Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cachecol e touca

Que eu fiz prá minha vizinha lá no sítio, Dona Gessy:
 
Aqui vestindo uma de minhas modelos favoritas, a mundialmente famosa Lola:
 
 
Vá ser gata assim aqui mesmo. É como eu sempre digo: a fábrica não é lá essas coisas, tá meio prejudicada na fachada e nos equipamentos, mas a produção é de primeira. Três obras primas eu produzi nesta vida e a Lola é uma delas...
 
Detalhes das peças:








 
Receitinha: da boina é a mesma desta postagem AQUI, com barra 2 x 2 trançada (que eu ensinei a fazer nesta postagem AQUI. Fiz com dois novelos de mollet preta, usados duplos, usando agulha de tricô 7. Os furinhos foram feitos a cada 4 carreiras, do lado avesso (tricô), tricotando dois pontos juntos com cinco pontos de espaço entre cada furinho. Depois de quatro carreiras eu fazia os furinhos intercalados aos anteriores. Gastei apenas um novelo.
 
O cachecol é feito também usando dois novelos de mollet juntos, na cor branca. Gastei 3 novelos. Coloquei 12 pontos na agulha 12 e tricotei até acabarem os três novelos, no ponto desta blusa AQUI.
 
Custo das duas peças: R$9,60 (quatro novelos de 40 g de fio Mollet no Bazar Horizonte).

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A Sociedade das Galinhas

Elas muito provavelmente chegam na tua casa assim:

Ou assim: 
 
 
 
Vindas do balcão refrigerado do supermercado...
 

Ou já vem assadinhas, guarnecidas de batatas coradas, crocantes, suculentas e cheirosas - preparadas naquela máquina que estrategicamente se posiciona na porta da padaria, aos domingos...

De qualquer forma que cheguem na tua mesa, foram trazidas de uma granja, onde viviam aos milhões, ciscando ração, fazendo barulho, colocando ovos...
 

Criaturas deliciosas, assim projetadas por Deus para nos servirem de alimento desde os primórdios da humanidade - que ninguém ache que é por acaso que são tão gostosas: nosso cérebro em desenvolvimento necessitava de fontes de proteína e essas criaturas dóceis eram desde sempre fáceis de se criar e de se preparar, segundo os planos do Criador...

Tem gente que as enxerga como coisas - mesmo lá no sítio,  onde são tão comuns (e talvez por isso mesmo...) há quem as atropele com o carro, no meio da estrada, por pura diversão (e daí veio o prato "galinha atropelada...").
 
Nada mais são que coisas que se mexem - dizem eles -, cuja função é ir pro prato - sem personalidade...
 
Apesar de serem a alegria de muitas artesãs...
 


 

E algumas crianças...
 
 
 
Mas, vistas bem de perto, por alguém de inteligência mediana (por acaso eu) e um coração que enxerga (de vez em quando) a fagulha do Amor Divino por detrás de cada vida...

Animaizinhos extremamente medrosos (prá compensar a limitada inteligência...) é o que elas são... Ameace ir na direção delas e eis que já estão correndo lá na frente, antes que você pisque...
 
 
 
São atentas ao mundo, com seus olhos lindos, que parecem contas amarelas, vidradas...

Tem sempre um líder, cheio de responsabilidades na vida - sendo a primeira delas avisar  ao mundo que a luz voltou à Terra, cantando a cada nascer do sol...
 
 

Ele é o maior e mais forte dos galos, o mais bonito - o pai de toda essa sociedade.

Não admite contestação de sua posição, mesmo de seus próprios filhos... Em meu sítio ele se chama Bernardão - um galo de penas brancas e pretas, mescladinho, altivo e belo.

Quando o compramos ele nos chegou vindo do sítio da Dona Gessy, nossa vizinha, acompanhado de duas galinhas - Bernardina e Manoela. Mesmo assim, atravessava a estrada várias vezes ao dia prá ir brigar com seu sucessor, lá no sítio dela - saudades do harém, que era bem maior. Quem lá ficou era um de seus irmãos...

Com o passar do tempo e a abundância de quirela, aquietou-se... Bernardina é que não. Enciumada, contando com apenas uma concorrente, vigiava Bernardão com unhas e bico - e Manoela, partidária da paz, ia prá longe, prá qualquer lugar onde a outra não estivesse.

Gostando dos ovos frescos o Marildo passou a comprar mais companheiras pro Bernardão e Bernardina deu-se, afinal, por vencida - pois, se nas sociedades humanas, existem mulheres que aceitam situação similar, que dirá na sociedade das penas...
 
 
 
 
Foram se multiplicando os ovos, os pintinhos, os frangos...
 
 
 
Bernardão se mostrou um líder exemplar, sempre cuidando de tudo e de todos. Distribuía sua atenção igualmente entre todas as suas esposas - e Bernardina jamais reclamou novamente. Até que um dia...

Era Natal - mais precisamente o Natal passado. Compradas na cidade surgiram duas galinhas brancas, muito gordas, que se destinavam aos almoços do Natal e do Ano Novo dos caseiros. Nem bem chegamos e uma delas teve seu destino arranjado, assada no forno com tomilho...

A outra, por uma semana, continuou a ciscar pelo terreno, alheia ao destino da companheira e ao dela própria - e alvo das atenções de Bernardão.

Dalila - eu a chamei - vivia prá comer (e prá levar coça da Bernardina, que teve o ciúme aceso novamente...). Pois não é que bastava Dalila dar um berro e lá vinha Bernardão, correndo esbaforido, defender sua gorduchinha.

Durante todo o período de férias assistimos a evolução desses relacionamentos - o amor do Bernardão, o ciúme de sua primeira esposa, o total alheamento de Dalila. Acontece que seu coração já tinha dono, desde o momento em que foi selecionada pelo ser humano prá ser galinha de granja, prá comer sem parar prá ganhar peso logo e ser vendida: seu maior amor era a comida. Assim, depois de um certo tempo, Bernardão tinha que expulsá-la do tacho de quirela, senão não sobrava nada prá ninguém - mesmo o Marildo dobrando a ração, prá evitar uma tragédia...

Quando voltamos no Carnaval Dalila tinha morrido, cometido suicídio pulando dentro de uma panela, como tantas outras antes e outras tantas depois dela - na verdade seu destino cruel nos foi contado de maneira diferente pelos caseiros, de forma a nos chocar menos: nos foi dito que um "bicho" a havia devorado no meio da noite e que não haviam sobrado nem mesmo as penas. Só esqueceram de dizer que eram mais de um bicho e que todos andavam com duas pernas...

As galinhas continuaram suas vidas...
 

Bernardão cuidando de tudo e de todas - enquanto elas comem, ele fica atento do lado de fora do galinheiro, prá que as distraídas com a quirela não tenham a vida levada por algum "bicho"- seja lá de quantas pernas... É sempre o último a se alimentar e é um mistério prá mim como se mantém tão lindo, saudável e forte!
 
 
 
Tão lindo que acabou sendo o alvo do amor platônico de uma das galinhas garnizés - que vieram aumentar nosso pequeno bando. Essa nunca teve filhos com seu galinho, Lindolfo - apesar de suas reiteradas tentativas...

Aonde Bernardão vai, a Piqueninha vai atrás, todo o tempo - e ele a defende também, mesmo sem namorarem...

Mas não tenham pena do Lindolfo - ele tem também seu harém e sua prole...
 
 
 
Boas mãezinhas essas pequenas criaturas...

Até Manoela acabou se tornando uma...
 
 

Com Bernardina surgiu Bernardão Júnior, aqui em primeiro plano, na frente do pai; Lindolfo entre eles - não é lindinho e minúsculo?
 

 
Pai e filho já estão disputando terreno (os outros irmãos sumiram todos... Terão fugido com o circo???) e, cedo ou tarde, um dos dois vai ter seu destino - vendido prá um outro sítio, se lá estivermos (tomara que não cometa suicídio pulando dentro da panela, destino comum por aquelas bandas...).


 
Chega a noite e as primaveras viram prédio de apartamentos - a exuberância dos galhos altos bem verdes, cheios de flores e espinhos, lhes garantem poleiros seguros para poderem dormir, longe dos predadores.


 
"Apaga a luz da lanterna, dona Rosa!!!"

Tá, tá... Já apaguei...

Predadores como os lagartos, que lhes devoram os ovos e os filhos:

 
Não o viu? Eu aproximo a foto:
 

No sítio tem vários - são mais ariscos que as galinhas  e tem o mesmo gosto que elas, segundo os caseiros (são um petisco muito apreciado - quando se consegue capturá-los...).

Assim elas seguem suas breves vidas, agradecendo a Deus, à sua maneira, pelos dias de sol, pelos insetinhos prá ciscar no chão e por sobre as plantas, pela quirela que recebem sempre à mesma hora, pelas plantas altas onde podem se abrigar. Por mais um dia de vida na Terra.

Aos meus onze anos parei de comer as galinhas que criávamos - por perceber nelas alegria por estarem vivas, preferências, medos... Aos quinze já não comia nem mesmo as que meu pai trazia prontas da padaria. Foi difícil: até hoje, quando passo por um lugar onde elas estão sendo preparadas, minha boca fica cheia de água - ah, se elas nascessem numa árvore...

Já houve tempo no qual cobríamos nossa nudez somente se arrancássemos as peles de outros animais. Aprendemos a tosquiar as ovelhas nas estações quentes e fiar seus pelos para as tramas das nossas roupas... O tempo foi passando e aprendemos a utilizar fibras vegetais - nosso amado algodão, tão versátil em todas as estações, o cânhamo, o linho... Hoje se produz os mais variados tecidos e até couros artificiais!

O mesmo vai acontecer com os alimentos: hoje já é possível obter proteínas de alta qualidade sem recorrer às mortes dos animaizinhos. O próprio Bill Gates, um dos maiores gênios do nosso tempo, é vegetariano e investe no desenvolvimento de alimentos totalmente livres de proteína animal, com muito sabor. Garante que o futuro da alimentação humana é o vegetarianismo...

Acredito que ele tenha razão... Antigamente, com menos população, os animais eram criados livres, alimentados de forma natural. Hoje são bombardeados de hormônios e antibióticos - e tudo isso passa prá quem os consome.  São mortos em larga escala, em matadouros encharcados do cheiro de sangue, que os enchem de pavor - toda essa energia passa para a carne, alguém duvida?

As primeiras coisas que os médicos pedem prá você fazer quando está com câncer é parar de comer carne e laticínios... Os mesmos hormônios de crescimento existentes no leite, programados prá fazer o bezerro se desenvolver, ajudam nossos tumores a ficarem cada vez maiores. As toxinas liberadas pela carne em decomposição, mesmo depois de assada e digerida pelas enzimas do nosso estômago, enquanto retardam nosso fluxo intestinal, libertam mais e mais radicais livres no nosso corpo, ajudando a nos envenenar, por dentro e por fora.

Diz a sabedoria popular que o peixe morre pela boca...

Mas não se preocupem, tudo tem solução.

Está na minha lista de pedidos prá Deus, quando lá chegar, árvores de mortadela e presunto, arbustos repletos de coxinhas e asinhas crocantes de galinhas...

E nenhum bichinho sairá ferido com isso - poderão florescer as Sociedades das Galinhas, das Vacas, dos Porquinhos...

Afinal de contas, sonhar não custa nada. 

 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Maleta de viagem

Com estampas de alguns lugares lindos prá se conhecer do mundo - não de todos, pois tem lugares maravilhosos que não constam dos roteiros turísticos...


Feita de... Tcharám!!! LIXO!!!

Mais especificamente: uma caixa vazia de suco em lata - esse tem uvas verdinhas, sem casca nem caroço - Diliça! Caixa vazia, que ia prá reciclar:



Fechei ela bem fechadinha com durex, toda a volta:




Marquei com a régua e a caneta 2,5 cm de um lado - prá dividir ela e fazer a tampa da maleta:



Cortei com faca - daí ficou cheio de rebarbas feias - mas prá que inventaram lixa de pé? Lixei tudinho até sumirem as imperfeições:




Aí peguei um dos meus materiais favoritos de artesanato: jornal velho...



Fui dobrando bem uma folha...



E com ela fiz a alça da maleta - arredondada e colada na parte que vai ser o fundo com durex, bem medido o centro:




Já não tava bonitinha só assim?




Mas tem que "madeirar" a bichinha, dar uma resistência e uma durabilidade que o papelão sozinho não tem - e prá isso, nada melhor que cola branca. A minha, aliás é a mesma cola velha que eu usei quando fiz o Cisne (lembra dele? Fiz praticamente do mesmo jeito, usando uma embalagem de sabão líquido... O pap tá AQUI).




Já tá até vencida, mas ainda cola e não é comida, então vou usar até acabar (que dinheiro não é capim...):




Antes tem que reforçar a alça: só colada com durex ela pode sair, mais cedo ou mais tarde. Então, com um fio de linha grossa e uma agulha longa e forte eu dei uns pontinhos de cada lado... Agora, nem reza braba descola essa alça!




Jornal picado miúdo, cola diluída 1/2 a 1/2 com água e é hora da lambança:




Cola a primeira camada de jornal, passando cola embaixo e cola em cima de cada pedacinho - sem umedecer demais, senão a caixa deforma:




Quando chega na beirada, vai virando prá dentro e colando:




E continua: cobre ela todinha por fora, as duas metades da caixa:




Viu só? Já tá ficando jeitosinha...




Faz o mesmo do lado de dentro - e olha as marquinhas das latinhas de suco (só prá ninguém duvidar que é ela mesma...):



As duas bandas bem recobertas de jornal, espera secar e faz isso mais três vezes, dentro e fora - se quiser fazer mais, pode (menos nunca - tem que endurecer a caixa prá parecer madeira...):




De fora como ficou - se passasse betume e depois pintasse já ficava boa, não ficava?




Repara sempre se tá encaixando direitinho, pois trabalhar com coisa molhada pode deformar a peça. Por isso é muito importante que você espere secar cada camada de jornal antes de aplicar a próxima...




Ferragens: duas dobradiças, compradas em loja de artesanato, bem baratinho...




O fechinho, também baratinho...




Marquei os buraquinhos com caneta e fiz os furinhos usando uma agulha grossa - se tiver uma furadeira bem fininha também pode usar, mas a agulha dá muito certo...


Depois de furado, parafusei usando uma faca de cozinha - as chaves de fenda que eu tenho eram grossas demais:




Como os parafusos são meio grandes, ficaram pontudos do lado de dentro - ia machucar quem usasse a maleta. Se eu tivesse uma serrinha, cortava as pontas. Como não tinha, colei um pingo de cola quente em cada parafuso e o cobri com uma bolotinha de papel molhado em cola...



Ô coisa mais linda... Se fizer cobrindo com pedacinhos de revista em quadrinhos, com estampas de revista de moda, de jardinagem - flores e mais flores... - já dá prá envernizar assim que tá supimpa...




Ói dentro, que belezura:




Daí, "era uma vez um viés" de tecido...



Que eu colei nas quinas da maleta, prá simular uma costura externa... E "era uma vez uma linha" de algodão, com a qual eu dei textura à alça: cortei pedaços de 30 cm de fio, dobrei ao meio, empapucei de cola e fui circundando a alça - um pedaço de fio após o outro até a alça estar toda coberta...




Daí chegou a hora do papel higiênico: separei a folha, prá pegar só um véuzinho de papel de cada vez:



E pincelei ele com cola por toda a mala - menos no viés, deixando ficar bem enrugado...



Vai cobrindo tudo:




Fica branco no começo...



Mas, quando seca, fica transparente - só que mantém as rugas. "Prá que rugas, Dona Rosa?" Já, já você vai ver...




Começa pintando por dentro, com tinta acrílica ou PVA - a minha foi esta última, na cor Café... Duas demãos bastam, pois a tinta é escura. Se fosse clara, precisaria mais...



Agora espia só: onde tem as rugas de papel higiênico dá aparência de couro velho...




Não parece grande coisa, não é? Quer dizer, tá com a cor sem graça, meio sem vida - pintei de dourado o viés de pano...



Depois de secas, as rugas ficaram assim - ainda não diz nada...


Chega a hora de dar vida à peça: Betume! Hoje em dia tem uns lindos, vi um betume com metálico na cor cobre - pena que são tão caros... Pega o pincel macio e uns trapinhos de pano:




Pinta TUDO com betume: por dentro e por fora, incluindo a beirinha dourada:



Pinta e fica assim: sem graça, só mais escuro e nada...




Daí você pega o trapinho e esfrega por cima, com delicadeza...




E faz por dentro a mesma coisa...




E olha a beleza que fica!!!




Espia como as rugas ficaram lindas! Olha a textura do viés de tecido, ainda aparece!!!




Por dentro aparece a textura do jornal - e mesmo assim, ficou linda...




Daí seleciona umas imagens lindinhas na internet - as minhas eu achei pesquisando no Google por "Travel Stickers"... Imprime no sulfite, recorta, cola numa cartolina branca e recorta novamente (não pode colar direto no sulfite, pois a maleta é escura...):




Daí escolhe os lugares onde vai colar, passa bastante cola branca no verso da estampa (sem diluir), espera secar por um minutinho e cola na maleta... Passa duas demãos de verniz sem brilho (eu só tinha semi-brilho, então adivinha qual é que eu passei...):




Passa o verniz por dentro também, prá proteger e dar belezura:




E espia de pertinho os selinhos:











Daí, prá caprichar mesmo, peguei esses negocinhos prá colocar debaixo da maleta e fazer ela parar firme em cima do móvel:




Auto adesivas e transparentes, uma em cada cantinho, feitas de silicone:




Daí, dentro dela, vai ficar guardado o Ebook do Senhor Meu Marildo - está lendo atualmente "Quatro Estações", do Stephen King:




O carregador (que ele nunca sabe onde está...), mais a bolsinha com o óculos (que ele vive perdendo...) e um Evangelho, que ele lê o tempo todo, de quando acorda até quando vai dormir...





E sabe o que isso foi? Presente de aniversário de casamento... Ele me viu fazer cada etapa, ficava perguntando o que ia ser, daí - quando começou a parecer uma maleta... - ele disse "Só você, mulher, prá fazer algo bonitinho com uma caixa que ia pro lixo..." e, quando viu o que era e que eu tinha feito prá ele, ficou todo feliz! Deixa no criado-mudo, do lado da cama...

É um trabalho de amor e paciência - matérias primas que nunca me faltam, graças a Deus.

Algumas felicidades no mundo custam tão pouquinho...

Agora, se vocês quiserem fazer uma igual, podem até comprar a maletinha pronta em mdf em lojas de artesanato (uma medindo praticamente a mesma coisa que a minha, no Bazar Horizonte, tá custando 46 reais... - corta o trabalho prá menos da metade: daí é só pitar e decorar. E, prá ajudar, aí vão alguns stickers:

Estes aqui você imprime duas vezes cada figura, cola uma de encontro a outra com uma cartolina no meio, recorta e pendura na alça da maleta com um cordão...













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