Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Adeus Ano Velho,



"Feliz Ano Novo, que tudo se realize, no ano que vai nascer...". E assim segue a música, repleta de desejos e esperanças para o ano que vai começar. Não sei por que, mas, desde pequena, essa música - e a circunstância de um ano acabando e outro começando - sempre me deixaram tristes. 

Pior ainda quando eu ouvia aquela outra música: "Adeus, Amor, eu vou partir, nunca mais eu voltarei...". Escondida, eu até chorava! Não era só pela personificação do Ano Velho como um velhinho de barbas brancas, vestindo um camisolão, que ia embora e que não voltaria mais - era mais pela sensação de fim, de oportunidade perdida, de adeus para sempre... O ano não havia sido bom - nunca eram bons os anos: muita fome, a única coisa que sobrava era a  falta do meramente necessário - mas, mesmo assim, sempre me deixava saudades. 

Criança é assim: mesmo na pobreza, arruma um jeito de brincar e ser feliz, de sonhar... 

Ainda hoje, o final do ano me deixa triste - não importa que hoje seja tudo muito diferente. Só que hoje eu realmente sei o que me deixa assim: o tempo passou e deixou em mim a sensação de que esqueci de fazer algo, de que não cumpri tudo aquilo que me propus fazer, não realizei tudo que estava ao meu alcance realizar... São pessoas que não vou ver nunca mais (como meu pai...), situações que não vão se repetir, palavras que eu não vou mais ter a chance de dizer (e olha que eu, geralmente, falo demais...).

Palavras. Acho que tudo se resume nelas... Sabe aquela história de que Deus criou o mundo através da palavra? Pois bem, mesmo quando elas não são ditas, elas tem um peso enorme no destino do mundo. 

Na minha cabeça, é simples assim: todos nós, desde o momento que nascemos, ajudamos com nossa existência a escrever uma grande enciclopédia a respeito da passagem da espécie humana sobre a face da Terra. Alguns de nós tem um alcance tão grande em tudo o que fazem, vivem, falam ou escrevem, que a eles, muitas vezes, é dedicado um volume inteiro dessa coleção - como Cristo. Mesmo sem ele ter escrito de próprio punho uma única palavra, os relatos de sua vida e de seus ensinamentos movem milhões de almas há gerações. 

Gandhi, Mandela, Martin Luther King, Madre Tereza...  Pelo menos um capítulo cada um deles, dedicados ao amor ao semelhante, à não violência... 

Outros, pela sua forma de viver e pelas suas palavras, também granjearam para si capítulos nessa nossa história - mas capítulos que ficariam melhores arrancados e queimados - ou melhor, tomara nunca tivessem sido escritos... Guerras, holocaustos, escravidão, preconceito - a Humanidade passaria muito bem sem eles. Em sua grande maioria, todos aqueles que tem uma posição de destaque na nossa história a conquistaram na espada, na violência, ao custo da dor e do sofrimento dos semelhantes. Lendo nossos livros escolares, parece que eles é que fizeram toda a história... 

Mas, olhando melhor, mais atentamente, cada conquistador, cada césar, cada general só atingiu seu lugar nas alturas do poder humano escorado pelos anônimos cujo nome a história nunca vai conhecer. O nosso sangue - dos anônimos - misturou-se à argamassa de cada muralha, monumento, marco, pirâmide e edifício e serviu de liga aos metais de cada moeda cunhada... Contudo, assim como um mero tijolinho, se retirado da base do mais alto prédio, pode comprometer seu equilíbrio e integridade, assim também nossas pequenas vidas, nossas palavras nunca escritas é que dão o verdadeiro sentido na narrativa humana. Cada um de nós, em nossos afazeres cotidianos, trabalhando, estudando, sonhando, criando filhos - a forma como vivemos e como interagimos uns com os outros - somando, sem perceber, nossos esforços, é que escrevemos a parte mais importante dessa história.

Mesmo se nunca tivermos um capítulo com nosso nome, mesmo se a nós nunca for dedicado nem mesmo um parágrafo nessa tragicomédia humana, ou mesmo uma estrofe nessa poesia épica, é de nós que ela fala.

Há um Divino Leitor que não deixa passar despercebida uma única letra, que lê nas entrelinhas e entende como ninguém todas as nossas figuras de linguagem.

É para ele - Nosso Pai - que escrevemos essa história.  Que no pequeno canto onde Ele nos fez nascer, que na modesta vida que levamos, consigamos escrever algo digno de ser lido. Quem sabe sendo apenas uma nota de rodapé que explica tudo, um advérbio que faz qualquer atitude ser "corajosamente" efetivada, qualquer sentimento ser "docemente" manifestado - ou talvez sendo somente uma simples vírgula, posicionada no exato lugar de uma frase e que a faz - pelo local em que está posicionada - fazer total sentido - que sejamos o melhor que pudermos. 

Mesmo que seja somente um humilde ponto final - na fome, no desespero ou na solidão de alguém.

Que no próximo ano, em cada um de seus dias, não percamos as divinas oportunidades de fazer o melhor de nós - por nós mesmos, pelos que amamos e por Aquele que nos criou e que nos ama - infinitamente - antes mesmo que aprendêssemos a importância de qualquer palavra e que lê, em segredo, tudo o que transborda invisível do nosso coração... 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Blusa verde Samba




Se você ficaria linda em um quadro de Rubens, esta blusa, com certeza, é prá você. Feita com 5 novelos de Samba(corre que tá acabando - a linha é linda e tá 2 reais o novelo!). Não gastei os 5, mas considero que gastei 10 reais - e tá barato!!! Tem uma maciez incrível, devido à viscose e ao algodão, e fica com um brilho lindo à noite, sob a luz artificial...  Olha só o novelo:

É manequim 52, feita prá minha irmã, por isso tá grandona na minha Naninha. Ó, se eu fosse você, comprava a cor azul, a marrom ou a vermelha - comprei todas e são incrivelmente lindas... Aqui vai a receita, prá você fazer:   


Bons tricótis!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Enfim, é Natal...


Num certo fim de tarde, há muito tempo atrás, um missionário cristão, em seu trabalho de evangelização em uma miserável aldeia nos confins da China, parou a observar o por do sol por entre os campos alagados das plantações de arroz. 


Fazia já algum tempo que ele se acostumara com a simplicidade do povo, a rudeza da vida e as dificuldades que - achava ele - existiam para que ele se fizesse entender em sua missão. As diferenças de idioma, a falta de parâmetros para comparação nos problemas da vida dificultavam seu trabalho. Havia tanto por fazer!

Enquanto pensava, eis que passa por ele uma menina, andando com dificuldade, quase vergada pelo peso do irmão menor que carregava nas costas. "Ele é quase do mesmo tamanho que ela!" - pensou o religioso. "Quanto deve custar-lhe carregar tamanho peso!".

Comovido pela imagem, por simpatia, perguntou para a menina:

- Está pesado?

A menina, com o mais meigo sorriso que ele já havia visto, respondeu:

- Não é pesado não, senhor... Ele é meu irmão!

Nesse momento, fosse pelos últimos raios do sol iluminando as nuvens, fosse pela luz daquele sorriso, o missionário entendeu com a razão o que seu coração sempre soubera - o motivo pelo qual Jesus nasceu entre nós, levou a vida que levou e morreu da forma como morreu.  


Lembrou-se de uma das passagens do Evangelho, na qual Ele mencionara que "seu fardo era leve".  


Qual fora seu fardo? 


Sendo filho de Deus, nascera pobre, em uma manjedoura cedida por piedade; podendo possuir toda a riqueza do mundo, não tinha uma pedra onde reclinar a cabeça... Sendo pura bondade, fora condenado e morrera uma morte infamante, entre dois ladrões! 


"Tudo isso" - pensou o religioso - "era seu fardo - e Ele o julgava leve... Mas não somente por ser filho de Deus, mas por ser - antes de mais nada - nosso irmão! O fardo, os sacrifícios, a morte - tudo ele fez por amor a todos nós".


Esse por do sol, inesquecível para o missionário, marcou para sempre essa pequena história, que já correu o mundo sob inúmeras formas... 


Já virou até música em um filme de ação, onde um soldado carregava um companheiro ferido (He Ain't Heavy, He's My Brother, na linda voz de Bill Medley - trilha sonora do filme Rambo...).


Que a todos nós, irmãos em Deus, neste Natal, Jesus conceda a capacidade de amar com esse tipo de amor: infinito, incondicional, que dá forças para continuar o caminho quando não se agüenta mais, que perdoa sem contar quantas vezes já o fez... 


Só assim vamos fazer deste mundo um lugar melhor.

Feliz Natal!

Uma camisa xadrez prá minha Doutora


Esta padronagem de xadrez é linda - vermelho, azul marinho e branco. Não vou dizer quanto paguei pelo tecido, principalmente porque é presente - e o maior valor da camisa está no amor e no capricho com o qual ela foi feita. Se vocês quiserem fazer uma igual, peguem o molde no seu tamanho AQUI, depois vão fazendo pences e ajustes até ficar do jeitinho que vocês quiserem. Comprem o tecido (se vocês morarem em São Paulo - Capital) no Varejão Chaves em Guarulhos, como eu, ou vão lá na 25 de Março, na Niazi Chohfi, que vai valer a pena - eu garanto!



Eis aqui o charme da camisa - além do xadrez, é claro, que é clássico : é o detalhe no abotoamento da manga: faça uma barra postiça na manga, que faça parecer que ela está delicadamente "arregaçada". Entre a barra e a manga, ponha uma tira de abotoamento com uma casa na ponta e pregue 2 botões - um onde essa tira acaba, para que ela fique em seu lugar, comportadinha; outro botão no ombro, para "encolher" a manga, deixando-a quase "japonesa". Fim!

Boas costurinhas!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Xale de Verão





Feito com 3 novelos da linha Mambo, da Aslan, na cor preta. Custo:  R$10,50 (a loja Tricolandia liquidou todo o estoque das linhas da Aslan - sei lá por que não vão mais trabalhar com elas, então vendeu tudo a preços milagrosos...). Ah, se arrependimento matasse, eu caía morta: devia ter comprado tudo, mas fiquei na indecisão e quando voltei não tinha mais nada... Só comprei a preta e uma lilás mesclada, que eu fiz outro xale e depois mostro. O ponto de crochê é básico, usei nesta blusa aqui. Diminui 1/2 motivo de cada lado a cada carreira, prá ficar triangulo. Fecha com um broche, põe um botão ou deixa solto - lindo e chique toda vida. Se você for fazer agora, faz de Neoné que na Aslan tá bem baratinha... 

A Nana não tá linda? Xale é assim: dá esse ar romântico, parece que escapou de "Orgulho e Preconceito" ou do "Morro dos Ventos Uivantes"... Ai, se amar os filhos for pecado, vou pro Inferno quando morrer, sem direito a julgamento...

Bons crochétis!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mais uma blusa com decote duplo


Feita com 2 novelos de linha Anne 500, na cor goiaba (acho um dos mais belos tons de rosa que existe...), com os rendadinhos feitos com o transportador (de novo) e com acabamentos de crochê. 


O custo vocês já sabem - por volta de R$15,00 reais, rápida de fazer mesmo com o uso do transportador (porque, entre um grupo de florzinhas e o próximo você dá uma distancia de 6 carreiras, então num instante fica pronta). 


Uma hora eu fazia as florzinhas no marcador numérico da máquina (0, 10, 20, etc); na outra hora, fazia as florzinhas nos intermediários (marcados com "-"). 


O acabamento da barra: 2 carreiras de pontos baixíssimos, uma carreira de ponto alto, 2 correntinhas, outro ponto alto, até o fim; daí mais 2 carreiras de pontos baixíssimos e por fim uma carreira de picos. 


Cada decote feito em uma altura, prá poder variar - e não esqueçam de fazer o prendedor de alça para sutiã do lado de dentro, como eu ensinei nesta postagem AQUI


E - TCHARAM! Mais uma blusa linda, que custou quase nada e - o melhor! - sem o uso de frontura (que assim descomplica e quem ainda não tem a sua pode fazer sem ficar tristinha. Nessas horas me sinto a Fada Madrinha das Tricoteiras sem Fronturas - e qualquer semelhança com os Médicos sem Fronteiras não é mera coincidência - é proposital mesmo - pois aposto que todos eles tem, em suas vidas, uma mãe, avó, tia, irmã ou namorada que tricota agasalhos prá eles irem protegidos em suas missões de amor a medicina...).

Ai, ai...  É  meio assim que eu me sinto:


Bons tricótis!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pipoquinha de verão




É só olhar as vitrines, as pessoas nas ruas... Só dá renda! Lindo, né? Então, entre na moda gastando pouco, se embelezando muito e mostrando prá todo mundo o talento que você tem... Este é o meu ponto favorito de tricô manual: parece complicado, mas, depois que você pega o jeito, é mecânico e fácil de fazer; rende mais que fazer só tricô ou meia, porque você vê as pipoquinhas se formando e fica feliz com isso, então parece que tá saindo rápido. Usa uma agulha larga que daí rende mesmo - e fica mais rendado! Quer um vídeo prá aprender o ponto? Então assiste estes aqui: 


Fácil, né? Então, manda brasa na blusinha (mas não esquece de usar uma regatinha, um top ou um corselet por baixo, tá?). A linha? Anne Soft - muito linda, algodão com viscose, gastei 3 novelos, comprados a 4 contos cada num saldão do Depósito Alvorada (também tinha rosa bem escuro, qualquer hora eu faço...). Ainda tenho um quarto novelo prá fazer o acabamento em crochê nas mangas e na barra, mas tive que dar uma pausa prá fazer os presentes dos outros, então essa blusa eu posto assim mesmo - incompleta. Mas dá prá ter uma idéia da belezura, não dá? A linha é mesmo linda, mas acho que a Círculo não tá fabricando mais, não tem em lugar nenhum prá vender, nem na internet. Então faz de Ibiza, de Neoné (que tá baratinha na Aslan...). Ou  compra Destelo, da Pingouin, que parece com ela e tá num preço bom, lá no Bazar Horizonte...Ou - melhor ainda - cria coragem, se veste prá batalha e se arrisca lá na 25 de março (como eu fiz hoje de manhã...), que você ainda acha mais preciosidades a preços de cair o queixo! 


Bons Tricôs - também no verão!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Intolerância



Quando será que o ser humano vai entender que, se todo mundo fosse igual, o mundo seria monótono? Que as diferenças enriquecem, dão colorido, fazem a gente ter boas histórias prá contar? Esta tirinha linda é do  site Mentirinhas.com.br - a gente sempre tem algo a aprender com o semelhante, mesmo se ele for muitos anos mais jovem que a gente... 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Decote duplo


Então tá... Estão na moda esses decotes "enoooooormes" nas costas (que só pode usar quem é jovem, magra e com sutiã apropriado - nada de andar balançando as "meninas" por aí, pessoal, porque além de ser vulgar e desesperado, a gravidade não perdoa, daqui a pouco o estrago é irreversível...). 

Bom, mesmo se você não é artista, modelo ou podre de rica prá usar um desses das vitrines  (é, porque a moral para os ricos é diferente da moral para os pobres - gente normal com saia muito curta, com decote escandaloso é vulgar, sem noção; já mulher rica com saia mais curta ainda, com decote até o umbigo é fashion, é chique - eita mundo doido!) você pode usar uma versão mais comportada - e mesmo assim muito linda.

Esta blusa é minha (por isso parece tão grande na Naninha...), tamanho 46, feita com 3 novelos de Anne 500 na máquina, regulagem 9, mesma quantidade de pontos da blusa azul de duas postagens atrás. Você faz um decote na frente e outro atrás - e pode escolher qual usar na frente e qual usar atrás, pois a blusa é reversível. O decote da frente é V, começado na carreira 20 após o início da cava, diminuindo um ponto cada 2 carreiras até sobrarem 26 pontos para os ombros; o decote de trás é princesa, começado na mesma carreira, diminuindo 1 ponto a cada carreira (na metade do tempo você alcança os 26 pontos do ombro...), daí seguindo reto. Você pode fazer redondo de um lado, V do outro, V dos dois lados, canoa na frente e V atrás começando na mesma altura da cava (daí fica mais decotado ainda, sua sapequinha...).  

A cor? Ah, eu adoro verde - tenho que me segurar com todas essas tonalidades lindas que existem - musgo, vitamina de abacate com leite, bebezinho... Mas você faz da cor que mais te agradar. E de algodão, cor firme, macia... Eu fiz as florzinhas com o transportador de pontos, mas você pode usar o carro verão e usar um ponto rendado. Faz os acabamentos em crochê que fica lindo (eu fiz duas carreiras de pontos baixíssimos, então uma carreira de ponto alto, 2 correntinhas, ponto alto e mais duas carreiras de pontos baixíssimos) - e, se você não tem frontura, reza um Pai Nosso por mim que eu bem que preciso (e as vezes acho que até mereço...).

Tem um detalhe importante nessa blusa: como ela tem decote dos dois lados, os ombros tendem a ficar escorregando. Tudo bem se você é menina e gosta de fazer um charme com um ombrinho de fora, mas aí a alça do sutiã fica aparecendo - dependendo, fica meio breguinha... Então, faz assim: duas alcinhas feitas de trico presas na costura dos ombros, na altura em que ficariam encostadas as alças do sutiã, cada uma delas com um minúsculo colchete de pressão. Na hora em que você veste a blusa, passa essa alcinha de trico por baixo da alça do sutiã, envolvendo a mesma, e depois prende a alça no colchetinho. Pronto! Você pode viver grandes aventuras, embelezar o mundo com sua alegria de viver sem ter que ficar se preocupando com a blusa que teima em escorregar o tempo todo! Taí o desenho feito por mim no Paint prá deixar mais mastigadinho:

"Té" mais!!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Auto-estima

Não sei se tem ou não hifem, mas tem muita necessidade disso no mundo... Não de convencimento (porque ninguém é melhor que ninguém...) mas também nada de falsa modéstia, porque é muito feio. 

Prá começar, como é que a gente vai "amar o próximo como a si mesmo" se a gente não se gosta? 

Com defeitos como todo mundo (porque perfeito só é Deus) a gente tem que se aceitar em muitas coisas, seja nas nossas limitações, na nossa genética, prá então partir prá melhorar sempre - estudando, trabalhando, mudando e transformando... 

Minha avó dizia que se a gente não se gosta, como é que acha que alguém vai gostar da gente? 

Então, se ame, dê sempre o seu melhor prá progredir como ser humano - é isso que o Pai (que te ama como ninguém mais neste mundo te ama) quer prá voce...

E aí tem uma brincadeirinha, no meio de algo tão sério: cópia descarada de algo que eu vi no site Google boys:


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Outra vez: tricô à máquina + crochê = Yuhuuuu!




Lembra a blusa branca que eu fiz prá mim com Ibiza, na máquina de tricô, com acabamentos de crochê, usando ponto folha? Pois é... Esta aqui é minha também, manequim 46; tem a mesma quantidade de pontos, mesma regulagem, mesma cartela, mas custou uma fração do preço. Isso porque foi feita com apenas 2 novelos de Cléa 1000 (de 2 tons próximos, mas diferentes de azul - queima de estoque...). Coloquei um fio em cada passador de fio da máquina, tricotei os 2 juntos (como sempre, passo o carro verão somente prá selecionar as agulhas, daí eu mesma, com o transportador, vou passando os pontos para a agulha que o carro verão iria passar se ele não me odiasse tanto...). Demora, eu sei, mas - pelo menos - não morro de enfarte quando ele ri de mim ao derrubar os pontos - e ele sempre derruba. A frente eu dividi a quantidade de pontos das costas ao meio, tirei 5 pontos e fiz duas partes iguais mas invertidas. Depois fiz a parte de abotoar com pontos baixíssimos.

Defeito da minha blusa: a escolha do botão. São muito grandes, muito gordos, nada delicados. Eram os únicos botões que eu tinha na época - pois essa blusa tem 5 anos de vida (é criancinha ainda...). Os 2 novelos custaram o preço de um, pois eram de uma caixa cheia de novelos de fim de estoque lá no Depósito de Fios Alvorada, na Penha - então saiu, em dinheiro de hoje, 7 contos mais ou menos. Está no sítio, da penúltima vez que eu fui esqueci de trazer, da última também... Sempre digo prá mim - "Preciso ir na loja achar um outro botão prá ela..." pois lá tem uma lojinha que tem uns botões lindíssimos e super baratos, mas acabo sempre esquecendo... 


Mas vocês não vão cometer o mesmo erro que eu: escolham um botão delicado, que realmente valorize essa renda. Vejam mais detalhes do ponto, do acabamento e do @#$%* botão:
 (Obs: como eram dois fios juntos, na hora de tricotar ou crochetar, uma hora predomina uma cor, outra hora predomina outra, dando um suave aspecto mesclado...)



A receita está AQUI, bem como o gráfico.


"Ah, mas eu não tenho máquina, dona Rosa... Buááááá!"...


Chora não, mulher! Taí uns pontinhos lindos de crochê - com gráfico, prá você se esbaldar...





Bons trabalhos!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Os mais procurados...

Olha só que brincadeira legal: transformar uma foto sua ou de quem você quiser em um cartaz de Procurado. 

Neste site aqui você pode transformar uma foto sua em desenho, em Calendário, além de outros recursos. Mas, o que eu mais gostei foi dos cartazes de Procurado. Você nem tem trabalho: é só clicar em escolher foto (do seu arquivo), clicar em Procurado ou Procurada, estabelecer a recompensa (que pode ser em dinheiro ou alguma outra coisa - mas tem poucos espaços prá escrever) e clicar em montar foto. Em segundos, a foto que você quer fica em tons de sépia, com essa borda queimada legal...

Utilidades? Além de ser divertido, você pode improvisar cartões de presente de Natal, com a cara de todo mundo que vai receber seus presentes. Pode imprimir prá enfeitar a árvore de Natal ou prá dispor em cada prato na mesa da ceia, indicando onde cada um vai se sentar... Pode emoldurar e por no quarto do seu filho, em porta retratos... Ah, sei lá, só sei que eu gostei e já fiz prá família toda (mas eles não deixam mostrar...).

Fiz um prá mim também:


Eu sei, é a Chiquinha do Chaves - mas eu sou tão idêntica a ela que às vezes nem sei qual é qual.

Dica: as fotos tem que estar em formato JPEG. Se você escolher uma foto e ela não for transformada, abra a foto com o botão direito do mouse no Paint e clique em "Salvar como" no formato JPEG. Daí vai dar certo. 

Boa brincadeira!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Tear feito de um toco de árvore

Hoje é dia de tecer... em tear! Achei este site, http://www.mamamoontime.com, onde a mulher ensina a fazer um tear rabo de rato com um pedaço cortado de um galho de árvore. Olhem só que vocês vão gostar:
 Primeiro vocês escolhem um bom pedaço de madeira, que seja macia mas resistente. Fazem um furo com furadeira, bem no centro, com diâmetro de 1,5 cm. Façam, ao redor desse furo, com uma broca mais fina, quatro furos menores, para encaixar os pinos (que você pode fazer com galhos finos dessa mesma planta, só que descascados e lixados; deverão ser todos da mesma espessura, então, talvez, seja melhor usar palitos de churrasco...). Depois é só encher os buraquinhos dos pinos com cola branca, esperar uns 10, 15 minutos de secagem e encaixar os pinos. Do lado de fora a mulher deixou rústico - que ficou lindo - mas pouco prático, pois determinados fios podem se enganchar na casquinha da planta... Mas, faça como gostar...
 Comece o seu tricô dando um nó e deixando uns 10 cm de fio para poder puxar pelo centro do tear.


 Depois de dado o nó, é só ir contornando os pinos...
 Dê a volta em todos.
 Agora, faça tudo de novo - cada pino tem que ter duas voltas de fio.
 A mulher passa o fio de baixo por sobre o de cima, deixando o fio de baixo cair para o buraco central. Ela faz isso usando os dedos - mas é melhor usar uma agulha de crochê, um prego grande ou uma agulha de tear (eu, particularmente prefiro a agulha de crochê, pois o ganchinho evita que se derrube o ponto sem querer...).



 Enquanto vai tecendo, vá puxando o que já foi tecido pelo centro do tear, através daqueles 10 cm que você deixou no começo. Não puxe forte demais para não estragar o tear, deixar o pinos moles ou tortos...
Quando você já teceu o tanto que queria, é hora de arrematar. 
 Solte o fio do pino mais perto da sobra do fio para arremate e passe esse fio por dentro da argola. 
 Vá fazendo isso sucessivamente para cada pino.
 No final, você fica com somente uma argola e um fio. Passando o fio por dentro da argola, está arrematado seu trabalho.
 Você vai ficar com um cordão mais ou menos assim - variando em comprimento (é óbvio!) porque você vai fazer do tamanho que quiser e em espessura - de acordo com a quantidade de pinos e a distância entre eles. 
 Se você quiser, para arrematar melhor, pode prender o último ponto com agulha de tapeçaria.
Aqui vão algumas amostras de pontos e espessuras, de acordo com a quantidade de pinos:
  • É mais fácil trabalhar nas mãos do que trabalhar com duas agulhas. Os movimentos não são tão repetitivos e, portanto, produzem menos dor nos pulsos.
  • A coordenação entre as mãos não precisa ser tão boa. Até mesmo crianças podem pegar um tear e com um algumas tentativas, eles podem fazer tricô logo de cara
  • Adultos mais velhos, que perderam a destreza das mãos, podem continuar fazendo artesanato, pois o  tear é muito fácil de manusear.
  • Uma tricoteira de primeira viagem será capaz de ver claramente como um tecido de malha se forma através de voltas de linha e laçadas.
  • Por ser menos propenso a cair pontos, a pessoa iniciante não fica desestimulada ou frustrada. Consegue-se diminuir ou aumentar pontos de modo muito fácil, pois pode-se ver claramente quando um pino  tem uma volta em falta ou uma volta a mais...
Agora, só prá deixar vocês babando: lembra quando eu fiz um tear com um pote de maionese industrial? Tá bem AQUI. Pois bem... Com um tear circular daqueles você pode fazer uma boina - ou touca - super linda. É só assistir essa mulher fazendo, se inspirar, jogar fora a maionese, descartar aquele baldinho de limpeza, comprar cola quente e uns palitos de churrasco e fazer (ainda pra este Natal) uma coisa linda destas:


E aqui tem como arrematá-lo:


Bom final de semanaaaaaaaaa!


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