sexta-feira, 25 de março de 2011

Antecipando o inverno





Essa é uma receita criada por mim, usando a lã Neve - na cor Kemp - com a qual concorri no ano passado ao concurso "Minha Arte com Línea Itália", no programa Arte Brasil. Não ganhei - apesar de que, se tivesse ganhado, até seria meio injusto, pois a lã em si foi presente da Linea Itália quando eu ganhei um concurso no site deles, na Páscoa de 2010... Nem por isso vou chorar pitangas, pois que o trabalho é lindo, é (a modelo ajuda muito!)... Se quiser fazer um igual, Pegue suas agulhas de tricô número 8, compre 5 novelos e arregace as mangas - são ultra macios, fáceis de trabalhar, rende muito e ainda sobra. O melhor é que tanto é chique (dependendo do resto da roupa) quanto é confortável. Agora, mãos à obra!

Receita:

(Costas) Montar 62 pontos e tricotar 8 carreiras em ponto barra 1x1.

Tricotar em avesso do ponto meia, diminuindo de cada lado, a cada

8 carreiras, 1 ponto por 7 vezes (=48 pontos). Continuar tricotando

todos os pontos em avesso em meia. A 56 cm do início para as

cavas, diminuir de cada lado, a cada duas carreiras, 1 ponto (3 vezes).

A 76 cm do início, arrematar .

(Frente Direita) Montar 35 pontos e tricotar 5 pontos em cordão

de tricô e 30 pontos em ponto barra 1x1 por 8 carr. Continuar com

5 pontos cordão de tricô, 9 pontos em avesso em meia, 10

pontos trança e 11 pontos avesso em meia. Fazer a trança a

cada 8 carr. e, ao mesmo tempo, diminuir do lado esquerdo, a

cada 8 carreiras, 1 ponto por 7 vezes (=28 pontos). A 41 cm do

início continuar em ponto avesso em meia. Ao mesmo tempo,

arrematar do lado direito 5 pontos e, a cada 4 carreiras, 1 ponto

por 9 vezes. A 56 cm do início para a cava do lado esquerdo

diminuir a cada 2 carreiras, 1 ponto por 3 vezes. A 68 cm do início

arrematar os 20 pontos restantes. Montar a frente esquerda

igual, só que no sentido inverso.

(Mangas) Montar 24 pontos e tricotar em ponto barra 1x1 por 20

carr. Continua do seguinte modo: 7 pontos avesso em meia, 10

pontos trança, 7 pontos avesso em meia. Ao mesmo tempo,

aumentar de cada lado, a cada 6 carreiras, 1 ponto por 7 vezes

(=38 pontos). A 56 cm do início para as cavas diminuir de cada

lado, a cada duas carreiras, 1 ponto por 9 vezes. A 68 cm do início,

arrematar os 20 pontos restantes.

Restaurando uma jaqueta jeans velha...



Esta eu estou pendurando na minha "janela" com o maior orgulho, tanto porque tem história como porque ficou muito bonita... Pertenceu à minha irmã, que me deu quando eu comecei a namorar meu marido (só porque eu me sentia "gata" com ela...) e agora é da minha filha (que fica realmente "Gata" com ela. Cortei as mangas, fiz umas novas de crochê e incrementei com um barrado rendado e uns enfeites na mesma linha. Mais de 30 anos de estrada e ainda linda...




Mais um tênis...

Este é novo, Converse também, no qual eu só quis dar um charme com cordões diferentes. É só escolher o fio, amarrar uma ponta numa maçaneta ou puxador, dar um comprimento de uns 5 metros e prender em outro local (tipo de porta a porta). Daí você faz umas oito, dez viagens, dependendo da grossura da linha e da grossura do fio que você quer (depois de pronto fica duas vezes e meia mais grosso que a grossura dos fios que você deixar). Daí você solta um dos lados, enrola "eternamente" e pede para alguém te ajudar dobrando ao meio. Então é só soltar e deixar que ele se enrole sozinho, amarrando no final as duas pontas para o enrolado não escapar... Um par de tênis preto que combina com o que você quiser, bastando trocar o cadarço!

Outro par de tênis velhos, outra história...


Estes são uns tênis produzidos na China, de marca duvidosa, comprados a 30 reais na Galeria do Rock, próximo ao Metrô República em São Paulo. Também estava judiado, com uns furinhos...



Às vezes, tudo que se precisa é de alguns botões coloridos... O interior eu vou reformar também, cortando o tecido rasgado e costurando um pedaço de moleton cinza bem fofo que eu tenho de sobra, mas queria logo mostrar o lado de fora...

Restaurando tênis velhos...



Uma das minhas filhas adora tênis All Star (acho que agora eles chamam de Converse...). Bom, apesar do preço ser bom, acho que duram pouco e não são muito confortáveis (e quanto mais velha eu fico, mais o conforto tem valor prá mim...). Bom, eu tenho essa mania de reciclar, separo o lixo, reaproveito o que dá, o arroz de ontem vira o bolinho de hoje, etc, e jogar fora um tênis furado só é opção em último caso. Vejam o que eu fiz com um tênis cansado de guerra da minha deusa:






Dá prá ver que estava em petição de miséria... Agora, só servia prá fazer caminhadas pelo sítio, quando muito. Mas, usando imaginação, entretela colante, retalhos, agulha, linha, tinta para tecido branca e paciência, vejam o que eu consegui:
Ficou lindo ou ficou liiiiindo?!!!! Ah, troquei o cadarço: Com uma sobra de linha Brisa, da Pingouin, eu fiz um cordão trançado azul, para combinar com os tons de retalhos que eu escolhi.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Usando o mesmo molde...




Aproveitando que o molde (do MA-RA-VI-LHO-SO site Cortando e Costurando, só que lá esse molde é de uma blusinha - então é só fazer as modificações, encompridar, etc., etc...) já estava ali, prontinho, comprei uns tecidos na 25 de março, em uma loja chamada Niazi Chohfi. Todos os vestidos acima fiz com o mesmo, mudando algumas coisas: fazendo de zíper, tirando mangas, encurtando o comprimento, acrescentando uma golinha. Cada um deles levou apenas um metro de tecido de algodão, cada um deles custou R$4,90. O marrom de bolinhas nem parece feito de algodão, o tecido tem um brilho discreto. Todos são muito macios, lindos e absurdamente baratos - mas ninguém que vê minhas filhas usando sabe disso...

Era uma vez um lençol velho...


Quando minha avó chegou no Brasil, em 1918, foi trabalhar como empregada doméstica. 

A patroa, uma mulher prendada, sabia costurar e tricotar - entre outras coisas e minha avó, percebendo a utilidade disso, pediu para aprender. "Não lhe pago para aprender nada comigo, e sim para trabalhar"... 

Mesmo assim, tirando pó e faxinando onde a abençoada estava, minha avó aprendeu a tricotar sozinha, de espiar. Costurar, continuou do jeito que já fazia: apoiando um papel por cima de uma roupa já feita e copiando o molde. 

Eu, apesar de filha de costureira (pois minha avó colocou a filha para aprender na escola), costuro como minha avó: se alguém me arrumar o molde, eu faço, ou copio da roupa pronta, fazendo outra igual. E para perder o medo de costurar no tecido definitivo, faço antes num outro pano barato, uma chita ou - como no caso deste vestido azul, em um lençol velho. 

Sabe quando o lençol fica ralinho no centro mas as beiradas ainda estão boas? Bom, o meio virou paninhos de limpeza e as beiradas, emendadas, viraram o vestido, cujo molde obtive no site Cortando e Costurando (AQUI), de uma mulher de talento e muita generosidade que o fornece, entre outros, "de grátis", como dizem meus filhos. Era branco e depois de feito eu amarrei e tingi, dando um efeito manchado que ficou muito bonito. Resumindo: saiu quase de graça, só o preço dos botões (que paguei 2,30 no Armarinhos Fernando a cartela com 25 e a linha que comprei na 25 de Março um retrós de 1.500 metros por 1,40...) 

Ah, o molde é de uma blusa, mas eu encompridei para virar vestido. Ficou mais lindo ainda que na foto, pois o lençol era de um bom algodão, muito macio.

Bom, fica aqui essa dica. Aliás, seja tricô manual, crochê, costura ou tricô a máquina, se eu fizer, deixo a dica e a receita, grátis, porque nem tudo que é bom custa os olhos da cara...