Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

E foi assim:






Eu chego no sítio, desempacoto um saco de linhas Fênix comprado pela internet nas Lãs Formosa -, cinza com prata metalizado. Lin-do.

O pacote veio fechado com durex pela própria loja e, dentro dele, 4 novelos - cada um deles em seu próprio saquinho plástico. Antes de começar o trabalho dou uma checada nas partidas de cada novelo, só prá ver se a loja não se enganou e mandou novelos diferentes e - meléca! - mandou sim: um dos novelos era de partida diferente!

Tarde demais prá devolver - nem tinha como, bem no meio do mato, onde Judas perdeu as botas! Resolvi apelar prá sorte e fazer assim: a blusa inteira fazer com os três novelos iguais e as mangas com o novelo diferente.

E assim fui indo, tricotando com agulha 6 - e a linha não deu nem prá uma regata...

Pedi prá Fernanda - melhor amiga da minha Lola - procurar na internet mais alguns novelos, comprar prá mim (eu não queria perder a linha, era tão linda!!!

Mas não tinha mais em lugar nenhum prá vender - então o jeito foi desmanchar tudo o que eu tinha feito e começar de novo, do zero, com agulha mais grossa (prá ver se rendia...). 

E deu super certo: fiz a barra na agulha 6, o corpo da blusa com a agulha 9, usei o ponto desta outra blusa AQUI (que é um ponto tijolinho diferente, que tem uns furinhos na última carreira) e ainda sobrou metade daquele novelo renegado.

Ah, mas a história não para por aí...

O final foi duplamente feliz: além de eu conseguir fazer uma blusa linda, ainda tive uma sorte danada: justamente esse novelo sem par veio com o interior do rótulo PREMIADO!!! Eu nunca olho dentro do novelo - já joguei tanto fora... - mas desta vez, por causa do desassossego de não saber o que fazer com a linha, fiquei rolando o novelo na mão, mexe prá cá, mexe prá lá e daí reparei que tinha coisa escrita por dentro do papel!!!

Ganhei um ferro a vapor (Britânia) da Purafibra, a ser resgatado no local em que comprei a linha.

No meio das férias tive que voltar prá São Paulo em caráter emergencial (em Itapetininga não tem médicos que atendem o meu convênio e adoeceu todo mundo, menos eu: pneumonia o patrão, bronco-pneumonia a Nana e o Ike e uma gripe virulenta na minha Lola... - neste ponto eu digo: aquela que ninguém deixa sair de casa sozinha, que ficam todos super-protegendo, é a mais forte e é a que cuida de todos...), daí aproveitei e fui na loja resgatar o prêmio (a Nana, mesmo doente, insistiu em ir junto e acabei comprando um montão de roupas lá, que tava de liquidação, coisas lindas super-baratinho...).

Fala a verdade: até quando tá ruim, tá bom demais...

E agora, sem mais blá,blá,blá taí a receitinha de mãe:



Se acharem essa linha no armarinho perto de casa, comprem que vale a pena: parece que pinica, mas não pinica. Fica linda, um luxo. O cinza com o fio prateado parece que você tá usando uma joia... 

Ah, sabe do que mais? Nem bem cheguei em São Paulo ainda achei um restinho dela na Novelândia e voltou a aparecer na Lãs Formosa, que (como por magia!) ainda tem um bocado no estoque: compra pela internet, paga o boleto na lotérica e (quem sabe...) você também não ganha um prêmio, hein?! Bege com ouro também é fantástica...

Fiz essa cinza, fiz uma preta e -  e ainda comprei prá fazer mais duas blusas. "Gostei" é assim: faço mais de uma, esgoto todas as possibilidades...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Falta de respeito!

Olha só isso:

Mais de perto:


São os óculos da minha Lola, que (apesar de linda e perfeita) tem miopia e astigmatismo, como a mãe  (diga-se de passagem...).

Essas bolhas que ficam na "ponte" dos óculos não são gotículas de água geladinhas, como as que a gente vê nas garrafas de cerveja dos comerciais: são bolhas de derretimento do material de que os mesmos foram feitos.

Não! - minha filha não colocou os óculos no microondas ou no forno do fogão. 

Também não ficou espatifada no sol com eles...

Necessitada de seu  uso constante - sem os quais não consegue ler, nem pegar ônibus ou mesmo transitar pela rua - só os tira de seu rostinho quando toma banho ou quando dorme. 

Óculos comprados ano passado e que, após apenas pouquíssimo tempo de uso, apresentaram essa deformidade.

Procuramos exaustivamente a nota fiscal da compra do produto - efetuada na Fotótica do Shopping Penha - mas ela se perdeu. Tivemos a casa assaltada, sabe-se lá onde essa nota foi parar...

Procuramos a Fotótica prá resolver o problema e o funcionário (vestindo a camisa do patrão, óbviamente...) nos disse que nada podia ser feito sem a nota fiscal.

Ora, se eu precisasse de uma segunda via da nota fiscal eles teriam que me fornecer - em caso de, por exemplo, eu precisar dela para obter ressarcimento de parte do gasto com os óculos junto ao convênio. 

Não está explícito na lei, mas faz parte dela devido à reiteradas decisões judiciais - e Jurisprudência é lei! Faltou nota fiscal: o consumo pode ser comprovado pela fatura do cartão de crédito ou até mesmo por testemunhas!!! 

Bom, um belo dia minha Lola - passeando em outro Shopping que não o Penha - foi se informar em outra unidade da Fotótica. Esse outro funcionário disse que a emissão de segunda via da Nota Fiscal poderia ser feita, era só buscar no sistema deles. 

Retornamos então onde os óculos foram comprados, onde o funcionário nos disse que tinha ordens da gerência dele para jamais fornecer segunda via nesses casos (de reclamação quanto à qualidade do produto), mas, mediante nossa insistência, procurou no tal "sistema" e nos informou que, infelizmente, já havia passado o tempo máximo da garantia

Beleza! Graças à enrolação deles esgotou o tempo!

Reclamei então no site da Fotótica e hoje (agora à pouco prá ser mais precisa), recebi a ligação de uma mocinha da Fotótica que perdeu meu tempo e o dela prá me dizer a mesmíssima coisa: a Fotótica não fornece segunda via de Nota fiscal e, mesmo que fornecesse, já passou do prazo.

Maravilhoso - é o que tenho a dizer quanto a isso. 

Posso comprar outro par de óculos prá minha Lola? 

Felizmente posso. 

Será na Fotótica? 

Jamais. Nunca nunquinha de forma alguma eu volto a comprar o que quer que seja nessa biboca empresa. E olha que são cinco pessoas na minha casa, todas usando óculos - só eu uso dois, um prá perto e outro prá longe.

Mas não apenas minha família não vai comprar mais nada lá: nenhum dos meus irmãos, irmãs, cunhados e cunhadas, sobrinhos e sobrinhas - nem mesmo minha mãe (e essa coisa de usar óculos é genética na minha família, raros são os que escapam...); nenhuma das minhas poucas amigas jamais vai comprar nada lá - isso eu garanto. 

Porque se eu tenho uma característica nessa vida é ser incansável na defesa daquilo que acredito - e eu acredito em ser bem tratada e ter meus direitos assegurados.

A Fotótica não merece mais constar na minha agenda - vende produto de qualidade inferior. 

A Fotótica não merece nem mesmo uma passada dos meus olhos em suas vitrines, prá eu não correr o risco de ouvir de um de seus atendentes a célebre frase: "Posso ajudar em alguma coisa?" pois eu sei que isso seria uma deslavada mentira: quando realmente podem ajudar, pulam fora.

Se eu fosse você, comprava óculos - até os de sol - em outro lugar. Desrespeito faz mal prá gente - fez subir minha pressão por diversas vezes, a cada ocasião em que esse assunto veio à tona na minha família, apesar de tomar meu anti-hipertensivo logo cedo.

Chega.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Parece que eu nunca fui...


Não são assim mesmo as férias? Logo na chegada a gente encara os dias que vem pela frente com a maior alegria, cheia de tempo pela frente... Acorda tarde (7 e meia...), dorme na rede, joga conversa fora...

Daí os dias vão passando e a contagem regressiva do retorno começa, dando aquele aperto no estômago - porque onde quer que estejamos, se estamos bem, queremos ficar... 

Então a gente volta - parecendo que nem foi -, se encaixa no mesmo lugar onde costuma se sentar no sofá, volta a dormir no mesmo colchão, escutar os mesmos barulhos rotineiros da vizinhança - o motor mal calibrado do carro do vizinho, os cachorros latindo pela noite afora, a molecada empinando pipa...

Mas a gente traz na mala a saudade do que viveu! Que pena que nossos olhos não tiram fotos pois, na grande maioria das coisas mágicas... - a gente esquece a câmera!

Só que - desta vez - graças a uma janela de banheiro, a magia da vida passou de raspão por mim (e eu fotografei!). 

Foi assim: no primeiro banho que tomei logo que cheguei, ao abrir a janela prá espantar o vapor, lá estava um casal de rolinhas - que voaram assustadas com o meu gesto brusco, fugindo do ninho trançado na primavera rosa que fica bem ali, do lado de fora...

Eu, então, fui espiar - só prá ver se tinha ovos no ninho...



Haviam três - pequeninos e delicados, pintadinhos, do tamanho das unhas do meu dedo indicador... 

A cada visita minha os pais fugiam, assustados - então eu só ia xeretar uma vez ao dia...

Haviam tantos ninhos de pássaros! Quem pensa que a vida somente se renova na primavera não se dá conta que vivemos no Brasil: aqui a vida tá sempre se renovando, tá sempre borbulhando em tudo que é canto!

Espia esse troço pendurado no limoeiro - mais parece um lixinho que foi parar ali com o vento, se enroscou nos espinhos e não quer sair mais:




É praticamente um apartamento, muito bem construído, tendo até um pequeno teto sobre a portinha prá proteger da chuva...

Na laranjeira (que nasceu de um caroço cuspido), bem na beira da casa, tinha mais este:


E este:


Cada pilar do telhado da varanda também tinha o seu:


Todos cheios - mas as fotos não saíam boas: nem todos os pássaros fugiam, alguns vinham prá cima de mim, tão corajosos!

Não me pergunte de que espécie de pássaros são: perguntei pros caseiros e eles não souberam me dizer. Não entendo a desatenção de certas pessoas com o que passa à sua volta! Nascidos e criados ali e não fazem a menor ideia da maioria das coisas, das plantas, dos bichos - parecem só entender daqueles que podem ser comidos...

Eu - se ali morasse... - conheceria cada bicho, cada flor, cada inseto pelo nome, conheceria seus hábitos... Parece que curiosidade também é um atributo que não é distribuído pela natureza de forma muito abundante, penso eu...

Bom, no dia em que vim embora fui lá fotografar o ninho de rolinhas e olha só:




Dois dos ovos haviam se partido e, de dentro, sem penas, de olhinhos fechados, frágeis e tremelentos, dois passarinhos pequenos como a almofada do meu dedo polegar!

Bendita seja a oportunidade de viver, não é mesmo? Logo estarão voando, comendo insetinhos, aproveitando o sol, fugindo da chuva e, em pouco tempo (pois suas vidas são breves...) todos eles (com sorte...) também farão seus ninhos, porão seus ovos, ajudando o Criador a povoar os céus!

Digo uma coisa: se todo ser humano vivesse consciente da vida à sua volta a julgaria mais preciosa. Infelizmente, como eu disse, mesmo entre os que vivem cercados  pela natureza poucos são os que prestam atenção verdadeiramente ao que acontece: a maioria de nós acorda, se move, trabalha, consome, suja, limpa e, no final do dia, vai dormir prá começar tudo de novo - mecanicamente, alheio aos pequenos e até mesmo aos grandes milagres da vida...

É uma pena.

Um terço da vida dormindo e a maioria do tempo acordado percebendo bem pouco do que acontece...

Que tal acordar, tomar uma gostosa xícara de café e partir prá luta diária, de olhos bem abertos - garanto que vai valer muito a pena!

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