Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Maleta de viagem

Com estampas de alguns lugares lindos prá se conhecer do mundo - não de todos, pois tem lugares maravilhosos que não constam dos roteiros turísticos...


Feita de... Tcharám!!! LIXO!!!

Mais especificamente: uma caixa vazia de suco em lata - esse tem uvas verdinhas, sem casca nem caroço - Diliça! Caixa vazia, que ia prá reciclar:



Fechei ela bem fechadinha com durex, toda a volta:




Marquei com a régua e a caneta 2,5 cm de um lado - prá dividir ela e fazer a tampa da maleta:



Cortei com faca - daí ficou cheio de rebarbas feias - mas prá que inventaram lixa de pé? Lixei tudinho até sumirem as imperfeições:




Aí peguei um dos meus materiais favoritos de artesanato: jornal velho...



Fui dobrando bem uma folha...



E com ela fiz a alça da maleta - arredondada e colada na parte que vai ser o fundo com durex, bem medido o centro:




Já não tava bonitinha só assim?




Mas tem que "madeirar" a bichinha, dar uma resistência e uma durabilidade que o papelão sozinho não tem - e prá isso, nada melhor que cola branca. A minha, aliás é a mesma cola velha que eu usei quando fiz o Cisne (lembra dele? Fiz praticamente do mesmo jeito, usando uma embalagem de sabão líquido... O pap tá AQUI).




Já tá até vencida, mas ainda cola e não é comida, então vou usar até acabar (que dinheiro não é capim...):




Antes tem que reforçar a alça: só colada com durex ela pode sair, mais cedo ou mais tarde. Então, com um fio de linha grossa e uma agulha longa e forte eu dei uns pontinhos de cada lado... Agora, nem reza braba descola essa alça!




Jornal picado miúdo, cola diluída 1/2 a 1/2 com água e é hora da lambança:




Cola a primeira camada de jornal, passando cola embaixo e cola em cima de cada pedacinho - sem umedecer demais, senão a caixa deforma:




Quando chega na beirada, vai virando prá dentro e colando:




E continua: cobre ela todinha por fora, as duas metades da caixa:




Viu só? Já tá ficando jeitosinha...




Faz o mesmo do lado de dentro - e olha as marquinhas das latinhas de suco (só prá ninguém duvidar que é ela mesma...):



As duas bandas bem recobertas de jornal, espera secar e faz isso mais três vezes, dentro e fora - se quiser fazer mais, pode (menos nunca - tem que endurecer a caixa prá parecer madeira...):




De fora como ficou - se passasse betume e depois pintasse já ficava boa, não ficava?




Repara sempre se tá encaixando direitinho, pois trabalhar com coisa molhada pode deformar a peça. Por isso é muito importante que você espere secar cada camada de jornal antes de aplicar a próxima...




Ferragens: duas dobradiças, compradas em loja de artesanato, bem baratinho...




O fechinho, também baratinho...




Marquei os buraquinhos com caneta e fiz os furinhos usando uma agulha grossa - se tiver uma furadeira bem fininha também pode usar, mas a agulha dá muito certo...


Depois de furado, parafusei usando uma faca de cozinha - as chaves de fenda que eu tenho eram grossas demais:




Como os parafusos são meio grandes, ficaram pontudos do lado de dentro - ia machucar quem usasse a maleta. Se eu tivesse uma serrinha, cortava as pontas. Como não tinha, colei um pingo de cola quente em cada parafuso e o cobri com uma bolotinha de papel molhado em cola...



Ô coisa mais linda... Se fizer cobrindo com pedacinhos de revista em quadrinhos, com estampas de revista de moda, de jardinagem - flores e mais flores... - já dá prá envernizar assim que tá supimpa...




Ói dentro, que belezura:




Daí, "era uma vez um viés" de tecido...



Que eu colei nas quinas da maleta, prá simular uma costura externa... E "era uma vez uma linha" de algodão, com a qual eu dei textura à alça: cortei pedaços de 30 cm de fio, dobrei ao meio, empapucei de cola e fui circundando a alça - um pedaço de fio após o outro até a alça estar toda coberta...




Daí chegou a hora do papel higiênico: separei a folha, prá pegar só um véuzinho de papel de cada vez:



E pincelei ele com cola por toda a mala - menos no viés, deixando ficar bem enrugado...



Vai cobrindo tudo:




Fica branco no começo...



Mas, quando seca, fica transparente - só que mantém as rugas. "Prá que rugas, Dona Rosa?" Já, já você vai ver...




Começa pintando por dentro, com tinta acrílica ou PVA - a minha foi esta última, na cor Café... Duas demãos bastam, pois a tinta é escura. Se fosse clara, precisaria mais...



Agora espia só: onde tem as rugas de papel higiênico dá aparência de couro velho...




Não parece grande coisa, não é? Quer dizer, tá com a cor sem graça, meio sem vida - pintei de dourado o viés de pano...



Depois de secas, as rugas ficaram assim - ainda não diz nada...


Chega a hora de dar vida à peça: Betume! Hoje em dia tem uns lindos, vi um betume com metálico na cor cobre - pena que são tão caros... Pega o pincel macio e uns trapinhos de pano:




Pinta TUDO com betume: por dentro e por fora, incluindo a beirinha dourada:



Pinta e fica assim: sem graça, só mais escuro e nada...




Daí você pega o trapinho e esfrega por cima, com delicadeza...




E faz por dentro a mesma coisa...




E olha a beleza que fica!!!




Espia como as rugas ficaram lindas! Olha a textura do viés de tecido, ainda aparece!!!




Por dentro aparece a textura do jornal - e mesmo assim, ficou linda...




Daí seleciona umas imagens lindinhas na internet - as minhas eu achei pesquisando no Google por "Travel Stickers"... Imprime no sulfite, recorta, cola numa cartolina branca e recorta novamente (não pode colar direto no sulfite, pois a maleta é escura...):




Daí escolhe os lugares onde vai colar, passa bastante cola branca no verso da estampa (sem diluir), espera secar por um minutinho e cola na maleta... Passa duas demãos de verniz sem brilho (eu só tinha semi-brilho, então adivinha qual é que eu passei...):




Passa o verniz por dentro também, prá proteger e dar belezura:




E espia de pertinho os selinhos:











Daí, prá caprichar mesmo, peguei esses negocinhos prá colocar debaixo da maleta e fazer ela parar firme em cima do móvel:




Auto adesivas e transparentes, uma em cada cantinho, feitas de silicone:




Daí, dentro dela, vai ficar guardado o Ebook do Senhor Meu Marildo - está lendo atualmente "Quatro Estações", do Stephen King:




O carregador (que ele nunca sabe onde está...), mais a bolsinha com o óculos (que ele vive perdendo...) e um Evangelho, que ele lê o tempo todo, de quando acorda até quando vai dormir...





E sabe o que isso foi? Presente de aniversário de casamento... Ele me viu fazer cada etapa, ficava perguntando o que ia ser, daí - quando começou a parecer uma maleta... - ele disse "Só você, mulher, prá fazer algo bonitinho com uma caixa que ia pro lixo..." e, quando viu o que era e que eu tinha feito prá ele, ficou todo feliz! Deixa no criado-mudo, do lado da cama...

É um trabalho de amor e paciência - matérias primas que nunca me faltam, graças a Deus.

Algumas felicidades no mundo custam tão pouquinho...

Agora, se vocês quiserem fazer uma igual, podem até comprar a maletinha pronta em mdf em lojas de artesanato (uma medindo praticamente a mesma coisa que a minha, no Bazar Horizonte, tá custando 46 reais... - corta o trabalho prá menos da metade: daí é só pitar e decorar. E, prá ajudar, aí vão alguns stickers:

Estes aqui você imprime duas vezes cada figura, cola uma de encontro a outra com uma cartolina no meio, recorta e pendura na alça da maleta com um cordão...













terça-feira, 9 de setembro de 2014

Casaco rendado azul



Esse pode bem ser o primeiro casaco rendado que você vai fazer na vida: ponto fácil de fazer, que fica bonito, fica pronto rapidinho (pois a agulha é 8!!!) e econômico (pois levou menos de 4 novelos de 100 gramas de lã Desejo!)

Vejam o detalhe do ponto:



Parece um tijolinho - e é feito praticamente da mesma maneira, parece uma cesta de palha trançada, com uns vãozinhos no meio, o que dá delicadeza à peça. é um ponto ótimo também prá cachecol (fiz um branco prá minha vizinha lá no sítio, Dona Gessy, usando esse ponto - ficou muito lindo...) e fica maravilhoso em cobertorzinho de bebê. é um ponto muito fácil, quase automático: três tricôs, três meias na primeira carreira, na segunda e na terceira acompanha o ponto (onde tá tricô, faz tricô, onde tá meia, faz meia). O rendado é feito na terceira carreira: faz os meias naturalmente, acompanhando o ponto. Na hora de fazer os tricôs, dá uma laçada, faz os três tricôs juntos e dá outra laçada - e assim ficam os buraquinhos. Tem esquema e receita lá embaixo...


Esse é o botão que eu usei: lindo, italiano - foi meio carinho, mas valeu a pena...


Só tem um probleminha: acho que essa lã não tá fabricando mais, pois não tem prá vender nem na Aslan nem no Bazar Horizonte. Paguei 22 reais o pacote com cinco novelos no Depósito de Fios Alvorada, aqui na Penha - no saldão, obviamente... Comprei um pacote azul, outro preto e outro roxo. 

Mas, prá vocês se basearem, ela vem indicada como própria prá agulha de tricô 5 e tem 233 metros cada novelo - comprem a que vocês preferirem e façam as adaptações necessárias.

A receitinha: vocês vão reparar que, na minha, tem apenas 6 botões e na receita abaixo constam sete. Eu explico: o comprimento da minha blusa foi de 84 carreiras após a barra, resultando em apenas 6 casas. Só que, prá ficar do tamanho necessário, tive que passar no ferro a vapor... Assim, modifiquei a receita, aperfeiçoando ela prá vocês - assim ninguém precisa se arriscar no ferro, pois é difícil, tem que ter experiência de anos em encompridar blusas - e muitas vezes acaba dando errado, deforma tudo. Façam como está na receita e não como eu fiz, tá bom?

Receitinha de mãe:





quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A boa conselheira


Se diz muito por aí que "a noite é uma boa conselheira" - e realmente é. 

Quantas vezes vou dormir cheia de preocupações com as pessoas que eu amo ou com o mundo no qual vivemos - que, convenhamos, não deixa de nos surpreender todos os dias e nem todas as surpresas são boas... - e até mesmo pequenos dissabores, como uma costura que não está dando muito certo e, ao acordar, com os olhos descansados, enxergo tudo sob uma nova perspectiva...

Mas, às vezes, nem mesmo a noite traz solução.

Eu sei, isso é sintoma clássico de "falta de fé em Deus" - e eu, como a maioria dos seres humanos, sofro disso de vez em quando, da mesma forma que uma vez ou outra pego uma gripe ou tenho uma dor de barriga (e comparar a falta de fé com uma doença não é exagero: cientistas americanos recentemente descobriram o "gene da fé", um "negocinho" biológico microscópico que algumas pessoas tem e outras não - como os genes que nos dão a cor dos olhos ou a espessura e forma dos cabelos... Pessoas que não conseguem, de jeito nenhum, acreditar em Deus, não tem esse gene...).

Fé... Jesus dizia que se a gente tivesse fé do tamanho de um grão de mostarda conseguiria dizer prá uma montanha: "Passa daqui prá lá" e ela iria passar - e nada nos seria impossível...

Bom... Minha fé não tem esse tamanho, não consigo nem mesmo mover a minha cama na hora de varrer embaixo dela, tenho que me abaixar mesmo - e aí a coluna grita...

Mas isso é o de mínimo: já faz tempo que venho aprendendo a viver com as limitações que a passagem do tempo vem agregando ao meu corpo - o difícil mesmo é conviver com as pessoas.

Tem um outro ditado que já ouvi por aí: "O inferno são os outros". Acho bem verdadeiro, vocês não? Quer dizer, o que pode ser pior do que conviver com pessoas que te fazem sofrer, ser obrigado a esse convívio por laços de sangue ou convenções sociais? Prá maioria das dores existe analgésico, não prá essas...

Semana passada fiquei sabendo de algo que me transtorna até agora...

Tenho na família essa moça, muito boa mãe, casada há mais ou menos cinco anos, com um filhinho que ainda não completou três. 

Namorou com o marido durante toda a adolescência, parece que foram feitos um para o outro. Sempre me pareceu que se dão super bem - ela é forte, mandona, mas também muito doce e carinhosa. Uma mulher durona, daquelas que eu gosto, que tem as rédeas da própria vida, sabe como é? Já o marido é aquele tipo mais quieto, ela foi a única namorada dele, sempre vi estrelinhas em seus olhos quando olhava prá ela.

Ambos eram católicos desde a infância, se casaram com um padre. Há cerca de dois anos e pouco ele começou a frequentar uma igreja evangélica e se converteu, se batizou. Ela, como o ama e não é preconceituosa (pois tem avó espírita e também frequenta o Bezerra de Menezes com ela...) frequenta sua igreja por respeito e prá lhe fazer companhia. Ele, no entanto, não pisa mais numa igreja católica, ela acaba indo só com o menino...

Semana passada, em meio a uma conversa, ela comentou que havia ensinado o filho a rezar Pai Nosso e Ave Maria antes de dormir e que, ao presenciar o filhinho rezando, houve uma tremenda briga em casa:

-"Já falei que não é prá você ensinar isso pro menino! "Essa" mulher não foi nada, ela não é nada! Não sei que mania "vocês" católicos tem de prestar adoração a "essa" mulher, ela não era virgem coisa nenhuma! Não ensina essa porcaria pro meu filho!!!".

Ela então, tentando manter a calma, disse que "virgem" ou não, Maria era mãe de Jesus e que merecia respeito e consideração. Que ela também não era mais virgem desde que se casara com ele, mas que acreditava que o filho não gostaria que alguém a tratasse mal por causa disso, a considerasse um "nada"...

E foram dormir brigados, um prá cada lado e andavam meio que se estranhando ultimamente...

Triste isso, não é? A religião, que devia ser uma forma da gente se melhorar, se conectar com Nosso Pai, ser um veículo de separação dentro das próprias famílias que se amam...

Será que era sobre isso que Jesus falava quando dizia que "haveria cinco numa casa, dois contra três, três contra dois"? 

Acredito que sim... Acho que Ele já sabia, de antemão, o quanto suas palavras seriam mal interpretadas...

Acho que a grande questão aqui é que a maioria das pessoas mede Deus por si mesmos

Amam pequeno, perdoam pequeno, não operam nem o básico da vida - que dirá fazerem milagres - e acham que Deus é assim também. Quer dizer: eles não conseguem fazer uma virgem dar à luz, então Deus também não consegue.

Por acaso a gente consegue estar em toda parte, o tempo todo, ao mesmo tempo? Deus consegue, Ele é ONIPRESENTE

Sabemos tudo de tudo o que há prá saber, desde todas as ciências até o que vai dentro de cada coração? Deus sim, ele é ONISCIENTE

Sempre existimos ou tivemos um nascimento e um dia vamos estar mortos? Deus, no entanto, é ETERNO...

Deus tudo sabe, tudo vê, tudo pode. Jesus dizia que Deus podia "fazer das pedras filhos de Abraão" - acho que fazer uma virgem dar à luz é ainda mais fácil que isso, não é mesmo?

Respeito é bom e todo mundo gosta - é quase um ditado, se não o é... Que tal então respeitar as crenças alheias?

Minha Lolinha diz algo muito sábio: "Todo mundo é ateu prás crenças dos outros..."

- "Ah, que idiotas essas pessoas! Acreditam que um elefante todo enfeitado é um Deus e fazem oferenda de comida prá ele! Que ignorantes esses hinduístas!" - diz um...

- "Nossa, esses caras acreditam que Deus é esse cara gordo, sentado com as pernas cruzadas, sorrindo quiném um mané... Não entendo esses budistas!!! - diz outro...

- "Esses cristãos... Só eles prá acreditarem que o cara morreu, ressuscitou três dias depois e ainda subiu voando pro céu!..."

Outro dia um menino foi impedido de entrar na escola porque estava usando uns colarzinhos de candomblé e a maioria da escola era evangélica. A mãe do menino foi até lá resolver o problema, mas acabou que ele teve que se transferir de escola...

Se nessa escola se ensinasse tolerância religiosa, ele e a mãe não teriam passado por esse constrangimento...

Jesus andava entre os pobres, as prostitutas e ladrões - ou alguém acha que ele andava entre os maiorais das religiões da época, os cheios de virtudes? E por acaso alguém já leu nos evangelhos sobre Jesus violentando a religião de quem quer que fosse, obrigando qualquer um a crer como Ele?...

A única hora em que Ele foi violento foi quando expulsou os vendilhões do templo, que transformavam a Casa de seu Pai em um covil de ladrões - fora isso, Ele era manso e pacífico, ensinava a fazer as pazes enquanto se seguia o caminho da vida, a perdoar setenta vezes sete e a dar a outra face...

Eu não sou católica, não estou aqui fazendo apologia ao culto da virgem Maria (até rimou) mas, na minha fé, na forma como acredito, Deus tem poder prá fazer uma mulher dar à luz a uma dúzia de filhos e continuar sendo virgem, se Ele quiser - Ele é Deus, afinal de contas...

Além do mais acho muito pobre ficar discutindo a virgindade de alguém: isso era da conta dela, acima de tudo. Principalmente porque, virgem ou não, ela devia ser plena de qualidades prá ser escolhida por Deus prá trazer Jesus ao mundo, não é mesmo? Não era, em absoluto, uma mulher qualquer ou simplesmente uma "incubadora"...

No que diz respeito à forma como devemos pensar em Maria, sempre me vem em mente duas passagens dos Evangelhos: o primeiro milagre de Jesus, transformando água em vinho num casamento, a pedido dela... E antes de morrer em agonia, seu último pensamento e preocupação foi para com ela: ali, pregado na cruz, Ele olhou prá sua mãe, olhou prá um de seus amigos e disse: "Mãe, eis aqui o teu filho. Filho, eis aqui a tua mãe", pedindo a João Evangelista que cuidasse de sua mãezinha quando Ele se fosse.

Será que passa pelas cabeças das pessoas que discutem tanto a virgindade da mãe do Cristo como ELE se sente ao ver sua mãe sendo alvo de tantas críticas e tanto desrespeito?

Não conheço ninguém que goste ou permita que se fale mal de sua mãe - acho que até dentro de uma cadeia, em meio aos detentos, esse tipo de coisa daria briga...

"Se você me ama e acredita em mim, por favor, respeite minha mãe"- acho que é isso o que Ele diria...
 
Eu digo uma coisa: senti vontade de ir até a casa do rapaz e dizer tudo isso - e até o faria, se achasse que seria ouvida. Mas algumas pessoas tem a cabeça "bitolada", impermeável a ideias que não sejam as que já povoam seus limitados pensamentos. Limitado - essa é a palavra: cabe pouca coisa lá dentro, aprendem limitado, amam limitado, perdoam limitado. Tudo limitado.., 

É isso que tem me entristecido ultimamente. Que não tem deixado a noite ser minha conselheira - pois a tristeza que se deita comigo à noite, amanhece comigo pela manhã...

Daí, todo dia - quando vou abrir o portão da garagem pro Marildo pela manhã - escuto o mesmo sabiá cantando em cima do poste de luz da minha calçada - cantando prá mim, tenho certeza. É ele, na foto do início da postagem, soberbo acima do monte de fios de luz, que canta no pé de manga e na ameixeira desde antes de nascer o sol - e lá no poste, sempre à mesma hora... 

Não conseguiu ver? Eu aproximo a foto:



Pois é... Já contei e ele chega a mudar a cantoria até 14 vezes num só fôlego! 

Quem o ensinou a cantar tão lindo? - eu me pergunto? 

Por quê ele canta, se não é bicho de estimação de ninguém, de ninguém recebe atenção e carinho, uma casinha coberta e um pote de ração? Ainda esta semana teve um temporal danado, uma ventania violenta, de dar até medo e ele lá, solto na cidade de pedra - como será que ele se arranjou?

"Olhai as aves do céu, que não semeiam nem colhem e, no entanto, o Pai que está nos céus as alimenta...

"E quanto mais valeis do que pássaros, homens de pouca fé!"

Ele é lindo, abençoado e eu o amo. Amo porque ele me ajuda a lembrar que Deus tá tomando conta, que tudo vai dar certo no final...

Amo porque, quando ele alça voo, depois de me dar "Bom dia" lá de cima do poste, parece carregar embora em suas asas um pouco do peso que estava em minha alma - completando o trabalho da "noite conselheira"... Ajuda a minha pouca fé...

Vai cantar em outras árvores, em outros postes, levando a cantoria que seu Criador colocou nos seus genes prá ajudá-lo a conquistar uma fêmea e assim propagar sua espécie - diriam os cientistas... 

Ou prá despertar aquele grãozinho de mostarda adormecido dentro de cada um de nós - quem sabe...

  ***

Afinal de contas, o Inferno não são os outros: o Inferno é nossa falta de fé, de amor, de paciência prá com os defeitos e falhas alheios. 

Quando será que deixaremos de ser tão tolos a ponto de deixar o Inferno existir dentro de nós? 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Aprendendo sempre!

 
Não é bom demais estar vivo? Ter, a cada dia, a oportunidade de se modificar, de se acrescentar valores, sentimentos e conhecimentos?...
 
Eu adoro aprender algo novo - me renova, tira das minhas costas o peso de um bocado de anos...
 
 
 
Camisetas - quem não gosta, quem não tem algumas, mesmo que seja prá dormir? E quando elas são únicas, do nosso jeitinho, a gente pega um carinho, não pega? Lava com cuidado, coloca aquele amaciante gostoso, recolhe do varal com jeitinho e cobre o corpo, depois de um banho cheiroso - mesmo se ela já estiver cansadinha, a gente aprecia.
 
Como essa camiseta que meu garoto tem, há uns bons anos - nela havia um furinho, bem pequenininho, nas costas (e como é branca, o furinho aparecia muito fácil...); agora, só era usada prá ficar em casa mesmo.
 
Aí, visitando o blog da Helena (Minha Primeira Costura) reparei num avental de cozinha que ela fez, com o logotipo do blog - coisa mais linda! Pensei que ela tinha mandado fazer, perguntei e ela me esclareceu:
 
Comprou um papel especial (chamado Papel Transfer, que vende em grandes papelarias, como a Kalunga, a 27 reais um pacote com dez folhas...). Daí você imprime na impressora de casa (ou manda imprimir na Lan House, mas tem que ser impressora em jato de tinta, impressora a laser não serve...) o desenho que você quiser, bem caprichado - tá cheio de desenhos lindos na internet... 
 
Então faz assim:


 
Primeiro que tudo: se o desenho tiver algo escrito, você tem que espelhar a imagem (inverter), senão ela fica direitinha no papel, mas fica ao contrário na camiseta. Eu escolhi uma estampa de um anime que eu adoro, chamado "One Piece", que é um desenho japonês sobre piratas do Bem. Imprimi só em preto porque acabou a tinta colorida da impressora e o pé de dinheiro do quintal tá precisando de adubo...


 
Dei uma boa passada na tal camiseta cansada...


 
Recortei a figura, com uma folga de mais ou menos um centímetro em toda a volta. Depois é que eu me toquei: deveria ter imprimido umas florzinhas, uma borboleta, alguma coisa no restante do papel, já que ia recortar - dava prá incrementar alguma camisetinha das meninas. Odeio desperdício - e aqueles pedacinhos que se foram, se foram. Não irá se repetir, eu garanto - ainda mais a quase 3 reais cada folha preciosa...


Depois de recortada, posicionei a estampa no local onde ela ia ficar na camiseta, virando ela ao contrário (avesso prá mim)..


 
Apoiei um pedaço de papel manteiga (pode ser uma folha de sulfite) sobre a estampa, prá poder aplicar melhor, sem queimar a camiseta.


 
Passei o ferro por cima da estampa, em movimentos suaves (prá não mover a estampa de lugar e borrar o desenho) mas firmes, durante alguns minutos. Temperatura algodão. Não fique com o ferro parado muito tempo, quando for afazer a sua: fique em movimento.
 
Na embalagem do papel transfer diz que não pode usar ferro a vapor nem ferro com furinhos (o que é praticamente a mesma coisa, só que num tem água dentro e no outro tá vazio...). O meu é a vapor, mas eu usei a seco e funcionou.


 
Depois de um tempo passando, tentei levantar uma bordinha, prá ver se a estampa tinha sido transferida...


 
E tinha: se você fizer como eu, vai dar certo...


 
E ficou assim - linda, né?
 
Do lado do Shopping Penha tem uma loja que estampa camisetas dessa forma - cobra uns 25 reais por camiseta. No bairro da Liberdade, no centro de São Paulo, também faz. Mas, "Made em casa" você faz por uma fração do preço...
 
Daí você faz camiseta pros filhinhos, com desenhos do Bob Esponja, Phineas e Ferb ou seja lá qual desenho eles gostem...
 
Faz uma camiseta do filme Crepúsculo prá sua sobrinha - ou do Harry Potter, do Justin Bieber (tem gosto prá tudo nessa vida...)...
 
Faz uma camiseta pro teu marido, dizendo: "Lindo, mas já tem dona"  ou "Cuidado, a dona é brava!"...
 
Faz prá vender, fica milionária e muda prás Bahamas - Deus é quem sabe o amanhã...
 
Detalhe: tem papel transfer próprio prá camisetas escuras - por isso não precisa ficar triste se você adora camiseta preta, dá prá fazer também...
 
Então tá: aposto que vocês concordam comigo, que é bom estar vivo e ter aprendido mais essa...
 
(Detalhe: criei vergonha na cara e consertei o furinho da camiseta, com termolina leitosa - nem aparece mais, o moleque agora pode usar a camiseta prá sair de novo...).

Ando meio dodóizinha, então me perdoem as pessoas que comentaram e que eu ainda não respondi apropriadamente. Aos pouquinhos vou fazendo isso, se Deus quiser...

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Receita da blusa



Aquela, que eu tava devendo da semana passada. Feita com lã Riccio, ponta de estoque na Aslan e no Bazar Horizonte...


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