Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Gourmet de pobre

Essa é uma receita da minha infância, do tempo que tinha um quintal grande cheio de mato, onde as abóboras cresciam pelo meio e a gente saía buscando as flores, na hora do almoço e da fome. Não são fáceis de achar: talvez em feiras do interior, mercados municipais pode ser que tenha. Mas valem a pena - então se você tem um pedaço de terra, planta as abóboras que é lindo de se ver - e de comer. Você tira as flores e força a planta a produzir mais...

Colhe as flores pela manhã, pois estão bem abertas - mais fácil de se livrar dos insetinhos. Lava com cuidado, pois são delicadas...

Faço como minha avó fazia: "fritada".

Quando você corta a flor ao meio vê a abobora começando - é essa coisinha amarela aí:

Pico em pedaços...

Refogo com cebola, salgo, deixo dar uma murchada (solta bastante água...). 

Depois que deu uma secada na água eu jogo ovo batido...

Mexo e pronto! 

Uma delícia de sabor sem igual - quem já comeu sabe do que eu tô falando. 

Achei uma receita delas recheadas com gorgonzola e depois fritas - da próxima vez faço pro "Marildo", ele vai adorar. 

Coisas da infância: fritada de flor de abóbora, cambuquira de abóbora ou de xuxu (refogado dos brotos desses vegetais - uma delícia!). Coisas que a vida moderna perdeu, infelizmente...

20 comentários:

  1. Nunca tinha ouvido falar, adorei!!!!

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    1. É diferente e muito gostoso, é quase uma relíquia de outros tempos. Espero que um dia desses você prove. Beijos.

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  2. Só tinha visto isso na Itália, mas lá eles fazem com flor de abobrinha. É uma delícia!
    Bjs

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    1. Tem gosto parecido, já comi flor de abobrinha também - é igualmente delicioso. Beijos e novamente obrigada pelas gentilezas constantes, minha querida.

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  3. Oláaa...saudades de vir aqui, Rosa...mas, aos pouquinhos estou conseguindo visitar os blogs queridos!! - são muitos e eu gosto de todos.

    Mas, agora vc quase me matou de saudades da fazenda dos avós...que delícia...Minha avó e tias faziam sempre, flores de abóbora, mamão verde refogado, chuchu, maxixe, aiiiiii...que saudades e o perfume?? Eram misturas deliciosas!!

    Você tem razão...aqui na cidade, não chegam essas gostosuras saudáveis...

    Tenha um lindo dia...kkk...obrigada pelo carinho no blog ...kkkk

    beijinhos, Lígia e turminha
    ღ╮♥⊰✿⊱♥╰ღ╮♥⊰✿⊱♥╭ღ╯
    acho que publiquei no lugar errado...

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    1. Que bom que você voltou, tava me roendo de preocupação! Espero que agora o seu computador se comporte... Beijos e obrigada pelo carinho, minha querida.

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  4. E essas "bitelas" são do seu roçado? Na minha infância também teve esses brotos na hora da refeição. Morava numa casinha pequena e muito modesta, mas o quintal era enorme e meu pai plantava tudo o que a terra dava! Coisas que, infelizmente, hoje não se usa mais, pois compramos tudo prontinho nas lojas.
    Estive em SP, passei pela Mooca, Vila Carrão, via as placas indicando Penha e pensei em você: "será que vou encontrar a Rosa?"
    Beijos

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  5. Mesmo a infância tendo sido modesta, às vezes dá saudades de algumas coisas, não dá?
    Que coisa boa, você passando a dar aulas também em São Paulo - pique de mulher-maravilha (você também tem um avião, como ela? hi, hi, hi!). É uma honra ter você novamente pela "terrinha" garoenta...
    Quanto a Penha, é um bairro grande e eu me "escondo" no cantinho mais residencial e calminho dela - não é muito fácil de achar. Obrigada pela gentileza de pensar em mim e muitos beijos prá você, minha linda.

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    1. Rosa, acerca das aulas também em SP, ainda é projeto baseado no "se"
      Beijos,

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  6. Rosa, eu também nunca tinha ouvido falar que isso se comia! Já tive oportunidade de ver abóboras nascendo e minha avó plantava bastante coisas no quintal dela, mas essa pra mim é nova. Será que é regional? Eu sou do interior do Rio de Janeiro e nunca ouvi falar. Mas vivendo e aprendendo, principalmente com vc. Já fiz pudim de pão com maçã do jeitinho que vc ensinou e não sobrou nem um fataquinho...E hoje vim aqui catar a receita do pão d queijo de frigideira. Depois eu conto pra ti! Bjs, amiga, pois já te considero bastante!

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    1. Que delícia! Agora o pão de queijo de frigideira, com uma manteiguinha derretendo, um requeijão cremoso... Tenho certeza de que voc~e vai gostar - é simples, mas é gostosinho. Obrigada, Cacau lindinha, te considero amiga também - beijinhos!

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  7. Rosa, moro em apartamento e, mesmo de cobertura, o terraço não dá para abóboras:-)
    Nunca provei o petisco, mas tenho a certeza que é delicioso e já ouvi falar, sim.
    Quanto ao teu blog, oh! amiga, oh! irmã, oh! colega, sabes bem, aí estou em casa. Rio muito, mas já chorei. Aprendo, observo, admiro.Quando te li pela primeira vez, tive a certeza: Aí está alguém que quero seguir, a quem me quero ligar. Assim numa espécie de fraternidade para sempre!
    Beijo, Rosinha!

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    1. Agora imaginei tua cobertura toda enfeitada com as ramas da abóbora, várias a crescerem penduradas no alto do edifício - seria uma visão mágica! E teu blog representa o mesmo para mim: um local onde as palavras são alimento e, quando as leio, sempre quero mais. Beijo!

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  8. Rosinha, vovó era portuguesa? É que a alheira é um tesouro nacional. A de Mirandela, lá no norte do país, diz de si própria, ser a melhor! Ontem, naquele jantar que quase esqueci, comemos as ditas.
    Retiro-lhes, com uma faca afiada, a película que as reveste e deixo que fritem, numa frigideira anti-aderente, sem nenhuma gordura, lentamente, até ganharem uma crosta quase caramelizada. Sirvo com batatas cozidas, ovo estrelado e salada verde, igualzinho ao que comia em casa de meus pais. É muito, muito, mas mesmo muito bom!
    Beijo, doçura!

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    1. Que delícia, quero uma foto prá babar... Os avós eram trasmontanos, que vieram ao Brasil para que eu e meus filhos pudéssemos existir - pois meu pai estava aqui. Cresci ouvindo fados, comendo alheiras... Beijos!

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  9. Nossa, acho que sou urbana demais e nunca tinha ouvido falar... Vou experimentar, depois eu conto. Bjks

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    1. Uma hora dessas dá um jeito de experimentar - você vai gostar muito, tenho certeza. Beijos.

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  10. Amiga
    lindo teu blog, um dia maravilhoso na presença do grande Deus bjs

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    1. Obrigada, Lúcia - igualmente prá você. Beijos.

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  11. Oi, existe mesmo uma diferenciação entre 'cambuquira' e 'flor de abóbora'? Será q poderia me apontar por foto? Agradeço imensamente. Abraço.

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