Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Customização com feltro




(Ah, antes que alguém pergunte: costurei tudo com o ponto elástico "D" da minha Janome...).

Mais fácil, impossível: o feltro é auto-adesivo. Não, não precisa passar o ferro quente prá colar - ele já vem prontinho prá uso, é só tirar o papelzinho.

Já usei desse feltro na estampa deste avental de cozinha AQUI, mas agora quis usar numa camisetinha e A-DO-REI!

São da Alecria, uma estampa mais linda que a outra. Você desenha no verso, recorta, aplica. Se ficou torto, dá prá levantar e reposicionar - ele só fica definitivo depois de algumas horas - legal, né?

Agora, vamos ao tingido da camiseta: não vou dizer que chama "tie dye" porque eu não amarrei e tingi - só tingi. E foi moleza, porque eu não segui as instruções do rótulo da tinta. 
Lá você tem que ferver "trocentos" litros de água, dissolver a tinta previamente em água quente em outro recipiente, juntar os dois líquidos, mergulhar o tecido lavado e úmido e mexer com um pedaço de pau durante mais de meia hora. Não! Fiz assim, ó:

- Numa panela onde a camiseta cabia eu pus a água prá ferver. Quando ferveu, joguei o pó da tinta e mexi. Joguei a camiseta seca, dei uma revirada até ela ficar toda ensopada. Daí apoiei uma outra panela menor cheia de água (prá fazer peso) por cima, porque senão a água vai virando vapor, a camiseta incha como um balão e não fica legal. Do jeito que eu fiz a água continua evaporando, mas só faz umas bolhinhas de ar aqui e ali. 

- Como eu não mexi o tecido, fica esse jogo de cores: lugares onde a tinta pegou bem, lugares onde só deu uma leve tingida.

- Deixa fervendo 40 minutos, espera esfriar completamente. 

- Joga a água fora, enxágua em água corrente com sal e um pouco de vinagre branco prá ajudar a segurar a cor.

Pronto! Essa padronagem é única, nunca vai se repetir, por mais que eu tente.

A camiseta era branca - dá prá ver na costura da barra:

Cortei, acinturei, apliquei o feltro da Alecria e caseei só prá efeito de belezura - porque não precisa costurar, ele tá bem coladinho.

Não gosta de caveira? Faz gatinho, florzinha, coraçãozinho...

Mas, ó: sem essa de dizer que caveiras são "do mal", que trazem coisas ruins prá nossa vida. Isso é ofender ao Engenheiro que criou essa estrutura maravilhosa, que sustenta nossos músculos e órgãos, que movimenta nosso corpinho por este mundo... Se é medo da morte: colega, nenhum de nós vai ficar prá semente... Caveiras são parte de quem nós somos - um olhar estudioso reconhece um pequeno ossinho de dedinho nosso dentre um monte de outros, porque somos únicos. Bendito seja Deus que nos fez assim...

Agora, uma última dica sobre essa camiseta: não pode lavar, DE JEITO NENHUM, junto com outras roupas. A tinta vai saindo e você corre o risco de perder as outras roupas. Lava com carinho, numa bacia em separado, põe sempre sal na água prá durar mais a cor. 
E faz, porque é gostoso olhar prá ela e ver que foi você quem fez... Minhas filhas adoraram.

4 comentários:

  1. D. Rosa a sra. é tudo de bom. Amo visitar seu blog. Esse fim-de-semana vou fazer o bacalhau gratinado que não precisa colocar de molho porém essa camiseta tb ficou linda. E sabe o que mais? Eu acho caveira um horror mas sua explicação me fez rever velhos conceitos sobre ela ser do mal. Muito grata
    REGINA CELI

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    1. Que beleza, Regina! Quando você fizer o bacalhau, me avisa se gostou (vou ficar feliz...). E experimenta uma caveirinha na blusa, uma das bem bonitinhas - não somente porque está na moda. Garanto prá você: já vi motoqueiro vestido de couro, com caveira de couro nas costas, socorrendo gente em acidente de trânsito - e já vi homem chique, de terno e gravata importado, tratando ser humano pior que cachorro. É o coração que importa, não é mesmo? Beijão e obrigada.

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  2. Olá querida obrigada pela participação do concurso em meu blog fico feliz beijos amei seu blog....

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    1. Oi,Jana,também amei o seu e adorei a oportunidade de conhecer através do concurso da Coats. Ah, e já corrigi a foto do link no face. Beijos.

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