sexta-feira, 6 de maio de 2011

"O Príncipe e os 3 pratos de arroz"


Era uma vez, há muito tempo atrás, um Príncipe que devia se casar para que pudesse - um dia - governar o reino. Seu pai - o Rei - e sua mãe já estavam velhos e insistiam para que o Príncipe arrumasse logo uma esposa e lhes desse netos, enquanto ainda tinham saúde para mimá-los. 

O Rei sugeriu, então, dar um baile e convidar as princesas de todos os outros reinos e ver se assim o Príncipe escolhia uma delas para esposa. O Príncipe, entretanto, já conhecia a maioria delas e não ia com a cara de nenhuma. Assim sendo, disse para seu pai que preferia escolher uma moça do seu próprio reino, que amasse o país e falasse a mesma língua do povo, pois isso para ele importava mais do que ter sangue real. 

O Rei, então, por amar muito filho e querer ser avô o quanto antes, concordou e deu um prazo de um mês para o Príncipe escolher sua futura princesa.


Desse dia em diante o Príncipe começou a passear pelo reino, conversando e fazendo amizade com muitas moças e acabou ficando meio balançado por três delas, sem saber qual delas escolheria. Como seu pai estava em uma viagem e ele não tinha coragem de falar desses assuntos com sua mãe, resolveu confiar seus sentimentos ao seu antigo tutor e mestre, o Conselheiro Real. Depois de pensar um pouco, o Conselheiro Real disse para o Príncipe:


-"Vossa Majestade deve levar na casa de cada uma das moças um prato de arroz cru, e marcar um dia para passar de novo na casa dela para comer o prato que a moça vai preparar com ele."


-"Mas, Conselheiro, vou escolher uma Rainha simplesmente baseado em seus dotes culinários?"

-"Também, mas só que, antes, você vai esconder um pequeno e raro diamante em cada prato, junto com o arroz cru..."

Feito isso, o Príncipe entregou cada prato de arroz para cada moça e marcou de ir comer na casa de uma na terça, de outra na quarta e da última na quinta-feira.

A primeira moça, quando foi escolher o arroz para fazer o prato, achou o diamante, ficou muito feliz e não disse absolutamente nada. 

Preparou um delicioso pudim de arroz para o Príncipe, o melhor que ele já tinha provado, mas nem falou em diamante...

Quando o Príncipe voltou para o palácio, o Conselheiro lhe perguntou como havia sido, e que fim havia tido o diamante.

-"O pudim foi o melhor que eu já comi, ela é uma excelente cozinheira, mas eu não sei dizer o que aconteceu com o diamante, porque ela não falou e eu não perguntei..."

-"Essa moça não serve para ser a futura Rainha, é desonesta. Afaste-se dela, Alteza.

A segunda moça, escolhendo o arroz para fazer o prato, achou o diamante e - mais do que feliz - mandou incrustá-lo em um anel. Quando o Príncipe chegou, ela lhe apresentou uma deliciosa torta de arroz, macia como um suflê, cheinha de queijo e mostrou-lhe, vaidosa, o anel feito com o diamante achado no arroz e disse:

-"Vê, Majestade, como sou sortuda? Achei um diamante junto do arroz. Até pensei em devolvê-lo ao senhor, mas o senhor já é tão rico, não é mesmo, que pensei que não daria pela falta de um diamantezinho à toa como esse..."

Quando retornou ao palácio e contou ao Conselheiro o ocorrido, ouviu dele:

-"Essa moça também não serve para ser Rainha, Majestade, pois, apesar de honesta, é gananciosa e egoísta, só pensa nela..."

No dia seguinte, quando chegou na casa da terceira moça, já desacorçoado pensando que jamais conseguiria encontrar sua Rainha, encontrou a casa alegre, cheia de visitas que, entre risinhos, se retiraram cortesmente quando de sua chegada. O lugar estava repleto dos mais deliciosos cheiros que o Príncipe já tinha sentido, e, na mesa, dezenas de pratos apetitosos esperavam para serem apreciados: perus e pernis assados, tortas, empadões, suflês, massas, pudins e biscoitos dos mais variados tipos...

Surpreso, o príncipe disse:

-"Eu não sabia que a senhorita iria dar uma festa nesse dia, senão teria marcado para comer o prato com o arroz que eu mandei para outro dia..."

-"Mas tudo isso foi feito com o prato de arroz que o senhor me deu, Majestade!"

-"Mas, como?!"

-"Aconteceu que, quando eu escolhia o arroz, encontrei nele um diamante. Ora, achei que o senhor, sendo acostumado a comer os pratos preparados pela maravilhosa cozinha real, apreciaria um jantar de verdade e não apenas um prato feito com arroz. Aliás, fiz pudim de arroz, bolinhos de arroz e torta de arroz com queijo, se for do seu agrado. Bom, como eu só iria receber meu salário amanhã, não tinha dinheiro para lhe preparar o jantar de acordo, então, fui ao banco e empenhei o diamante, conseguindo assim o dinheiro para todos esses ingredientes.

Entretanto, quando eu estava preparando todas essas gostosuras, minhas vizinhas sentiram o cheiro e, entrando na minha casa, perguntaram se eu não lhes ensinava a cozinhar tão bem quanto eu. Cobrei um pequeno valor de cada uma delas, que acabaram de sair daqui - depois de aprender - todas satisfeitas e felizes, como o senhor mesmo viu... 

Ah, e aqui está o seu diamante, Majestade, que agora a pouco resgatei lá do banco!"

Depois de passar uma das tardes mais agradáveis de sua vida, conversando e rindo, o Príncipe chegou no palácio e contou o que havia acontecido.

-"Case-se com essa moça, Majestade, antes que outro o faça! Ela não apenas é honesta, como também divide o que sabe e é também uma boa administradora, além de ser uma excelente cozinheira. Essa sim, será uma verdadeira Rainha!"




(baseado em um conto do escritor brasileiro Malba Tahan - adaptação minha...)

Comidinhas na janela

Então, o filhinho chega da escola, não é mais hora do almoço e a hora da "janta" ainda tá longe? Ou, então, chega aquela amigona que você não vê faz tempo e vocês querem colocar as fofocas em dia distraindo a boca com algo gostoso e que não dê trabalho? Bom, no meu caso, não precisa motivo, esses pãezinhos são prá toda hora: prá levar de manhã na cama pros filhotes, com xícaras fumegantes de chá mate com limão, ou de noite, passadas umas duas horas do jantar, só prá se espatifar com eles no sofá e comer assistindo anime... DILIÇA!

Pão de queijo de frigideira

8 colheres (sopa) cheias de farinha de trigo

8 colheres (sopa) cheias de polvilho azedo

5 colheres(sopa) de óleo

1 colher (chá) rasa de sal

1 ovo

200 ml de água

1 colher (sobremesa) de fermento químico

1 pacote (50) g de queijo parmesão ralado

Requeijão em bisnaga para rechear

Misture os ingredientes secos da massa, acrescente o ovo misturado com a água e o óleo

Aqueça uma frigideira antiaderente e, quando estiver quente, abaixe o fogo e frite a massa às colheradas, espalhando-a com as costas da colher ou deixando as colheradas separadas (assim fará pãezinhos).

Não precisa untar a frigideira, se for um bom antiaderente.

Deixe o fogo no mínimo e tampe a frigideira para cozinhar o pão por igual.

Após 1 minuto, veja se já está opaca a massa, para poder ser virada.

Se fez o pão bem espalhadinho, vire-o com a espátula, espere uns 20 segundos, corte-o ao meio na frigideira mesmo com a espátula, pressionando a mesma no centro do pão, recheie uma das metades com o requeijão, dobre e deixe corar. Vire para corar por igual do outro lado.


(Pena que não dá prá sentir o cheirinho...)

Informações Adicionais:

Se você fizer os pãezinhos pequenininhos pode comê-los com manteiga, geléia, ou se os fez maiores, em porções individuais é só dobrá-los ao meio e recheá-los com catupiry, queijo branco, mussarela, etc.


Tem o mesmo gostinho dos pãezinhos de queijo de padaria, mas faz menos sujeira e fica pronto mais depressa.


Pode multiplicar a massa sem problema e pode guardar os ingredientes secos (incluindo o queijo ralado) num pote fechado na geladeira por até uma semana e acrescentar os líquidos na hora de fazer.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Linda como folhas no Outono






Essa é uma blusa já meio velha, tirada de uma revista Mon Tricot mais velha ainda. Dá prá ver o amarelado, ela tá com aquele jeito carcomido de velharia encontrada nas tumbas do faraó.

Na revista eles usavam outras cores (por exemplo, verde militar no lugar de preto). Gostei mais da minha...

Escaneei uma parte do "diário" da blusa, só prá vocês verem como foi que eu fiz - e como minha letra (que sempre foi bonita quando eu era jovem) está cada vez mais esculhambada...

Quanto à regulagem que eu usei, 7 e meio, posso garantir que fica boa. Se vocês lerem na receita da revista, eles mandam usar 8, mas eu usei 7 e meio porque já estou acostumada: não fica aberta, fica macia e já aguentou mais de 8 invernos firme e forte (e mantendo o charme...)

O modelo é meu amado filhinho, o bebê mais lindo do mundo, cheio de estrelinhas em volta dele, com cheirinho de pão quentinho...

Blusa em Jacar Tons de Terra

Material: Lã cristal preta, bege, vários tons de marrom, ferrugem, branca (sobras)

Costas: Montar 169 pontos, regulagem 3, barra 2 x 2 por 24 carreiras. Zera a contagem.
Passar para a regulagem 7 e 1/2, tricotar 138 carreiras em jacar, fazer uma marca em cada uma das laterais amarrando um fio de cor diferente (para marcar o início das mangas), zerar a contagem novamente, tricotar a partir daí mais 80 carreiras, retirar com fio de outra cor.

Frente: Fazer igualzinho nas costas. Na carreira 48 após a marca das cavas, fazer o decote (marcando em que linha da cartela está e quais são as cores no A e no B, diminuindo (puxando para frente as agulhas) 24 pontos, depois, a cada 2 carreiras, 5, 4, 3, 2 (3 x), 1 (5 x). Na carreira 80 tirar com fio de outra cor. Retomar o outro lado e fazer igual, diminuindo 5, 4 etc.

Mangas: 86 pontos, regulagem 3, barra 2 x 2 24 carreiras, zera a contagem. Põe a cartela e trabalha em jacar aumentando 1 ponto de cada lado na primeira carreira e depois a cada 4 carreiras. Na carreira 140 tira com fio de outra cor.

Gola: 149 pontos, regulagem 3, barra 2 x 2 por 64 carreiras. Tirar com fio de outra cor e aplicar com ponto de malha no pescoço da blusa, depois de costurá-la na própria máquina, com remalhador ou linker.

Observações importantes:

- Fazer um "diário" para a confecção dessa blusa, anotando, a cada troca de cor, que cor entra no A e qual entra no B, dessa forma a frente e as costas seguem a mesma padronagem e seqüência, bem como as mangas;

- Não esquecer de anotar a carreira em que começa o pescoço, em qual linha da cartela está, quantos pontos estão sendo suspensos a cada carreira;

- Jamais esquecer de apertar o dispositivo que não deixa os pontos tricotarem e nem caírem quando puxados para a frente (botão de retenção H).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um vestidinho xadrez...




Bom, o verão já passou, o outono tem seus dias de parecer inverno, mas se você mora no Brasil sabe que as estações nem sempre são do jeito que explicam nos livros de Geografia... Outro dia, passando com minha Lolinha no Shopping, vi numa dessas queimas de estoques um vestidinho xadrez muito lindo, exceto por duas coisas: primeiro, um bordado de flor na frente, que, ao invés de deixar o vestido mais bonito, dava a ele um ar de "merréquento"; segundo, a coragem do dono da loja de, numa queima de estoque, colocar à venda um vestidinho que levou nadica de pano prá vender por "meros" R$70,00!!!

Sorte que a Lolô achou o bordado um horror, daí fez beicinho e pediu "mamãe, faz um prá mim?!!!" e acabou sobrando...

Eu já tinha ido na 25 de Março, na peregrinação das Pechincheiras, e lá na Niazi Chohfi comprei, dentre outros tecidos, 1 metro (ISSO MESMO, UM METRO!!!!) de tecido xadrez de algodãozinho que estava destinado a virar uma camisa prá ela mesma...
E você dirá, de queixo caído: O QUÊ?, Dona Rosa, levou só um metrinho de pano esse vestido? Pois é...
Foi como magia: peguei o molde da tal camisa, encompridei e fiz o molde do vestido, mas o tecido era pouco (lógico!)... Mas, na minha cabeça tem um departamento chamado "Acho que Vai dar Certo se Eu Fizer Assim..." e, juntando os caquinhos que sobraram depois de cortar a frente e as costas, fiz o avesso da gola com uma emenda no meio e depois de ter cortado o "centro" das mangas no máximo do comprimento que o tecido dava, usei as sobrinhas para emendar e fazer as laterais, que ficam debaixo do braço mesmo... CONCLUSÃO: um belo vestido, feito com UM metro de pano, que custou 5 CONTOS (R$4,90 o metro!) Ah, palmas prá mim, que eu bem mereço...
Bom, se você quer se aventurar e fazer, saiba que ele serve desde manequim 40 até 44 (prá variar), compre 1 metro e meio de pano caso você não seja tão "emendadeira" quanto eu e mãos à obra!
Se você é paraquedista como eu e tem um pouco de medo, use um lençol velho prá fazer o tal vestido (depois você usa ele em casa...), assim você perde o medo! Ou então, compre um paninho baratinho, um retalho, uma chita - não inventa desculpa prá não tentar, você vai adorar o resultado!
Agora, se você usa outro manequim ou quer um vestido mais bem feito, entra no site Cortando e Costurando, que a Lúcia, a Fada Madrinha das Costureiras Paraquedistas disponibiliza um molde de vestido melhor que o meu, no manequim 46 - ou você manda um email prá ela e compra o molde no seu manequim, deve custar uns 5 contos...
Aliás, no site dela tem um montão de moldes, tem passo a passo, tem aulas de como tirar as medidas e fazer um molde personalizado, ensina a fazer até jaqueta! Bendita seja!
Para o meu humilde vestidinho, você vai precisar: 1,5 m de tecido xadrez de 1,40 de largura(ou florido, que agora está na moda...), linha que combine, botões, entretela colante de grossura média, 1 metro de elástico de uns 3 cm de grossura - mas nem precisa do elástico se você usar com um cinto largo... Ah, dois colchetes de gancho para por no lugarzinho que vai ficar meio aberto por causa do elástico.
Já pensou, pode fazer de flanela ou de lãnzinha agora para o frio e usar com uma meia de lã e uma botinha...
Dica importantíssima: antes de cortar o tecido, dobre ele e alfinete, "casando" o xadrez, assim as duas frentes ficam iguais, simétricas. Isso, além de deixar o vestido mais bonito, ajuda na hora de colocar os bolsos, pregar os botões... Sabe, às vezes você vai em uma loja dita "chique" e paga "os olhos da cara" em uma roupa xadrez ou listrada e quem costurou nem fez isso, o que torna o serviço caro e "porco"...
Fiz um passo a passo meio capenga no Paint, mas o vestido é bem simples, é só meter a cara e fazer.
O molde está neste link aqui.
Manda bala, colega!

sábado, 30 de abril de 2011

1ª Blusa com Bolero



Terminei esta na quarta feira, mas não tive tempo de postar.

Para quem resolver fazer - ou porque já tem a linha comprada ou porque vai se arriscar comprando - saiba que não é mole, não...

A linha, que a olho nú parece artificial e piniquenta, na verdade é supermacia e derretida, mas MUITO difícil de lidar. Ela é um cordãozinho tricotado com uma linha base BEEEEEM fininha, tipo a Suzi (deve ser até o mesmo material), que já começa sendo chatinha porque tem que queimar a ponta antes de começar o trabalho senão desfia. E não é só: se você está com as mãos meio judiadas de lavar louça e roupa, como as minhas, ou se você esbarrar numa parede rústica ou numa lixa de unhas ou em qualquer coisa do universo ela gruda e desfia - ou seja, é bonita, macia mas é um pesadelo usar ela...

O trabalho tricotado fica com a aparência atoalhada, até fica bonita, especialmente à noite, sob a luz artificial), mas enquanto você está tricotando fica se perguntando "onde eu estava com a cabeça quando comprei essa m*rd*!!!" porque a ponta da agulha entra nas "molinhas" do fio. Entretanto, pelo preço (R$1,04 o novelo = R$ quatro contos uma blusa!!!) e pelo toque, que é macio e delicioso, acho que vale a pena. Por isso, mesmo com tantos contras, dei uma passada lá na 25 e comprei mais 5 novelos azul e 5 creme... (eu sei, reclama mas gosta...) Acho que ela é ideal para fazer cachecol, só usando tricô: fica lindo, não corre o risco de desfiar tanto e não dá tanto trabalho para fazer

Queria a preta, mas tinha acabado.

Nos 2 sites da Aslan não tem nenhuma receita com ela, e com certeza não vai vir mais para o Brasil, então é agora ou nunca...

Blusa Bolero Azul

4 novelos Bolero azul
1 par de agulhas de tricô nº 7

Costas: Montar 51 pontos na agulha e tricotar da seguinte forma: 4 carreiras em ponto tricô, 1 carreira em tricô dando 2 voltas na agulha (tricô alongado), 1 carreira soltando 2 pontos, tricotando eles juntos em tricô e dando uma laçada, indo dessa forma até o fim da carreira. Recomeçar fazendo 4 carreiras de ponto tricô, etc. Após 8 repetições, quando estiver iniciando a 9ª seqüencia, arrematar, cada 2 carreiras, 3, 1, 1 pontos para as cavas. Após 13 repetições do ponto, fazer mais uma carreira de tricô e arrematar.

Frente: igul às costas até terminar a cava. Quando terminar, dividir o trabalho ao meio e arrematar 1 ponto a cada uma carreira até dar 10 pontos. Arrematar na mesma altura das costas.

Mangas: 31 pontos, 1 aumento cada uma carreira até dar 37 pontos, seguindo o mesmo ponto da frente e das costas. Quando começar a próxima repetição do ponto, arrematar cada duas carreiras: 4, 2 e de 1 em 1 de cada lado até restarem 17 pontos na agulha. Arrematar.

Montagem: Costurar a blusa com linha de costura, fazer um bico de crochê ao redor do pescoço e da barra.

Sobrou quase um novelo inteiro, então essa blusa quase custou 3 caraminguás furados.... MAS É SÓ PRÁ QUEM NÃO TEME UM DESAFIO E ADOOOORA UMA PECHINCHA!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mais uma linda blusa...





Esta também foi feita em tricô no sentido vertical. O segredo para fazer a mudança de cor é a seguinte:

- quando você começa a tricotar, por exemplo, em creme, e depois quando põe a cartela, coloca a cor preta na entrada "B", os pontos selecionados vão ser tricotados em preto, correto?

- bom, eu só utilizo o primeiro desenho da cartela nessa blusa e, quando está para acabar esse primeiro desenho, vou selecionando manualmente mais pontos em preto, até o preto ser a única cor.

- mais para frente, quando tenho que introduzir a cor ferrugem, faço o mesmo processo, só que dessa vez, quando vai terminar o desenho, seleciono manualmente mais pontos para acabar virando ferrugem.

Na hora de costurar, a blusa fica costurada nos ombros cada lado de uma cor: um ombro é ferrugem frente e costas e o outro é creme. Da mesma forma, uma manga só tem preto e ferrugem (e é costurada no lado ferrugem da blusa), enquanto a outra manga é só creme e preto. A cartela é a mesma, mas eu empurrei para dentro os pontos selecionados dos "pontinhos", achei que ficava melhor...

Espero que tenha ficado claro, a receita estava perdida em uma das minhas velhas agendas, essa eu fiz prás "minhas mininas", mas é só fazer do tamanho da outra que também pode ser masculina... Usei sobras de Pingouin Cristal, cores preto, cru e ferrugem.

Vamos lá, colegas! Não é difícil não! Mas não se esqueçam de deixar a receita à mão e fogo na máquina!!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Casaco Novinho na Janela!





Bom, prá começar, esse casaco foi um verdadeiro romance...

No momento em que o fio chegou em casa, graças à generosidade da Linea Itália, eu olhei e já imaginei o que fazer com ele. Eu larguei um outro projeto e já comecei - talvez mais pelo desafio, já que minha filha criticou a lã: disse que parecia uma misturebaa de balinhas mastigadas, tipo Skittles... Bom, eu perdôo, afinal era a Lolinha e ela não entende nadica de nada de tricô. Já a Nana apreciou a cor, a maciêz e Sua Majestade, que geralmente é muito crítico, depois de uma mudez inicial, apreciou o efeito da linha depois de começado o trabalho (e isso, acreditem, é MUITA coisa...).

Só que, como eu não estava acostumada com a linha - não é lã - tive que fazer o casaco 3 vezes, pois sempre chegava na manga e eu via que não ia dar. Procurei na internet onde comprar, liguei para o armarinho perto de casa que trabalha com a Línea Itália e eles nem conheciam o fio, disseram que deve ser lançamento. Até perdi o sono, pensando em mandar um email para a Linea Itália pedindo, implorando mais um novelinho, mas acabei desistindo da amolação e me virando com o que tinha.

A idéia sempre tinha sido fazer a gola e as viras dos bolsos em preto - para dar o ar vintage, mas eu queria uma lã da Línea Itália dessa cor - mas no armarinho não tinha... Então ataquei de mollet mesmo.


À primeira vista, alguma tricoteira de primeira viagem pode estranhar a cor - como a minha Lolô.

Mas eu garanto: ficou um casaco lindíssimo, extremamente macio e quentinho, com um visual que nenhuma outra linha ou lã do mercado tem - o que garante um visual completamente inusitado e exclusivo. A cor que eu usei é predominantemente azul, com bolotas de todas as cores possíveis, que garante um visual que parece um daqueles sorvetes italianos - semifredo - onde se mesclam sabores... Perdi os rótulos, de tanto enrolar e desenrolar a linha... Eu me apaixonei, rende muito, afinal, em dez dias (que é o prazo em que a lã está em meu poder) eu fiz 3 casacos - mesmo que só tenha um para apresentar... Mandem um email para a Linea Itália se estiverem interessadas, para saber quando chega às lojas - garanto que vai valer a pena... Na receita, eu já acrescentei o novelo que me faltava, pois no modelo o bolso foi feito à parte, de tecido, e costurado.

Blusa Arlequim Vintage

7 novelos de Arlequim (usados duplos)

1 novelo (100 g) de Mollet (usado duplo)

4 botões pretos grandes (diâmetro 3,5 ou 4 cm)

1 par de agulhas de tricô nº 7

1 par de agulhas de tricô nº 10

Agulha de tapeçaria para costurar

Agulha comum para costurar

Agulha de crochê nº 4 para levantar pontos

Linha de algodão ou poliéster na cor predominante do casaco

Pontos utilizados: tricô, meia, barra 1 x 1

Modo de fazer:

Costas: Montar 52 pontos nas agulhas 7 e tricotar em barra 1 x 1 por 6 carreiras. Mudar para as agulhas 10 e tricotar o direito em ponto meia, o avesso em tricô, fazendo 1 diminuição de cada lado a cada 7 carreiras até dar 46 pontos. Na carreira 42 voltar a aumentar 1 ponto de cada lado a cada 7 carreiras até dar 50 pontos na agulha. Na carreira 52 faz a cava, diminuindo, a cada duas carreiras, 2 pt, 1 pt, 1 pt. Seguir reto e arrematar todos os pontos na carreira 76.

Frente esquerda: Montar 32 pontos, sendo 6 em cordões de tricô (para fazer o abotoamento e o restante em barra 1 x 1 na agulha 7, por 6 carreiras, mudar para a agulha 10 e tricotar da mesma forma que nas costas, até iniciar o bolso. Na carreira 20, arrematar 4 pontos, e seguir, diminuindo 1 ponto, nesse mesmo local, a cada uma carreira, até sobrarem apenas 13 pontos (6 cordões e 7 meias). Deixar à espera. Bolso: Montar 18 pontos na agulha 10, tricotar por 30 carreiras, direito em meia, avesso em tricô e juntar essa parte à que ficou à espera, atentando para manter o direito em meia. Na carreira 52 fazer a cava da mesma forma que nas costas, ao mesmo tempo que faz os aumentos para a gola da seguinte forma: a cada duas carreiras, aumentar em um a quantidade de pontos em cordões de tricô tricotando o último meia antes da tira de abotoamento duas vezes, uma em tricô e a segunda em meia, até dar 14 pontos em cordões de tricô. Na carreira 65, diminui do lado dos cordões de tricô uma vez 14 pontos e daí diminuir, a cada duas carreiras, 2 pt, 1 pt, 1 pt, 1 pt. Na carreira 76 arremate os pontos que sobrarem.

Frente direita: fazer da mesma forma que a esquerda, só que invertida e distribuindo uma casa, a três pontos da borda de cordões de tricô, arrematando um ponto, a cada 12 carreiras.

Mangas: Montar 30 pontos, agulha 7 e tricotar em barra 1 x 1 por 6 carreiras, Passar para a agulha 10 e tricotar direito em meia, avesso em tricô aumentando 1 pt de cada lado a cada 10 carreiras até chegar a 40 pontos na agulha. Na careira 56 diminuir, de cada lado, a cada 2 carreiras, 3 pt, 2 pt, 1 pt, 3 pt, e arremata os pontos que sobrarem na carreira 64. Fazer outra igual.

Montagem: Costurar a blusa usando agulha de tapeçaria. Usando agulha de costurar comum e linha de poliéster ou de algodão na mesma cor predominante do casaco prender o bolso na parte de dentro, usando pontos invisíveis. Tiras dos bolsos: Levantar, com agulha de crochê, 26 pontos com a mollet preta usada dupla para fazer a tira preta do bolso e tricotar em barra 1 x 1 por 8 carreiras. Arrematar acompanhando os pontos. Fazer isso nos 2 bolsos. Gola: Levantar, com a agulha de crochê e a mollet preta usada dupla 84 pontos no pescoço, sendo 28 em cada frente e 28 nas costas e tricotar em ponto cordões de tricô (tricô dos dois lados) por 21 carreiras, aumentando, a 3 pontos de cada borda, 1 ponto de cada lado a cada 4 carreiras. Arrematar - sem apertar - os pontos na 21ª carreira. Pregar os botões.