Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mais um sábado qualquer...

Com vocês é assim? Todo sábado calha de ser o dia mais corrido da semana... É feira, é sacolão, é mercado, farmácia - um montão de coisas prá resolver. Por isso que faz tempo, aqui em casa, que sábado é o dia de descanso do fogão. Não faço nada - nem miojo. Todo mundo se vira com sanduíche, sai prá comer no chinês, no shopping... Ultimamente as crianças andam apaixonadas por Subway - e o "Marildo" não abre mão da pizza de berinjela. 

Neste sábado, como sempre, saímos cedo - eu e Sua Majestade - prá levar uma das bichinhas no veterinário e fomos fazer as outras obrigações. Quando estávamos quase no fim, lá pelas duas e pouco, estacionamos em frente ao Shopping Penha, prá ir na farmácia. Ele queria que eu fosse até a Vivenda do Camarão, comprar algo prá mim (que ando meio enjoada de pizza e de sanduíche ..) e eu falei que preferia comer empadinhas. Eu tinha até sonhado com empadinhas de palmito, sabe como é...

Então fui numa dessas lanchonetes populares - bem do meu gosto, simples e de precinho bom - e comprei as tais empadas que tanto queria. Tava tão cheia, todas as mesinhas ocupadas, então me acomodei no balcão, com minhas empadinhas queridas e uma Coca-Cola bem geladinha. Antes mesmo de eu começar a comer reparei numa senhora, sentada sozinha numa das mesinhas, me fazendo sinais com as mãos, me chamando prá sentar com ela. Eu fui... Dei um sorriso, agradeci, ela me disse que não tinha porque eu comer de pé se tinha lugar ali, com ela. Um sorriso, uns monossílabos de encorajamento e em instantes eu já sabia uma porção de coisas dela - que tinha o sábado corrido, que não tinha tido tempo de fazer almoço, que (nem que tivesse tempo...) era chato cozinhar só prá um... Me contou que há pouco tempo a filha que morava com ela casou e agora vivia só. Que trabalhava perto do metrô Santana e que lá almoçava num restaurante popular muito bom, onde a comida era boa e o feijão sempre fresquinho ("e a gente que é dona de casa sabe quando o feijão é requentado..."). Disse que ia comprar um pedaço de torta de frango com catupiry prá levar pro jantar, sorriu, se despediu e foi embora. Uma senhora muito agradável - gosto de gente assim, com sorriso no rosto, trabalhadora, falante. 

Aliás, esse tipo de coisa volta e meia acontece comigo - no ônibus, em consulta médica... 

Se uma pessoa começa uma conversa, eu encorajo - é incrível como as pessoas precisam conversar... Solidão é algo muito triste, vocês não acham? Muitas vezes a maior prova de amor que você pode dar a alguém é deixar essa pessoa se abrir, desabafar - e é também uma forma de caridade que você pode fazer com alguém que você nem conhece, permitindo-se uma conversa com ela...

Bom, terminei de comer as empadinhas e fui prá porta da farmácia, terminando de beber minha Coca-Cola, esperando o "Marildo" que tava na fila prá pagar. Na porta da Drogaria São Paulo tem uns corrimões prás pessoas se apoiarem ao sair do caixa e irem para o calçamento. Ali na porta, como eu, haviam duas moças (da idade das minhas filhas ou talvez ainda mais novas) e uma garotinha de não mais que quatro anos de idade. A menina se jogava no chão, esfregava as mãozinhas no granito dos degraus e a mãe, sem muita força nem convicção, dizia prá ela não fazer aquilo - mais preocupada na conversa interessantíssima que estava tendo com a amiga. A menina não parava quieta e começou a se balançar nos corrimões. Inconscientemente eu fiquei ali, olhando práquela criança tão linda, com a meinha calça branca rendada já toda suja de chão, balançando os cachinhos dos cabelos... 

Num dado momento a garotinha percebeu que estava sendo observada e, com a maior espontaneidade do mundo, própria das crianças, disse assim prá mim: "Tá olhando o quê, sua v4c4?" Sabe que pareceu cena de filme de terror? Alguém já assistiu Constantine, com o Keanu Reeves, quando ele olha prás pessoas e, enquanto todo mundo vê um ser humano, ele enxerga na pessoa a sua verdadeira natureza e vê um demônio horrível? Não, a menininha não tinha cara de demônio - Deus me livre!, eu não quis dizer isso!!! Ela era linda - mas, ao usar aquela vozinha infantil, pronunciando palavras tão rudes, aquele rostinho se transformou! Parecia uma adulta, revoltada, sem educação, tão infeliz!!! 

Olhei prá mãe e a mãe olhou de volta, erguendo o queixo, petulante, um sorriso irônico no rosto, esperando faminta por uma oportunidade de fazer um barraco na porta da farmácia - que seria o ponto alto do seu dia, sem dúvida, motivo prá dar muitas risadas e render assunto por toda a semana. Continuei ali parada, muito calma, esperando o "Marildo", desta vez fingindo estar sozinha. Eu não compro brigas desnecessárias. Acho que seria algo como latir e rosnar prá um cachorro preso por uma corrente, do outro lado da grade de um portão, que agressivamente late e rosna prá você - prá quê? Deixa latir, deixa rosnar, tá preso mesmo...

Quando o "Marildo" saiu da farmácia, por olhar o meu rosto já sabia que eu tinha coisa prá contar - estar casado a mais de duzentos anos faz dessas coisas. Contei prá ele as duas aventuras solitárias do meu sábado - sentar e comer com uma total estranha e ser agredida verbalmente por um bebê.  

Enquanto eu contava o episódio da lanchonete, ele interrompia dizendo que jamais teria feito isso, que não confiaria sentar com uma pessoa estranha, dividir espaço... Mas entendeu meus argumentos e até sorriu com o meu jeito (tô desconfiada que ele gosta...). 

Daí, quando eu contei a cena com a menininha, ele ficou revoltado: "Você não disse nada? Não deu uma bronca na menina? Não reclamou com a mãe?" "E desde quando Deus desceu do céu e me mandou consertar o mundo?" - respondi. "Aquela pobre criança repete o que vê todo dia, é aquilo que ela vive... Tive pena. Prá amaciar aquela carne vai ser preciso muita martelada - tanto na mãe, quanto na filha. A maioria de nós não aprende por bem, não é mesmo? E eu penso assim: gente feliz não é malcriada, não é barraqueira - gente feliz de verdade não incomoda ninguém...". 

Ele acabou concordando comigo e eu fui viver o restante do meu sábado, ainda me recordando das pessoas com as quais tive oportunidade de conviver momentaneamente nesse dia (porque, caso não saibam, eu saio muito pouco de casa...). Lembrando feliz da mulher simples que dividiu a mesinha comigo e do infeliz incidente com a menininha malcriada e sua mãe (que, infelizmente, vai viver na pele, um dia, a educação que está dando à filha - que Deus as ajude).

Daí, quando foi ontem, lendo os comentários da postagem, um deles era uma zombaria com a brincadeirinha que fiz com o letreiro do caminhão. 

Eu pensei: "Nossa! Que pessoa triste! Cá estou eu, uma mulher de meia idade, com a saúde debilitada, que faz um blog prá distrair a cabeça e repartir o pouco que sabe com o maior prazer do mundo. Um dia (desejo que ainda demore uns cinquenta anos...) eu me vou embora. Minhas receitas vão ficar perdidas nos meus cadernos de rascunho, ninguém vai prestar atenção, talvez parem no lixo. Com o blog eu  deixo registrado e passo adiante minhas receitinhas de comidas e de roupas, minhas dicas maceradas na experiência, faço uma brincadeirinha, conto uma história - me divirto! E alguém (que se esconde no anonimato) vem fazer uma crítica que nem ao menos é construtiva, só pelo gostinho de agredir - triste, né?

A vida dessa pessoa deve estar de pernas pro ar, coitada... 

Só assim eu entendo entrar pela janela de alguém atirando pedra.

28 comentários:

  1. UAU! Você disse tudo!!
    Menina, quanta sabedoria!
    Adoro velhinhas que conversam, não precisa falar muito, porque elas e eles ( velhinhos ), necessitam da atenção.Olhar nos olhos deles enquanto falam, ver que você ouve suas palavras!
    Agora malcriação, tenho exemplo na frente de minha casa! Meu Senhor, acho que hoje em dia , essas adolescentes querem filho como se fossem bonecas e esquecem que é de carne e osso!
    Meus filhos, nunca sairam na rua , entrando na casa dos outros e estragando o jardim e incomodando os vizinhos...eu ficava de olho e mandava bronca em certas horas! Mas fui incomodada e vítima da má educação de outros, muitas e muitas vezes e quando ia reclamar com as mães, me diziam que eram crianças....Ora, meu sangue fervia, e virava as costas antes de dizer umas palavras que eu me arrependeria depois! Mas a vida ensina e as pessoas crescem e tem filhos, não é?! Tenha um lindo dia minha amiga!
    bjs Nina

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    1. Ai, Nina - na porta da gente é ainda pior, eu bem sei... Mas ninguém disse que viver era fácil, não é mesmo? A gente vai levando a vida, confiando em Deus, entregando a Ele nossos problemas, nossas dúvidas e consciente de que essas pessoas, que estão temporariamente no caminho errado, também estão sob o olhar vigilante Dele e que, cedo ou tarde, vão aprender (de um jeito ou de outro). Obrigada pelo comentário tão lindo e um maravilhoso dia prá você também, minha amiga!

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  2. Oi Rosa,
    Eu sou professora e vejo muitas crianças complicadas
    e as vezes, quando conhecemos os pais, ficamos com pena dessas
    crianças!
    Beijos

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    1. Mas é isso mesmo, Nina querida: o fruto não cai longe da árvore! As crianças são reflexo dos pais que tem... Beijos

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    2. Boa noite! Também sou professora e vejo isso quase que diariamente para tristeza nossa. O pior é que é igual ao que a Nina disse: - os pais -
      Tenho feito mentalizações de Paz, Luz, amor e tudo de bom para todos os seres vivos, porque se falarmos algo daí a pouco estamos sendo processados e sem contar com o sensacionalismo de uma TV.
      Rosa, você é maravilhosa! Tem que ser escritora.
      Bjs
      Beatriz Marcondes Bé

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  3. É Rosa,você é muuuito boa,e eu acho que você agiu certo, mas não sei se eu conseguiria ficar calada...talvez até por isso que eu não seja tão acessível a uma conversa com pessoas estranhas. E também porque sou um pouco tímida, quem sabe. Minha mãe passou por uma história parecida: estava passeando com o cachorro, e ao parar para atravessar a rua, passou um carro com alguns adolescentes, que botaram a cabeça prá fora e gritaram- velha fdp- acredita numa coisa dessas? ela ficou tão, mas tão magoada, que me ligou assim que chegou em casa. Naquele mesmo dia eu tinha assistido o programa Mais Você, e a Ana Maria falou que tinha visto num viaduto uma pixação com dizeres horríveis dela, e ela começou a sentir raiva, e quanto mais ela pensava naquilo, mais sentimentos ruins ela sentia.Então ela decidiu não dedicar mais um segundo sequer a esta pessoa que só despertou nela coisas ruins. Foi o que eu aconselhei prá minha mãe, lógico que só depois de deixá-la desabafar o bastante. E levo comigo esse lema, de (tentar)não pensar muito naqueles que não merecem!Ufa, hoje eu estou falante demais, né?
    beijoss





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    1. Luci querida: fala prá sua mãe fazer o exercício mental que eu faço: sempre imaginar que quem a agride verbalmente é igual a um cachorro preso, latindo feroz - mas do outro lado do portão. Diz prá ela não se deixar atingir por ofensas de gente que está com a vida atrapalhada porque, como eu sempre digo, gente feliz e de bem com a própria vida não sai por aí agredindo os outros. Beijos e obrigada mais uma vez.

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    2. Vou passar prá ela e usar também, com toda certeza!
      obrigada!

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  4. Rosa, você é uma contadora de histórias nata, das boas, das muito boas.
    E concordo em tudo com as tuas palavras.
    Além do mais, Rosa, minha Rosinha, és uma pessoa incrível.
    Eu te amo, como amo o sol, as flores, o sorriso, a chuva e todas as coisas que tornam a minha vida melhor. Viu?
    Beijo

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    1. Você é linda, Nina... Sempre tão poética nas suas palavras!!! É sempre um prazer ler todas elas - muito obrigada. Beijos!

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  5. Oi Rosa.
    Adoro a maneira como escreve!
    bjs

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  6. Rosa... infelizmente estamos vivendo em tempos difíceis, pois as pessoas têm cada vez mais informação e cada vez menos "sentimento". Eu penso que sou parecida com você nesse sentido... não adianta mesmo retrucar, cada um segue seu próprio caminho na evolução da vida. Achei linda sua exposição sobre ser lembrada e ajudar com as "receitinhas"rs.
    Beijo grande e fique com Deus!

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    1. Obrigada, Soraia querida. Beijos e fique com Deus também!

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  7. Oi Rosa
    Amo ler seus textos. muita sabedoria,também gosto de escutar,sempre que encontro alguém que precisa de falar eu espero e escuto. Você é uma mulher sabia,que Deus a conserva sempre assim.
    Abração
    Mary Nilva

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    1. Obrigada, Mary querida - eu, pelo meu lado, adoro escrever... Beijos!

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  8. Olá Rosa! Uma pena que a educação que recebíamos no nosso tempo, tenho 60 e vc deve ser mais nova, mas ainda deve ter pego a epoca em que os pais educavam os filhos e não havia tanta violência.
    Mas vim pra falar que hoje fiz o pão de queijo com sua receita. Fica mesmo uma delícia e rende bastante. Somos 4 e ninguém aguenta comer mais. Da próxima vez vou fazer a metade da massa e guardar o restante na geladeira. Obrigada pela sua generosidade em partilhar a receita.Bjs

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    1. É... A gente chamava de "senhor", "senhora", pedia licença, pedia a benção... Com certeza as falhas na educação tem muito a ver com a violência atual: muita gente acha que a escola é que tem que educar, a televisão é que tem que tomar conta da criança - e dá no que dá...
      Fiquei feliz que gostou do pão de queijo: aqui em casa somos em cinco e não sobra nem prá remédio... Beijos e obrigada pelo carinho, Célia querida!

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  9. Oi Rosa, que coisa triste você presenciou, e foi muito sábia em ficar na sua, pois certamente a menina aprendeu com a mãe, que nem se manifestou ou ver o que a filha estava fazendo...
    Uma vez vivi uma situação semelhante num parquinho quando meu filho era bebê. Fui tentar educadamente explicar à crianca que xingar os outros era feio e quase apanhei da mãe....que achava que a "fofura" estava certa, tinha mais é que xingar... imagine a cena!
    Adoro ler suas histórias, não ligue para aqueles que vivem num deserto interior.
    Você é muito querida, sou sua fã.
    Bjs

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    1. Ah, Cris! Parece que - a cada dia mais - tem gente presenciando cenas assim... Fala-se tanto de deixar um mundo melhor para nossos filhos, mas muita gente se esquece de criar filhos melhores para andar pelo mundo - por isso tanta violência, tanto desrespeito aos direitos uns dos outros... O jeito é quem tem consciência fazer a sua parte e rezar para que o estrago feito pelos outros não seja irremediável. Beijos e obrigada pelo carinho e pelo apoio.

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  10. Rosa, certamente quem faz esse tipo de comentário é gente infeliz, invejosa. Deve ter inveja por você ser uma mãe e esposa muito amada!
    Sou sua fã. Aprendo muito com seus conselhos sábios! És uma grande mulher e ficará imortalizada por esse blog tão lindo e útil!
    Beijos

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    1. Obrigada, Helena querida - sei que você também já passou por situação semelhante... Eu também aprendo muito com as tuas palavras, com as tuas dicas sempre tão cheias de bom gosto e de amor pelo que faz. Você sim é que vai ficar imortalizada nas vidas das tuas alunas - sortudas, todas elas... Beijos!

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  11. Esse sábado rendeu!
    o começo me fez lembrar de um dia quando estava comendo uma pizza depois da igreja, e 2 moças pediram prá dividir a mesa comigo. Faz uns 12 anos e ainda somos amigas :)
    e tbm o dia que conversei com um moço na estação do trem (na maior estação da cidade, em NYC), dias depois por acaso a gente se cruzou no centro da cidade, depois novamente... vc sabe onde vai acabar essa história... :D

    Sobre a menina... sinto muito! por você e por ela. Tem criança que apresenta dificuldades de comportamento de fato, mas na atitude da mãe não houve uma postura de ensinar o que é correto, o que é errado e o que é inaceitável.

    E sobre o anônimo.... sério? Rosa, vc fez a piada, riu e se divertiu? Então tá valendo! eu tbm ri e me diverti de bônus! Espero que a pessoa continue vindo aqui ler, quem sabe sara... como se diz por aqui: pessoa ferida fere outros

    bjo bem grande

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    1. Lindas essas histórias tuas de amizade e de amor com base em conversas com estranhos... Se a gente parar prá pensar, todo mundo é estranho a primeira vez que a gente conhece, não é mesmo? a gente tem que se dar várias chances, durante a vida, de conhecer gente nova, abrir o leque de possibilidades de se enriquecer com o convívio humano. Mesmo aquela menina malcriada e até mesmo a anônima me enriquecem de alguma forma: acrescentam em mim paciência, piedade... Beijos e obrigada pelo compartilhamento lindo!

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  12. Oi Rosa,

    Leio sempre os seus posts no meu e-mail. Recebo posts de vários blogs por e-mail e muitos deles eu nem abro por causa do tempo corrido. O seu é um dos que faço questão de abrir, pois gosto muito das suas postagens. Não ligue para comentários destrutivos, pois você é maior que isso. E para 1 que não gosta, pode ter certeza que existem 100 que gostam das suas estórias e dicas e receitas. Nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos. Continue assim, pois, vc vai deixar um trabalho lindo para a posteridade e alegrar o dia de muita gente. Queria saber escrever como você.

    Bjo.

    Jaqueline
    www.jbatelie.blogspot.com

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    1. Oi, Jackie - posso te chamar assim? Tenho uma sobrinha com teu nome, olhando teu rosto até me lembra ela, um pouco... Eu não ligo muito prá comentários destrutivos - óbvio que fico um pouco triste, mas passa, como um vento forte que despenteia o cabelo da gente, vai embora e a gente se ajeita com os dedos. Faz parte da vida receber um tapa de vez em quando, tropeçar em pedras... Mas você está certa: nem mesmo Jesus - que era perfeito - conseguiu agradar todo mundo, e pagou um alto preço por causa disso. Obrigada pelo comentário, pelo incentivo e continue aparecendo que me faz muito feliz. Um beijo.

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  13. Rosa, minha mais nova amiga, espero que esteja bem. Li seu relato sobre suas peripécias no sábado. Gosto muito da forma como escreve, uma forma leve, divertida e verdadeira. Infelizmente o mundo em que vivemos está assim, de pernas para o ar, como minha mãe dizia. Não existe respeito, educação e principalmente limites. Quando eu era criança (e já faz bastante tempo pois tenho agora 61 anos!) me foi ensinado a chamar qualquer outra pessoa de senhor e senhora, não importando se a pessoa fosse conhecida ou não. Hoje em dia chamam-nos de você, velho, velha, tia (odeio quando me chamam de tia!). Não sou tia de ninguém, muito menos velha. Você, era uma forma de chamar só as pessoas da mesma idade e meu pai e minha mãe (porque eles queriam dessa forma). Os demais eram chamados de senhor e senhora.
    Nunca deixe de escrever e de ser como é.
    Abraços carinhosos.

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    1. Olá, querida Lígia. Sei bem como é... Acho que a gente tem que ter muita pena dessa geração malcriada que está por aí - parece que muitos foram abandonados pelos próprios pais, que dão o material mas não a companhia, o conselho... Tudo começa em casa. Quanto a ser chamada de tia eu não ligo - é assim que eles aprenderam a chamar nas escolinhas, então eu deixo prá lá. Acho que vai mais do tom de voz que usam quando dizem tia, você não acha? Mas, se são desrespeitosos, a vida se encarrega deles, entrego nas mãos de Deus. É um prazer te conhecer e te ter como amiga! Espero te ver sempre aqui. Beijos!

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