...

Vagão cheio - fim de dia, fim de semana de trabalho. Pessoas cansadas, suadas, mal humoradas e famintas, com um longo percurso até chegarem em casa. 

As acomodadas sentadas quase cochilando - ou mexendo em seus celulares, jogando joguinhos, conversando sem dizer nada... 

As pessoas de pé se equilibrando como bem podiam, se esbarrando, invadindo os espaços umas das outras...

E a borboleta resolveu mudar de ideia ("Não gostei de ficar aqui dentro, meu lugar é lá fora, a céu aberto... Por onde será que eu saio?!...) e começa a voar, desesperada, na direção das janelas de vidros sempre fechados, atravessando um mar de rostos mal-humorados, uma tempestade prestes a acontecer...

Eis que se seguem aos rostos as mãos - antes paradas segurando com afinco a bolsa, o celular, os canos que ajudam a equilibrar os passageiros - todas afoitas... Umas querendo espantar a borboleta, outras irritadas querendo achatá-la na parede, mero inseto a incomodá-las...

E a borboleta batendo desenfreadamente suas finas asas, lutando pela vida mais que pela própria liberdade!

Então, algo completamente inusitado acontece: algo mágico!

Até aquele momento um homem se manteve quieto, apenas observando... Também havia trabalhado o dia todo, também estava suado, cansado e com fome. Estava de pé desde muitas estações antes daquela borboleta entrar no vagão e, distraído com seus pensamentos, nem percebeu quando isso aconteceu. Só se deu conta da existência dela quando viu o monte de pessoas que o cercavam saírem da sua apatia habitual e tentarem, só porque podiam, abater a pobrezinha...

O homem era magro e um pouco mais alto que a maioria, vestia uma camisa azul marinho de algodão já amarrotada pelo cansaço do dia - que havia sido bem longo e exaustivo... Nem bem notou a borboleta, assistiu a sua fuga por um tempo que foi infinito pra ela - mas que, em tempo humano, não levou mais que um lapso de segundo: sem pensar, movendo-se rápido e sem atrapalhar ninguém, atravessou o vagão lotado e, erguendo sua mão de dedos muito brancos e longos, capturou dentro dela a borboleta!

-"É o fim! Vou morrer! Acabou-se tudo prá mim!..." - deve ter pensado a pobrezinha... 

Mas não...

Enquanto durou o trajeto entre as duas estações o homem segurou no alto a mão de dedos fechados-meio-entreabertos, uma gaiola viva na qual se observava, por entre os espaços, completamente segura a frágil criatura...

Ao soar o aviso da próxima estação, lá foi ele em direção à porta - muito embora ainda demorasse muito o fim do seu trajeto...

Aberta a porta, abriu-se a sua mão e - para o espanto das poucas pessoas que prestaram atenção nessa cena mágica - a borboleta não quis ir embora: sentia-se segura e satisfeita agarrada àquela mão tão macia e compassiva, que a havia capturado em pleno voo sem causar-lhe o menor dano...

Mas o homem tinha outro caminho a seguir, diferente do caminho da borboleta... Fazendo um leve movimento para cima e para baixo com sua mão, o homem a incentivou a seguir voando, agora em outros ares.

Fechada a porta a borboleta seguiu seu caminho, guardada por Deus - que não despreza nenhuma vida. 

Nunca mais viu aquele homem que lhe salvou a vida em pleno horário de rush...

-"Que pena..." - a borboleta deve ter pensado... "Me senti tão bem, amparada por aquela mão!..."

Dentro do vagão o homem seguiu seu caminho. 

Algumas pessoas pensaram no desperdício de tempo que havia sido - na vida dele - salvar a vida daquele reles ser vivente. 

Outras, no entanto, olharam para o homem e sorriram, satisfeitas. Uma moça bonita, que depois mexeu no celular, talvez tenha fotografado algo da cena - vá saber... Um homem muito suado, carregando uma mochila nas costas, sentiu que aquele dia tinha, afinal, valido muito a pena... Uma velha senhora sentada no assento preferencial, conscientizou-se de que sempre havia algo de novo prá se ver na vida... 

Poucas, muito poucas (privilegiadas) pessoas se deram conta do momento lindo que haviam presenciado...

Meu filho chegou em casa acompanhado da irmã - minha amada Lola, testemunha ocular e narradora oculta dessa pequena história... - trazendo na mão um pouquinho do pó da borboleta...

-"Será mágico?" - pensei por um momento...

Em meio a toda essa doçura a adoçar meu coração dolorido lá se vão os dois, contar pro pai e prá irmã, fazendo troça:

-"O Ike fez o maior sucesso hoje no metrô, pai! Só faltou dar autógrafos... Uma moça ficou o tempo todo sorrindo prá ele"

-"Vamos fazer assim, Lolinha: a gente captura um vidro cheio de borboletas, sai nos horários de pico, você solta uma aqui, outra acolá: eu saio resgatando e fico famoso.. Conhecido mundialmente como o Herói das Borboletas - daí eu cobro um milhão de dólares por cada aparição em público, fico rico e todos nós nos mudamos prás Bahamas!..."

Zombando de si mesmo, meu amor, minha vida... Escondendo do mundo inteiro - menos de nós - o coração repleto de compaixão que lhe pulsa dentro do peito...

Volta e meia Deus faz isso comigo: me faz recordar os motivos de ser tão feliz...

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Pouca coisa...

Muito pouca mesmo - às vezes faz a diferença... Como o detalhe desses botõezinhos costurados à mão, um a um, aleatoriamente, nesse pulôver branco básico (que também poderia ser um pulôver preto, ou bege, ou cinza...):






A receita do pulôver é bem fácil - manequim 40 (mas até 44 pode usar, que fica bom...):


Se você não tem máquina de tricô, não precisa ficar triste: uma blusa feita à mão, em ponto simples, em tricô (ou mesmo em crochê, só de pontos altos...) vai ficar muito bonita com o charme desses botõezinhos -  comprados no site AliExpress - site chinês que vende pros brasileiros com o valor a ser pago - em reais - em qualquer banco ou casa lotérica, após imprimir o boleto. Vieram 100 deles num saquinho e mais 5 de formatos diferentes, como um presentinho fofo:


Demora prá entregar, mas não cobra nenhuma taxa, na maioria dos ítens. 

Veja mais alguns botões que eu comprei (alguns são de madeira):


Também chegaram meus transportadores de pontos, tão difíceis de encontrar no Brasil:


Quem tiver interesse em comprar este último item, infelizmente ele não está mais disponível - não o conjunto com o transportador de 10 pontos (acho que devem ser ferramentas usadas, dada a diferença de tonalidade do plástico de que são feitas...). 

Mas ainda dá prá comprar um jogo que vai do transportador de 1 ponto até de 7 pontos: basta clicar AQUI que vai direto pro link da loja.

Enfim, os botõezinhos são uma ideia muito boa prá dar vida nova a um pulôver - ou uma camisetinha - com cara de nada, ou mesmo em uma peça que já perdeu seu encanto. E se você não tiver botõezinhos assim pequenos, pode usar miçangões coloridos, que o efeito é quase o mesmo.

Muito obrigada pelo carinho de todas as amigas neste momento difícil prá mim. Hoje eu me obriguei a postar esta receita, mais por insistência dos filhinhos, que acharam que alguém podia fazer bom uso dela...

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A vida tem muito disso...


Lá tá a gente andando pelo mundo, um pé na frente do outro, um dia depois do outro. Uns dias bons, outros nem tanto, felicidade misturada com tristeza, esperança batizada de lágrimas...

Tem coisas que a gente supera fácil - a gente até se julga forte, se superestima, acha que "venha a tempestade que vier" a gente enfrenta, se molha e se seca e continua a caminhada.

E tem coisas que deixam a gente sem chão nem céu, enxergando tudo através de um vidro escuro, o sol pode nascer lá fora que a gente não vê, quase como se nunca mais fosse acontecer um motivo prá sorrir de novo na vida...

Minha cachorrinha - seu nome era Leidinha Bilisquinha - foi a única que a gente comprou em Pet Shop (porque amigo a gente não compra, eu achava...). Era uma bolinha de pelos brancos cacheados, um "poodle toy" segundo o pessoal da loja - e minhas crianças se apaixonaram (nunca se deve levar criança em lojas de animais, é crueldade com elas - se você não comprar nada - e também crueldade com os bichinhos, que recebem carinho passageiro e lá ficam, sós e abandonados, nas gaiolinhas...).

Ganhou o nome Leidinha porque aqui em casa se dá o mesmo nome do cachorrinho que morreu pro cachorrinho que acabou de chegar - assim as crianças meio que imaginavam que era a mesma criaturinha, voltando prá gente... Bilisquinha porque ela se sentava esparramada no chão da cozinha enquanto eu fazia a comida, a barriguinha toda estatelada no chão frio, me olhando pidona com aqueles olhinhos de jabuticaba madura, querendo sempre um "bilisquinho"...

Cresceu e era rabugenta, brigona, latia demais, escavava todo o jardim em busca de só Deus sabia o quê - mas nunca ficou doente. Cresceu além da conta e, de "toy", não tinha nada...

Dezesseis anos ela viveu em nossa companhia. Operou catarata dos olhos, não enxergava lá essas coisas, já tava meio surda, andava com dificuldade, toda reumática a pobrezinha... Acho que Deus faz eles viverem tão pouco em relação ao nosso tempo de vida que é prá gente se conscientizar, várias e várias vezes, do começo, meio e fim da nossa própria existência...

Algumas semanas atrás ela me acordou no meio da madrugada, numa noite de chuva, gritando na porta dos fundos da casa... Eu e o Marildo descemos e a encontramos no meio do caminho da escada - pois ela tinha dificuldade de subir por ali, pobrezinha da minha velha... - toda ensopada! Na hora o Marildo me pediu lençóis, toalhas, deu a volta pelo quintal e a trouxe toda embrulhadinha prá garagem. Nós dois a enxugamos, secamos o pelo com o secador de cabelos, montamos uma caminha e demos um analgésico prá dor, igual se fosse uma criança...

Mas, ao invés de ir melhorando com o tempo, ela foi ficando pior e pior. Surgiu do nada uma gastroenterite - ela perdeu a fome, evacuava com sangue... Fizemos exames de sangue, ultrassom - e neles foi constatado o precário estado dos rins da bichinha... Além de todos os remédios que tinha que tomar prá gastroenterite - antibióticos, analgésicos, remédio prá parar o sangramento do estômago - ainda foi recomendada "fluidoterapia", que era prá fazer os rins voltarem a funcionar. 

Todo dia ela tinha que ser levada até o veterinário - até sábado e domingo, ter soro injetado em alguma veia do seu magro corpinho, ficar horas sendo mantida imóvel pelas mãos de alguém, prá agulha não escapar...

Mudou-se a dieta - quem sofre dos rins não pode ingerir muita proteína... Meu filho - que pagou todo o tratamento - comprou as latinhas de ração renal prescritas, mas o gosto devia ser péssimo, pois a bichinha não tocava na comida. Acho que, chega uma hora, o animalzinho sente que vai morrer e pára de lutar prá ficar vivo, simplesmente desiste - ela estava nesse estágio.

Mas quem diz que meus filhos iam desistir dela? Meu moleque inventou uma nova maneira de se alimentar doentes: comprou caixas e mais caixas de água de coco, batia colheradas da ração renal com esse líquido tão saudável e injetava no fundo da garganta dela, várias vezes ao dia, ela mesmo não querendo... Quando ele não estava em casa eram as meninas que faziam isso...

No último domingo que ela viveu na Terra eu e ela ficamos a manhã inteira sós... Ela com suas dores, eu com meus afazeres e minhas lágrimas. Cheguei à conclusão que, se o ser humano é 70% água, no meu caso deve ser água salgada, porque eu tenho um estoque infinito de lágrimas...

Ela não se levantava mais... 

Achei que ela estava morrendo e fui fazer companhia, sentada no chão da garagem, rezando e chorando, chorando e rezando, acariciando sua cabecinha ossuda tão querida - cabecinha que ela fazia força prá levantar do chão a cada cinco segundos e que deixava cair, com estrondo, de volta no piso.

"Será que ela tá fazendo força prá levantar e não consegue?" - eu pensei... Agarrei ela pelo peitinho, acomodando minhas mãos por debaixo dela e, como se ela fosse um marionete de ossos e pelos brancos muito sujos, dei a ela a última ilusão de mobilidade: passeei com ela por toda a garagem, por onde ela queria ir, por quase vinte minutos - o tempo que minha coluna aguentou sem que eu gritasse de dor. Tudo o que ela queria era voltar pro seu canto no quintal lateral, onde estava minha outra cachorrinha, sua companheira de brincadeiras - e também de brigas...

Ela ficou satisfeita, se cansou, deu soninho. Deitei a pobrezinha dentro da casinha, no seu colchãozinho e ela dormiu sossegada.

Acordou e resmungou mais duas vezes e por mais duas vezes eu caminhei com ela - na última vez minha família voltou prá casa e assumiram meu lugar...

Naquela noite a Bulma - a outra cachorrinha do quintal - uivou muito...

No dia seguinte, infelizmente, a Leidinha estava muito pior e, quando o Marildo e meu filho voltaram do trabalho, foram todos (com as meninas) ao veterinário, ver que remédio podia ser dado prá ela melhorar um pouquinho que fosse...

Dessa vez, a  veterinária desenganou a bichinha completamente, disse que ela tava morrendo mesmo. 

Nos deu três opções: deixar ela com eles, até que se findasse o sofrimento dela naturalmente - mas longe de casa, prá gente não assistir; dar uma injeção de morfina prá ela dormir de vez ou então dar um analgésico moderado e trazer ela prá casa, prá natureza seguir seu curso - mas com menos dor.

Obviamente escolhemos a última opção. Impensável abandonar a bichinha prá morrer sozinha, longe de casa, num lugar estranho. Mais impensável ainda autorizar que lhe tirassem a vida, que sempre pertenceu ao Criador dela...

Quando eles chegaram em casa ela estava mais tranquila, aconchegada no colo deles. Ninguém jantou, ninguém tinha fome...

Tiradas as cadeiras da cozinha e empurrada a mesa, meus filhos resolveram se sentar, os três, com ela no colo, carinhando seu pelo, rezando - e assim ficaram horas, adentrando quase a madrugada. Ela não dormiu nem com o analgésico - ficava só olhando prá eles, calmamente, duas jabuticabas brilhantes mudando de rosto em rosto e também olhando prá mim, de vez em quando...

Peguei uma colcha velha que eu tinha, de piquê, lembrança do meu casamento - guardada de recordação, já meio roída - e forrei o chão com ela dobrada, prá ninguém sentir a friúra do piso...

Não vi quando meus filhos foram se deitar... Peguei no sono cedo, lá pelas dez da noite, depois de ficar cansada de tanto chorar...

Acordei de madrugada e não dormi mais - o silêncio da cachorrinha me contava que ela não estava mais sofrendo...

Meu filho e meu marido tinham consulta médica às 08:30 e meu moleque acordou o sol estava prá nascer. Na mesma hora pulei da cama, com medo da reação dele ao se encontrar - sozinho - com aquela já tão anunciada morte...

O encontrei sentado no chão com ela nos braços. Ele estava de costas prá mim e, ao perceber minha chegada, se virou e disse, chorando: "Você não devia ter descido, mãe... Você sofre muito..." - se preocupando comigo...

Meu marido veio logo em seguida. Foi decidido - pelo meu garoto - que ela iria ser enterrada naquela mesma hora, no nosso jardim... Como não temos pás nem enxadas meu marido atravessou a rua prá pedir emprestado pro vizinho - que, prá nossa sorte, já estava acordado àquela hora, pois também tinha consulta médica no Hospital do Câncer (o coitado tá magrinho quiném um palito, mas tá melhorando aos poucos...).

Fui com meu moleque pro quintal, o Marildo junto, eles revezando nas escavadas... As meninas acordaram e vieram ajudar também, todo mundo dando sua colaboração... Precisava, pois cada um tinha horas de chorar e não conseguir cavar mais e então precisava de substituto...

Cova feita meu moleque subiu e a trouxe envolta no lençolzinho - seu corpinho ainda estava morno, pois eles a tinham deixado dormindo bem agasalhadinha na noite anterior. 

Lá estavam meus filhos, meus anjos, a beijarem um animalzinho morto, teimando em não abandoná-la à terra de onde todos os viventes vieram e prá onde todos, forçosamente, um dia voltam... A encharcaram de lágrimas silenciosas - as mais doloridas de todas as lágrimas...

Quando - por fim - tiveram coragem de deitá-la em sua última caminha, meu filho, com a voz entrecortada, disse assim prá minha filha Nana:

-"Esta noite, Nam, eu sonhei que você fazia uma cirurgia nos rins dela e que ela ficava boa de novo, pulando igualzinho uma ovelhinha como antigamente...".

Fiquei destroçada por dentro. Me doía tudo, uma dor realmente física, como se eu tivesse engolido pregos e cacos de vidro. 

Não conseguia dormir, não conseguia comer...

Nunca uma morte me tinha chocado tanto! As mortes da minha vida sempre me chegaram silenciosas, limpas e trocadas, deitadas num caixão coberto de flores. Eu - na verdade - sempre fui poupada, ou pela minha mãe, ou pelo meu marido...

Desta vez a morte chegou com todos os seus gemidos, todos os seus cheiros, todas as suas imagens a se imprimirem prá sempre na minha retina e na minha alma... 

Decidi que a palavra que eu mais detesto na nossa língua (e também em todas as traduções que possam existir nas outras línguas) é a palavra "adeus". Odeio.  Nunca vou estar preparada para dizê-la: quero morrer primeiro que todo mundo que eu conheço e amo, de supetão, prá não ter tempo de dizer adeus prá ninguém (e, sabendo disso, meus filhos disseram que eu sou uma tremenda egoísta, pois não quero sofrer nenhuma perda e me esqueço daqueles que irão sofrer a minha...).

Alguém pode achar exagero tanto sofrimento por um animalzinho - mas aí eu digo que "cada um é que sabe onde lhe dói o calo"... Dezesseis anos convivendo foi a vida inteira dela e uma boa parte da minha, parte essa que passou num piscar de olhos: ainda a vejo deitada no chão da cozinha, pulando no jardim, correndo atrás das pombas que tentavam comer da ração na tigela... 

A Bulma ficou numa tristeza de fazer dó, calada, quietinha na casinha, por um dia inteiro - coisa inusitada, pois ela é pura eletricidade. Até minha pequena Lillo, dentro de casa, se ressentiu da passagem da morte pela nossa vida...

E então, na quarta feira, lá estou eu limpando um dos banheiros - os olhos marejados, difícil até de ver direito a limpeza que eu tava fazendo... - quando eu escuto a Bulma no quintal, fazendo os mesmos barulhos que ela fazia quando ela e a Leidinha brincavam... Fui de mansinho espiar, pelo canto do vidro da porta dos fundos e lá estava ela, deitada de barriga prá cima, a cutucar com a pata alguma coisa no ar que só ela via... Falava - na linguagem dos cachorros - os mesmos resmungos das brincadeiras de cachorros, aos quais nesses anos todos eu me acostumei tanto a ouvir... Não parecia mais triste...

Naquela noite contei isso prá todos - na esperança de aplacar a dor no peito que cada um carregava... Não sei se deu certo, pois nenhum deles chora na minha presença - porque eu acabo chorando junto, não tem jeito... Constatei faz um tempo que, com a idade, meu coração está ficando mais e mais mole. Igual carne velha na panela de pressão: cozinhando bem, amolece - e a vida é meio que a panela de pressão do coração da gente, vocês não acham? Mais alguns anos e eu vou estar chorando em comercial de sabão em pó...

Tudo está se encaminhando, tudo vai ficar bem, afinal o tempo cura todas as feridas e Deus era tanto pai dela quanto é meu... 

O Marildo e eu chegamos a uma conclusão que meio que nós já sabíamos, mas agora temos certeza absoluta: nunca iremos parar num asilo. Não com os filhos que temos, tão amorosos, tão dedicados, tão bons. Eles saem prá passear, prá trabalhar, estudar, encontram tantas pessoas no caminho deles - e essas pessoas não sabem a oportunidade de ouro que estão tendo, de conversar, trocar ideias e se tornarem amigos de três seres humanos da melhor qualidade...

Ainda esta semana eu posto alguma receita, só prá retomar meu ritmo. Acredita que eu até cogitei parar com o blog? A tristeza é uma coisa muito séria, é um buraco no qual, quando a gente cai fundo mesmo, custa a sair... Mas Deus é muito bom comigo: fez nascer da minha barriga os três melhores salva-vidas do mundo...

domingo, 19 de julho de 2015

Duas toucas - SEM FRONTURA!!!









Prá você fazer e dar de presente, vender e ficar milionária, usar e ficar quentinha e na moda. Tudo isso sem a necessidade de frontura - que é aquela parte que encaixa na máquina de tricô prá fazer a barra sanfonada.

Confesso que foram as primeiras que fiz, pois lá pela Idade Média, quando Sua Majestade me deu a máquina de tricô, já comprou com frontura e tudo, prá me dar completinha (talvez porque me ame, talvez porque goste de seus coletes bem caprichados, quem sabe?...). Sempre fiz as toucas usando a frontura e ficam muito boas.

Só na máquina eu aprendi a fazer a tal barra doble, mas a professora me ensinou a fazer laçando a primeira carreira com o próprio fio - que deixa a primeira carreira meio dura, perdendo a elasticidade própria do tricô. Então, depois de anos de experiências científicas, comecei a laçar com fio de cor diferente por minha própria conta - e é uma mão na roda.

A primeira touca, feita em duas cores - dois restinhos que eu tinha. A barra ficou bonitinha, ficou elástica como a barra de uma touca deve ser. Vejam o processo:

Iniciei com fio de outra cor - no caso, bege. A partir daí teci com o fio vermelho, barra doble com duas agulhas em trabalho, uma fora de trabalho.

40 carreiras na regulagem 2, uma carreira na regulagem 7 e mais 40 carreiras na regulagem 2

Acrescentei pontos à máquina: as agulhas que estavam fora de trabalho ganharam um ponto, "furtado" da carreira anterior do ponto do lado.


Daí dobrei a barra: é só pegar os pontos da primeira carreira feita em vermelho, logo acima do fio bege.

Bem assim...

Deixa o fio bege lá por enquanto que ele não atrapalha e parte prá fazer o ponto trabalhado da touca

Empurra prá frente cada 4ª agulha, deixando 3 no lugar normal. Põe o carro da máquina no H e tece 4 carreiras com o fio preto. As agulhas que estão prá frente não vão tecer o fio.

O ponto fica assim no avesso.

Cada uma dessas agulhas que estão prá frente tem 4 passadas de fio por cima dela.

Daí põe o carro de volta no "N" e tece duas carreiras no vermelho: todas as agulhas tecem normal e voltam pro lugar. Faz assim por 94 carreiras. Daí, na hora de diminuir o topo da touca você segue as instruções da receita, pegando cada 9 pontos finais num alfinete, assim:.



Do lado do ponto meia fica assim - não é lindo esse quadriculado, esse xadrez miudinho? Já pensou fazer uma blusinha assim, não ia ficar linda?

Assim ficam os "bicos" de diminuição da touca, presos em alfinetes. Depois que acaba é só costurar...

Lado avesso do ponto meia também é lindo - e tem um relevo muito bacana. 

Quando termina de tecer é só remover o fio do começo, puxando delicadamente com o próprio transportador ou com uma agulha de crochê...



Vai ficando assim...

Lado do ponto meia...

Lado avesso do ponto meia...


Por dentro da touca fica assim, depois de costurada. Prá dar um arredondado melhor, eu fiz uma costura assim:

Não consegue ver? Olha só:



Agora uma dica super importante: o ideal, na hora de fazer as diminuições, seria dividir o trabalho em 10  ou até 12 partes, e não em 4: O topo da cabeça ficaria mais arredondadinho, sem excesso de touca por dentro. A minha - como foi a primeira - ficou meio fofona no topo (mas meus filhos adoraram, especialmente o ponto. A Nana gostou mais do lado que ficou quadriculado, a Lola e o Ike preferiram o lado do avesso do ponto meia - e foi nesse que eu costurei, pois a Lolinha pediu a touca prá ela). É uma boa experiência, tanto na feitura da touca em si, como no aprendizado do ponto. Sugiro que vocês experimentem fazer conforme a minha receita e a partir dela diminuam ou aumentem pontos prá adequar ao tamanho que vocês querem - se bem que coube na Lola e no Ike, que tem tamanhos diferentes de cabeça - a do meu moleque é maior, pois ele é grandão.

Detalhe: o ponto que eu usei se assemelha um pouco ao jacar, não é mesmo? E tem a vantagem de ficar bonito dos dois lados, olha só:

Você pode usar prá fazer cachecol, que vai ficar charmoso tanto do avesso quanto do direito. Aliás ficaria lindo fazer um blazer com esse ponto, o que vocês acham?

Receitinha de mãe:



A segunda touca, na verdade, tá mais prá beanie - que tá super na moda. Meninas e meninos adoram. Ficou maravilhosa no meu garoto, mas ele não quis ser fotografado - e eu acho que é melhor assim, afinal ele é lindo demais e ninguém prestaria atenção na touca (não que a minha Lolinha não seja linda, mas este é um blog mais frequentado por mulheres e eu não quero ninguém perdidamente apaixonada por ele, ele já tem dona...).

Vejam como eu fiz: 

É feita numa peça única, começando com laçar agulhas num fio de cor diferente. Tece 110 carreiras pro corpo da blusa, 61 carreiras prá barra e mais 110 carreiras pro avesso da touca.


Reparem na barra: enquanto o corpo da touca, de ambos os lados, é barra doble 2x2 (duas agulhas em trabalho e duas fora) a barra eu fiz 3x1 (3 agulhas em trabalho e 1 fora, em regulagem menor, prá dar mais firmeza e ficar mais fechadinha...

Ao tirar a touca da máquina já se pega todos os pontos com agulha, prá fechar o topo da cabeça. Costura a touca pelo avesso, na lateral, usando esse mesmo fio.

Na ponta que iniciou o trabalho tem o fio de cor diferente


Olha a textura dos pontos - tanto da barra quanto do corpo da touca.

Aqui a touca toda costurada na lateral e no primeiro topo da cabeça, pelo avesso.

Tem que virar do lado certo prá acabar - prá retirar o fio diferente do início e fechar.

Vai retirando o fio de sobra ao mesmo tempo que vai capturando os primeiros pontos da cor certa no início do trabalho...

Na verdade você vai pegar um ponto e uma laçada larga do início...





Quando termina puxa com cuidado o fio, dando uma franzida - nada de por muita força na puxada, pois os fios são fininhos e podem arrebentar. costura bem e esconde a sobra do fio prá dentro da própria touca...

Fica assim - não parece grande coisa, eu sei, mas fica bonita na cabeça...

Vantagem dessa touca: você pode fazer usando duas cores de lã: começa com fio de sobra, tece na cor 1 até a primeira barra, muda a cor e tece no fio 2. Depois da touca costurada, uma cor fica por dentro e outra por fora - e você escolhe qual cor quer usar. É muito fácil e rápida de fazer, é elástica e macia de usar. 

"Mas por que fazer ela dupla, Dona Rosa? Não posso fazer ela simples, igual à outra?"  - alguém pode me perguntar... 

É que ela é feita totalmente em barra doble - então, se não for feita dupla, fica mole e transparente. Só ganha firmeza e cara de touca se for dupla, então nem tente ser sovina com o fio nessa hora: iria ficar uma coisa ridícula. Mas até dá prá fazer somente em ponto meia: comece pela barra doble, teça as 60 carreiras que eu coloquei na receita (não se esquecendo daquela única carreira na reg. 7 bem no meio, prá facilitar a dobra da barra...), dobre e a partir daí teça somente em ponto meia. Só que - opinião minha - fica melhor do jeito que eu fiz, pois fica parecendo sanfonada, canelada... Mas cada um faz como gosta, como acha melhor.

Receitinha de mãe (II):



Enfim, não ando tendo tempo de passar no blog de ninguém, de responder nenhum comentário. Além da minha cachorrinha doente eu também andei pelo pronto socorro esta semana: tava com uma dor nas costas terrível, fui no ortopedista, ele tirou radiografia, disse que eu não tinha nada nos ossos, mas achou duas manchinhas no meu pulmão direito. Daí me mandou pro pronto socorro - minha família apavorada, minha filha Nana assustou todo mundo porque disse que não só os fumantes tem câncer de pulmão, que eu tinha que ver isso com urgência... 

Resumo dessa ópera: tirada uma nova radiografia em outro lugar e não era absolutamente NADA, o Raio X da ortopedia tava com defeito! Uma meléca, né? Como se a vida já não fosse suficientemente complicada...

Assim que eu tiver mais tempo eu volto. Espero que as duas receitinhas que eu estou deixando sejam de serventia prá vocês que não tem frontura: não vão deixar de fazer coisas lindas por falta dela. E até vocês, que tem a máquina com todos apetrechos, tentem - ao menos - fazer o ponto. ele fica lindo, vocês vão gostar.
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