Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Grãos e Legumes...

Não é difícil viver sem carne - e se alimentar de coisas muito gostosas. Hoje eu trago prá vocês duas sugestões fáceis e muito nutritivas.

Primeiro: Picles.

Lave, seque e corte em fatias finas os legumes que você quiser: cenouras, pepinos, nabos, rabanetes... disponha-os em uma grande travessa e tempere com um pouco de sal, um dentinho de alho socado, pedaços de cebola, folha de louro, tomilho, pimenta dedo-de-moça. Mexa bem prá misturar os temperos, acondicione tudo em vidros e cubra com vinagre. Deixe curtir na geladeira por uma semana - no mínimo. O vinagre cozinha os legumes, que ficam deliciosos, mais temperadinhos que os picles comprados prontos. MAS tem que ser legume fatiado, não podem ser pedaços grandes. Se quiser fazer em pedaços grandes asse-os antes e tempere ainda quentes - que assim eles absorvem os temperos...

Olha os meus: gloriosos!!!









Daí você faz Hamburguers 100 % vegetarianos, usando grão de bico ou lentilhas: 

Deixe de molho (grão de bico, lentilha, grão de soja...) em água da noite pro dia, escorra e passe por um processador ou liquidificador (usando a tecla PULSAR), juntamente com uma cebola cortada em pedaços, sal, pimenta, alho, suco de limão ou vinagre - até ficar bem moidinho. Então dê liga com farinha de rosca ou pão de forma esmigalhado. 

Dê formato de hamburguer (grande, prá por no pão, ou como os meus, do tamanho de biscoito recheado) e grelhe, frite ou asse - do jeito que você achar melhor. 

A massa fica assim: não leva ovo, nem leite...


Você leva prá fritar...


Os de grão de bico ficam os mais gostosos - os favoritos aqui de casa:



Crocantinhos por fora, macios por dentro. Lembra um pouco a textura do acarajé, só que mais temperadinho...

E os de lentilha também fazem sucesso...


Hoje esse é que foi o almoço...

Comecei a passar roupas não eram nem cinco e meia da madrugada, daí só tive tempo de por um arroz no fogo, processar as lentilhas e ir fritando. Isso mais o picles e umas batatinhas pretas que sobraram de ontem:


Um copo de Coca-cola (que eu não sou de ferro...) e eu tô feliz da vida, mesmo podre de cansada...

Todo mundo sabe que vegetais fazem bem prá saúde - e a grande maioria de nós também gosta de comê-los.

Menos a empregada da Tia Joanita. Um sábado destes eu fui na casa dela, levei umas bolinhas de mussarela que tinha acabado de fazer (com queijo fresco que eu trouxe do sítio) e como a Eliane (a empregada) estava lá, ofereci prá ela provar, já que ela não conhecia.

Ela provou, fez cara de nariz torcido (pela qual eu a teria mandado prá guilhotina na minha encarnação passada, na qual governei a França...) e disse que tava bom, mas que gostava mesmo é de carne. Daí, pronto! Tia Joanita aproveitou a deixa e foi reclamando, na cara dela, sobre o quanto ela era fresca e que não comia nada a não ser carne: no lugar de marmita, sempre que vinha trabalhar trazia bifes crus, que fritava prá si mesma na hora do almoço - comendo sempre 4 de uma vez.

Eu perguntei se era verdade e ela disse que sim, que há anos não põe uma folha de verdura na boca, não come uma cenoura, abobrinha, vagem... Também não gosta de feijão ou qualquer grão que seja, exceto arroz - de vez em quando.

Eu disse que ela ingeria proteína em excesso, que isso era uma sobrecarga enorme pros rins dela - os rins trabalham dobrado quando a gente ingere muita proteína - e que prejudicava também o intestino, pois - pela falta de fibras - o trânsito do alimento dentro dela era muito lento, aumentando a reabsorção das toxinas produzidas pela carne conforme ela vai sendo metabolizada dentro dela...

Ainda falei assim: "Você já viu como é que fica a carne, fora da geladeira, numa temperatura quente, num dia de 30 graus? Apodrece rapidinho, cheira mal... Agora imagina essa carne num calor maior, de quase 37 graus, sendo atacada por ácidos, fermentando enquanto atravessa o teu corpo? Aquele cheiro ruim fica preso dentro de você, mas tá lá...".

Mas ela torcia mais ainda o nariz, olhando prá mim de cima a baixo como se eu fosse uma E.T. repetindo que sabia de tudo isso, mas que só gostava de carne.

Isso porque eu nem falei da parte - digamos - espiritual de se comer carne... Porque  -provavelmente - todo animal ao ser morto sofre, sente medo, tenta escapar e eu acredito que isso não seja algo muito bom... 

A ciência já provou que emoções afetam nossa saúde - a gente pode até morrer de um susto, não pode? E se os corpos dos animaizinhos, no desespero de sentirem a morte se aproximando, produzirem substâncias que fiquem impregnadas em seus corpos - a pessoa que os come ingere tudo isso, sem perceber...

Meus filhos nunca provaram carne - de nenhum tipo. Quando eram bebês eu fazia fresquinha, toda madrugada, a comidinha deles, usando legumes, verduras e grãos dos mais variados tipos. Nunca tiveram anemia, sempre foram saudáveis, inteligentes, calmos - na natureza os animais herbívoros são os mais calmos mesmo...

Quando entraram prá escola eu conversei sério com eles, dizendo que, se sentissem vontade de comer alguma coisa da cantina, podiam comer, pois tinham direito de escolha - mas nunca quiseram nem provar. Até hoje se sentem mais seguros comendo a comida da velha, pois sabem que não tem caldo de carne, bacon, etc...

Não critico quem come carne - sei até que muita gente diz que os animais foram criados prá nos servirem de alimento. E - na verdade - durante a maior parte da história humana no planeta, isso é a mais pura verdade. 

Mas assim como já não se precisa mais exterminar as baleias prá se obter fixador de perfume - um pecado matar um animal tão lindo pro ser humano cheirar melhor... - também não é mais necessário que a gente tire a vida deles prá seguir vivendo...



São também criaturas de Deus, que apreciam sentir um dia de sol, caminhar no chão, voar no céu, beber água fresca, se alimentar, se relacionar com os outros seres, experimentando o dom da vida.

Gozado... Eu comecei a parar de comer carne aos 11 anos de idade, simplesmente prá irritar meu pai. Ele ficava bravo, me batia - mas, cedo ou tarde, surra não adianta mais nada. A gente faz o que quer fazer.

Casei com o "Marildo", ele parou de comer quase todo tipo de carne - só não conseguiu parar de comer frutos do mar. Volta e meia eu como peixe - mas sempre sinto um certo desconforto, como se estivesse traindo uma ideia bonita, sabotando a mim mesma de alguma forma.

Um dia eu vou evoluir e ser como meus filhos, se Deus quiser - e é por eles que eu sempre arranjo um jeito de fazer algo gostoso, cheio de vida...

Nas palavras de um homem muito inteligente:


E nas de um dos homens mais bondosos que já habitou o planeta:


É um dia depois do outro...


5 comentários:

  1. Rosinha, sou fã da dieta medterrânica e como alguma carne.
    Porém, tenho uma filha VEGAN! Nem ovos, nem laticinios, nem mel ... nada de nada.
    Não quero ser tão radical, de modo algum. Mas respeito as opções de cada um.

    Esses hamburguers de grão têm muito boa pinta!
    beijinhos, querida.

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  2. Rosa, aprecio muito o modo vegetariano e acho muito saudável. Já tentei e fico muitos dias sem carne, porque realmente, eu fico ,às vezes, enjoada só em pensar em carne, mas eu sinto necessidade de comer de vez em quando. E em casa, o marido e filhos adoram carne, já estou convencendo meu marido a diminuir a quantidade de consumo! Minha filha já foi vegana, mas não resistiu e voltou a consumir! O meu filho é mais simpático à causa...um dia consigo fazer essa mudança na família!
    bjs Nina

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  3. ai, Rosa, rosinha, eu escrevi, escrevi, escrevi e quando publiquei caiu a conexão...affffff...perdi tudoooooooooo...(raras vezes fico com raiva)...

    Bem...não vou escrever novamente...apenas grata pelas receitinhas saudáveis e...estou há anos eliminando a crueldade animal da minha alimentação também.

    Outro dia descobri a monstruosidade que acontece nos laticínios e ...adeus leite, queijos (franceses que eu amava...)...estou tentando eu mesma fazer com vegetais.

    Sabe, também quero evoluir e...evoluir não apenas amando a natureza vegetal...flores, florestas, rios...

    A natureza animal explorada em granjas, matadouros, laboratórios, carroças, etc, etc... também deve ter um lugar em meu coração, em minha compaixão!

    Não adianta eu ficar horrorizada com os orientais que comem cachorros se eu não tiro o bacon do meu prato...a atrocidade é a mesma, a tortura é a mesma...

    Aos pouquinhos vou avançando em direção a uma consciência mais em paz...não gosto de rótulos: vegan, vegetariana, etc...sigo apenas meu coração.

    Querida, tenha um lindo dia,

    beijinhos,

    Lígia e =^.^=

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  4. Rosinha querida que delícia de picles e de hambúrgueres, adorei a receita, gosto dos dois, mas acho que prefiro o de grão de bico.
    Como você sabe, a carne saiu da minha vida há mais de 15 anos e nunca mais voltou.
    Animais são meus amigos, não são comida!
    Bjs

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  5. Já andava há algum tempo pesquisando uma receita para fazer pickles saborosos e vim parar aqui :) Vou experimentar sua receita.
    beijinhos

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