Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Semente



Existem na vida de cada pessoa acontecimentos que são tão marcantes, mas tão marcantes, que costumam ser chamados de "divisores de águas". 

Eu prefiro chamar de sementes.

Minha mãe teve 13 filhos - dos quais eu sou a número 8 e a primeira a sobreviver - e um marido que tinha muito claro o seu papel: trabalhar, gastar o dinheiro com bebidas e mulheres e bater em todos nós.

Diariamente.

Minha mãe, então, além de trazer filhos ao mundo, trabalhava como burro de carga prá alimentá-los, vesti-los, mandá-los prá escola - sobrava pouquíssimo tempo prá agrados e conversas. Isso a gente obtinha da minha avó.

Ela era velhinha, tinha os cabelos totalmente brancos como uma nuvem, as mãos calejadas... Lavava toneladas de roupas todos os dias num grande tanque feito de tijolo e cimento, cantarolando fados muito tristes - mas sempre sorria prá mim, quando me via olhando prá ela...

Aprendi a falar com ela e, quando entrei prá escola, zombavam muito de mim por causa do meu jeito de falar: eu dizia "bagem" - ao invés de vagem; "bassoira" no lugar de vassoura; "ora pois" isso, "ora pois" aquilo... Mas eu não chorava, eu partia pro tapa quando isso acontecia - e minha avó me censurava, me dava aquelas broncas amorosas de vó prá domar o bichinho que eu era...

Pobrezinha... Passou tanta fome junto de nós! Os outros filhos a chamavam prá morar com eles (os irmãos da minha mãe...) mas fosse por não se dar bem com as noras (que eram todas umas megeras malvadas, a tratavam mal por não ser legalmente casada com meu avô...) ou por amar demais a única filha que tinha ela preferia morar conosco.

Meu pai a tratava tão mal - aquilo me doía desde pequenininha, especialmente porque minha mãe morria de medo dele, então não a defendia...

Eu nem me dei tempo de crescer prá fazer isso - e como apanhei...

Meu pai tinha muita força, havia sito lutador de boxe na juventude, tinha uma mão enorme, pesada... Mas ele gostava mesmo é de dar surra de cinta - usando a parte da fivela na hora de bater.

Uma coisa é certa quando se bate muito em um filho - das duas uma: ou ele se cala e guarda toda a revolta, somatizando tudo ou ele se revolta e deixa de ter medo de apanhar. Perde todo o respeito. 

Comigo foi o que aconteceu...

Minha avó de nada se queixava. Se tínhamos apenas uma bengala de pão prá todo mundo comer ela cortava em fatias, uma parte prá de manhã, outra parte prá tarde - um pedacinho prá cada um, não mais, não importando a fome. Prá ela ficava reservada a tetinha do pão, aquela pontinha mais dura - que eu reivindicava prá mim:

- "Vó, é verdade que se eu comer a tetinha do pão eu vou crescer e ter tetinhas bonitas? Quero ser bem tetudinha..." - e eu pegava prá mim a tetinha, mas ela me dava um pedaço da fatia que ficava prá ela e dizia que era prá tetinha ficar mais recheada... Daí eu a via, quando o pão acabava, a caçar com as pontas dos dedos as côdeas do pão que ficavam espalhadas na mesa e as levava à boca e se justificava dizendo:

-"O pão é o corpo de Cristo, filha... Se a gente desperdiça é pecado, Deus fica triste..." - pois ainda sentia fome, pobrezinha...

Ela mancava quando andava - tinha o quadril ruim, coisa que herdei dela. Não tínhamos dinheiro prá comprar analgésico, então ela enchia uma garrafa vazia com água quente, enrolava num pano e colocava sobre o osso dolorido - e só assim conseguia dormir.

Suas pernas, dos joelhos prá baixo, eram repletas de feridas. Dizia que eram "izirpelas", que não cicatrizavam nunca - acho que ela era diabética também... Ficavam crateras enormes, repletas de pus, a pele toda vermelha, inflamada... Aquilo me doía tanto, me preocupava... Desde pequenininha eu tomei prá mim o privilégio de lhe lavar as pernas, numa bacia, toda noite antes dela ir dormir. Eu ia derrubando água morna numa leiteirinha, esfregando delicadamente com meus dedinhos, limpando as feridas. Secava com uma fraldinha limpa, dando suaves batidinhas, segurando a respiração de medo de machucá-la. Colocava pomada em cada um dos buraquinhos, enfaixava com amor, calçava meias que iam até os joelhos prá segurar as faixas. Ela me agradecia com beijos e eu segurava o choro - queria que tanta coisa fosse diferente e não era!...

Quando comecei a aprender a ler achei absurdo uma mulher tão inteligente como ela não conhecer as letras e tomei como missão ensiná-la. Só que o tempo era curto, ela sempre estava lavando roupas, lavando o quintal, fazendo comida, costurando... Quando ela entrava no banheiro prá fazer suas necessidades eu percebia e entrava junto: pegava a folha de jornal que ela ia usar prá se limpar e ficava ensinando ela:

-"Olha, vó, aqui tá a palavra CASA, tem dois 'a's, tem uma letra C no começo e tem o 's', que parece uma cobrinha".

-"Filha, agora não é hora disso, sai daqui..." - ela dizia. "Você não deve ficar no banheiro quando tem esse cheiro ruim no ar, menina!" e eu ficava atormentando a coitadinha.

Só consegui fazê-la aprender a escrever o próprio nome...

Com o passar dos anos ela desenvolveu varizes no esôfago - uma doença muito, muito triste de se ver. Decorre de doença no fígado - esteatose hepática, que é um dos estágios anteriores da cirrose. Eu também tenho - outra coisa que herdei dela geneticamente, essa predisposição. Embora nem eu e nem ela tenhamos costume nem gosto por bebidas alcoólicas o nosso fígado nos trai dessa maneira, o bandido...

Como ela era muito velhinha e a doença estava em estado adiantado, nada se podia fazer. As varizes do esôfago se rompiam,sangravam, o estômago ficava cheio, o sangue coagulava e, quando o corpo não conseguia digerir tanto sangue, ela vomitava enormes placas, como pedaços de fígado. Quase sufocava. Era algo horrível de se ver, algo assustador, que parecia não ter fim, que parecia a própria morte acontecendo...

Um de nós ia correndo na casa de um dos meus tios, ela era levada no Hospital da Penha, num médico chamado Doutor Pires, que era um dos diretores do hospital. Ele aplicava algum medicamento, dava uma transfusão prá repor todo aquele sangue perdido e a mandava prá casa - e durante um tempo, algumas semanas às vezes, ela ficava boa. 

Mas eu me preocupava o tempo todo. Se ela saía de casa prá ir no cemitério, no túmulo do meu avô, remover ervas daninhas, levar flores, eu largava o que estava fazendo, me despedia das amigas com quem brincava e ia com ela... À noite, com medo dela ter uma hemorragia enquanto dormia, eu me sentava no chão, do lado da cama dela e ficava vigiando seu sono até acabar cochilando ali, do seu lado...

Eu dizia assim prá ela:

-"Vó, me jura, me promete que nunca vai morrer?!"

Ela tentava me explicar que não podia jurar que era pecado, que não podia prometer porque não podia cumprir - mas eu me desesperava, chorava e ela então, com pena de mim, prometia assim:

-"Tá bom, filha, não chora. Eu não vou morrer, vou ficar prá semente". - o que isso significava eu não sabia, só me importava que ela dizia que não ia morrer...

Quando voltavam as crises o que acontecia era puro e irracional desespero: Enquanto ela vomitava, sujando de vermelho escuro a pequena pia de louça e as paredes de cimento colorido de amarelo eu batia a cabeça na parede - egoísta eu, pensando apenas na minha dor, aumentando o desespero dela com o meu... Por isso mesmo tenho a cabeça cheia de calombos, até hoje - e meu marido diz que se um dia os et's invadirem a terra e acharem minha caveira vão achar que todos os seres humanos tem cabeças deformadas (ele faz brincadeiras muito más, às vezes, mas eu me vingo fazendo ele me amar prá sempre, apesar dos meus inúmeros defeitos...).

Um dia eu voltei da escola - estudava no período da manhã - e cheguei em casa toda alegre e faminta. Fui recepcionada pelo cheiro delicioso de cebola e alho sendo fritos na panela - e corri pro fogão, prá ver se minha avó me dava um tantinho do estrugido prá comer no pão...

Ela estava sentada do lado do fogão, numa cadeira deixada ali prá ela acompanhar a feitura da comida sem ficar de pé, pois não aguentava... Sua cabeça estava encostada na parede e ela parecia estar dormindo.

Eu sorri, apreciando seu rosto lindo, enrugadinho e curtido de sol, andei na ponta dos pés prá não fazer barulho e lhe dei um beijo estralado, barulhento - prá ela acordar e, nesse momento...

Uma placa de sangue coagulado enorme e grossa como um grande bife voou de sua boca, ela puxou o ar com desespero e me disse, com a voz rouca:

-"Ai, filha! eu estava a morrer sufocada!!!".

Na mesma hora gritei por minha mãe prá socorrê-la e minha mãe me mandou correr prá chamar meu tio Júlio.

Desci a rua descalça - me lembro do calor do asfalto na sola dos meus pés, queimando...

Meu tio a levou como de costume ao Hospital da Penha, onde ela recebeu a medicação e a transfusão de costume, que constavam na sua ficha de paciente. Contudo, como Doutor Pires estava de férias, um médico mais jovem, de nome Fausto, o estava substituindo e, todo cheio de suas sabedorias de recém formado, resolveu que ia aplicar nela outro tratamento, mais inovador.

Face a recusa de minha avó, que queria logo voltar prá casa, prá cuidar dos netos, ele a amarrou na cama. Ela gritava, esperneava, pedia ajuda prá minha mãe - e eles a sedaram.

Quando o novo tratamento foi aplicado no corpo dela, ele não reagiu bem: teve choque anafilático e ela entrou em coma.

Muitas vezes antes disso eu fiz promessas prá obter alguma graça - como quando minha mãe ficou internada por quase 3 meses, quando eu tinha 9 anos, e ela quase morreu: prometi não cortar o cabelo por 3 anos e ela ficou boa. 

Mas o que tem que acontecer, acontece, independente da nossa vontade. Deus não faz barganhas e não aceita trocas - aprendi isso aos 12 anos. Prometi tudo o que eu podia prometer a Deus: que ia ser uma boa pessoa, que não ia mais brigar nem bater em ninguém. Prometi nunca mais cortar os cabelos, deixá-los crescer do tamanho do mundo. Pedi a ele prá me levar no lugar dela - pedi tanto, tanto...

Ela ficou quase duas semanas em coma - e não me levaram prá visitá-la, por mais que eu implorasse. Disseram que o hospital não deixava entrar crianças.

Minhas tias vinham tomar conta da gente quando minha mãe ia ao hospital. Um dia minha mãe chegou em casa e disse pro meu pai:

-"Os médicos dizem que ela não vai voltar a ficar consciente e que não sabem porque ela ainda está viva. Um deles me disse que talvez ela queira se despedir de alguém e eu acho que é de você, pois quando eu converso com ela e falo teu nome ela geme..."

Meu pai então foi se despedir dela. Chorou, pediu perdão por todo mal que havia feito a ela e prometeu que ia cuidar bem da minha mãe e de nós.

Mesmo em coma, minha avó chorou - e tem gente que acha que eles não estão ouvindo...

Morreu naquela noite mesmo e eu sempre pensei que ela tinha levado o melhor de mim com ela.

O melhor de mim era o amor que aprendi a sentir com ela - aquele amor que faz a gente se transportar prá dor da outra pessoa a ponto de querer mais do que tirá-la: querer senti-la. Querer sofrer no lugar dela, querer morrer no lugar dela...

Fiquei destroçada com sua partida. Fiquei magoada porque ela quebrou a promessa de nunca morrer, de "ficar prá semente"...

Tantos anos se passaram e agora, dia 24 de abril, fazem 42 anos que ela se foi prá longe dos meus olhos e dos meus beijos. Nunca a esqueci e estou chorando feito criança enquanto escrevo, pois tudo o que aprendi de amor na vida, tudo o que ela tem de bom e pelo qual vale a pena viver me foi passado por ela.

Afinal entendi que ela ficou mesmo prá semente. Brotou no meu peito, se enraizou pelos meus braços e pernas, escorreu pelos meus cabelos e se derramou pelo meu rosto a cada uma das lágrimas que eu chorei na vida, se espalhou no ar a cada risada que eu dei...

Dei o nome dela prá minha Lola, que se chama Leonarda, assim como ela.

Às vezes, descascando batatas na pia, esfregando algumas meias no tanque, sentada no sofá da sala costurando uma roupa eu sinto sua presença. Fecho os olhos e as lágrimas escorrem no meu rosto, de felicidade pela sua visita, de saudades do seu rostinho em meus lábios.

Eu vou entrar no céu de penetra, graças a ela. Vou bater na porta e não vou ter merecimento de entrar - mas pelo amor que tenho a ela, amor que me ensinou a amar minha mãe e meus filhos, que me ensinou a amar meu marido e meus irmãos e irmãs São Pedro vai me abrir as portas - pois tanto amor vai ser capaz de me abrir qualquer porta no mundo - eu sei, eu sinto.

Se assim não for, se não der, tenho certeza que ela dá um jeito: conversa com Deus, com Jesus, com São Pedro e dá um jeito de me por prá dentro, nem que seja prá continuar o trabalho de me criar...



29 comentários:

  1. Rosa... quanto sentimento...
    Se não existisse céu, tenho certeza que Deus faria um só pra você...
    Com carinho
    Teresa

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    1. Que linda, Teresa querida. Obrigada por dizer algo tão doce... Beijos!

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  2. Olá Rosa!
    Estou emocionada, nem sei que escrever...
    Um abraço bem forte.
    Dilita

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    1. Só de ter se emocionado comigo já é o suficiente, Dilita querida. Beijos!

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  3. Rosinha querida, obrigada por assim abrir a sua alma. Faz com que me sinta uma pessoa um pouco melhor, com o seu exemplo e com o privilégio de a ter conhecido,
    Então trocava os "v" pelos "b", como uma verdeira nortenha? E dizia "vassoira", como uma verdadeira nortenha ainda hoje o faz.
    E vai ser "penetra" no paraíso? Que delícia de texto!
    Já tenho sentido a presença da minha mãe. Vê? Tanto em comum.
    1000 beijos

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    1. Mil beijos prá você também, Nina querida e sortuda, que também recebe especiais visitas...

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  4. Rosa, tanto amor assim merece mesmo o paraíso! Sua avozinha, certamente está lá no céu a lhe enviar boas energias para continuar amando como ela ensinou. Lindo texto.
    Beijos

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    1. Muito obrigada, Helena querida... Beijos!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Creio com certeza que do outro lado desta vida, há continuidade e assim como fomos recebidos quando cá chegamos a este planeta, seremos recebidos por outros quando para lá formos. E assim é a vida como Deus fez. Somos hóspedes e anfitriões uns dos outros.
    Bj

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    1. Também acredito assim, Fatinha querida. Este mundo lindo nos recebe e nos deixa ir prá um outro, mas a vida sempre continua. Beijos!

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  7. Querida amiga virtual, vc me levou também às lágrimas. A dor e a saudade que sentimos daqueles que se foram é realmente imensa e nunca esquecemos nem passa a dor. Aprendemos a sobreviver e conviver com a dor. Meus pais já se foram e tenho uma foto deles ,onde todos os dias falo com eles e acaricio seus rostos. Vc tocou fundo meus sentimentos até pq minha mãe se foi há 4 meses. Bjs querida amiga. Seus textos são sempre maravilhosos.

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    1. Ah, Célia querida... Sinto por saber da tua dor, tão recente... Mas é como você disse: a gente aprende a sobreviver a cada perda, mas nunca esquecemos a dor nem paramos de sentir saudades... Que Deus te console. Beijos e muito obrigada.

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  8. Olá Rosa,
    que saudades eu já tinha do seu cantinho e das suas histórias... Chorei ao ler este texto, não consegui conter a lágrimas, é muito comovente.
    Graças a Deus ainda tenho uma das minhas avozinhas viva, está quase a fazer 90 anos e, apesar de não a ver todos os dias, não consigo imaginar a minha vida sem ela... Ela é uma das pessoas que eu tb gostaria que ficasse pra semente :) e que não morresse nunca.
    Mas eu acredito que as pessoas que amamos nunca morrem, enquanto estiverem na nossa memória e no nosso coração, elas estão sempre vivas pra nós.
    Esteja onde estiver, a sua avozinha está sempre consigo, e esse amor e tudo que herdou dela não se perderá, porque o passou à sua filha e ele continuará sempre vivo.
    Muitos beijinhos de saudades e muito amor pra você :*

    Marta
    http://ostrabalhosdamarta.blogspot.pt/

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    1. Muito obrigada, Marta querida. Imagino o amor que você tem pela tua avozinha, tua preciosidade... Aproveite cada minuto prá beber tudo o que ela tem prá te contar... Beijos.

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  9. Ah, como vc já sofreu na vida, Rosa...
    E como é maravilhoso vc ter uma filha médica que certamente curará muitas dores que vc quis e não póde curar....��
    Chorei com seu relato...
    Deus a abençoe!!!

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    1. Minha querida, meu sofrimento é só mais um e é dos bem pequenos, se comparado a muitas dores que existem pelo mundo... E a dor é a escola, a gente aprende com ela - a ter paciência, a ter fé e a se solidarizar com a dor dos outros. Sem a dor a gente fica parado, não vai a lugar nenhum, infelizmente... Mas obrigada pelo teu carinho e que Deus te abençoe também, minha querida. Beijos!

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  10. Bom dia rosa :)
    É um prazer sempre ler os seus textos, sempre repletos de amor, escritos do coração, transcreves as memórias de uma forma brilhante.
    Que história de vida...deve ter sido duro, deixa feridas. Mas depois tens essas pessoas que te ensinaram tanto e fizeram tanto e ainda estão tão presentes no teu coração. É maravilhoso.

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    1. Isso mesmo, Diana querida. Uma alma sem cicatrizes é uma alma sem vivências. A gente não vem a este mundo a passeio, temos trabalho a fazer e coisas prá aprender. Muito obrigada pelo carinho e que Deus te abençoe. Beijos!

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  11. Querida Rosa. Fiquei emocionada com a sua história, e ainda bem que a semente da sua avó ficou consigo. A semente do amor, desse amor que você reparte por todos, esse amor que põe em tudo o que faz. Não podia deixar-lhe legado mais lindo, nem melhor semente, que se tem multiplicado na terra fecunda que é o seu coração.
    Beijo muito grande e um abraço apertadinho, de conforto ao seu coração triste.
    http://miminhosdaidalia.blogspot.com

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    1. Um abraço mais apertadinho ainda em você, minha vitoriosa Idália... Você que vence a tristeza a cada dia com teu exemplo de vida. Beijos!

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  12. Rosa, que lindo o amor que sente por sua avó!Mesmo com tanto sofrimento, sua vida foi abençoada por tê-la por perto, mesmo que por poucos anos. E o que ela te ensinou você continua dividindo não somente com sua família, mas também com essas amigas que te acompanham.
    beijoss

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    1. Que saudades eu estava de você, Luci querida! Quanto tempo!!! Obrigada pro lembrar de mim e por vir me deixar palavras tão doces, minha amiga. Beijos!

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  13. Rosa, fiquei com um nó na garganta com toda essa história. Quantas coisas, quanto sofrimento e quanto amor envolvido! Sua vó deixou em você o melhor que pôde te dar, o amor na sua forma mais verdadeira e simples e que com certeza está sendo repassado para seus filhos e também um pouco para nós. Que Deus te abençoe! bjssss

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  14. Amiga Rosa me emocionei com sua historia com sua avó,chorei ao lembrar de meu pai a quem acabo de perder a 1 mes sei que essa dor e muito forte sei que um dia ele será para mim uma doce lembrança,mas no momento que perdemos é tão triste,por estar d luto nesse momento chorei muito por sua avó.mas lembrando do meu Pai que foi pra mim o melhor pai do mundo.e tb apesar de todas as promessas se foi,justamente no unico dia que por meu trabalho não pude ficar ao seu lado.fiquei todos os dias da internação o dia que nao pude ele partiu.bjs

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  15. Rosa... sua mãe não poderia ter escolhido nome melhor... você é mesmo uma flor!
    Suas palavras me servem de inspiração...
    Bjos
    Dani

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  16. Rosa... sua mãe não poderia ter escolhido nome melhor... você é mesmo uma flor!
    Suas palavras me servem de inspiração...
    Bjos
    Dani

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  17. Rosa, uma leitura que me prendeu do começo ao fim. E chamar estas memórias toda de leitura, é quase uma ofensa, pois eu saltei para dentro das tuas lembranças. E com eu te entendo, de norte a sul. Sinto até hoje a presença da minha mãe e ela está em mim, assim como a sua avó está em você. A gente senti o amor é assim, um sentir.
    Deixo um beijinho de agradecimento por instantes amorosos tão preciosos.

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    1. digo ... "A gente sente o amor é assim, um sentir."

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