Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Como fazer seu próprio pé de quilt reto


Esse é um dos apetrechos mais desejados das costureiras de patch: o danadinho usado prá fazer costuras paralelas, regulando a largura através daquele ferrinho lateral. Custa em torno de 90 reais - mas você pode fazer algo que funciona bem parecido, com coisinhas simples e baratinhas que você provavelmente tem em casa.

Isso mesmo: você mesma faz e usa super bem (pois funciona que é uma maravilha) e gasta praticamente nada - só precisa de um clipe de papel e de um pedaço de borracha escolar.



Bom, como eu ando fazendo umas costurinhas prá vender e realizar meu sonho "de realizar o sonho de outra pessoa", tenho quiltado muito. E aquela coisa de fazer as linhas usando fita crepe (que era meu método anterior e que quem acompanha o blog (nesta postagem AQUI, na qual fiz uma lixeirinha prá carro...) já sabia...) não se provou muito prática (nem barata) prá uma produção maior. 

Daí pedi pro Marildo o famoso pé de quilt reto e ele disse que ia me dar no meu aniversário (que é só em dezembro...). 

Então, cansada de gastar fita crepe e mais cansada ainda de riscar com giz de costureira (que eu não tenho as tais canetinhas que apagam com o ferro, aqui perto de casa custam quase 30 reais e dinheiro não é capim) eu botei o cabeção prá funcionar e olhando o tal "walking foot" baixou em mim o espírito do McGiver e eu fiz o meu.

Foi assim:

Pega um clip de papel e um pedaço de borracha escolar (das brancas, que são mais molinhas). 


O clip você abre quase todo e corta dois toquinhos da borracha. Faz um furo nas borrachas com alguma agulha grossa, bem no meio. O clip você tem que deixar com um lado bem comprido e o mais retinho possível, usando um martelo ou um alicate.

(este buraquinho é de suma importância prá Segurança Nacional...)

Daí você enfia um dos dois pedaços de borracha no clip (esse pedaço vai ficar sempre aí). 



Insere o cabo longo do clip no furinho que tem na haste onde o pé calcador normal da máquina fica preso, com amor e carinho - toquinho de borracha que você não tira fica lá, esperando.... 



Daí você escolhe que tamanho vai ter o teu matelassado reto (2 cm, 3, 5, o tamanho que quiser...) e prende o segundo pedaço de borracha escolar no cabo longo do clip: fica um pedaço de borracha de um lado, um pedaço do outro, bem agarradinhos na haste da máquina - pronto!




Ao deslocar as borrachas de lugar você escolhe o tamanho do teu quilt - genial, né? Já resolvi: vou doar meu cérebro prá ciência! Depois de transformar nabos em alimentos comestíveis - façanha que só eu consegui fazer com sucesso no mundo inteiro  - e de criar um pé de quilt reto tão genial e baratinho acho que mereço uma medalha (pelo menos...).

Então você pega o teu trabalho, risca com giz a primeira linha, costura ela e, a partir dela e usando o clip, vai costurando paralelo à primeira costura, fazendo o clip seguir aquela primeira costura reta - fácil, né?

Agora: você tem amiga costureira? Compartilhe essa dica. Não é todo mundo que tem dinheiro sobrando prá gastar 90 contos com um pezinho calcador, não é mesmo?



Agora a minha nova cachorrinha: teve eleição prá escolher o nome dela (aqui em casa vivemos MESMO  numa democracia. Aliás, isso às vezes dá uns rolos!!! Se eu fosse uma ditadora penso que certas coisas seriam bem melhores...). 

Teve três turnos: cada pessoa sugeriu todos os nomes nos quais pode pensar (eu sugeri Drima, que apesar de ser nome de linha de costura, me veio à mente por ter a pronúncia parecida com a palavra "sonhadora" em inglês - Dreamer - e que também é uma das músicas que eu mais gosto do Ozzy Osborne, mas todo mundo odiou...). 

Também sugeri Pipoca e Paçoca, mas eu já era voto vencido antes mesmo das eleições começarem - suspeito que houve marmelada. Meus três filhos se uniram, meu marido foi voto em branco - ou seja, fiquei no vácuo. Imaginem a situação: os três queriam nomes de personagens de vídeo games que eles jogam ou de mangás que leram ou animes que assistiram - assim  surgiram nomes absurdos como Bunta (da revistinha "Groo"...), Funfa (que parece palavrão, mas é uma heroína de um dos RPGs que eles jogaram - e eles me garantiram que era uma princesa linda e heróica, que se sacrificou por todos no final da saga - mas convenhamos, ninguém merece um nome desses, PelamordeDeus!!! - exceto políticos, com certeza...). Eu fui totalmente anarquista: se ganhasse um nome vergonhoso, eu disse que não ia chamar a pobrezinha com ele - ia chamar de cachorrinha e pronto. Acabou que ganhou o nome Tentem, personagem de Naruto... 

Pobre criaturinha... Tentem o quê? Tentem fome, tentem dor de barriga, tentem...



Tentem tem jabuticaba que caiu do pé prá brincar...

O jeito é pensar assim: melhor "Tentem" que chegar no veterinário prá passar em consulta e ter que dar explicação do nome "Funfa"...

Já se aclimatou na casa - parece que nasceu nela. Se tornou amigona da Bulma (que, aliás, deve seu nome a uma personagem de Dragon Ball...). Brincam o tempo todo, graças a Deus. Já cresceu - chegou não faz nem dez dias e já tá latindo toda feroz, guardando a casa... 

Quanto ao Farruscão: ainda não operou a perna. Meu marido tem ido na casa conversar com o dono dele um dia sim, outro não. Amanhã tem retorno no veterinário prá fazer exames de sangue, etc e a cirurgia tá marcada prá 3 de novembro - mas foi uma saga! Primeiro que a veterinária na qual meu marido levou o bichinho garantiu pro dono que a gente ia custear a cirurgia, a internação e tudo o mais - falou prá ele que a gente era "rico", gente de "muitas posses" e que os quatro mil reais da cirurgia eram bagatela prá gente - pode uma coisa dessas? Gente assim, mercenária e mentirosa, me dá nojo.

No hospital veterinário gratuito também não foi fácil: o pobre do moço chegou lá às quatro da manhã, saiu de lá às 3 da tarde sem que nada fosse feito além de aumentar a medicação de dor do pobre bichinho - e o veterinário lhe deu o cartão do seu consultório particular, onde o cachorrinho seria operado por apenas 1000 reais! Quando eu soube disso quase tive um troço - pensei: "Deus do céu! Amor pelos animais = zero! Essa gente estuda veterinária só prá ganhar dinheiro!!!" - mas meu marido o orientou prá dizer que ia chamar reportagem e dar parte na polícia e acabou conseguindo marcar a operação.

E é isso. Até uma outra hora que acontece o seguinte: consegui vender 4 jogos americanos e três galinhas puxa-saco - e o dinheirinho tá entrando. Que Deus ajude, pois eu até perco o sono de felicidade, só imaginando a cara da pessoa que vai ganhar meu presente, sem ser Natal nem nada - tô chamando de "Projeto Fada-Madrinha". Quando acontecer, garanto que vai ser uma postagem linda, com direito a lágrimas de alegria (o melhor tipo de lágrimas...). 

sábado, 21 de maio de 2016

Como fazer um maiô



"Tá louca, Dona Rosa? Nesse frio?!!!"


É. Neste frio. 

É que eu comecei a fazer hidroginástica e como vou fazer todo santo dia preciso de mais maiôs - só tenho 2 - e eles custam muito caro prá sair comprando a torto e a direito...

Por sorte tem molde grátis na Marlele Mukai - é só imprimir do teu tamanho, pegar um pedação de papel de embrulho, um lápis e uma régua e fazer o teu, no teu tamanho...

E olha que incrível: pode fazer forrado - que esses tecidos de maiô são muito fininhos, fica indecente usar sem forro (eu acho...).


O molde vem assim lá no site:

Eu fiz o meu molde, mas esqueci de fotografar (e nele eu fiz uma mudancinha, que eu acho que é prá fazer mesmo, mas não tá especificado no molde - já explico...) e ele (como tudo o que a Marlene faz...) é bem simples. 

Minha mudança é a seguinte: eu dividi a parte da frente em dois, na parte do busto, da seguinte forma:



Assim eu posso franzir sem medo de deformar no peito e posso fazer a barriga em peça única (muito mais fácil). 

Cortei uma vez o maiô no tecido de bolinhas e uma vez na helanca do forro e ficou assim:


Alinhavei à mão cada parte do maiô juntando tecido de fora e forro (fica mais fácil costurar depois na máquina).


Reparem que quando a gente alinhava (depois de dar umas alfinetadas na peça sobre uma mesa plana...) acabam aparecendo umas sobrinhas de tecido, ou no de bolinhas ou do outro... Malha é assim mesmo e não tem problema...

é só depois cortar as diferenças...

Costurei primeiro os ombros, depois o meio do bumbum...

Passei elástico em todo o decote, começando de um lado do busto e indo até o outro, passando pelas costas. Preguei o elástico com ponto zig zag dando uma leve esticada.

Daí virei prá dentro e fiz uma segunda costura, prá esconder o elástico no lado do avesso.

Então franzi os dois lados do busto até que ambos coubesse  na parte da frente que cobre a barriga - alinhavei e costurei.

Por fim costurei as laterais do maiô e preguei o elástico da mesma maneira nas aberturas dos braços.


Não fiz a faixa (embora ela ensine a fazer no molde...) - mas a touca combinando - cujo molde está aí embaixo:

Achei num site americano e traduzi.

Uma pena: ninguém quis tirar foto usando o maiô (nenhuma das minhas ingratas filhas...) e eu é que não ia tirar, toda mocoronga, prá depois alguém usar minhas fotos prá fazer meme de velha... 

Mas acreditem quando digo: ficou muito bom, coube direitinho em mim - com uma ressalva: achei decotado demais. O início do decote fica bem prá baixo, mostrando inclusive a cicatriz da minha cirurgia de vesícula. Mas nem é por isso que eu reclamo: não gosto de decote profundo mesmo. Se eu fosse jovem ficaria perfeito, mas depois de dobrar o Cabo das Tormentas, com todos os estragos feitos pelo tempo, pelo abuso de comidas tranqueiras (malditas lasanhas e empadinhas de palmito deliciosas!!!) e face a todas as pragas que me rogaram e pegaram é melhor um decote mais prá cima, escondendo as torres gêmeas completamente. Mas vocês que ainda estão competindo no concurso de Miss Brasil podem fazer sem medo que fica ótimo.

No meu eu vou colocar um pedaço do tecido de bolinhas por dentro do busto, fechando o decote, criando um detalhe...


Bom, também fiz uma roupa prá minha cachorra Bulma (toda usando retalhos...), que mora fora de casa - a única cachorra falante do mundo (ela fala mesmo, não late. Até arrepia a gente...). 

Sabe o que ela deu prá fazer agora? A gente enche o prato dela de ração, ela empurra o prato com o focinho até derrubar tudinho no chão. Você vai lá, cata tudo e põe de volta no prato: ela olha prá tua cara, empurra o prato com o focinho até virar tudo de novo. Ela bem diz que odeia ração, que quer comida de panela agora no frio - a gente finge que não entende, ela toma medidas drásticas. Tá certa ela, eu mesma não ia gostar de comer aqueles trocinhos ressecados dia após dia...

Lixei e pintei por fora as janelas que eu já tinha consertado e pintado por dentro:



E lixei um banco e uma cadeira velhinhos, que uso prá fazer tricô na máquina:


Pretendo pintar de branco e desenhar florzinhas de giz de cera igual na cesta de piquenique da postagem passada. 

Só que minhas mãos andam doendo muito e eu caí na besteira de me queixar de dor na frente do meu filho: ele disse que se eu tornar a mexer nas cadeiras ele vai colocar elas na rua pro lixeiro levar...

Então, como não consigo ficar parada (velhas hiperativas sabem do que eu tô falando...) consertei um chaveiro da Nana, no qual ela põe a chave do carro - um coelhinho de madeira comprado numa feirinha da Liberdade, que caiu uma das orelhas:


Usei um pedacinho de plástico, papel higiênico e cola branca - não ficou ótimo? Já pintei e ficou igualzinho, mas não sei onde coloquei o fio prá passar a foto pro computador (ainda bem que as outras fotos eu já tinha passado...).

Voltando a falar da hidroginástica: fui fazer aula teste em duas academias. Uma mais perto de casa (cuja professora é excelente, mas os horários são horríveis, a piscina está em péssimo estado de conservação, só pode usar maiô preto e é bem mais cara...) e a outra que é super chique, tem uma piscina maravilhosa, é mais barata e pode usar qualquer maiô. Só que nessa a professora deixa muito a desejar, deixa o bando de velhas fazendo exercícios meia-boca e o tempo todo olha prá gente com cara de desprezo...

Gostei mais desta última por um motivo: as velhinhas. Todas umas lindezas, me receberam com carinho, ficaram me rodeando prá eu não cair dentro da água, preocupadas comigo... Amei. Essa academia é justamente uma que eu disse (antes de visitar...) que não queria frequentar, pois nas fotos no site tinha festa junina dentro da piscina com todos os idosos e idosas - eu disse que não queria fazer parte dessa besteira... 

Vejam como é a vida: não dá mesmo prá gente dizer "dessa água não beberei", não é mesmo? Adorei as velhinhas...

Minha Lola me comprou mochilinha, o patrão me comprou um robe (prá eu não tomar friagem quando sair da piscina...) e eu vou fazer a minha parte: tentar melhorar da saúde, prá não ter dor e viver mais.

No dia anterior da primeira aula eu falei prá Naninha, quando ela chegou:

-"Mãe, amanhã é minha primeira aula, tô com medo. E se as outras crianças não gostarem de mim?"

Faço sempre isso com meus filhos: dou a eles a chance de imaginarem como vai ser cuidar de mim no futuro, quando eu ficar velhinha e esclerosada e voltar a ser criança...

A Naninha me abraçou e disse:

-"Todo mundo vai te adorar, meu amor. E se não adorarem eu vou lá e parto a cara deles..."

Bom, né? Ter quem ama a gente...

terça-feira, 10 de maio de 2016

Passando o tempo...



Já repararam que, quando a gente se ocupa, o tempo passa rapidinho? Pois é: eu detesto quando o tempo se arrasta - gosto dele andando rápido mesmo (a maior parte do tempo, pelo menos, é assim... Exceto quando eu lembro dos meus filhinhos bem pequenininhos: como era gostoso carregá-los nos braços, eles dormindo molinhos, respirando suave... quando eles ficavam de olhinhos arregalados, ouvidos bem abertos, encantados ouvindo minhas histórias e - prá eles - eu era a mulher mais linda e mais inteligente do mundo inteirinho, porque eu sempre conseguia consertar um brinquedo, fazer um bolinho de chuva, soprar machucado... Ai, ai... Felicidade não explode o coração, senão eu não teria mais o meu...). 

Eu não apareço muito - nem tenho tempo de visitar ninguém, infelizmente. Minha casa está passando por pequenas reformas - uma delas é pra trazer meu quarto prá baixo, prá eu não ter que subir e descer tanta escada... Trocaram o piso da garagem, da calçada...

Contratamos dois pintores prá consertar as paredes de dois quartos - que estavam com infiltração de água, com mofo aparecendo mesmo eu lavando as paredes com cloro... A pintura e a massa da parede parecendo biscoito, esfarelando - um horror. 

Mas vejam só como esse povo é: Você ajunta os móveis todos empilhados no centro do quarto, cobre com um plástico preto gigante - protegendo prá não entrar pó... - e quando os disgranhentos vão embora e você retira o plástico descobre que eles, propositalmente, empurraram placas enormes de massa por debaixo do plástico, só pelo prazer de te dar trabalho... e isso porque você foi super-decente: comeram conosco na mesa, compramos marmitex prá eles poderem continuar comendo carne (que não temos em casa, pois aqui só entra peixe - de vez em quando e pro Marildo...). Cafezinho, suquinho - e uma sujeirada sem fim e sem nenhum respeito.

Quando foram embora eu reparei numa parede que me pareceu meio estranha, fui mexer e...


Tava tudo oco, tudo fofo, relei o dedo e foi despencando pedaços de parede... Daí eu tive que lixar, passar massa corrida e pintar eu mesma...

E como tava com a mão na massa e eles iam voltar prá arrumar as janelas da copa, que também estavam com infiltração:





Eu mesma descasquei, peguei cimento e areia , preparei a massa, cimentei, esperei secar, apliquei massa acrílica 3 vezes e lixei entre as aplicadas. Depois pintei e ficou lindo, maravilhoso... 

Então resolvi aproveitar que tava com a mão na massa e fui dar uma arrumada nas abandonadas caixas de luz e de telefone - que, se eu não faço, ninguém faz (fica todo mundo dizendo que vai contratar pintor e a coisa rola, e rola, e rola...):





Numa manhã eu lixei (tinha lugar fino igual casca de ovo!), consertei os buracos com durepox e pintei - não ficou perfeito, mas ficou bom demais...

O Marildo queria que eu pintasse as grades do portão - mas eu reconheço minhas limitações. Grades altas, todas trabalhadas... Sem contar ter que subir na escada alta, as perninhas velhas tremendo... Não. Esse serviço eu vou ter que relegar prá outra pessoa, infelizmente. Gostaria de poder fazer - como fazia antigamente, mas é mais sábio saber admitir quando não dá mais...

Bom, de manhã é que eu faço as coisas mais pesadas - essas coisas que são consideradas de pedreiro, pintor, etc... Nisso eu puxei minha mãezinha: sei trocar torneira, rebocar parede, consertar fio desencapado - nada me assusta, encaro tudo. Mas daquele jeito: devagarinho, cheia de cuidado, subindo na escadinha em câmera lenta, fazendo tudo sem pressa e direitinho.

Daí, à tardinha, prá descansar a carcaça velha, eu faço umas amenidades...






Bolsinha prá Nana carregar comprimido - que eu "recheei" com 3 cartões de crédito fora de validade, prá bolsinha ficar durinha...

Também fiz, com o mesmo tecido, bolsinha prá celular e lixeirinha pro carro dela e até reformei uma boneca que ela tem, "A Favorita" da infância, de presente de aniversário prá ela - depois eu mostro, não sei onde coloquei o fio da câmera prá passar as fotos pro computador (todas as fotos da postagem de hoje foram tiradas no celular...).

Por fim: reformei uma cesta de piquenique que eu uso prá guardar trabalhos de tricô em andamento - as dobradiças enferrujaram, a pintura era marrom (esqueci de fotografar), imitando cesta de palha - tava em petição de miséria, pronta prá ir pro lixo... Pintei de branco e desenhei flores nela toda com giz de cera e depois pretendo envernizar - olha que linda que ficou:


Aproveitei e fiz o mesmo trabalho numa outra cestinha, que aqui em casa era usada prá carregar chaves de fenda e alicates - tava toda coberta de ferrugem e sujeiras, um horror, mas eu a deixei maravilhosa:



E estou pintando um quadro:


Feito com o papelão medindo 1,50 x 0,80 m, no qual veio embalada a nova televisão... Cobri com duas camadas de papel machê, pedi prá Fernanda (melhor amiga do coração da Lola) me fazer um desenho inspirado na Tarsila do Amaral - ela me mandou por email, já colorido, e eu copiei na minha "tela".

Ufa! Ficaram cansadas? Eu também. Mas prá isso que Deus inventou analgésicos e café: de um lado a gente espanta a dor, do outro lado, espanta o sono - e segue vivendo e trabalhando, que depois de morto a gente tem tempo de sobra prá descansar.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Era uma vez um balde...

Desses plásticos, bem vagabundinhos, que a gente compra por trocados nessas lojas de 1,99. O meu era vermelhinho e paguei 4 reais.


Sabe o que ele virou? Uma bolsa prá Naninha carregar marmita, suco, docinhos, carregador de celular, tablet - uarévis!


 E eu fiz assim:


Recortei a parte de cima, que se sobressaía demais e ia atrapalhar a costura. Esqueci de fotografar mas tirei o molde assim: Envolvi o baldinho por fora com jornal, copiando a forma e desenhei a base e o topo de formato redondo simplesmente copiando com o lápis. Se for fazer tenha sempre em mente que vai ter que ficar maior, pois vai levar manta acrílica, então o molde é só uma base mesmo.


Eu tinha essa bolsa que o meu filho ganhou no treinamento quando passou no concurso - tava parada, sem uso: resolvi aproveitar o zíper, que era bom demais e também os passantes das alças (que você pode comprar até pela internet, em lojas de armarinhos virtuais...)


Prá forro eu usei uma calça jeans preta velha, que estava muito curta nas meninas. Comprei tecidos de tom roxo e lilás prá forrar a bolsa e matelassei tudo - como disse, uns 2 cm maior que o molde pro lado de fora.
Fui fazendo tudo no tapa mesmo, praticamente encapando o balde. Primeiro fiz a parte de fora, com bolso, fiz a parte de dentro com sobra e entre as duas eu preguei o zíper. Como a parte de dentro eu não fechei ficou fácil desvirar tudo depois de colocado o zíper.

Vê como sobrou pano dentro? Não tem problema, porque a gente esconde - é melhor que sobre mesmo...


Ah, antes de pregar o zíper eu fiz quatro alcinhas: duas mais ou menos grandes, prá ficarem em lados opostos e servirem prá minha filha carregar a bolsa na mão, igual sacola. Usei por fora o tecido lilás de algodão e recheando cada alça coloquei aqueles cordões largos, feitos de cadarço. Fiz também duas alcinhas pequenas dobradas ao meio e as posicionei bem no meio das alças de mão, prá colocar as argolas da alça maior de usar no ombro, dá prá ver?


Agora: depois de por o zíper (destacável - super importante essa dica) sobrou o enigma de fechar a tampa da bolsa...


Como o zíper não ia no topo todo - deixava uns 10 cm em aberto - eu fiz um pedaço de tecido prá fechar e esconder o começo e o fim do zíper. Preguei à mão mesmo, pois não dava prá fazer na máquina...


O fundo eu fiz encapando uma rodela de plástico com o jeans da calça velha. A rodela de plástico eu tirei do fundo de uma embalagem de 5 litros de produto de limpeza -eu até quis fazer a mesma coisa prá tampa da bolsa (sempre tenho embalagens dessas guardadas, são muito úteis...), mas como o baldinho era menor embaixo e maior em cima eu não achei plástico que desse o tamanho - então a tampa ficou só no tecido e na manta acrílica, mas tá bom demais..


Colei o fundo com fita crepe antes de costurar à mão o fundinho redondo.


E a bolsa ficou assim, muito prática.


Os dois bolsos da frente, nos quais ela deixa trocados, documentos, cartão de ônibus.


Aí estã a alça grande, na qual eu usei os metais daquela outra bolsa.


As alcinhas laterais, muito úteis...


E assim ficou a bolsa por dentro...


Do lado de dentro da tampa eu bordei o nome da minha filha (mas rabisquei em cima, porque ela quer manter o anonimato...).


Aquele pedacinho de tecido que emendou a tampa na parte de baixo da bolsa...


E ela pronta prá uso.

E eu ainda fiz uma blusinha, de um paninho bem leve e fininho estampado de flores que ganhei de aniversário há uns 4 anos atrás, da minha mãe - mas resolvi fazer uma regata prá Naninha, pois tá um calor tão insuportável e ela aprecia. Não faz mal que era tecido prá mim, mãe tem dessas coisas mesmo, acaba sempre dando prioridade pros filhinhos, não é mesmo? Aposto que vocês também são assim...




 Não ficou linda? Usei uma palinha que comprei pela internet, no Armarinhos 25, na qual não paguei nem 2 reais...

Ainda lhe fiz dois jalecos novos, um deles mais comum e outro usando retalhos de laise bordada prá enfeitas, olha só:






E prá não pensarem que só faço prá Naninha, cá está minha deusa Lola, esbanjando gostosura, com uma camiseta vermelha que eu fiz: 





Com malha de viscose que eu havia comprado prá mim, mas novamente achei que o melhor uso era fazer prá ela... Fala a verdade: não seria um desperdício fazer uma blusa vermelha prá uma velha acabadinha que tá só o pó, que quase não sai de casa? Já a Lola, assim tão linda - nada é desperdício nela... 

Preguei spikes que eu tinha na frente e nos ombros - ficou uma belezura.

E prá fechar a postagem com chave de ouro, olhem que lindeza - flor de carambola:



Eu nem sabia que dava flor... É lá do sítio, primeira vez que deu flor e fruta - não são lindas?


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