Esse é um dos apetrechos mais desejados das costureiras de patch: o danadinho usado prá fazer costuras paralelas, regulando a largura através daquele ferrinho lateral. Custa em torno de 90 reais - mas você pode fazer algo que funciona bem parecido, com coisinhas simples e baratinhas que você provavelmente tem em casa.
Isso mesmo: você mesma faz e usa super bem (pois funciona que é uma maravilha) e gasta praticamente nada - só precisa de um clipe de papel e de um pedaço de borracha escolar.
Bom, como eu ando fazendo umas costurinhas prá vender e realizar meu sonho "de realizar o sonho de outra pessoa", tenho quiltado muito. E aquela coisa de fazer as linhas usando fita crepe (que era meu método anterior e que quem acompanha o blog (nesta postagem AQUI, na qual fiz uma lixeirinha prá carro...) já sabia...) não se provou muito prática (nem barata) prá uma produção maior.
Daí pedi pro Marildo o famoso pé de quilt reto e ele disse que ia me dar no meu aniversário (que é só em dezembro...).
Então, cansada de gastar fita crepe e mais cansada ainda de riscar com giz de costureira (que eu não tenho as tais canetinhas que apagam com o ferro, aqui perto de casa custam quase 30 reais e dinheiro não é capim) eu botei o cabeção prá funcionar e olhando o tal "walking foot" baixou em mim o espírito do McGiver e eu fiz o meu.
Foi assim:
Pega um clip de papel e um pedaço de borracha escolar (das brancas, que são mais molinhas).
O clip você abre quase todo e corta dois toquinhos da borracha. Faz um furo nas borrachas com alguma agulha grossa, bem no meio. O clip você tem que deixar com um lado bem comprido e o mais retinho possível, usando um martelo ou um alicate.
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| (este buraquinho é de suma importância prá Segurança Nacional...) |
Daí você enfia um dos dois pedaços de borracha no clip (esse pedaço vai ficar sempre aí).
Insere o cabo longo do clip no furinho que tem na haste onde o pé calcador normal da máquina fica preso, com amor e carinho - toquinho de borracha que você não tira fica lá, esperando....
Daí você escolhe que tamanho vai ter o teu matelassado reto (2 cm, 3, 5, o tamanho que quiser...) e prende o segundo pedaço de borracha escolar no cabo longo do clip: fica um pedaço de borracha de um lado, um pedaço do outro, bem agarradinhos na haste da máquina - pronto!
Ao deslocar as borrachas de lugar você escolhe o tamanho do teu quilt - genial, né? Já resolvi: vou doar meu cérebro prá ciência! Depois de transformar nabos em alimentos comestíveis - façanha que só eu consegui fazer com sucesso no mundo inteiro - e de criar um pé de quilt reto tão genial e baratinho acho que mereço uma medalha (pelo menos...).
Então você pega o teu trabalho, risca com giz a primeira linha, costura ela e, a partir dela e usando o clip, vai costurando paralelo à primeira costura, fazendo o clip seguir aquela primeira costura reta - fácil, né?
Agora: você tem amiga costureira? Compartilhe essa dica. Não é todo mundo que tem dinheiro sobrando prá gastar 90 contos com um pezinho calcador, não é mesmo?
Agora: você tem amiga costureira? Compartilhe essa dica. Não é todo mundo que tem dinheiro sobrando prá gastar 90 contos com um pezinho calcador, não é mesmo?
Agora a minha nova cachorrinha: teve eleição prá escolher o nome dela (aqui em casa vivemos MESMO numa democracia. Aliás, isso às vezes dá uns rolos!!! Se eu fosse uma ditadora penso que certas coisas seriam bem melhores...).
Teve três turnos: cada pessoa sugeriu todos os nomes nos quais pode pensar (eu sugeri Drima, que apesar de ser nome de linha de costura, me veio à mente por ter a pronúncia parecida com a palavra "sonhadora" em inglês - Dreamer - e que também é uma das músicas que eu mais gosto do Ozzy Osborne, mas todo mundo odiou...).
Também sugeri Pipoca e Paçoca, mas eu já era voto vencido antes mesmo das eleições começarem - suspeito que houve marmelada. Meus três filhos se uniram, meu marido foi voto em branco - ou seja, fiquei no vácuo. Imaginem a situação: os três queriam nomes de personagens de vídeo games que eles jogam ou de mangás que leram ou animes que assistiram - assim surgiram nomes absurdos como Bunta (da revistinha "Groo"...), Funfa (que parece palavrão, mas é uma heroína de um dos RPGs que eles jogaram - e eles me garantiram que era uma princesa linda e heróica, que se sacrificou por todos no final da saga - mas convenhamos, ninguém merece um nome desses, PelamordeDeus!!! - exceto políticos, com certeza...). Eu fui totalmente anarquista: se ganhasse um nome vergonhoso, eu disse que não ia chamar a pobrezinha com ele - ia chamar de cachorrinha e pronto. Acabou que ganhou o nome Tentem, personagem de Naruto...
Pobre criaturinha... Tentem o quê? Tentem fome, tentem dor de barriga, tentem...
Teve três turnos: cada pessoa sugeriu todos os nomes nos quais pode pensar (eu sugeri Drima, que apesar de ser nome de linha de costura, me veio à mente por ter a pronúncia parecida com a palavra "sonhadora" em inglês - Dreamer - e que também é uma das músicas que eu mais gosto do Ozzy Osborne, mas todo mundo odiou...).
Também sugeri Pipoca e Paçoca, mas eu já era voto vencido antes mesmo das eleições começarem - suspeito que houve marmelada. Meus três filhos se uniram, meu marido foi voto em branco - ou seja, fiquei no vácuo. Imaginem a situação: os três queriam nomes de personagens de vídeo games que eles jogam ou de mangás que leram ou animes que assistiram - assim surgiram nomes absurdos como Bunta (da revistinha "Groo"...), Funfa (que parece palavrão, mas é uma heroína de um dos RPGs que eles jogaram - e eles me garantiram que era uma princesa linda e heróica, que se sacrificou por todos no final da saga - mas convenhamos, ninguém merece um nome desses, PelamordeDeus!!! - exceto políticos, com certeza...). Eu fui totalmente anarquista: se ganhasse um nome vergonhoso, eu disse que não ia chamar a pobrezinha com ele - ia chamar de cachorrinha e pronto. Acabou que ganhou o nome Tentem, personagem de Naruto...
Pobre criaturinha... Tentem o quê? Tentem fome, tentem dor de barriga, tentem...
Tentem tem jabuticaba que caiu do pé prá brincar...
O jeito é pensar assim: melhor "Tentem" que chegar no veterinário prá passar em consulta e ter que dar explicação do nome "Funfa"...
Já se aclimatou na casa - parece que nasceu nela. Se tornou amigona da Bulma (que, aliás, deve seu nome a uma personagem de Dragon Ball...). Brincam o tempo todo, graças a Deus. Já cresceu - chegou não faz nem dez dias e já tá latindo toda feroz, guardando a casa...
Quanto ao Farruscão: ainda não operou a perna. Meu marido tem ido na casa conversar com o dono dele um dia sim, outro não. Amanhã tem retorno no veterinário prá fazer exames de sangue, etc e a cirurgia tá marcada prá 3 de novembro - mas foi uma saga! Primeiro que a veterinária na qual meu marido levou o bichinho garantiu pro dono que a gente ia custear a cirurgia, a internação e tudo o mais - falou prá ele que a gente era "rico", gente de "muitas posses" e que os quatro mil reais da cirurgia eram bagatela prá gente - pode uma coisa dessas? Gente assim, mercenária e mentirosa, me dá nojo.
No hospital veterinário gratuito também não foi fácil: o pobre do moço chegou lá às quatro da manhã, saiu de lá às 3 da tarde sem que nada fosse feito além de aumentar a medicação de dor do pobre bichinho - e o veterinário lhe deu o cartão do seu consultório particular, onde o cachorrinho seria operado por apenas 1000 reais! Quando eu soube disso quase tive um troço - pensei: "Deus do céu! Amor pelos animais = zero! Essa gente estuda veterinária só prá ganhar dinheiro!!!" - mas meu marido o orientou prá dizer que ia chamar reportagem e dar parte na polícia e acabou conseguindo marcar a operação.
E é isso. Até uma outra hora que acontece o seguinte: consegui vender 4 jogos americanos e três galinhas puxa-saco - e o dinheirinho tá entrando. Que Deus ajude, pois eu até perco o sono de felicidade, só imaginando a cara da pessoa que vai ganhar meu presente, sem ser Natal nem nada - tô chamando de "Projeto Fada-Madrinha". Quando acontecer, garanto que vai ser uma postagem linda, com direito a lágrimas de alegria (o melhor tipo de lágrimas...).


































