Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

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terça-feira, 19 de julho de 2016

Como fazer uma sapateira vertical de tecido

"Ô coisa de pobre, Dona Rosa!!!"

Pois é. E eu também adoro comer pão com ovo, lambo as tampinhas do iogurte (das do Marildo também, que ele despreza aquela gostosura) e sempre que posso esfrego as páginas do catálogo da Avon nos pulsos, quando me falta o que fazer. Se bem que não me dou bem com perfume, mas como o cheiro vem de graça nas páginas da revista, não custa experimentar (e ainda não achei um que me agrade, infelizmente..).

Bom, voltando à sapateira: tudo começou com essa bendita reforma que nunca acaba, na qual vou ter finalmente o meu quarto de artesanatos (prá poder ficar em paz ouvindo Bee Gees e A-ha sem ninguém que me aporrinhe o juízo - se bem que também é quarto de passar roupas, de guardar as ferramentas fedidas dos homens da casa, abundantes de ferrugem nas caixas...). 

Só que essa reforma não acaba nunca e cada vez arrumam mais e mais coisas prá entuxar no "quarto da velha". E olha que conseguir pintá-lo de rosa goiaba foi um milagre, o "Marildo" dizendo que a cor era horrorosa, que o resto da casa toda é branco, que ia destoar do conjunto, nhé-nhé, blá blá blá - venci: o quarto é rosa.

Daí quero tirar uma das sapateiras - pois MEU quarto também abriga todos os sapatos da família. E passeando pela Penha vi numa lojinha xing-ling uma sapateira vertical, feita de fio plástico, por 50 e tantos reais. Feinha a coitada. 

Em casa, o tic-tac da minha cabeça não me dando paz, fucei nos meus guardados procurando calças velhas do meu garoto (que ele mandou doar, jogar fora e eu guardei prá fazer aventais de cozinha prá mim..) prá fazer com elas a tal sapateira "de pobre" - como chamam as malvadas, as donas de closets onde seus sapatos se enfileiram majestosos como que expostos em vitrine.

E deu no que deu: achei as calças, achei 2 metros de brim preto, achei viézes bonitinhos, sianinhas... 

E foi assim que eu fiz:


Como eu disse no desenhinho de paint que eu fiz prá vocês: eu passo um risco com a régua e divido esse risco em 5 partes de 12 cm. Dividi pelo verso a tira que vai ser o bolso em 5 partes de 24 cm - ou seja, cada bolso tem um volume prá fora da sapateira que é o dobro do lugar onde foi costurado. Alfineto risco com giz.

Reparem que antes eu preparei a tira que vai fazer os bolsos: fiz bainha na parte de baixo e apliquei viés florido na borda.

Costurei usando ponto zig zag apertadinho, bem reforçado. Maior vexame seria se com o tira e põe de sapatos os bolsos se desfizessem...

Então, costuradas as laterais dos bolsos, eu fiz as pregas. É mais fácil do que parece: não precisa medida, só precisa acomodar cada bolso de 24 cm de largura no seu espaço de 12 cm.

Veja só como vai ficar. Se a prega de um lado ficar um pouco maior que a do outro, não esquenta: não dá prá ver e o volume continua o mesmo.

Assim ficam os bolsos, enquanto no alfinete. Daí é só passar uma costura bem reforçada apenas na base, que isso já prende o formato dos bolsos.

Começa a fazer as fileiras de bolsos da parte de baixo e vai subindo, fazendo uma fileira por vez. Deixei 5 cm de espaço entre uma fileira e a outra. Quando isso tá pronto, é só passar viés em toda a volta, fazer uma barra larga em cima prá passar uma ripinha de madeira, que é o que vai dar a sustentação da sapateira.

Prá fazer com as calças jeans velhas do meu garoto eu usei, para a parte de trás da sapateira, partes das frentes de duas calças, sem chegar nos bolsos. Foi só emendar tudo, não tem segredo.

Cada tira prá fazer uma fileira de bolsos foi uma das partes de trás de uma das pernas. Fiz bainha embaixo, passei viés em cima. O tempo todo assessorada pela minha secretária deliciosa cor de chocolate com cheiro de pão de queijo - não me larga do pé, meu chulé.

Passei sianinha branca nas costuras das bases dos bolsos, pois achei que combinava com o viés xadrez - dava um arzinho "country"... Feita a bainha e as alças para pendurar a sapateira, já fui colocando a ripinha de madeira.

Os remendos foram estrategicamente costurados para esconder rasgos nas barras das calças - que, como falei, estavam velhinhas e curtas pro bambino, que tá alto igual um guarda-roupa... Esta sapateira vai ser pendurada na lateral de uma arara de roupas que vai ficar no MEU quarto rosa, na qual coloco as roupas para passar e depois de passadas, antes de lhes dar o devido destino. 

Agora a sapateira preta de brim. Coloquei nela cinco alças, pois a minha ideia era pregá-la no alto da porta desse mesmo quarto, bem na folha (que é arredondada em cima) - mas não deu certo. As taxinhas não penetram na folha, que é de madeira muito dura. Então vou ter que esperar o tempo do meu filhinho prá ele dar um jeito de pendurá-la atrás da porta e não nela...

Ai, ansiedade, ansiedade...

Por que as pessoas não realizam todos os meus desejos na hora em que eu os tenho - isso é um dos mistérios do Universo. Minha vida seria tão mais fácil...


Assim ficou a sapateira - nela cabem 25 pares de sapatos diversos, de chinelos até tênis (já experimentei). Colocarei as solas uma de encontro à outra - não apenas para maximizar espaço, mas também prá manter a sapateira mais limpa.

Espiem os espaços por dentro dos bolsos...

Na sapateira jeans cabem 24 pares de sapatos - mas como cada bolso mede 10 por 20 cm (enquanto que os bolsos da sapateira preta mediam 12 por 24...) nela colocarei rasteirinhas, sapatilhas, coisinhas mais estreitas e leves.

Remendinhos fofos...

Espaço interno razoável...

Aproveitamento excelente de calças jeans a quem ninguém daria valor. Falando a verdade: doo muita roupa na porta, mas vez por outra fico decepcionada: tem gente que anda 4 metros da minha porta, seleciona o que quer e larga no chão, em plena rua, aquilo que não lhe interessa. Daí meus olhos se enchem de água quando eu vejo uma roupinha de um dos meus amores rolando ladeira abaixo - podiam pelo menos jogar fora longe dos meus olhos... Assim sendo, prefiro ajudar só quem eu conheço e sei que vai usar mesmo - o resto eu reciclo se puder.

Minha mãe fez dois edredons maravilhosos usando calças jeans velhas dos meus irmãos - cortou tudo em quadrados e alternou jeans preto com azul - se ela ainda enxergasse teria bordado cada quadrado, que eu conheço minha velha...

Então, IDEIAS!!!

*Faça um troço desses com bolsos mais baixinhos e acondicione neles os seus sutiãs meia-taça - assim eles não ficam rolando nas gavetas. Pendure ganchos auto-adesivos por dentro da porta do guarda-roupa para pendurar sua "sutiãnzeira" e vai ficar tudo organizadinho, sem ocupar espaço...

*Vale fazer um desses prás gravatas do seu marido - que tal agora, pro Dia dos Pais, hein?

*Já pensou fazer um mini, prá guardar sapatinhos de bebê? Pode fazer de patchwork, todo quiltado, cheio de desenhos de bichinhos, uma fileira de bolsos de uma estampa, outra fileira de outra...

*Fazer um de cor única, costurar janelinhas de tecido em todos eles e fingir que é um "apartamento" prás bonecas da tua filha, com telhadinho vermelho em cima e tudo. Garanto que qualquer menininha iria adorar ter um prédio de apartamentos prás suas bonequinhas ao invés de só uma casinha - tão moderno...

*Ah, você pode fazer bolsos mais altos e largos, prá guardar tuas botas...

*Fazer um desses prá guardar tesouras, linhas, elásticos, apetrechos de costura...

*E mais uma ideia pro dia dos pais: que tal fazer uma dessas prá pendurar na garagem, pro seu marido acondicionar as ferramentas? Num espaço chaves de fenda, noutro martelo... Numa garrafinha pet de água vazia você enche de pregos, em outra você põe porcas e parafusos, buchas... Organiza a bagunça dele de presente!

É de pobre? Pode ser... Mas - de verdade - não precisa ser rico prá ser feliz, eu sei bem disso. E, se você quiser, pode fantasiar que só vai ter uma sapateira dessas até ganhar na loteria - daí você compra uma mansão onde vai ter um closet enooooorme, com vitrines prá mil pares de sapatos chiques (sonhar não paga nada...).

E - enquanto isso - dá até prá ganhar um dinheirinho abençoado por Deus fazendo sapateiras como essas prá vender, não dá?

Bom, me perdoem, mas vou sumir mais uma vez. Dia 23 agora é aniversário da minha mãe e ela me pediu muitas meias e muitas toucas, que ela sente frio no corpinho velho - e com tudo o que tenho prá fazer, tenho que me desdobrar prá fazer o presente dela.

Até mais.

sábado, 21 de maio de 2016

Como fazer um maiô



"Tá louca, Dona Rosa? Nesse frio?!!!"


É. Neste frio. 

É que eu comecei a fazer hidroginástica e como vou fazer todo santo dia preciso de mais maiôs - só tenho 2 - e eles custam muito caro prá sair comprando a torto e a direito...

Por sorte tem molde grátis na Marlele Mukai - é só imprimir do teu tamanho, pegar um pedação de papel de embrulho, um lápis e uma régua e fazer o teu, no teu tamanho...

E olha que incrível: pode fazer forrado - que esses tecidos de maiô são muito fininhos, fica indecente usar sem forro (eu acho...).


O molde vem assim lá no site:

Eu fiz o meu molde, mas esqueci de fotografar (e nele eu fiz uma mudancinha, que eu acho que é prá fazer mesmo, mas não tá especificado no molde - já explico...) e ele (como tudo o que a Marlene faz...) é bem simples. 

Minha mudança é a seguinte: eu dividi a parte da frente em dois, na parte do busto, da seguinte forma:



Assim eu posso franzir sem medo de deformar no peito e posso fazer a barriga em peça única (muito mais fácil). 

Cortei uma vez o maiô no tecido de bolinhas e uma vez na helanca do forro e ficou assim:


Alinhavei à mão cada parte do maiô juntando tecido de fora e forro (fica mais fácil costurar depois na máquina).


Reparem que quando a gente alinhava (depois de dar umas alfinetadas na peça sobre uma mesa plana...) acabam aparecendo umas sobrinhas de tecido, ou no de bolinhas ou do outro... Malha é assim mesmo e não tem problema...

é só depois cortar as diferenças...

Costurei primeiro os ombros, depois o meio do bumbum...

Passei elástico em todo o decote, começando de um lado do busto e indo até o outro, passando pelas costas. Preguei o elástico com ponto zig zag dando uma leve esticada.

Daí virei prá dentro e fiz uma segunda costura, prá esconder o elástico no lado do avesso.

Então franzi os dois lados do busto até que ambos coubesse  na parte da frente que cobre a barriga - alinhavei e costurei.

Por fim costurei as laterais do maiô e preguei o elástico da mesma maneira nas aberturas dos braços.


Não fiz a faixa (embora ela ensine a fazer no molde...) - mas a touca combinando - cujo molde está aí embaixo:

Achei num site americano e traduzi.

Uma pena: ninguém quis tirar foto usando o maiô (nenhuma das minhas ingratas filhas...) e eu é que não ia tirar, toda mocoronga, prá depois alguém usar minhas fotos prá fazer meme de velha... 

Mas acreditem quando digo: ficou muito bom, coube direitinho em mim - com uma ressalva: achei decotado demais. O início do decote fica bem prá baixo, mostrando inclusive a cicatriz da minha cirurgia de vesícula. Mas nem é por isso que eu reclamo: não gosto de decote profundo mesmo. Se eu fosse jovem ficaria perfeito, mas depois de dobrar o Cabo das Tormentas, com todos os estragos feitos pelo tempo, pelo abuso de comidas tranqueiras (malditas lasanhas e empadinhas de palmito deliciosas!!!) e face a todas as pragas que me rogaram e pegaram é melhor um decote mais prá cima, escondendo as torres gêmeas completamente. Mas vocês que ainda estão competindo no concurso de Miss Brasil podem fazer sem medo que fica ótimo.

No meu eu vou colocar um pedaço do tecido de bolinhas por dentro do busto, fechando o decote, criando um detalhe...


Bom, também fiz uma roupa prá minha cachorra Bulma (toda usando retalhos...), que mora fora de casa - a única cachorra falante do mundo (ela fala mesmo, não late. Até arrepia a gente...). 

Sabe o que ela deu prá fazer agora? A gente enche o prato dela de ração, ela empurra o prato com o focinho até derrubar tudinho no chão. Você vai lá, cata tudo e põe de volta no prato: ela olha prá tua cara, empurra o prato com o focinho até virar tudo de novo. Ela bem diz que odeia ração, que quer comida de panela agora no frio - a gente finge que não entende, ela toma medidas drásticas. Tá certa ela, eu mesma não ia gostar de comer aqueles trocinhos ressecados dia após dia...

Lixei e pintei por fora as janelas que eu já tinha consertado e pintado por dentro:



E lixei um banco e uma cadeira velhinhos, que uso prá fazer tricô na máquina:


Pretendo pintar de branco e desenhar florzinhas de giz de cera igual na cesta de piquenique da postagem passada. 

Só que minhas mãos andam doendo muito e eu caí na besteira de me queixar de dor na frente do meu filho: ele disse que se eu tornar a mexer nas cadeiras ele vai colocar elas na rua pro lixeiro levar...

Então, como não consigo ficar parada (velhas hiperativas sabem do que eu tô falando...) consertei um chaveiro da Nana, no qual ela põe a chave do carro - um coelhinho de madeira comprado numa feirinha da Liberdade, que caiu uma das orelhas:


Usei um pedacinho de plástico, papel higiênico e cola branca - não ficou ótimo? Já pintei e ficou igualzinho, mas não sei onde coloquei o fio prá passar a foto pro computador (ainda bem que as outras fotos eu já tinha passado...).

Voltando a falar da hidroginástica: fui fazer aula teste em duas academias. Uma mais perto de casa (cuja professora é excelente, mas os horários são horríveis, a piscina está em péssimo estado de conservação, só pode usar maiô preto e é bem mais cara...) e a outra que é super chique, tem uma piscina maravilhosa, é mais barata e pode usar qualquer maiô. Só que nessa a professora deixa muito a desejar, deixa o bando de velhas fazendo exercícios meia-boca e o tempo todo olha prá gente com cara de desprezo...

Gostei mais desta última por um motivo: as velhinhas. Todas umas lindezas, me receberam com carinho, ficaram me rodeando prá eu não cair dentro da água, preocupadas comigo... Amei. Essa academia é justamente uma que eu disse (antes de visitar...) que não queria frequentar, pois nas fotos no site tinha festa junina dentro da piscina com todos os idosos e idosas - eu disse que não queria fazer parte dessa besteira... 

Vejam como é a vida: não dá mesmo prá gente dizer "dessa água não beberei", não é mesmo? Adorei as velhinhas...

Minha Lola me comprou mochilinha, o patrão me comprou um robe (prá eu não tomar friagem quando sair da piscina...) e eu vou fazer a minha parte: tentar melhorar da saúde, prá não ter dor e viver mais.

No dia anterior da primeira aula eu falei prá Naninha, quando ela chegou:

-"Mãe, amanhã é minha primeira aula, tô com medo. E se as outras crianças não gostarem de mim?"

Faço sempre isso com meus filhos: dou a eles a chance de imaginarem como vai ser cuidar de mim no futuro, quando eu ficar velhinha e esclerosada e voltar a ser criança...

A Naninha me abraçou e disse:

-"Todo mundo vai te adorar, meu amor. E se não adorarem eu vou lá e parto a cara deles..."

Bom, né? Ter quem ama a gente...

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Era uma vez um balde...

Desses plásticos, bem vagabundinhos, que a gente compra por trocados nessas lojas de 1,99. O meu era vermelhinho e paguei 4 reais.


Sabe o que ele virou? Uma bolsa prá Naninha carregar marmita, suco, docinhos, carregador de celular, tablet - uarévis!


 E eu fiz assim:


Recortei a parte de cima, que se sobressaía demais e ia atrapalhar a costura. Esqueci de fotografar mas tirei o molde assim: Envolvi o baldinho por fora com jornal, copiando a forma e desenhei a base e o topo de formato redondo simplesmente copiando com o lápis. Se for fazer tenha sempre em mente que vai ter que ficar maior, pois vai levar manta acrílica, então o molde é só uma base mesmo.


Eu tinha essa bolsa que o meu filho ganhou no treinamento quando passou no concurso - tava parada, sem uso: resolvi aproveitar o zíper, que era bom demais e também os passantes das alças (que você pode comprar até pela internet, em lojas de armarinhos virtuais...)


Prá forro eu usei uma calça jeans preta velha, que estava muito curta nas meninas. Comprei tecidos de tom roxo e lilás prá forrar a bolsa e matelassei tudo - como disse, uns 2 cm maior que o molde pro lado de fora.
Fui fazendo tudo no tapa mesmo, praticamente encapando o balde. Primeiro fiz a parte de fora, com bolso, fiz a parte de dentro com sobra e entre as duas eu preguei o zíper. Como a parte de dentro eu não fechei ficou fácil desvirar tudo depois de colocado o zíper.

Vê como sobrou pano dentro? Não tem problema, porque a gente esconde - é melhor que sobre mesmo...


Ah, antes de pregar o zíper eu fiz quatro alcinhas: duas mais ou menos grandes, prá ficarem em lados opostos e servirem prá minha filha carregar a bolsa na mão, igual sacola. Usei por fora o tecido lilás de algodão e recheando cada alça coloquei aqueles cordões largos, feitos de cadarço. Fiz também duas alcinhas pequenas dobradas ao meio e as posicionei bem no meio das alças de mão, prá colocar as argolas da alça maior de usar no ombro, dá prá ver?


Agora: depois de por o zíper (destacável - super importante essa dica) sobrou o enigma de fechar a tampa da bolsa...


Como o zíper não ia no topo todo - deixava uns 10 cm em aberto - eu fiz um pedaço de tecido prá fechar e esconder o começo e o fim do zíper. Preguei à mão mesmo, pois não dava prá fazer na máquina...


O fundo eu fiz encapando uma rodela de plástico com o jeans da calça velha. A rodela de plástico eu tirei do fundo de uma embalagem de 5 litros de produto de limpeza -eu até quis fazer a mesma coisa prá tampa da bolsa (sempre tenho embalagens dessas guardadas, são muito úteis...), mas como o baldinho era menor embaixo e maior em cima eu não achei plástico que desse o tamanho - então a tampa ficou só no tecido e na manta acrílica, mas tá bom demais..


Colei o fundo com fita crepe antes de costurar à mão o fundinho redondo.


E a bolsa ficou assim, muito prática.


Os dois bolsos da frente, nos quais ela deixa trocados, documentos, cartão de ônibus.


Aí estã a alça grande, na qual eu usei os metais daquela outra bolsa.


As alcinhas laterais, muito úteis...


E assim ficou a bolsa por dentro...


Do lado de dentro da tampa eu bordei o nome da minha filha (mas rabisquei em cima, porque ela quer manter o anonimato...).


Aquele pedacinho de tecido que emendou a tampa na parte de baixo da bolsa...


E ela pronta prá uso.

E eu ainda fiz uma blusinha, de um paninho bem leve e fininho estampado de flores que ganhei de aniversário há uns 4 anos atrás, da minha mãe - mas resolvi fazer uma regata prá Naninha, pois tá um calor tão insuportável e ela aprecia. Não faz mal que era tecido prá mim, mãe tem dessas coisas mesmo, acaba sempre dando prioridade pros filhinhos, não é mesmo? Aposto que vocês também são assim...




 Não ficou linda? Usei uma palinha que comprei pela internet, no Armarinhos 25, na qual não paguei nem 2 reais...

Ainda lhe fiz dois jalecos novos, um deles mais comum e outro usando retalhos de laise bordada prá enfeitas, olha só:






E prá não pensarem que só faço prá Naninha, cá está minha deusa Lola, esbanjando gostosura, com uma camiseta vermelha que eu fiz: 





Com malha de viscose que eu havia comprado prá mim, mas novamente achei que o melhor uso era fazer prá ela... Fala a verdade: não seria um desperdício fazer uma blusa vermelha prá uma velha acabadinha que tá só o pó, que quase não sai de casa? Já a Lola, assim tão linda - nada é desperdício nela... 

Preguei spikes que eu tinha na frente e nos ombros - ficou uma belezura.

E prá fechar a postagem com chave de ouro, olhem que lindeza - flor de carambola:



Eu nem sabia que dava flor... É lá do sítio, primeira vez que deu flor e fruta - não são lindas?


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