Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Magaiver

Não o do seriado - minha irmã Cida era apaixonada por ele, aliás... Coitada, casou com um homem que não sabe nem trocar o bujão de gás.

Era esse aqui, prá quem não sabe:


O Magaiver que eu tô falando é esta aqui:



Minha pessoa - um gênio da gambiarra. Se eu não tiver ou não puder comprar, eu invento - sempre fui assim, graças a Deus, pois como diz o ditado: "A necessidade é a mãe da invenção". 

O que que eu inventei desta vez? Um pentinho prá minha frontura, bonitinho, jeitosinho, útil toda vida - e vermelhinho, como eu gosto. 

Este aqui:



Fiz assim:

Você vai precisar de grampos de cabelo, durepox (aquela massa de duas cores, branca e cinza), tesoura, caneta, agulha de crochê fininha e um pedaço de papelão. Eu usei uma caixinha de queijo chique, que meu filhinho compra prá mim e me fala assim: "Come tudo, velha, prá fortalecer de cálcio esses ossinhos...". Meu bebê...

Ah, precisa de um transportador de pontos, mas não precisa ser um cheio de pinos como o meu, pode ser o normal de 3 pontos mesmo.

Com o papelão dobrado ao meio marque com a caneta o lugar onde ficam as agulhas - pois o transportador tem a distância delas entre os pinos.

Fure na dobra com a agulha de crochê fininha.

Eu pretendia fazer assim grande, mas no final não deu pois eu não tinha grampos de cabelo suficientes...

Abra um pouco mais os buraquinhos com o auxílio da tesoura e passe os grampos pelos buracos, todos pro mesmo lado.

Faça uma caminha com a massa de durepox, enfie os grampos de cabelo nos buracos e cubra com mais durepox prá segurar os grampos bem posicionados.

Eles ficam com a cabecinha furada prá fora, desse jeito.

Reparem que antes da massa durepox secar eu já recortei em volta direitinho (se deixar a massa secar não dá prá recortar mais, pois fica muito duro) e fiz um furo, que é prá colocar o peso na hora de tricotar. 

Reparem também que os grampos estão alinhados, todos certinhos virados pro mesmo lado e no mesmo comprimento.

Quando secou eu pintei prá ficar bonitinho. Usei esmalte vencido, que não servia mais prá pintar unha - demorava demais prá secar, mas no papelão secou muito bem.

Agora: na hora de tecer, precisa de um arame prá segurar o fio nos grampos. Eu usei um clip de papel aberto, desse jeito.

Selecionei as agulhas do acabamento da blusa, fiz duas carreiras em barra 1x1, depois transportei pontos prá fazer virar barra com todas as agulhas - a lã é fininha, então assim fica melhor.

E aqui ele cumprindo seu papel, com os pontos bem seguros e o peso prá puxar o tricô prá baixo...


Aqui o acabamento da blusa pronto - perfeitinho - graças ao meu pentinho que ninguém no mundo tem igual e que não vende em loja nenhuma... Mas qualquer pessoa pode fazer, com um pouquinho de boa vontade e alguns materiais bem baratinhos. 

Ah, se não tiver durepox pode fazer com cola quente ou com massa de papel machê (papel higiênico desmanchado em água e misturado com cola branca). Este último demora um pouco prá secar, mas o resultado final é o mesmo.

E uma coisa boa: pode fazer em vários tamanhos, de acordo com o gosto da freguesa... Pode até fazer um grandão, prá caber na máquina inteira, usando muitos grampos, muita paciência e arame comprado em casa de material de construção...

Eu usei ele prá fazer o acabamento desta nova blusa prá minha Lolinha (pois acho muto chato ter que usar um pente grande prá fazer uma pecinha tão estreita...), que tem receita bem AQUI.








Minha linda e adorada filhinha, que tá doentinha: tá produzindo muita insulina (oito vezes mais que a quantidade máxima que um corpo pode produzir!) e o corpinho maravilhoso não tá conseguindo trabalhar a glicose - resultado: engorda comendo cada vez menos, correndo risco de ficar diabética e de ter um problema ainda mais sério que isso no pâncreas... Mas tá se tratando com uma médica excelente e logo vai melhorar, se Deus quiser.

E agora algo lindo e maravilhoso prá inspirar a semana de todo mundo (me inspira sempre):



Enrolada na minha camisolinhaa, que adora o cheirinho da mamãe...

terça-feira, 15 de julho de 2014

Emborrachadas e... coloridas!



Eu sabia que dava prá fazer - e não sosseguei até fazer umas... Infelizmente todas ficaram azuis - mas azul é bom, gosto muito.

Fiz a mesma coisa que nas agulhas passadas - desta postagem AQUI - mas acrescentei corante:


O silicone só tinha incolor - meléca, pois branco é melhor, fica mais bonito... Eu tinha duas tintas acrílicas azuis (uma da Acrilex e outra da Gato Preto, que usei prá pintar o meu Cisne) e comprei também um vidrinho de pigmento prá colocar em tinta de pintar parede (paguei 2 reais... Comprei azul prá testar a potência de cada cor...).


As agulhas mais clarinhas foram feitas com o silicone, a maisena e uma espirradinha de tinta acrílica de bisnaga - não dá muita cor, fica clarinho demais...

As mais escuras eu fiz com o corante, variei de 3 a 8 gotas (a de oito gotas foi a que ficou mais escura, achei super linda, é minha favorita...).

Dei uma amassadinha, da mesma forma que as agulhas de bambu da Barroco e da Duna (fica mais gostosa de pegar do que fazer arredondada - nada como a experiência...) - aliás essas agulhas estão custando apenas 7 reais cada lá no Depósito Alvorada, na rua Padre João, nº 47/49, na Penha (daí você aproveita e compra os últimos novelos de linha Ibiza do universo, a R$6,50 reais cada - ainda tem rosa choque, laranja e verde bandeira...).

Se você tiver tinta guache ou aquarela, daquelas que criança usa na escola, dá prá fazer agulhas nas cores do arco-íris - já pensou? 

E fazer massa branca e colorida e, na hora de envolver a agulha, dar uma mesclada nas duas e fazer marmorizada...

Ninguém mais vai ter agulhas iguais às tuas...

(Tô no sítio - então, se vocês comentarem, vou demorar prá responder, mas quando voltar respondo...)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Emborrachando

Qual crocheteira não sonha com essas agulhas importadas, poderosas, ergonômicas, coloridas e escandalosamente caras?







Pois é: marcas famosas, como Clover e Addi, cada uma delas custando entre quarenta e cinquenta reais (a unidade). Salgadinho o preço, né?

Um dia desses, passeando por blogs em busca de uma inspiração, lá caio eu num blog de uma crocheteira que estava exultante de alegria, pois tinha acabado de chegar o seu estojo completo dessas agulhas. 

Daí, só porque eu sou xereta, fui atrás do tal estojo no Bazar Horizonte (prá comprar também, invejosa que só a preula...) - o site onde eu mais compro, pois tem bons preços, parcela no cartão e ainda tem um excelente atendimento ao cliente - e quase tive um piripaque! O kit da tal moça, com dez agulhas, custava quinhentos reais!!! 

Gente do céu, nessas horas eu fico totalmente em dúvida quanto a mim mesma: será que eu sou sovina mesmo ou o mundo tá "virado na coréia"? Que preço é esse??? Mas nem se eu ganhasse na loteria eu comprava um negócio desses, acho abusivo, desrespeitoso, um assalto a mão armada... E olha que eu tenho artrose nos polegares, fazer crochê é um exercício de amor e dedicação da minha parte - eu bem que preciso de agulhas como essas...




Há um tempo atrás eu comprei duas agulhas de crochê com cabo de bambu - uma da Barroco e outra da Duna. São muito boas, custaram menos de dez reais cada uma e achei que valeram super a pena. Comprei dos dois números que eu mais uso, então não tinha planos de comprar mais nenhuma - por enquanto e até que meu pé de dinheiro floresça no quintal. 

Daí, assistindo ao programa Arte Brasil semana passada, tinha uma moça (Márcia Nunes) ensinando a fazer um chaveiro muito fofo de corujinha, com biscuit. 

O programa foi este AQUI (é só clicar no amarelinho que você assiste). 

Adorei a aula, especialmente porque ela foi extremamente generosa: sabendo como os moldes de silicone (prá uniformizar as pecinhas do biscuit, como asinhas e pesinhos) são caros, a moça ensinou a fazer molde de silicone caseiro, usando silicone e maisena. 

Resumindo prá quem não consegue assistir vídeo no computador: ela fazia uma única asinha ou pesinho, esperava secar, daí fazia uma bolinha com o silicone de bisnaga e maisena (em partes iguais), amassava bem até formar uma bolinha. Colocava a asinha no meio da bolinha e deixava lá, afundada no meio - e quando a bolinha de massa secava, era só tirar a asinha e ficava com o molde caseiro, macio e maleável, prontinho prá novos usos!

Vasculhando o Youtube pelo nome dela, achei um vídeo de um ano atrás no qual ela já ensinava a fazer esse molde caseiro:



Quem sabe esse você consegue assistir?

A massinha me pareceu tão mágica - na mesma hora pensei em revestir agulhas de crochê com ela. Fiz assim:



Maisena - que todo mundo tem em casa - e custa baratinho;



Silicone em bisnaga - daqueles que a gente usa prá vedar vãos e frestas nas pias da cozinha e do banheiro, quando as mesmas são instaladas. Custa barato (menos de dez reais uma bisnaga dessas) e funciona mesmo quando está vencida (estando ainda molinha dentro da bisnaga, como a minha, vencida desde dezembro de 2013...), pois não é comida (prá fazer mal prá gente quando esgotou a validade...).

Uma colher de chá de cada, em cima do pires:



Amassa, amassa, até não grudar mais na mão e ficar parecida com massinha de modelar.




Nessa hora dava até prá colocar corante nela, assim cada agulha ficava de uma cor... Corante em pó, alimentício, que custa baratinho - já pensou? Eu só pensei depois, então as minhas ficaram todas branquinhas mesmo...).

Ah, e não esquenta com a sujeira: depois de seca, retira do pires igual uma película, fácil demais...




Faz uma minhoca com a massa (se precisar de um pouquinho a mais de maisena na hora de enrolar, não tem problema) do tamanho que vai encapar na agulha (uns dez centímetros). 

Encaixa a agulha dentro dessa minhoca:




Fecha e modela, com delicadeza. Se precisar, corte com uma faquinha - mas faça tudo rápido, pois a massa seca rapidinho, por causa da maisena. Em cinco minutos não dá mais prá modelar nada, em dez minutos tá pronta prá uso.

Aí lá fui eu caçar minhas agulhas pela casa - não achei nem metade, mas também eu não tinha muito silicone...



Assim sendo, gastando uma ninharia, fiz prá mim mesma o MEU kit de agulhas, ma-ra-vi-lho-so:



Vi num outro blog uma mulher que fez a mesma coisa com suas agulhas, só que usando massa de biscuit. Ficaram ótimas, mas com silicone é mil vezes melhor: fica parecendo que elas estão com capinha de borracha de apagar lápis, dessa aqui:



Muito confortáveis de usar, deliciosas ao toque. 




DICA EXTREMAMENTE IMPORTANTE: faça prá uma agulha de cada vez. Não pense em economizar tempo, fazendo toda a bisnaga de uma vez, pois você vai acabar com apenas uma agulha emborrachada e o restante de massa vai pro lixo.

Tem um cheirinho meio esquisito no começo, meio vinagrado, que é o cheiro do silicone - mas esse cheiro some com o tempo, é só deixar as agulhas na janela da sua casa quando não estiver usando. 

Acredito que não dê prá pintar: como é uma massa que permanece macia depois da secagem, se for pintada, vai rachar a pintura, ficar craquelada e soltando caquinhos de tinta seca na mão da gente. 

Taí a dica preciosa: façam seu próprio kit, gastando pouquinho!

Dinheiro custa muito a ganhar, então podem me chamar de mão de vaca - que eu sou mesmo. Mas sou uma mão de vaca muito esperta e que cuida de seus preciosos dedinhos artísticos e artríticos com muito amor e carinho - sem levar jamais o Marildo à falência.

E à querida Márcia Nunes meu muito obrigada - graças a você, minhas agulhas estão "requipimpadas", como dizia minha sogra...
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