Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ponto lindo!



Que eu fui meio que inventando enquanto fazia, fotografando tiquinho por tiquinho - prá não esquecer o que havia feito... - e assim já tenho as costas de uma blusa. 

Mas como ela vai demorar um pouquinho prá ficar pronta e como eu tava louca de vontade de postar algo novo e lindo, aqui vai o pap do ponto:

Eu o chamei de Losangos e Ilhas.

Os losangos são os rendados, os que tem furinhos. Começa com 15 agulhas em trabalho e duas fora do trabalho - repete na extensão total da blusa. Como não dá prá centralizar os 15, centralizei as duas agulhas que não trabalham  no número "0" (esses espaços formam os desfiados entre os losangos e as ilhas). 

Usei linha Anne Brilho branco/prata na regulagem 10 na minha máquina (Elgin 840).

Eis os losangos:


E as ilhas:


Agora espia como é que faz:

Centralizando no "0" tire duas agulhas fora da posição de trabalho. Deixe 15 agulhas em trabalho de cada lado, mais duas fora e assim por diante. As duas agulhas fora do trabalho serão os desfiados e cada grupo de 15 vai formar um losango.

Lace essas agulhas fazendo um "e" com a linha em volta de cada uma delas, começando da esquerda prá direita. Enfie a linha no carro da máquina e teça duas carreiras. Repare que onde as agulhas estão fora do trabalho o fio não foi tecido, ficou reto. Isso vai formar o desfiado.

Comece a fazer o rendado, transportando os pontos conforme indicado nas flechas amarelinhas. As agulhas de onde você tirou os pontos sempre continuam em trabalho quando você quer fazer o rendado, assim quando passar o carro elas vão tecer - e como estavam vazias fica um buraquinho que forma esse rendado.

Veja como ficou: as agulhas que estavam vazias e em posição de trabalho voltaram a ficar cheias, mas logo abaixo delas ficaram os buraquinhos. Faz isso de novo, igualzinho antes.

Continua tudo igual: 15 agulhas em trabalho em cada losango, duas agulhas fora da posição formando desfiado e algumas agulhas vazias prá fazer o rendado. Teça mais duas carreiras.

Agora vamos começar a formar o losango, afunilando ele. Passe o ponto de cada extremidade do losango prá agulha mais próxima do lado de dentro, como indicam as flechas amarelas.

Ao mesmo tempo que afunilou o losango, faça o rendado que fica na beirada dele: passe o ponto mais próximo da beirada também para ela - ficam 3 pontos em cada agulha da ponta do losango. Ao mesmo tempo, agora, cada desfiado é composto por 4 agulhas fora do trabalho...

Mais uma vez: os pontos da beirada vão prá dentro, estreitando o losango. Temos agora 6 agulhas vazias no desfiado.

E não esqueça de fazer o rendadinho da beirada - cada agulha externa do losango fica com 3 pontos.

Só que, antes de tecer, vamos começar a fazer a "ilha". No meio daquelas 6 agulhas fora do trabalho puxe as duas centrais bem prá frente, como mostra a foto.

Passe o carro da máquina da direita prá esquerda e veja o que acontece: aquelas duas agulhas solitárias querem voltar a tecer por causa da posição em que você colocou elas - só que, como elas estavam vazias, o fio apenas ficou sobre elas, não teceu coisa alguma...

Prá tecer mesmo você tem que envolver cada agulha com o fio, dando uma torcida nele. 

Faz um "e" com o transportador de 1 ponto e coloca esse "e" na agulha. 

Olha só como fica...

Empurra essas agulhas que tem os "e"s prá frente, senão o carro não tece elas...

Depois que teceu olha como a ilha começa a se formar - parece bigodinho de gato... Continua afunilando o losango do começo, mudando os pontos da beirada prá dentro, criando o furinho (sempre deixando as agulhas da extremidade com 3 pontos...) e tirando uma agulha fora do trabalho de cada lado. AO MESMO TEMPO faça crescer a ilha, puxando de volta prá posição de trabalho mais duas agulhas, uma de cada lado..

Novamente ficam agulhas onde o fio somente se deitou sobre elas e não teceu...

Faça os "e"s com o transportador...

Empurre essas agulhas prá frente...

e teça.

E esse trabalho continua: afunila o losango, continua fazendo os furinhos rendados, continua aumentando 1 ponto de cada lado da ilha.

Enrolando o fio nas agulhas...

E tecendo - moleza, né?

Diminui uma coisa, aumenta outra, põe agulha prá frente.

Duas coisas que acho lindas demais nesse ponto: repararam que os desfiados não ficam retos quando a gente tá aumentando  pontos? É por causa dos "e"s, dos fios torcidos nas agulhas. Fica meio uns vértices, acho muito lindo. Também adoro esse vão enorme que fica embaixo da ilha...

Tá quase acabando o losango: só falta um furinho do rendado, uma diminuição de cada lado - ele termina quando tiver apenas 3 pontos, 3 agulhas em posição de trabalho.

Faça o furinho central do losango, aumente mais dois pontos - um de cada lado de cada ilha.

Teça duas carreiras - agora o losango inicial, que tinha 15 pontos, ficou só com 3. A ilha, que antes não existia e que começou com 2 pontos puxados prá frente, agora tem 10 pontos.

Teça mais quatro carreiras sem mexer em nada - sem aumentar nem diminuir. Isso prá prá dar um pouco mais de "terra" à nossa ilha recém surgida do oceano de desfiados...

Agora é fazer o caminho inverso: afunilar a ilha e fazer ressurgir o losango. Diminua um ponto de cada lado da ilha, passando ele prá dentro e tirando as agulhas prá fora da posição de trabalho e traga prá frente um ponto de cada lado dos 3 do losango. 

Losango = 5 pontos, Ilha = 8 pontos.

Continue aumentando, diminuindo, fazendo "e"s...


Losango =  7, Ilha = 6

Losango =  9, Ilha =  4.

Nesse tempo todo repare que as canaletas permaneceram sendo feitas com apenas 2 agulhas fora da posição de trabalho  EXCETO naquela hora em que a gente tava diminuindo o losango no início, prá formar a ilha. Nessa hora o desfiado passa de 2 para 4 e depois para 6...

Losango = 11, Ilha = 2. Tá quase na hora de afundar essa ilha...

Não tá ficando lindo? Olha que desfiados mais zig-zag... Tece 4 carreiras, prá fazer o losango que tá na metade ficar mais compridinho.

Nessa hora o desfiado vai dar uma momentânea diminuída: aumenta mais um ponto em cada extremidade do losango, sem mexer ainda na ilha. Losango = 13, Ilha = 2, Desfiado = 1. Tece duas carreiras.

Agora afunda de vez a ilha: passa os dois últimos pontos dela, um prá cada losango do lado, deixando duas agulhas vazias e fora da posição de trabalho entre esses losangos.

Tece duas carreiras - agora cada losango voltou à formação original de 15 agulhas em trabalho com espaço de duas vazias nos meios.

Agora é só voltar lá pro começo e fazer tudo de novo - os dois buraquinhos de cada lado do losango (duas vezes, que assim ficam quatro buraquinhos de cada lado...), depois vai afunilando os losangos, então faz surgirem as ilhas...
Parece complicado, mas não é. Só precisa de duas coisas: paciência e atenção. Não é o tipo de trabalho que sai num instantinho da máquina, como aqueles feitos com cartelas - aliás eu nem sei se em máquina doméstica dá prá fazer isso com cartela (acho que não, por causa dos pontos que a gente tem que criar a partir das agulhas que não estavam trabalhando...). Mas é um trabalho que fica lindo, delicado, uma renda mesmo. Um ponto maravilhoso prá se esbanjar numa blusa, numa saída de praia esvoaçante - até num xale...

Vai lá: pega um tantinho de fio, imprime o pap e mãos à obra! Vai fazer renda!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Carnaval


Assim vai ser o meu - no meio do mato, comendo o que eu mesma vou preparar (Infelizmente... Melhor coisa do mundo, na minha opinião, é espatifar o traseiro no restaurante, comer sem ter que preparar nada e sair sem lavar a louça...).

Mas vocês, que são milionárias, passeiem e se divirtam bastante por mim que eu vou levar mordidas de carrapatos por todas vocês - levo na mala anti-alérgico prá me ajudar a sobreviver...

Semana que vem tô de volta, se Deus quiser...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Como se define...


Eu já contei prá vocês que eu trabalhei durante muitos anos na Previdência Social, como agente administrativo. É tipo uma auxiliar de escritório...

Eu trabalhava junto das Assistentes Sociais e, nessa função, eu lidava com segurados de todo tipo, requerendo os mais diversos benefícios. Uma grande maioria deles faziam parte de projetos, nos quais as Assistentes Sociais os auxiliavam - na condição de trabalhadores portadores de determinadas doenças mais comuns - a não abandonarem o tratamento e a se reintegrarem no mercado de trabalho. 

Doentes de hipertensão arterial, de artrose, tuberculose, de alguns problemas psiquiátricos, de HIV... Trabalhando com eles, muitas vezes, eu tinha que levar laudos para os médicos peritos, ir tirar dúvidas junto a eles prá melhor orientar os segurados.

Naquele tempo havia um médico - não me lembro se o nome dele era Saulo ou Paulo (afinal os dois nomes são quase a mesma coisa, pois Paulo de Tarso nasceu com um desses nomes e optou por ter outro...) - com o qual eu fazia o possível e o impossível prá não conviver: um homem sem educação, gordo, careca, suarento, grosseiro, agressivo... Tudo nele era desagradável, até o tom de sua voz. Os pelos grisalhos que saltavam prá fora da abertura da camisa - brrr, davam nojo. 

Na vida, muito da beleza e da feiúra não são resultado só da aparência da pessoa: como ela é por dentro tem muita influência. Eita homem feio. F-E-I-O.

Tratava mal a gente, tratava mal os segurados...

"- Moça, o médico da sala 11 tem algum problema? Eu vim acompanhar minha mãe numa perícia, ele tratou ela igual lixo!"

E eu pensava com os meus botões por que será que uma pessoa que odeia tanto a raça humana resolveu ser médico...

Até que um dia - eu estava grávida do meu moleque - o tal doutor tratou mal a pessoa errada. 

O segurado tava fazendo tratamento psiquiátrico, não gostou de algo que o doutor disse, sacou uma faca e furou ele de tudo quanto foi jeito - e olha que ele tinha superfície de sobra prá ser furado. Rosto, peito, braço, costas...

Mediante os gritos do coitado entrou na sala o segurança - um rapaz muito bom e simples, chamado Vanderley - que acabou levando uma facada no olho. Não morreu por milagre, mas ficou cego...

Foi uma gritaria medonha, polícia, ambulância... Tudo que é funcionário foi ver, as Assistentes Sociais foram, só eu fiquei no meu canto - imagina se eu ia dar pro meu bebê essa sensação do mal, ele todo quietinho na minha barriga...

Passados uns meses, antes de eu tirar minha licença maternidade, eis que volta o médico prá requerer benefício por incapacidade - pois além de ser funcionário público ele também trabalhava em hospital particular, então tinha que requerer o auxílio-doença igual a qualquer segurado.

Estava paraplégico - pois tinha levado uma facada na coluna - bem mais magro, olhar perdido... Um fio de saliva lhe escorria discretamente pelo canto da boca.

Empurrando a cadeira estava um outro médico, de aparência mais jovem - jovem, mas com os cabelos grisalhos, prateados e brilhantes, uma cabeleira de fazer inveja de tão linda. O rosto extremamente bonito, com olhos verdes que pareciam feitos de vidro. Dentes perfeitos. Mãos bem cuidadas, unhas esmaltadas com base. 

Me lembro bem que sua chegada causou um alvoroço na mulherada, tanto nas funcionárias quanto nas seguradas - o tipo de homem que, quando a gente olha, esquece até do que tá falando... Eu pensei que ele era a cara do ator francês Alain Delon, jovem mas de cabelos grisalhos - alguém que é da minha geração se lembra dele? Prá quem não sabe de quem eu tô falando, espia só a figura:




Pois é... às vezes a natureza repete a fórmula... 

Esse homem absurdamente bonito com delicadeza pegou um lenço no bolso e, com todo carinho, enxugou a baba escorrendo da boca do outro...

As assistentes Sociais quase saíram no tapa pelo privilégio de atendê-lo - e soubemos então que eles eram um casal, já há mais de quinze anos. Esse médico de aparência agradável, de fala educada e mansa, lindo que só a preula, era quem cuidava com desvelo daquele que nós considerávamos um monstro: dava-lhe banho, trocava suas fraldas, o alimentava... Estava de licença prêmio (pois também era servidor público...)  e pretendia estendê-la o quanto desse, a fim de cuidar do homem que era o amor da sua vida!

Coisa estranha este mundo...

Como é que uma pessoa tão desagradável conseguia ser o objeto de tanto amor e dedicação? 

Algum tempo antes disso acontecer, quando eu ainda trabalhava de voluntária dando banho em senhoras acamadas no Abrigo Bezerra de Menezes, conheci uma mulher chamada Maria José, de apenas 45 anos, ali abandonada pelo marido e pelos três filhos (incluindo duas moças) porque teve um derrame e estava com metade do corpo paralisado. Saibam que ela ainda conseguia andar - mesmo arrastando a perna esquerda - era capaz de usar o banheiro sozinha, se alimentar (eu só a ajudava no banho porque ela tinha medo de escorregar no banheiro...), mas - mesmo assim - eles a abandonaram ali... 

Ela sempre dizia: "Logo que eu estiver melhor, eles me deixam voltar prá casa...". Pobrezinha...

Quantas de nós, ao irmos envelhecendo, engordando, perdendo o frescor da juventude, somos trocadas por um "modelo novo" - e ali estava aquele homem grotesco sendo alvo de tanto amor...

Se ser homossexual fosse pura sem-vergonhice (como alegam algumas pessoas...) o médico bonito podia muito bem ser sem vergonha com um homem mais novo, mais bonito, em pleno vigor e saúde... 

E não era por interesse financeiro: o médico bonito era podre de rico...

É...

Só cabe a Deus entender o que acontece neste mundo...

Nosso papel é amar a Ele acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos...

Se - por acaso... - algum tipo de amor for errado mesmo, for realmente pecado, no final das contas, se for amor mesmo... Paulo de Tarso não disse que "O amor apaga uma multidão de pecados"? Então... 

Julgar só Deus pode - e uma coisa é certa: estamos apenas começando a soletrar essa palavra linda - amor... 

Não podemos, do fundo do coração e com toda convicção, pensar que sabemos tudo e, nas nossas pálidas certezas, sairmos atirando pedras...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Chegaram!!!



Quando Marco Polo voltou contando das coisas incríveis que tinha encontrado lá pelo Oriente, despertou a ambição dos mercadores da época - afinal, quem é que não gosta de um bom negócio (neste caso, um "Negócio da China")? 




Até eu, que não vou ficar nem nas entrelinhas da história, adoro descobrir coisas boas... 

Assim, diretamente da China prá minha humilde residência, chegaram cinco negocinhos que eu tava querendo doidamente e não via a hora de ter: ganchos prá pendurar os pesos na hora de tricotar à máquina.

Olha só: comprei 5.


(Furei os dedos na hora de desembalar os negócios - são assassinos, tem que arranjar uma caixa prá colocar eles, senão vai ter mais gente se furando...)


É bom demais, pois facilita na hora que a gente tá tricotando - é horrível o tricô ficar querendo subir enquanto a gente tece. Além do mais, com os pesos, a gente visualiza melhor o que tá fazendo, pois fica tudo esticadinho. 


Aqui no Brasil você consegue comprar - geralmente usado. Não fabrica mais, são dificílimos de achar e cada um sai por uns 25 reais - e espia como são:




Fala sério: qual você prefere ter? Esse daí (não vou dizer onde vende...) até cumpre o seu papel, mas com o preço dele você compra os mesmos cinco que eu comprei!!! E ainda tem buraquinho prá pendurar os pesos, tem mais dentinhos, são todos certinhos...

Os meus 5 custaram (todos juntos) 9 dólares neste site AQUI ...

O site é chinês e ultra confiável, pois você tem a opção de pagar com boleto, até mesmo na lotérica - nada de colocar o número do cartão na internet e correr o risco de um hacker te sacanear...

Outra coisa boa: 99% das coisas tem entrega grátis aqui no Brasil - bom, né? Geralmente as coisas que a gente compra por aqui sempre custam os olhos da cara, por causa da taxa de entrega... 


Tem ganchos menores, você pode comprar misturado grande e pequeno - bom demais!

A única parte chata é que demora prá caramba prá chegar na casa da gente - afinal, vem do outro lado do planeta... Comprei dia 20 de dezembro e as coisas começaram a chegar há duas semanas. 

Selecionei algumas coisas de tricô à máquina prá ajudar vocês - porque não é fácil achar elas sozinha, tem que pesquisar bem, às vezes em inglês (prá conseguir achar)... Continua lendo, que no final da postagem eu dou o link de cada coisa.

Agora olha só:


Primeiro chegou essa bolsa preta - na qual paguei também 9 dólares (em torno de 25 reais...). Feita de um tal de "couro PU", também conhecido como couro ecológico. Gostei do material, é forte e macio.

Comprei, há um tempo atrás, uma bolsa na Le Postiche e, no primeiro uso, descascou todinha na parte que roçava de encontro à minha roupa, um lixo. Fui lá devolver no dia seguinte... 

Esta que comprei na China não é "nenhuma Brastemp", mas deem um desconto: a foto foi mal tirada, deixei uma alça meio caída, parece que a bolsa é torta, mas não é. Vem com uma alça extra, mais longa, prá quem gosta. Eu achei super-bonitinha, tem lugar prá colocar tudo que eu carrego...

(Conteúdo ultra-secreto da minha bolsa...)



Já chegaram também um jogo de agulhas de crochê que comprei prá dar prá Nana:


Os cabos não são de silicone, então não são flexíveis. Mas são bem confortáveis de se usar, então foram 5 dólares bem gastos...

Ainda comprei outra bolsa - marrom, que logo chega,  mais outras burundangas que nem me lembro - presilhas de cabelo, brinco, enfim: tranqueiras.

Como cada item é de um vendedor, cada um chega ao seu tempo.

Adoro. Gasto pouco, fico muito feliz e, a cada entrega do Correio, parece Natal, parece presente chegando sem dia nem hora marcada. Sempre uma surpresa.

Um conselho: se você for comprar roupa, não vá com muita sede ao pote. Tem coisa boa e tem porcaria, não dá prá saber qual é qual pela tela. 

Principalmente: não se fie pelo manequim (S = small, que é pequeno; L = large, que é grande: os manequins da China em nada se assemelham aos nossos. O grande deles é aqui manequim 34, na maioria das vezes, porque as chinesas são pequenas e magrinhas. Role a página e veja as medidas em centímetros, é uma base melhor...).

Agora a parte das tricoteiras: vocês sabem como os apetrechos são difíceis de encontrar - e caros... Olha só o que vende lá:


Agulhas prá máquina tem AQUI.

Cartelas prá furar tem AQUI.

Enrolador de lã - infelizmente é de manivela, mas considere como ginástica pro braço... Tem AQUI.

Escovas pro carro da tua máquina, que às vezes ficam meio prejudicados, tem AQUI.

Perfurador de cartela tem AQUI.

Pesos tem AQUI.

Remalhadores tem AQUI.


Transportadores - prá você que adora fazer luvas e meias... Tem AQUI.

Vou repetir: dá prá pagar por boleto, demora prá chegar mas chega, a taxa de entrega é ZERO na maioria das coisas. O preço de uma coisa aqui no Brasil você compra várias - dá prá comprar junto com as amigas - bom, né?

E você que não tem máquina de tricô dá uma pesquisada, que lá vende - mas você vai ter que pagar imposto quando entra, pois é mais cara.

Comprar até 50 dólares não paga imposto, então compra de pouquinho, igual eu...


UFA!!! Cansei os dedos - cansaram os olhos?...


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