Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Doce de Figo!!!

Não vá me dizer que você nunca comeu? Não, não tô falando de figo em calda, que vende em lata - nem se compara! Quando você faz é outra história...

Colhi dos pés:




Os bichinhos vem espiar a gente - curiosos!!! Aquele branco ali meu marido e meu filho salvaram a vida: quando a mãe foi parir, se embrenhou num pedaço de mata nativa que a gente tem no sítio, que é meio ladeira - daí, quando o bezerrinho saiu, rolou e ficou dentro de um barranco. A vaca mugia desesperada, o bezerro berrava e o caseiro não sabia o que fazer... O "Marildo" e o "Moleque" desceram no barranco e resgataram o pobrezinho - legal, né? Aventura e tanto prá relembrar aquelas férias...

Mas, voltando aos figos: quando corta eles do pé sai um leite que machuca as mãos - muito ácido. Corta a pontinha com a faca:

Pega com luva, lava bem e põe prá cozinhar (eu apóio um copo em cima, tentando deixar os figos bem mergulhados na água fervendo - dá prá ver que não adianta muita coisa, mas eu não desisto...).

Quando eles todos mudam de cor com a fervura, espero esfriar e congelo até virar pedra. 

Daí leva prá debaixo da torneira, abre a água e lava um a um, esfregando prá pele sair. Eles ficam pelados e sem "veneno". 

Vê como a pele larga fácil? Melhor que ficar raspando eles crus com faquinha, como muita gente faz. Olha o tanto de pele que soltou:

E olha como ficaram lindos, peladinhos...

Agora é só voltar pro fogo com açúcar e um pouco de água...


E tá feito o doce de figo:



De vez em quando tem desses figos verdes prá vender no mercado, mas você não encontrar, pode encomendar do feirante - quando ele vai no Mercado Central abastecer a banca, ele traz prá você.

Faz que é uma delícia - serve uns 3 deles no pratinho, com um tiquinho de calda e uma colher de requeijão - bom demais...

Palavras contadas

Assisti a um documentário muito interessante sobre diferenças entre o cérebro dos homens e das mulheres.

Vocês sabiam que as mulheres conseguem executar várias tarefas ao mesmo tempo? 

Lógico que sabiam, naturalmente vocês fazem isso, não é mesmo? 

Cuidam dos filhos enquanto estão preparando o almoço e dão uma checada na roupa que a máquina tá lavando, dão uma paradinha prá espirrar um desinfetante no banheiro e regam as plantinhas nos vasos... 

Os pesquisadores fizeram uma experiência mais ou menos assim: confinaram participantes - homens e mulheres, cada um por sua vez - em um ambiente fechado e controlado, simulando um pequeno apartamento, onde eles tinham que cuidar da comida no fogo, passar umas peças de roupa, atender ao telefone, colocar outras tantas peças de roupa na máquina de lavar... Os homens piravam, se atrapalhavam todos; as mulheres faziam tranquilamente - questão de administração do tempo e concentração. Parece que o cérebro dos homens se concentra em uma tarefa de cada vez, enquanto que o nosso se divide - ou se multiplica? - abarcando diversas situações ao mesmo tempo.

Já pararam prá pensar  nos primórdios da Humanidade? 

Os homens saíam prá caçar - e faziam isso muito bem.

As mulheres cuidavam dos filhos enquanto coletavam frutas; destrinchavam os animais trazidos pelos homens e faziam, com suas peles, roupas prá todo mundo. E os homens saíam prá caçar...

No documentário também dizia que os homens usam em torno de 2 mil palavras por dia prá se comunicar, enquanto as mulheres usam de 5 a 7 mil. Enorme diferença, não é mesmo?

Pensa bem: enquanto os homens saíam prá caçar - e tinham que ficar bem caladinhos, senão espantavam os bichos - as mulheres ficavam juntas, coletando frutos, olhando os filhinhos - conversando prá passar o tempo... Se bobear, fomos nós que inventamos as palavras! Uma mulher do lado da outra, cada uma costurando uma roupa grossa de pele, papeando prá distrair a cabeça, ralhando com as crianças... Passando adiante, através de conversas e e de contar histórias, tudo o que sabiam, tudo o que de importante seu grupo tinha vivenciado no dia, no passado... Viviam pouco - dizem que a média de vida era de 18 anos na Pré-História! - então tinham que falar logo, falar muito, prá manter viva a linguagem que estava se formando...

Assim vemos que mulheres sempre falaram mais que os homens - e assim que tinha que ser, pois senão a gente não tava aqui (eu digitando, vocês lendo...).

Mas - na verdade - o importante não é quantas palavras a gente fala, mas o que se diz usando elas.

Tem um filme do Eddie Murphy chamado "As Mil Palavras" (na sinopse diz que é uma comédia prá assistir em família, mas eu não assistiria com crianças pequenas...) sobre um trapaceiro que descobre que, a cada palavra que fala, uma folha cai da árvore do seu quintal (e tem mil na árvore) e que, quando todas caírem, ele vai morrer. Então ele se dá conta de que precisa economizar palavras, usar com sabedoria cada uma delas. 

Mil palavras? Muito pouco!!! Se um homem usa 2 mil, mil dá prá metade de um dia! Prá mim, então, ia durar umas 3 horas - com sorte!!!

Então a gente pára prá pensar: Nossa média de vida não é mais 18 anos (Graças a Deus!!!) há muito tempo - embora nós também tenhamos nossos dias todos contados aos olhos do Criador. Vivendo 18 ou 80 anos, ninguém em sã consciência quer desperdiçar um só precioso dia - mas acabamos fazendo isso, sem querer, por causa da noção de eternidade que nossa alma carrega embutida e que a gente inconscientemente atribui também à carne... 

Sem querer parecer apocalíptica  vou repetir: nossos dias estão todos contados, como os fios de nossos cabelos...

E as nossas palavras? Nossa linguagem, hoje, tem tantas delas que o peso de um dicionário Aurélio serviria prá fazer uns bons exercícios pros braços - ou prá machucar a coluna de quem o carregasse errado... Ah, é... Mas a gente não precisa mais de dicionários de papel, tá tudo no computador...

Gastando 2 mil, 5 ou 7 mil palavras - ou apenas as mil do filme - todas elas, de certa forma, estão também contadas. Não que a gente vá morrer ao final de pronunciá-las, mas elas podem significar o fim de muita coisa... Ou o princípio.

A gente pode falar muito e não dizer nada - e, às vezes, pode dizer uma única palavra e fazer toda a diferença - pro bem, ou pro mal... 

Palavras podem parecer apenas ar que sai de nossa boca, com som, mas o ar afeta tanto nossa vida, não é? Sufocamos sem ele. Ele pode mover um moinho, prá fazer a farinha que vai virar pão, pode empurrar uma embarcação pro seu destino... O ar pode virar magicamente vento graças a diferenças de temperatura e pressão, refrescando nosso dia ou se tornar um tufão e destelhar casas, destruir uma cidade inteira... 

A importância desse "ar", dessas palavras que pronunciamos, nos vem sendo ensinada desde que o mundo é mundo, quando Deus o criou através do Verbo e também quando Jesus nos disse que o mal era o que saía da boca do homem - as mentiras, as traições...

Assim, acredito eu, não importa se a gente é homem ou mulher, se a gente consegue fazer uma porção de coisas ou se a gente tem que focar a mente numa delas por vez: é a atitude que importa, é a palavra que pesa...

Estou apaixonada por um seriado de televisão, "Touch", com o ator Kiefer Sutherland - o mesmo de "24 horas". Ele é sobre um menino autista, cuja mãe faleceu quando ele era um bebê na tragédia de 11 de setembro e cujo pai, de repórter bem pago e famoso de um grande jornal passa a trabalhar no terminal de carga de um aeroporto, como mero despachante, prá ter mais tempo com o filho. O tempo todo ele tenta se comunicar com o filho - que jamais disse uma palavra - deseja abraçá-lo... O filho é extremamente inteligente e também tenta se comunicar - só que usando números, ao invés de palavras - e sua comunicação vai além do pai: ele tem uma noção de Bem Maior embutida em seu cérebro e, ao transmitir ao pai determinados números, o faz interagir com outras pessoas, alterando os destinos de várias delas, próximas ou do outro lado do planeta - sempre prá melhor. É lindo o primeiro episódio, a gente termina de assistir querendo mais, querendo acreditar que o Bem anda por aí, interligando destinos, consertando as coisas através de simples atos e palavras. Assistam se tiverem oportunidade - dá prá ver pelo computador.

Voltando à importância das palavras, digo de mim: que eu saiba usar as palavras sabiamente, nunca prá magoar, nunca prá ferir; que - ao criticar, quando necessário - eu seja construtiva e que eu possa, com elas, fazer a diferença prá melhor, onde quer que eu seja ouvida - ou lida...

Hoje é aniversário da minha Naninha - ela mesma escolheu o apelido "Nana"... 

Foi bem assim: eu cantava "Nana Nenê" prá ela e prá Lolinha dormirem e, quando eu tentava ensiná-la falar o próprio nome, ela teimava comigo e dizia "Nana". 

Acabou ficando... 

Acho que ela pensava que ela era a Nana da música... 

Nome lindo, apelido doce, de uma criatura que veio ao mundo na maior dor que eu já senti na vida - e que valeu demais a pena. Se eu tivesse que sofrer o dobro, o triplo, aceitava - respirava fundo e ia prá sala de parto, só prá escutar aquele choro se calar, nos braços da enfermeira, quando ouvia minha voz, chamando por ela. 

Te amo tanto, filha, que até dói... Esse amor, a maior parte do tempo, me deixa sem palavras, com o coração gritando infinitas delas dentro do meu peito...

Feliz aniversário, minha vida, meu orgulho, presente de Deus magnífico que eu luto por merecer a cada dia da minha vida.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Raridade



Pois é: acho que nenhuma de vocês vai poder fazer esta blusa - não fabrica mais a linha... 

Class da Aslan: algodão com viscose, linda demais. Vá entender: parar de fabricar uma lindeza dessas...

Mas, fica triste não: vai na loja, compra uma que você goste da cor, da textura, e manda brasa que o gráfico taí: usando agulha 3 foram 5 novelos (compre sempre mais - é melhor sobrar que faltar...):


Segue esta receitinha AQUI, mas com esse outro ponto.

Bons crochétis prá todas!!!


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Batata assada!!!

Faz que é bom demais - melhor que as de shopping!

A Naninha chegou da faculdade "aguada" prá comer batata assada - viu as amigas encomendarem, o delivery do shopping trouxe na hora do almoço e ela não acompanhou, porque não queria jogar fora a marmitinha da velha - lindeza da mamãe.

Aí ligou, no caminho, do trem (tadinha!) dizendo que tava com a maior vontade...

"Magina" se eu ia comprar - se posso fazer melhor... Quando eles eram pequenos eu fazia direto: todo fim de semana a gente saía prá dar uma passeada, levava um pote cheio delas assadas, passadas na manteiga e no sal e embrulhadas no alumínio, mais uma garrafa gigante de chá. Ficávamos o dia inteiro fora, curtindo a vida em família com pouco dinheiro no bolso - mas todo mundo adorava e era feliz...

Faz assim: escolhe e lava bem as batatas - elas tem que ter o tamanho aproximado umas das outras. Depois de lavadas e cortados eventuais pedacinhos feinhos - se tiverem - fura bem elas com o garfo. Embrulha em papel guardanapo, daí ensopa em água e ajeita num prato. Põe no microondas assim, na volta, NÃO NO CENTRO:

Eu fiz 6 batatas por vez - duas prá cada. Batatas que cabiam no centro da minha mão, quase do tamanho de maçãs gala. Programei o microondas prá 15 minutos, potência 60%. 

Quando terminou o tempo, virei as batatas de bruço (cuidado, que tá pelando de quente!). Mais 15 minutos, potência 60%. Espetei uma faca em cada uma - entrou como se fosse na manteiga - estão assadas e macias.

(AQUI UM REMENDO DE POSTAGEM: No total foi meia hora de forno de microondas prá 6 batatas, na potência 60%. Como foram 6 batatas, "novesfora" deu 5 minutinhos por batata - dividido esse tempo por 2 prá virar as belezocas,  não é? Mas, se a gente faz só uma, precisa de um pouco mais de tempo (uns 6, 7 minutos...) - acho que as batatas ajudam a assar umas às outras... Em todo caso, cada microondas tem uma potência - vá fazendo aos poucos e testando com a faca, até entrar como manteiga).

Tirei do microondas - o papel tava começando a queimar... - e embrulhei uma a uma em papel alumínio, prá continuarem quentinhas. Cortei fatias de mussarela, separei o requeijão e temperos - mais a manteiga e o sal.

Põe a batata no prato sem o alumínio. Com uma colher cava um buraco com cuidado no meio e põe uma colherinha de manteiga - derrete que é uma maravilha; salga (já dá prá comer assim, se quiser - tá deliciosa):

Põe a mussarela por cima, leva por 40 segundos no microondas prá derreter:

Põe uma colher de sopa de requeijão e os temperos e manda brasa!

A da Nana - tradicional, manteiga, mussarela, requeijão e um pouquinho de parmesão ralado - Huuuummmm!

Da Lola: tudo igual da Nana, mas com pimenta calabresa desidratada:

Do garoto: tudo igual às da Lola, mais alho frito e salsa fresca - Mata a véia!!!

Todo mundo feliz e satisfeito com a mãezinha... E as "lumbrigas" da Nana deixaram ela em paz...


quinta-feira, 25 de abril de 2013

De madrugada


Olha só a lua, quase beijando o asfalto na ladeira onde moro, cinco e meia da madrugada, quando saí prá levar minha filha até o metrô... A foto não fez jus a sua beleza - estava enorme, amarela, toda pintada de crateras... Uma lua de filme!!!

Me fez atrasar o dia da minha bambina dois minutinhos prá bater a foto - porque era tão linda!!!

Fiquei me perguntando por quê eu deixei escapar um espetáculo desses, deitada na cama, perdida em sonhos, quando devia ter me agasalhado bem, subido no telhado e espiado a lua caminhar assim, linda, pelo céu da noite, até chegar do outro lado...

E eu mesma respondo prá mim que era porque a companhia era agradável, a cama macia, o edredom fofo e aconchegante e a minha cabeça precisava mesmo se perder em sonhos - por mais malucos que eles sejam sempre...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Aproveitando tudo!

Tem que ter olhos prá ver: oportunidade, serventia, beleza

Acho que essa visão eu tenho: lembram quando eu fiz um cisne lindo, prá colocar pão na mesa, usando uma embalagem vazia de sabão e jornal, que parece porcelana? Não? Então olha AQUI.

E quando eu transformei lacre de lata de refrigerante em brinco? Também não? "Vixe"! Espia só AQUI.

Ah, se você xeretar o blog com tempo, vai achar um montão de coisas que eu faço, aproveitando o que está à mão...

Agora, olha só: Quando eu fiz esta camisa linda prá mim:

Na hora de cortar - espia a ourela:

Cortei, franzi:

E Tcharam!!! Com um botão de strass no meio foi se transformar num enfeite de cabelo ou num broche muito lindo:

E pensar que, nas mãos de quem não enxerga oportunidade, serventia e beleza, esse fiapinho de pano ia pro lixo...


segunda-feira, 22 de abril de 2013

E como rende!!!


Você compra malha na 25 de Março, por quilo, na Niazi Chohfi - um quilinho só de jérsey - e rende que não acaba mais!!!

Com esse um quilo, que paguei 11 reais (O QUÊ??? SÓ 11 MERRÉCAS?!!!) eu fiz este regatão vinho AQUI, mais este vestido AQUI e, com as sobras laterais do corte deste último, fiz mais estes dois...

Vá render assim na minha casa mesmo...

Moldes? Grátis: na postagem do regatão ensina a fazer um, e o vestido mil-e-uma-utilidades também tem explicação, mas os dois vestidos de hoje foram feitos baseados neste vestido AQUI.

(Ah, antes que alguém fale que minha costura tá meio "folenga", dançando no corpo: a "modêla" é minha Nana, mas os vestidos são meus - então fica folgadinho nela...)

Fica tranquila: se depender de mim, você só vai andar pelada se quiser, porque custa baratinho, fica lindo e é fácil de fazer, né?  

domingo, 21 de abril de 2013

Lição de vida


Deus não deixa nenhum canto sem sua luz, nenhuma religião ou ideologia sem grandes exemplos de vida e de amor ao próximo...

sábado, 20 de abril de 2013

Um grande homem

Uma mãe levou seu filho ao Mahatma Gandhi e implorou:

- "Por favor, Mahatma, peça ao meu filho para não comer muito açúcar, pois faz mal à saúde!"

Gandhi, depois de pensar por um momento, pediu à mãe que trouxesse novamente seu filho ali, daqui a duas semanas...

Transcorrido esse tempo, ela retornou com o filho.

Gandhi olhou bem profundamente nos olhos do garoto e então disse:

- "Não coma muito açúcar, pois faz mal à saúde." 

Agradecida - mas perplexa - a mulher perguntou a Gandhi:

- "Por que o senhor me pediu o prazo de duas semanas? Podia ter dito a mesma coisa antes..."

Ao que Gandhi respondeu:

- "Há duas semanas eu estava comendo açúcar. Não posso exigir dos outros aquilo que eu não faço."

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mussarelando!

Pois é: desde que eu comprei o sítio, lá pelos meados de "não me lembro", que eu aprendi a fazer queijo fresco - também chamado de queijo branco ou queijo minas. 

É moleza: 5 litros de leite fresco, aquece num panelão - sem deixar ferver - dissolve o coalho num pouco dágua (duas colheres de coalho, meio copo de água) - eu uso este coalho aqui:

Despeja no leite, mexe com uma colherona e deixa descansar. Fica parecendo gelatina de leite. Daí você pega uma faca grande e corta essa gelatina, fazendo um quadriculado (tipo: faz cortes com 2 cm de distância num sentido e de novo do outro, cruzando). É incrível: depois que corta, fica soltando água - o soro do leite, assim ó:

Sobram uns grumos molinhos, boiando na água, como uma sopa pedaçudinha. Pega a forma do queijo, que é um recipiente plástico cheio de furinhos embaixo, igual lavador de arroz, e vai despejando conchas desse caldo grumoso. O soro passa pelos buracos, o coalho (parte branca) fica. Vai largando água sem parar, até o coalho ir aglutinando e formando o queijo - lindo de se ver. Daí você pega um pouco de sal na mão, esfrega por cima do queijo, derruba com cuidado o queijo na mão, desvira ele na fôrma e salga do outro lado. Deixa apoiado num prato fundo que vai soltando mais soro. Pronto! Tem aí seu queijinho fresco:



Tem um blog muito bom (de onde eu tirei as imagens acima...) que ensina melhor como faz: Artemaniacriar. Passa lá!

Mas eu queria aprender a fazer outros tipos de queijo - e ninguém lá sabia, nem Dona Gessy, nem a Claudicéia... Me disseram que uma mulher, num outro sítio meio longe, sabia e fazia prá vender: fui lá pedir prá ela me ensinar. Nem me recebeu... Mandou o empregado dizer que não tava fazendo mais... Fiquei triste, mais por nem ter conhecido ela do que pelo queijo. 

Bom, o tempo passou (e como passou!) e uma semana atrás o "Marildo" tava mudando de canal e pegou um pedaço do programa "Kitchen Boss" no TLC e o homem tava ensinando fazer... mussarela! Pegamos só o finalzinho, mas eu vi no guia quando ia repetir, gravei e aprendi - demais, né? 

Agora, se eu não fosse TÃÃÃO do século passado, tinha pesquisado no Youtube e tinha aprendido antes (tapa na minha orelha...).

Bom, vê como eu fiz:

Queijo branco fresco. 

Corta em pedaços assim:

Põe prá ferver uma panela de água com sal:

Os objetos estranhos boiando na minha água são pedacinhos de alho - eu soco alho num pilão e misturo com o sal, fica bom demais...). Quando a água tá quase fervendo, joga na tigela onde está o queijo fresco cortado. Fica assim, ó:

Viram que a água vai ficando esbranquiçada? Por causa do sal na água e da osmose (lembra das aulas de ciência na escola? Se a água tá salgada, o queijo vai soltando a água dele prá equilibrar o sal dentro e fora do queijo - isso faz o queijo encolher, aglutinar mais...).Joga fora essa primeira água (que tá bem morninha, quase fria, pois o queijo tava na geladeira até uns minutinhos atrás, né?) e põe mais água quente salgada. O queijo começa a derreter...Joga fora a água de novo e, nessa altura do campeonato, o queijo já tá bem derretido - agora é hora de trabalhar ele. 

Você vai pegar uma colher de pau ou de metal grande e vai brincar de puxa-puxa com o queijo, puxando e levantando ele - cuidado prá não se queimar. Na última água eu levei a massa prá panela, com o fogo desligado: 

Puxa, levanta, dobra e trabalha o máximo que der o queijo. Daí ele vai esfriando e você modela: pode colocar ele numa travessa e deixar ele com a forma dela, ou puxa um fiozão grosso e faz trança de mussarela ou pega punhados do queijo, dobra com as mãos e passa ele pelo vão do polegar, deixando formar as bolas. Assim, ó:

Então, na mesma hora, joga essas bolas na água gelada:

Senão elas desmilinguem todas. Faz uma porção de bolas, deixa numa tigela (escorre da água gelada):

Pica cheiro verde, pimenta (sem semente):

Alho e cebola picados:

Junta azeite, vinagre, sal:

Põe as bolas de mussarela dentro e aprecia sua criação, sua obra de arte;

Aprecia mais de perto:

E mais:
Se você reparar de perto, tem camadas dentro da bolinha, igual cebola. É tããão macia, tão gostosa!!!!

Agora, tem um porém: se não for queijo fresco, feito por você ou por alguém que você conhece, se for queijo fresco de mercado, não dá certo. Tentei com duas marcas (depois que as bolas desapareceram misteriosamente da geladeira - e eu só tinha comido duas! Acho que estou com ratos em casa...) e foi um desastre!

O queijo não aglutina: fica essa coisa meio monstro, meio massaroca:

Acho que tem alguma química nesses queijos... E as bolinhas de queijo ficam assim, parecendo uns caroços:

Mas ficam gostosas também - diferentes, mas comestíveis. 
Estas eu temperei com o mesmo vinagrete das verdadeiras e maravilhosas:

E nestas coloquei vinagre balsâmico e um mix de pimenta do reino seca, preta, branca e vermelha. Estão sendo comidas aos poucos (acho que os ratos foram embora...).

Coloquei nos vidros:

Prá arrematar, separei um vídeo no qual um cozinheiro faz mussarela - assiste que é legal:

Agora, falar a verdade: não vejo a hora de ter um feriado prá ir pro sítio ensinar a mulherada - elas vão adorar... E vou trazer queijo fresco de dúzia, e encher a geladeira de vidros e mais vidros de bolinhas temperadas - meus "ratinhos" merecem...


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