terça-feira, 10 de maio de 2011

O verdadeiro inimigo...


Seria uma gloriosa manhã de primavera na fazenda para aquele camundongo, se não fosse pela morte de seu paizinho, que já não voltava para a toca fazia alguns dias e pelo fato de que sua mãe, tendo acabado de dar a luz a seus irmãozinhos, não podia sair para arranjar alimento para todos...

Esfomeado, o ratinho finalmente se dá conta que chegou a hora de crescer, de dar o seu melhor para garantir o leite de sua mãe para os pequenos e a sua própria sobrevivência.

Sem outra opção, a mãe concordou - não sem antes explicar para ele os locais onde acharia os melhores e mais fáceis grãos, restos de comida e orientá-lo quando ao Inimigo mortal deles.

Logo que o ratinho cria coragem e sai da toca, em busca de comida, volta correndo, assustado, gritando "Socorro, Socorro! O inimigo quer me pegar!"

A mãe então, pede a ele que descreva o animal que tentou atacá-lo.

- Era branco, de aspecto assustador,coberto de penas, uma crista no alto da cabeça e fazia um barulho horrível e assustador, "Cocoricó"! - diz o ratinho.

- Esse não é o inimigo, meu filho. É apenas o galo da fazenda, você é mais rápido que ele e ele só come insetinhos. Pode ir tranquilo...

Dois minutos depois, volta o ratinho:

- Dessa vez eu sei que era o Inimigo, mamãezinha!!! Era maior que o outro, mais feio ainda, também cheio de penas, mas tinha uma bolota gorda embaixo do bico e fazia "glu - glu - glururu"!

- Esse aí é o peru, filhinho. Também só come insetinhos...

Pela terceira vez o camundongo criou coragem e, menos de um minuto depois, voltou mais apavorado ainda, quase morto de medo:

- Esse eu sei que era o Inimigo, mamãe! Maior que os outros dois, coberto de pelos, com dentes enormes e ameaçadores e fazia "au! au!" Sua cara era horrenda e má!

A mãe, então, resolve dar uma lição de vida ao filho:

- Amor, esse aí é o cachorro da fazenda e ele nos deixa em paz se não mexermos com a comida dele. O verdadeiro inimigo é lindo, tem belos olhos, fala agradável, andar macio e, quando você menos espera, já está nas garras dele...

Mais uma historinha de Malba Tahan - adaptação minha.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Azul como o Céu





Eu nem tava lembrando mais dessa blusa, da última vez quem lavou e passou foi a Nana (sendo boinha prá mim...). Aí ela vestiu e eu achei que, apesar de simplezinha, merecia ficar na janela, afinal o efeito do biquinho branco é bem delicado. Me inspirei em roupinha de neném. Espero que tenha serventia para alguém, pois é bem econômica: cada Cléa, na Aslan, tá R$6,84, se você tiver um restinho de Cléia branca, vai gastar só 14 reais para fazê-la. E dura, viu, tem mais de 10 anos e parece nova (nem preciso dizer que a cor da linha é bem firme) e, por ser de algodão puro, é sempre deliciosa de vestir. Ah, a parte azul pode fazer com Anne, assim não precisa enrolar 2 fios juntos de Cléa... E a queda do ombro, se não quiser fazer, não precisa, (descomplica, Dona Rosa!) que fica boa assim mesmo: é só acabar na carr. 80.

domingo, 8 de maio de 2011

Minha Vida Querida



Há muito tempo atrás, na China, havia um jovem comerciante que estava tremendamente apaixonado por sua noiva, não vendo a hora de se casar com ela. 

Seu amor por ela era tamanho que ele nem a chamava mais pelo próprio nome: para ele, era "Minha Vida Querida", a razão dele ser e existir... 


Todos os dias, após o trabalho, lá ia ele para a casa de "Minha Vida Querida", passar agradáveis e preciosos momentos em sua companhia.


Uma noite, quando lá chegava, viu um enorme vulto parado do lado de fora da janela de seu quarto e, assustado mas cheio de coragem, foi até lá ver quem era e o que queria aquele estranho, àquela hora... 

Mal conseguiu vê-lo, o jovem, em seu íntimo, percebeu de quem se tratava: era o Anjo da Morte


- "O que você faz aqui, ao lado da janela de "Minha Vida Querida"?", perguntou, corajosamente o jovem.


-"Hoje é o último dia de vida dela. Chegou a hora de levá-la" - respondeu o anjo.

Assustado, em meio a revolta e desespero, o jovem implorou para que a Morte não levasse "Minha Vida Querida", que era seu grande e único amor, que estavam destinados a se casarem e viverem felizes por toda vida...

Comovido pelas súplicas do jovem, o Anjo da Morte então lhe propôs o seguinte acordo:

- "Você tem ainda pela frente 46 anos de vida. O que eu posso fazer é dividir esse período em dois e dá-lo à sua futura esposa, assim ambos viverão mais vinte e três anos neste mundo, morrendo no mesmo dia e na mesma hora. Você acha que esse tempo é justo e suficiente para que vocês vivam e aproveitem da companhia um do outro"?

Depois de pensar muito, o jovem ainda não tinha decidido, afinal era uma questão de "Vida e de Morte". Pediu então ao anjo o prazo de um dia, para conversar com seus melhores amigos e decidir. Concordando, a Morte marcou de encontrá-lo naquele mesmo local, à mesma hora, na noite seguinte e desapareceu como fumaça no vento.

Alarmado, o jovem nem entrou para visitar "Minha Vida Querida" naquela noite, sem saber que a mesma se encontrava acamada, com uma febre repentina, e que sua falta ainda a fez sentir-se mais fraquinha e triste...

Àquela hora da noite, sem se alimentar, banhar ou descansar, peregrinou o jovem até as residências de seus três melhores amigos.

O primeiro, que era um soldado e caçador, forte e musculoso, era homem de temperamento fanfarrão e violento, para quem cada minuto da vida deveria ser aproveitado ao máximo, sem dramas ou arrependimentos. Após ouvir a narração do jovem, bebeu até o fim uma garrafa de vinho de arroz e, de rosto vermelho, disse:

- "Que dar metade da vida, que nada! Mulheres existem muitas no mundo, umas mais bonitas que as outras, mas a vida é só uma. Quem garante que, depois de tamanho sacrifício feito por você ela não vai se apaixonar por outro e viver e aproveitar os TEUS vinte e três anos com ele!!! Eu não daria nem um minuto de minha vida para mulher nenhuma, nem para ninguém..."

Saindo dali, pensativo, o jovem foi à casa de um outro amigo seu, um artista, pintor e poeta, de alma sensível e comportamento apaixonado pela vida. Ao ouvir também os relatos do jovem, o amigo então disse:

- "Mas claro que você deve dar esses 23 anos de vida para ela! Que eu me lembre, você sempre me disse o quanto a amava... Aliás, você mesmo não a apelidou de "Minha Vida Querida"? Eis aí mais um motivo: depois de tamanho sacrifício, esse apelido não será mais apenas um amontoado de palavras bonitas, mas a mais pura verdade! E mesmo se nosso amigo caçador estiver certo, se o amor dela não for tão grande e verdadeiro como o seu, se ela te trair e for embora com outro, mesmo assim é válido seu sacrifício, pois o verdadeiro amor não exige nada em troca!"

Ainda mais confuso, o jovem se pôs a caminho da casa de seu terceiro amigo, um contador, homem calmo e racional, acostumado a ligar com a lógica fria de cifras e números. Este, após algumas considerações, falou o seguinte:

- "Ambos os nossos amigos têm suas razões, observadas por ângulos de romantismo e praticidade. Sugiro que você proponha ao Anjo da Morte uma solução que agrade a todos: que sua noiva receba os 23 anos de sua vida para vivê-los ao teu lado e que, caso o amor por você deixe de existir no coração dela, os anos restantes retornem a você imediatamente e que ela morra, como traidora que se tornar..."

Agradado com essa ideia, o jovem foi para sua casa já quase amanhecendo o dia, e durante o trabalho mal se concentrou no que fazia, face a preocupação do novo encontro com a Morte, à noite.

Feito o acordo, o Anjo da Morte desapareceu novamente e o jovem, naquela noite mesmo, marcou o casamento, pois não queria mais perder nem um minuto de felicidade.

Passados dois anos, tendo já um filhinho de colo e vivendo um eterno romance com "Minha Vida Querida", que era a esposa e mãe ideal, carinhosa e dedicada, o jovem precisou se ausentar para abastecer seu comércio de mercadorias em um país distante, recomendando a seus três amigos que tomassem conta de sua esposa e de seu filho.

Retornando, quase quatro meses depois, encontrou seus amigos tristes e abatidos nos portões da cidade e, desesperado, perguntou se havia acontecido algo ao seu filhinho (pois sabia que nada poderia ter acontecido com sua esposa, a quem presenteara seus anos de vida)... Sem acreditar, escutou deles o relato de como sua esposa, sem estar doente nem nada, caiu morta de um momento para o outro, havia pouco mais de um mês.

Revoltado, amaldiçoando tudo e todos, o jovem andou feito um desvairado pela cidade, bebendo, brigando, até que, ao passar na porta de um velho muito doente, que estava prestes a morrer, avistou ali o Anjo da Morte...

Gritando as piores barbaridades que podia o jovem acusou a Morte de trapaceira, mentirosa e desalmada, que lhe roubara vinte e três anos de vida por nada...

Calma, a morte simplesmente disse:

- "Há pouco mais de um mês, seu filhinho adoeceu gravemente. Apesar de todos os cuidados, todo amor e dedicação de sua esposa, foi chegada a hora de levá-lo comigo. Sua "Vida Querida" implorou e entrou em acordo comigo, para que seu filho fosse salvo..."

"Enquanto você hesitou em dar a ela metade de sua vida, ela, sem pensar duas vezes, deu toda vida que tinha para que o filho vivesse..."

Amor de mãe...

Historinha que eu contava para meus filhos quando eram pequenos, baseada em um conto do escritor brasileiro que usava o pseudônimo de Malba Tahan... - Adaptação minha...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"O Príncipe e os 3 pratos de arroz"


Era uma vez, há muito tempo atrás, um Príncipe que devia se casar para que pudesse - um dia - governar o reino. Seu pai - o Rei - e sua mãe já estavam velhos e insistiam para que o Príncipe arrumasse logo uma esposa e lhes desse netos, enquanto ainda tinham saúde para mimá-los. 

O Rei sugeriu, então, dar um baile e convidar as princesas de todos os outros reinos e ver se assim o Príncipe escolhia uma delas para esposa. O Príncipe, entretanto, já conhecia a maioria delas e não ia com a cara de nenhuma. Assim sendo, disse para seu pai que preferia escolher uma moça do seu próprio reino, que amasse o país e falasse a mesma língua do povo, pois isso para ele importava mais do que ter sangue real. 

O Rei, então, por amar muito filho e querer ser avô o quanto antes, concordou e deu um prazo de um mês para o Príncipe escolher sua futura princesa.


Desse dia em diante o Príncipe começou a passear pelo reino, conversando e fazendo amizade com muitas moças e acabou ficando meio balançado por três delas, sem saber qual delas escolheria. Como seu pai estava em uma viagem e ele não tinha coragem de falar desses assuntos com sua mãe, resolveu confiar seus sentimentos ao seu antigo tutor e mestre, o Conselheiro Real. Depois de pensar um pouco, o Conselheiro Real disse para o Príncipe:


-"Vossa Majestade deve levar na casa de cada uma das moças um prato de arroz cru, e marcar um dia para passar de novo na casa dela para comer o prato que a moça vai preparar com ele."


-"Mas, Conselheiro, vou escolher uma Rainha simplesmente baseado em seus dotes culinários?"

-"Também, mas só que, antes, você vai esconder um pequeno e raro diamante em cada prato, junto com o arroz cru..."

Feito isso, o Príncipe entregou cada prato de arroz para cada moça e marcou de ir comer na casa de uma na terça, de outra na quarta e da última na quinta-feira.

A primeira moça, quando foi escolher o arroz para fazer o prato, achou o diamante, ficou muito feliz e não disse absolutamente nada. 

Preparou um delicioso pudim de arroz para o Príncipe, o melhor que ele já tinha provado, mas nem falou em diamante...

Quando o Príncipe voltou para o palácio, o Conselheiro lhe perguntou como havia sido, e que fim havia tido o diamante.

-"O pudim foi o melhor que eu já comi, ela é uma excelente cozinheira, mas eu não sei dizer o que aconteceu com o diamante, porque ela não falou e eu não perguntei..."

-"Essa moça não serve para ser a futura Rainha, é desonesta. Afaste-se dela, Alteza.

A segunda moça, escolhendo o arroz para fazer o prato, achou o diamante e - mais do que feliz - mandou incrustá-lo em um anel. Quando o Príncipe chegou, ela lhe apresentou uma deliciosa torta de arroz, macia como um suflê, cheinha de queijo e mostrou-lhe, vaidosa, o anel feito com o diamante achado no arroz e disse:

-"Vê, Majestade, como sou sortuda? Achei um diamante junto do arroz. Até pensei em devolvê-lo ao senhor, mas o senhor já é tão rico, não é mesmo, que pensei que não daria pela falta de um diamantezinho à toa como esse..."

Quando retornou ao palácio e contou ao Conselheiro o ocorrido, ouviu dele:

-"Essa moça também não serve para ser Rainha, Majestade, pois, apesar de honesta, é gananciosa e egoísta, só pensa nela..."

No dia seguinte, quando chegou na casa da terceira moça, já desacorçoado pensando que jamais conseguiria encontrar sua Rainha, encontrou a casa alegre, cheia de visitas que, entre risinhos, se retiraram cortesmente quando de sua chegada. O lugar estava repleto dos mais deliciosos cheiros que o Príncipe já tinha sentido, e, na mesa, dezenas de pratos apetitosos esperavam para serem apreciados: perus e pernis assados, tortas, empadões, suflês, massas, pudins e biscoitos dos mais variados tipos...

Surpreso, o príncipe disse:

-"Eu não sabia que a senhorita iria dar uma festa nesse dia, senão teria marcado para comer o prato com o arroz que eu mandei para outro dia..."

-"Mas tudo isso foi feito com o prato de arroz que o senhor me deu, Majestade!"

-"Mas, como?!"

-"Aconteceu que, quando eu escolhia o arroz, encontrei nele um diamante. Ora, achei que o senhor, sendo acostumado a comer os pratos preparados pela maravilhosa cozinha real, apreciaria um jantar de verdade e não apenas um prato feito com arroz. Aliás, fiz pudim de arroz, bolinhos de arroz e torta de arroz com queijo, se for do seu agrado. Bom, como eu só iria receber meu salário amanhã, não tinha dinheiro para lhe preparar o jantar de acordo, então, fui ao banco e empenhei o diamante, conseguindo assim o dinheiro para todos esses ingredientes.

Entretanto, quando eu estava preparando todas essas gostosuras, minhas vizinhas sentiram o cheiro e, entrando na minha casa, perguntaram se eu não lhes ensinava a cozinhar tão bem quanto eu. Cobrei um pequeno valor de cada uma delas, que acabaram de sair daqui - depois de aprender - todas satisfeitas e felizes, como o senhor mesmo viu... 

Ah, e aqui está o seu diamante, Majestade, que agora a pouco resgatei lá do banco!"

Depois de passar uma das tardes mais agradáveis de sua vida, conversando e rindo, o Príncipe chegou no palácio e contou o que havia acontecido.

-"Case-se com essa moça, Majestade, antes que outro o faça! Ela não apenas é honesta, como também divide o que sabe e é também uma boa administradora, além de ser uma excelente cozinheira. Essa sim, será uma verdadeira Rainha!"




(baseado em um conto do escritor brasileiro Malba Tahan - adaptação minha...)

Comidinhas na janela

Então, o filhinho chega da escola, não é mais hora do almoço e a hora da "janta" ainda tá longe? Ou, então, chega aquela amigona que você não vê faz tempo e vocês querem colocar as fofocas em dia distraindo a boca com algo gostoso e que não dê trabalho? Bom, no meu caso, não precisa motivo, esses pãezinhos são prá toda hora: prá levar de manhã na cama pros filhotes, com xícaras fumegantes de chá mate com limão, ou de noite, passadas umas duas horas do jantar, só prá se espatifar com eles no sofá e comer assistindo anime... DILIÇA!

Pão de queijo de frigideira

8 colheres (sopa) cheias de farinha de trigo

8 colheres (sopa) cheias de polvilho azedo

5 colheres(sopa) de óleo

1 colher (chá) rasa de sal

1 ovo

200 ml de água

1 colher (sobremesa) de fermento químico

1 pacote (50) g de queijo parmesão ralado

Requeijão em bisnaga para rechear

Misture os ingredientes secos da massa, acrescente o ovo misturado com a água e o óleo

Aqueça uma frigideira antiaderente e, quando estiver quente, abaixe o fogo e frite a massa às colheradas, espalhando-a com as costas da colher ou deixando as colheradas separadas (assim fará pãezinhos).

Não precisa untar a frigideira, se for um bom antiaderente.

Deixe o fogo no mínimo e tampe a frigideira para cozinhar o pão por igual.

Após 1 minuto, veja se já está opaca a massa, para poder ser virada.

Se fez o pão bem espalhadinho, vire-o com a espátula, espere uns 20 segundos, corte-o ao meio na frigideira mesmo com a espátula, pressionando a mesma no centro do pão, recheie uma das metades com o requeijão, dobre e deixe corar. Vire para corar por igual do outro lado.


(Pena que não dá prá sentir o cheirinho...)

Informações Adicionais:

Se você fizer os pãezinhos pequenininhos pode comê-los com manteiga, geléia, ou se os fez maiores, em porções individuais é só dobrá-los ao meio e recheá-los com catupiry, queijo branco, mussarela, etc.


Tem o mesmo gostinho dos pãezinhos de queijo de padaria, mas faz menos sujeira e fica pronto mais depressa.


Pode multiplicar a massa sem problema e pode guardar os ingredientes secos (incluindo o queijo ralado) num pote fechado na geladeira por até uma semana e acrescentar os líquidos na hora de fazer.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Linda como folhas no Outono






Essa é uma blusa já meio velha, tirada de uma revista Mon Tricot mais velha ainda. Dá prá ver o amarelado, ela tá com aquele jeito carcomido de velharia encontrada nas tumbas do faraó.

Na revista eles usavam outras cores (por exemplo, verde militar no lugar de preto). Gostei mais da minha...

Escaneei uma parte do "diário" da blusa, só prá vocês verem como foi que eu fiz - e como minha letra (que sempre foi bonita quando eu era jovem) está cada vez mais esculhambada...

Quanto à regulagem que eu usei, 7 e meio, posso garantir que fica boa. Se vocês lerem na receita da revista, eles mandam usar 8, mas eu usei 7 e meio porque já estou acostumada: não fica aberta, fica macia e já aguentou mais de 8 invernos firme e forte (e mantendo o charme...)

O modelo é meu amado filhinho, o bebê mais lindo do mundo, cheio de estrelinhas em volta dele, com cheirinho de pão quentinho...

Blusa em Jacar Tons de Terra

Material: Lã cristal preta, bege, vários tons de marrom, ferrugem, branca (sobras)

Costas: Montar 169 pontos, regulagem 3, barra 2 x 2 por 24 carreiras. Zera a contagem.
Passar para a regulagem 7 e 1/2, tricotar 138 carreiras em jacar, fazer uma marca em cada uma das laterais amarrando um fio de cor diferente (para marcar o início das mangas), zerar a contagem novamente, tricotar a partir daí mais 80 carreiras, retirar com fio de outra cor.

Frente: Fazer igualzinho nas costas. Na carreira 48 após a marca das cavas, fazer o decote (marcando em que linha da cartela está e quais são as cores no A e no B, diminuindo (puxando para frente as agulhas) 24 pontos, depois, a cada 2 carreiras, 5, 4, 3, 2 (3 x), 1 (5 x). Na carreira 80 tirar com fio de outra cor. Retomar o outro lado e fazer igual, diminuindo 5, 4 etc.

Mangas: 86 pontos, regulagem 3, barra 2 x 2 24 carreiras, zera a contagem. Põe a cartela e trabalha em jacar aumentando 1 ponto de cada lado na primeira carreira e depois a cada 4 carreiras. Na carreira 140 tira com fio de outra cor.

Gola: 149 pontos, regulagem 3, barra 2 x 2 por 64 carreiras. Tirar com fio de outra cor e aplicar com ponto de malha no pescoço da blusa, depois de costurá-la na própria máquina, com remalhador ou linker.

Observações importantes:

- Fazer um "diário" para a confecção dessa blusa, anotando, a cada troca de cor, que cor entra no A e qual entra no B, dessa forma a frente e as costas seguem a mesma padronagem e seqüência, bem como as mangas;

- Não esquecer de anotar a carreira em que começa o pescoço, em qual linha da cartela está, quantos pontos estão sendo suspensos a cada carreira;

- Jamais esquecer de apertar o dispositivo que não deixa os pontos tricotarem e nem caírem quando puxados para a frente (botão de retenção H).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um vestidinho xadrez...




Bom, o verão já passou, o outono tem seus dias de parecer inverno, mas se você mora no Brasil sabe que as estações nem sempre são do jeito que explicam nos livros de Geografia... Outro dia, passando com minha Lolinha no Shopping, vi numa dessas queimas de estoques um vestidinho xadrez muito lindo, exceto por duas coisas: primeiro, um bordado de flor na frente, que, ao invés de deixar o vestido mais bonito, dava a ele um ar de "merréquento"; segundo, a coragem do dono da loja de, numa queima de estoque, colocar à venda um vestidinho que levou nadica de pano prá vender por "meros" R$70,00!!!

Sorte que a Lolô achou o bordado um horror, daí fez beicinho e pediu "mamãe, faz um prá mim?!!!" e acabou sobrando...

Eu já tinha ido na 25 de Março, na peregrinação das Pechincheiras, e lá na Niazi Chohfi comprei, dentre outros tecidos, 1 metro (ISSO MESMO, UM METRO!!!!) de tecido xadrez de algodãozinho que estava destinado a virar uma camisa prá ela mesma...
E você dirá, de queixo caído: O QUÊ?, Dona Rosa, levou só um metrinho de pano esse vestido? Pois é...
Foi como magia: peguei o molde da tal camisa, encompridei e fiz o molde do vestido, mas o tecido era pouco (lógico!)... Mas, na minha cabeça tem um departamento chamado "Acho que Vai dar Certo se Eu Fizer Assim..." e, juntando os caquinhos que sobraram depois de cortar a frente e as costas, fiz o avesso da gola com uma emenda no meio e depois de ter cortado o "centro" das mangas no máximo do comprimento que o tecido dava, usei as sobrinhas para emendar e fazer as laterais, que ficam debaixo do braço mesmo... CONCLUSÃO: um belo vestido, feito com UM metro de pano, que custou 5 CONTOS (R$4,90 o metro!) Ah, palmas prá mim, que eu bem mereço...
Bom, se você quer se aventurar e fazer, saiba que ele serve desde manequim 40 até 44 (prá variar), compre 1 metro e meio de pano caso você não seja tão "emendadeira" quanto eu e mãos à obra!
Se você é paraquedista como eu e tem um pouco de medo, use um lençol velho prá fazer o tal vestido (depois você usa ele em casa...), assim você perde o medo! Ou então, compre um paninho baratinho, um retalho, uma chita - não inventa desculpa prá não tentar, você vai adorar o resultado!
Agora, se você usa outro manequim ou quer um vestido mais bem feito, entra no site Cortando e Costurando, que a Lúcia, a Fada Madrinha das Costureiras Paraquedistas disponibiliza um molde de vestido melhor que o meu, no manequim 46 - ou você manda um email prá ela e compra o molde no seu manequim, deve custar uns 5 contos...
Aliás, no site dela tem um montão de moldes, tem passo a passo, tem aulas de como tirar as medidas e fazer um molde personalizado, ensina a fazer até jaqueta! Bendita seja!
Para o meu humilde vestidinho, você vai precisar: 1,5 m de tecido xadrez de 1,40 de largura(ou florido, que agora está na moda...), linha que combine, botões, entretela colante de grossura média, 1 metro de elástico de uns 3 cm de grossura - mas nem precisa do elástico se você usar com um cinto largo... Ah, dois colchetes de gancho para por no lugarzinho que vai ficar meio aberto por causa do elástico.
Já pensou, pode fazer de flanela ou de lãnzinha agora para o frio e usar com uma meia de lã e uma botinha...
Dica importantíssima: antes de cortar o tecido, dobre ele e alfinete, "casando" o xadrez, assim as duas frentes ficam iguais, simétricas. Isso, além de deixar o vestido mais bonito, ajuda na hora de colocar os bolsos, pregar os botões... Sabe, às vezes você vai em uma loja dita "chique" e paga "os olhos da cara" em uma roupa xadrez ou listrada e quem costurou nem fez isso, o que torna o serviço caro e "porco"...
Fiz um passo a passo meio capenga no Paint, mas o vestido é bem simples, é só meter a cara e fazer.
O molde está neste link aqui.
Manda bala, colega!