Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Piadinha



Tirada do site 9gag.com

Vestido muito simples

Com o último pedaço do "retalho" de quase 8 metros - que eu comprei no Varejão Chaves a preço de banana - fiz este vestido prá minha mãezinha ficar em casa. 


Usei o mesmo molde do regatão (que eu mesma criei a partir de uma regata) e, ampliando esse molde, criei umas manguinhas japonesas e umas tirinhas prá acinturar. Minha mamãezinha só usa se tiver mangas. Sabe, reparei que existem dois tipos de velhinhas caseiras: as que estão sempre de regata, com as alcinhas do sutiã aparecendo (enroladinhas) nos ombros e as que não abrem mão de uma manguinha prá esconder os desmandos do tempo: minha velhinha é do segundo tipo. Acho que eu vou ser também...
Bom, faça o seu que é fácil demais e fica pronto num instantinho (se for de malha, então, é mais rápido ainda, pois de tecido plano tem que fazer zig, tem que arrematar o pescoço... Na malha, você só usa o ponto elástico prá tudo.). Tá com medo de errar? Que nada, não é nenhuma operação de cérebro, faz com um lençol velho prá treinar primeiro!
Boas costuras!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Resignação



“Deus dá, Deus tira. Bendito seja o Seu Santo Nome”...

Ao anoitecer de um sábado, um rabi, mestre de invejável cultura e admirável bondade, entretinha-se na escola pública ensinando a Santa Lei a seus discípulos, sem imaginar que em sua casa, a tristeza e o luto haviam se hospedado.

Dois de seus filhos haviam morrido enquanto trabalhavam, pastoreando ovelhas no alto de um monte e a mãe chorava inconsolável, aos pés dos dois cadáveres. Mesmo petrificada pela dor, vinha-lhe à mente o pobre e idoso marido, cuja saúde a preocupava tanto,  que logo iria defrontar o tremendo espetáculo. 

O respeito à vontade divina e a caridade de esposa deram-lhe, porém,  grande força de alma.

Cobriu com um lençol os filhos e, orando, pôs-se a esperar o marido.

À noite, mal entrou em casa, o marido indagou pelos filhos. A esposa, com o rosto lavado de lágrimas, desviou dele seus olhos e, com uma desculpa qualquer, serviu-lhe o vinho e o círio para a prece. O marido cumpriu o ato religioso e insistiu em saber dos filhos. Com mais uma desculpa, a mulher ofereceu ao marido, há muitas horas em jejum, umas fatias de pão. O marido provou um pedacinho e a questionou porque parecia tão triste.

Armando-se de coragem, com um respirar profundo a esposa disse:

- Eu, meu marido, preciso muito de um conselho teu. Já a algum tempo,  um nosso amigo me procurou e deixou sob minha guarda algumas joias, extremamente valiosas. Veio hoje reclamá-las. Ai de mim! Não contava que viesse tão cedo. Devo restituí-las?

- Ó minha esposa! Estou a desconhecer-te! Essa sua dúvida é pecaminosa!

- Mas já me afeiçoei  tanto a elas...

- Não te pertencem!

- Queria-lhes tanto bem... Talvez tu também...

- Ó mulher! - exclamou atônito o marido. Que dúvidas essas suas! Que pensamentos! Querer apropriar-te do que não te pertence, sonegar um depósito, coisa sagrada!

- É assim que pensas? balbuciou a esposa, chorosa.

Enxugando os olhos e novamente buscando forças em seu coração, disse a mulher:

- Muito preciso de teu auxílio para fazer esta dolorosa restituição. Vem ver as joias depositadas, que ambos fomos chamados a restituir.

Suas mãos geladas tomaram as mãos do marido e o levaram ao quarto onde os filhos se encontravam. Ergueu os lençóis e disse:

- Aqui estão as joias. Reclamou-as Deus!

Em sua mútua dor, um encontrou no outro o ombro para chorar e aceitar, com resignação, os insondáveis (mas sempre misericordiosos) desígnios de Deus.

(Malba Tahan...)


Gostou? então, se você está com um tempinho, checa o marcador "historinhas" aí do lado... Tem muita coisa linda.

Batinha de retalhos




Aháááá! 

Como prometido, aqui está o que eu fiz com a sobrinha da camisa da postagem passada, mais um outro retalho que combinava. Custo? R$0,00... O xadrez maior ainda tem história: era um vestido meu, superlindo mas que, chegada uma certa hora e uma certa altura da vida, não era mais a minha cara, que depois virou uma blusinha que também esgotou suas possibilidades e que foi desmanchada - pontinho por pontinho - prá ajudar a compor esta linda batinha. 

É isso: não se pode perder nada, como dizia minha sogra. 

Tem uns retalhinhos que combinem? Usa um deles no peito, outro nas mangas, um terceiro na parte de baixo da bata... Tem duas blusas meio cansadas, mas cuja estampa combinem? Recicla! Descostura com cuidado e faz algo novo, que ninguém tem igual no mundo! 

O molde (GRÁTIS!) da batinha você pega no site Cortando e Costurando (se não for do seu tamanho, manda um email prá dona e encomenda do tamanho que você quer, que custa super baratinho...).

Até mais e boas costuras! 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Botões diferentes



Mais uma camisa que eu fiz prás meninas nas férias de janeiro - xadrez também. Eu até podia ter colocado um barradinho de crochê, uma renda, mas o tom de xadrez não me inspirou a fazer nada com ela. Na verdade, não fui muito com a cara do tecido - parece ilusão de ótica, se você ficar olhando muito pro tecido dá uma tonteira. Ao mesmo tempo, se eu não fizesse nada ia parecer uma camisa masculina, sem graça toda vida. Minha idéia inicial era colocar botões nas cores do arco-íris (amarelo, verde, vermelho, azul, rosa, etc, etc.). No entanto, depois de contar prá Naninha o que eu ia fazer ela não aprovou, disse que ia ficar muito infantil. Então optei por ir no armarinho e pedi prá mocinha me mostrar botões de camisas - todos os que ela tinha, em todas as cores. Dei sorte de ter muitos roxos e lilazes e assim a blusa ficou desse jeito. Ainda acho que ficaria melhor com bolinhas de arco-íris, mas não sou eu que vou usar, então...

Mas, caso alguém não tenha medo de ser infantil, diferente, ousada, pode usar botõezinhos de frutinhas, florzinhas, joaninhas, bichinhos... Os botões são uma boa opção prá você dar um charme numa camisa sem graça, sair do comum, imprimir sua individualidade na roupa. Sabe aquela camisa que você comprou no shopping e já viu mais gente usando uma igual? Chora não, "muié", faz ela ficar com o seu jeitinho especial... 

Penso assim: moda é bom, mas a gente tem que manter o nosso centro, um uniforme (por mais bonito que seja) é uma coisa que a gente tem que usar por contingência do trabalho, não deve ser uma imposição da sociedade. 

Aliás, falando de moda, sabe Hugo Boss? Pois é, coisa chique, grife de quem tem muita verdinha na carteira... Mas fiquem sabendo que esse ícone da moda, cobiçado, adorado, foi o responsável pelos lindíssimos uniformes e sobretudos de Adolf Hitler e de sua cúpula. Hugo Boss trabalhava prá ele, era simpatizante declarado do nazismo... Prá mim é difícil separar as coisas: acho que, se você faz parte de uma ideologia que humilha, segrega, aterroriza e extermina (ou somente discrimina) quem não é igual à você, que Deus te abençoe, te ilumine, mas fica longe de mim, obrigada.  

Ai, falei demais - de novo... errr...

Bom final de semana e na segunda feira vou mostrar uma batinha linda, feita com o que sobrou do tecido desta camisa e mais um trapinho que eu achei que combinou - vejam se aparecem, viu?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Crochê no babadinho



Novamente é apenas uma camisa, básica, simples. O tecido se chama "Devorê", comprei no Varejão Chaves e paguei R$5,90 o metrinho que usei prá fazer ela. Na etiqueta da peça vinha escrito que era misto de algodão com poliéster. Já ao lado do Shopping Penha (meu adorado bairro da periferia de São Paulo, onde embelezo o ambiente residindo desde que nasci...), na loja ModaModa o mesmo tecido custa R$14,90 o metro (comprei 2 cortes de um metro cada em duas estampas de tirar o fôlego - logo vão sair coisas lindas dali...) e a funcionária me garantiu que é 100% algodão. 

Bom, informações desencontradas à parte, o que importa é que o floral é lindo, a textura é levinha e é muito fresquinha. Delicadinha como mulher gosta. 

Fiz dois babados de crochê, o ponto inventei de cabeça mesmo, e apliquei nas tiras das casas e do abotoamento; fiz mais dois pequenininhos prá aplicar nos bolsos. 
Apesar de ter feito os dois babados maiores com a mesma quantidade de pontos e de motivos, fiz um em um dia, outro no outro e por isso ficaram meio diferentes - dá prá ver que a blusa ficou meio defeituosa... Peninha, mas eu nunca disse que era perfeita. O certo seria eu desmanchar e ajeitar para que os motivos de ambos os lados coincidissem, mas tenho tantos projetos em andamento, tanto serviço de casa prá fazer e o tempo é curto - então vamos fingir que foi comprada pronta (pois coisas compradas prontas vem mesmo cheias de problemas...). Assim sendo, deixando o defeitinho de lado, tá linda e ponto.

Os botões? Liiiiiindos, de metal com uma imitação de cristal negro no centro, alimentando a perua enrustida que eu trago amarrada e amordaçada no meu porão - comprados na Maluly, na rua 25 de março, custaram 3 contos um saquinho com 10 deles (sábado, sem falta, vou voltar lá de manhãzinha prá comprar mais, porque adorei de paixão...). 

Então é isso: peguem o molde grátis até o 46 AQUI e mandem brasa no crochê. 

Só prá não dizer que não deixei alguns babadinhos de inspiração, olhem estes aqui:




Boas costurinhas!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Nada mais que uma correntinha de crochê



Quer coisinha mais simples? Você faz aquela camisa básica, sem nenhum atrativo especial (ou pega uma camisa sua que já existe, mas que você já não aguenta mais a cara dela...) e aplica apenas uma correntinha de crochê, em uma cor que combine ou que contraste. Para isso, teça uma correntinha bem apertadinha na linha escolhida, 1,5 m mais ou menos (dependendo das áreas onde você pretende aplicar). Depois é só costurar à mão, com linha da mesma cor e agulha fininha, tomando cuidado para não aparecer a costura (o que é relativamente fácil, pois dá prá esconder os pontinhos no meio daS correntinhaS. Vai cortando os pedaços da correntinha quando termina, daí é só puxar com cuidado o fio e salvar o resto dela - e continuar aplicando onde quiser.

Ficou simples, mas bonitinha. O custo da camisa foi R$4,90, um pedaço de tricoline de 1,00 m no Varejão Chaves.

Molde de camisa feminina até manequim 46 grátis: AQUI. 

Boas costuras prá vocês e bom Carnaval - aproveitem prá criar coisas lindas!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Crochê nos acabamentos



Olha só que graça essa batinha, feita com o molde grátis do site Cortando e Costurando (que você encontra se clicar AQUI). 

Modificações minhas: entre a bata e seus arremates (que ficam para o avesso) apliquei um "biquinho" de crochê (alinhavado antes, sempre na mesma distância da borda), feito com linha Esterlina vermelha bem fininha (prá combinar com a estampa de botões de rosa do tecido) e diminuí a manga, pois, no molde fornecido pelo site, a manga é bem fofa (eu fiz sequinha, como de camisa).  Fiz uma barra postiça para as mangas e para a bata em si, assim apliquei o mesmo "biquinho" em todas as bordas dela. Resultado: romantismo e delicadeza com apenas 1 metrinho de tecido (tricoline de algodão, R$8,90 o metro na Niazi Chohfi, na rua 25 de Março).

Se não tiver o molde no seu tamanho, é só mandar um email pro site que D. Lúcia, a dona, faz prá você no seu tamanho, cobrando bem baratinho (mais ou menos uns 5 contos...) e você recebe o molde no seu email. 

Melhor que isso só comer bem sem ter que preparar nem lavar a louça - durante um mês todinho... Ai, quem dera...

Boas costuras!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Olha o Regatão aí gente!






Quer coisa melhor que um vestido fácil de fazer, gostoso de usar, que gasta pouco tecido e custa pouco e - de quebra - um cinto coringa, que você pode usar com ele?

1,20 m de tecido e uma máquina de costura - é tudo o que você precisa. Mesmo se você nunca costurou na vida, se você souber por a máquina prá funcionar você faz esse regatão. Quando o "marildo" não está em casa você usa sem cinto mesmo - nada melhor que ficar levinha, folgadinha, livre e solta. 

Quando ele chega você põe o cintinho e sai prá dar uma voltinha com ele, vai às compras usando uma rasteirinha, vai pular seu carnaval (danada!). Usa o ponto elástico e faz de malha fria que derrete no corpo, uma delícia.

Os tecidos: algodão e viscose comprei no Varejão Chaves em Guarulhos; malha fria e jérsey comprei por quilo (você manda a vendedora medir a metragem que você quer, ela corta, pesa e você paga uma merréca - 5 metros do jérsey cor de vinho saiu por 11 reais e 1,20 m da malha fria florida saiu por 4,90. Barato, né? Foi na Niazi Chohfi, na rua 25 de março). Os endereços direitinho? Pesquisa no meu blog que eu já dei um montão de vezes.

O cinto: 2 argolas (dessas de cortina) de madeira, na cor imbuia, paguei 70 centavos cada perto da minha casa, no armarinho. Tinha mogno e marfim, tinha menores, tinha de metal. Usei linha Anne 500, 15 correntinhas, ponto baixo prá lá e prá cá até dar a volta na cintura mais 20 cm. costura as duas argolas juntas e pronto. Não precisa fivela, furinhos, nada disso. Dá prá lixar as argolas, pintar da cor que você quiser customizando, dá prá colar strass autoadesivo com o ferro quente (tanto nas argolas quanto no cinto). 

Você pode fazer cintos de várias cores, usar argolas mais finas e fazer cintos prá usar com jeans. Ai, dá prá pirar na batatinha inventando. Dá prá fazer o cinto em barra 1x1 na máquina de tricô (usando Anne, acho que regulagem 5 na máquina e na frontura fica bom e sai rapidinho...). Dá prá fazer na máquina de costura, usando um tecido encorpado. Depois, costura à mão as argolas. Na Aslan vende as argolas: bem AQUI.  O link é prás argolas do diâmetro que eu usei, mas tem menorzinhas, é só xeretar o site e comprar.

Faz um monte de vestidos, faz um cintinho e corre pros elogios, "muié"...

Bons trabalhos. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Máquina sem frontura vale a pena?

Essa é a pergunta do milhão: adianta comprar somente a máquina, sem a frontura? Seja por medo de investir nas duas (que, convenhamos, é um BELO gasto...)  ou pelo receio (bem normal...) de se a gente vai se adaptar ao uso, se vai gostar, se vai valer a pena - muita gente quer saber a resposta. Tem inclusive gente que tem máquina em casa, comprada a tempos, mas que desanimou do uso por pensar que ela só cumpre realmente seu papel se tiver uma frontura acompanhando. Bom, eu (sabiamente, aliás, como sempre, pois não tenho esse cerebrão à toa...) sei a resposta: vale sim, MUITO a pena. 

É só olhar as seguintes montagens: eis aqui algumas peças nas quais a frontura foi usada. Se vocês repararem, ela só foi utilizada nas barras - o restante do trabalho foi feito somente na máquina.

Agora vejam estas peças - todas elaboradas sem o uso da frontura - só a máquina, nua e crua:

Modéstia à parte, todas as peças são lindas. A frontura, como se vê, se prestou bem para fazer barras sanfonadas, o que confere elasticidade às peças, no quadril, nos punhos e no decote. Contudo, sem a frontura também se fazem barras, chamadas de BARRAS DOBLES, executadas retirando-se do trabalho algumas agulhas, formando canaletas no trabalho que atuam quase como os pontos executados pela frontura. Perde um pouco da elasticidade na hora de usar, pois, como o nome diz - DOBLE - ela é feita e depois dobrada sobre o trabalho, para então continuar o tricô - o que faz com que ela fique meio durinha. Isso pode ser facilmente remediado se, ao invés de dobrá-la, ela for feita (por exemplo, pretendendo-se fazer uma barra doble de 20 carreiras, executa-se 40 carreiras em uma regulagem menor, e, ao término, preenchem-se seus espaços vazios com o uso do transportador para dar sequência ao trabalho) e, quando a peça é retirada da máquina, dobra-se a barra ao meio e prende-se a primeira carreira na última à mão, com ponto de malha e agulha de tapeçaria. Assim fica elástica... Contudo, na maioria dos meus trabalhos, depois da peça feita, apelo pro acabamento de crochê (se for feminina) ou deixo sem acabamento nenhum, enroladinha mesmo, que fica lindo e original...Outro uso da frontura é na hora de fazer tranças ou cordas - a frontura faz a divisão entre uma corda e outra. Só que, sem a frontura, tendo somente a máquina, deixando 1 agulha fora do trabalho entre uma corda e outra o efeito é quase o mesmo.

Assim, colegas, depois de tanta verborragia, o resumo do filme é este: não pensa muito, não... Compra uma máquina de tricô sem frontura mesmo, que você vai fazer coisas lindas até cansar. Quando Sua Majestade comprou a minha, lá pelos idos de mil novecentos e tralalá, veio com tudo: frontura, trocador de cores, etc., e eu praticamente só uso a máquina. E tem mais: portabilidade. A máquina sozinha vem em uma maleta, você acomoda na mesa que quiser, leva prá onde for, etc, etc. Com frontura tem que comprar uma mesa própria, pois a mesma tem que ser aparafusada em um local definitivo. 

Complementando: todas as receitas das fotos (e muitas mais) você encontra aqui no blog, GRÁTIS! é só ter o trabalhinho de xeretar minha janela, que está sempre aberta...

Bons tricôs!   

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mais pipoquinha

 Com um top cor da pele ficaria melhor (é que a Naninha posou para todas as fotos do que eu fiz nas férias no mesmo dia e hora - preguicinha de se trocar depois da ginástica...).
 Detalhe do acabamento: 3 carreiras de ponto baixíssimo, uma carreira de: 3 correntinhas, 2 pontos altos no mesmo lugar de onde "brotaram" as 3 correntinhas, pula 2 pts. de base e prende com um pto baixíssimo.
 É esta a linha, mas não estou achando mais prá vender (peninha...)

Receitinha de mãe:
"Mas, Dona Rosa, Ponto Pipoca DE NOVO? A sra. não cansa?" Não, não canso... 

É assim: volta e meia eu dou minha passeadas na internet, xeretando o blog de todo mundo (é isso mesmo, eu sou uma xereta). Aí eu vejo coisas lindas (na verdade, lindíssimas) que artesãos e artesãs maravilhosos fazem, fico babando, sonho fazer - até perco o sono, na verdade. Daí, no dia seguinte, depois do meu golinho de café, caio na real e molho a pontinha dos pés na depressão: nunca vou conseguir fazer aquelas coisas lindas, aqueles xales, blusas de pontos trabalhados. "Magine" eu "dois tricôs, uma laçada, sete pontos de meia do avesso, uma volta na esquina num pé só assoviando e chupando cana"... Então, na carreira 2 muda tudo, complica mais ainda! Nem quando era nova eu tinha cabeça prá isso. Tem que ser simples, básico, repetitivo, prá eu poder conversar com a família enquanto tricoto, um olho no ponto e outro no meu desenho animado favorito... E o ponto pipoca, apesar da aparência de complicado, é super simples, é só pegar o jeito. 

É bem repetitivo: número de pontos tem que ser múltiplo de 3 mais 2 pontos para as beiradas (por ex., 12 + 2 = 14, 40 + 2 = 42, etc.); as carreiras do direito são SEMPRE  em ponto tricô; no avesso é que as pipocas são feitas - faz sempre um ponto de borda em tricô (prá ajudar na hora de costurar a blusa), daí faz 3 pontos em um só (faz um ponto meia, um tricô e outro meia no mesmo ponto, só derrubando ele depois que fez os 3 pontos) e, prá compensar, pega juntos os próximos 3 pontos e transforma eles em um. Faz isso a carreira toda (transforma um ponto em 3, transforma 3 pontos em um). Na próxima carreira, que é no direito do trabalho, faz em tricô. AGORA é que vão se formar as pipocas: você presta atenção na penúltima carreira (em que você "transformou" pontos). Aqueles 3 pontos que você fez, agora você transforma em um e, prá compensar (prá não ficarem faltando pontos), você pega aquele um ponto e faz virar 3 de novo. 

Pronto: é só isso. 

Pura matemática primária. Toda carreira tem que continuar com a mesma quantidade de pontos - só diminui quando você arremata nas cavas ou no decote. E, prá facilitar, quando arremata, faz isso a cada 4 carreiras, assim você "come" uma pipoca de cada vez e o arremate tem um bom caimento. Prá mim, é um coringa: fácil de fazer, todo mundo que vê pensa que eu sou uma tricoteira de primeira... Eu penso assim: a gente nunca vai conseguir ser excelente em tudo, sempre vai ter coisas nas quais a gente não se sai muito bem. Tricô irlandês não é prá mim (o máximo, faço umas cordas...) e rendas, só de crochê ou no tricô à máquina, onde o transportador é meu querido amiguinho... Fazer o quê... Nunca disse que era perfeita. 

Se você gostou do ponto e quer tentar, mas achou minha explicação difícil, assiste este vídeo aqui:


Esta foi aquela blusa que eu fiz nas férias, no intervalo de costurar camisas (então, nada mais justo que eu interrompa a caçada às camisas para apresentar esta beleza a vocês. Gostaram?).

Bons Tricôs! 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Musseline Xadrez - outra vez...


Rimou, mas foi sem querer.  É xadrez, mas é feminina, delicada e transparente. Prá usar com discernimento (arrasando com um top rendado por baixo, ou simplesmente uma regatinha básica... A Nana fotografou com o top de ginástica prá mim). 

Custo: R$3,00.

Molde até o 46: grátis AQUI.

Onde eu comprei a musseline a R$2,99 o metro?
  
Varejão Chaves:

Rua João Gonçalves, 115 - Centro, fone: 2409-0828 (mas tem Varejão Chaves em Osasco, São Vicente, Guarujá, Santo Amaro, Santo André e na Lapa).


Boas costuras!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Corte e Costura para iniciantes

Sabe, acho que é muito importante, na vida, a gente se arriscar. Não em tudo, não sempre, mas assumir riscos faz parte do crescimento. Até uma criança precisa dar uns passos sem o amparo dos pais prá poder aprender a andar. A mesma coisa vale em tudo na vida, especialmente (eu acho) em qualquer atividade manual. Se a gente não se arriscar, não "meter a mão na massa", nunca vai fazer um pão, costurar uma bainha, pintar uma florzinha em um pano de prato. 
Costurar é assim: no começo, dá medo. Usar a tesoura em um pedaço de tecido e estragar tudo. Costurar onde não devia. Quebrar a agulha no movimento da máquina. Ainda hoje, quando testo uma receita nova, vou com cuidado, pisando em ovos, seja um bolo, uma blusa, um ponto novo de crochê. Mas depois de uns minutos, ganho segurança e ZÁS! Lá vai a Rosinha véia de guerra fazer bonito (ou quebrar a cara, mas se recuperando que é uma beleza, corajosa eu...).

Mas, no meu caso, até não posso me queixar. Cresci embalada pelo som da máquina de costura da minha mãe, pedalada muitas vezes até as 3, 4 horas da madrugada... (Ai, se eu tivesse uma máquina do tempo, voltava atrás e prestava atenção, aprendia a costurar de verdade, tirar medidas, fazer moldes, criar modelos... Tinha a melhor professora do mundo bem ali - mas achava que tinha todo o tempo do mundo prá aprender... Perdia tempo com tanta bobagem que não me vale prá nada hoje... Hoje? Ah,  meu tempo é escasso,  e a saúde da professora já não permite estar do meu lado, me ensinando... Bom, mas não adianta nada ficar "chorando minhas pitangas", até que eu me viro bem (mas, às vezes, vejo um vestido lindo em um filme, uma blusa linda em alguém que encontro na rua e me entristeço por não ter a mínima ideia de como fazer... Ê, choradeira!).

Então, nessas horas, sacudo a poeira, me ocupo com algo em que sou boa (só prá alimentar o ego e me lembrar meu valor) e - porque não? - me inspiro nas outras almas criativas e batalhadoras que estão pelo mundo afora. Gente que se arrisca, inventa e me surpreende - como essa menina indiana dos vídeos abaixo. Coisas geniais, incrivelmente fáceis de fazer e com resultados de cair o queixo (especialmente prá costureiras iniciantes, mas que chacoalham também quem já deu a volta ao mundo tecendo moda - tenho certeza).

ATENÇÃO: AS IMAGENS A SEGUIR SÃO PASSÍVEIS DE CAUSAR SURPRESA E INSPIRAÇÃO EM GRAU MÁXIMO, APESAR DE SUA SIMPLICIDADE. ASSISTIR COM A MENTE AREJADA É FUNDAMENTAL. 

Neste vídeo a menina faz um colete (acho que é viscolycra, viscoelastano), que se pode usar de várias maneiras:


Aqui ela inventa uma saia preta, discreta e muito elegante (só não gostei do elástico da cintura...):


Veja que blusa incrível, cheia de babados no peito - e é facílima de fazer:


E aqui ela faz um vestido lindo:


Adorei tudo. Se fosse adolescente, com certeza iria fazer todos os modelos.

Se quiserem, chequem mais criações dessa garota AQUI - criativa e generosa, pois divide suas sabedorias com a gente... 

Boas inspirações!

Olha só, que fresquinha!!!


A Naninha usou essa daí na aula ontem, por cima de uma regatinha branca. Ficou leve, diáfana, uma fadinha pros olhos da mamãe (no dia da foto ela só topou tirar se não precisasse trocar o top de ginástica, então ficou do jeito que está)...  Também é de musseline, também custou só R$3,00 e também foi no Varejão Chaves que comprei o paninho. 

Que tal, valeu de inspiração, nesse verão escaldante que está fazendo? Já pensou usar com um top de renda branca por baixo, discreto, mas incrivelmente feminino?

Molde: AQUI

Boas costuras!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Regata Cléa 1000




"Extra! Extra! Interrompemos a caça as camisas para apresentar uma blusinha muito importante! Extra! Extra!"

Importante por vários motivos:

- Primeiro, foi feita para minha mamãezinha... Dei prá ela no Natal, esta blusa de crochê muito linda AQUI e ela, como uma senhora muito decente, queria algo para usar por baixo. Rapidinho, fiz prá ela, como boa filha que sou...

- Segundo: continuando minha cruzada solitária em prol das Tricoteiras Sem Fronturas, eis que apresento esta belezinha. Rápida de se fazer (pois o ponto é só meia de um lado, trico do outro...), de custo baixíssimo (pois leva somente um novelinho de linha Cléa 1000) e cujo acabamento necessita somente de conhecimentos básicos de crochê.

- Terceiro: Dá prá fazer de várias cores, dá prá variar o acabamento de crochê, dá prá usar, dá prá vender... Você que faz tricô a máquina prá vender pode terceirizar o acabamento de crochê: sabe aquela sua vizinha velhinha, com as mãozinhas enrugadinhas, que batalha prá comprar os remédios com a minguada aposentadoria? Aposto que mesmo com artrite, ela manda bem no crochê...

Não tem máquina? Faz uma prestação e compra uma que vale a pena (não precisa de frontura, já provei isso várias vezes...). Não tem como arcar com uma prestação agora? Vai atrás de alguém que faça somente as partes de tricot agora, daí você costura e faz o crochezinho...

No Bazar Horizonte você faz em 6 x sem juros a linha e custa R$7,90 cada novelinho... Dá prá encher o guarda roupa delas!

Minha mãezinha adorou; disse que, se tivesse manguinha, usava só ela porque é lindinha (ela não gosta de ficar com os braços de fora...). Antes que eu me esqueça: essa aí é manequim 44/46, tá?

Então: vai fazer a sua? 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O charme está nos botões



Um tecidinho simples e delicado, tão fininho que - se não fosse a estampa de flores - daria prá enxergar as suas "rendinhas"... Mas, por causa da estampa, pode usar sem medo, fresquinha, só de sutiã por baixo. Não é tricoline, mas é de algodão (não sei o nome do tecido...). Comprei 3 metrinhos - um de cada estampa floral diferente - e, nas férias, fiz 2 camisas (o metro que sobrou vou fazer algo diferente de camisa...). Esta é a primeira delas: foi a camisa que a Naninha usou hoje, em seu primeiro dia de aula na faculdade. Se você gostou e mora em São Paulo - Capital ou em Guarulhos ou proximidades, saiba que eu comprei no Varejão Chaves, (Rua João Gonçalves, 115 - Centro, fone: 2409-0828)  paguei R$5,90 o metro (rende uma camisa). Pega o molde básico de camisa AQUI

O charme do botão que eu falei? Bom, comprado na Maluly, na Rua 25 de março, 672 (25 botões iguais por 3,90 reais), tem uma tonalidade de ouro velho muito linda, com um strass grande no meio. Achei demais e quando estiver me sentindo bem vou voltar lá e comprar mais.

Bons trabalhos prá vocês...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma camisa por 2 reais?



Agora até eu custo a acreditar!!! Foi assim: numa das minhas passeadas pela 25 de Março, lá na Niazi encontrei um rolo de tecido preto fininho, transparente e listrado, que de cara me encantou. Quando me aproximei dele, com o preço de R$2,99 na etiqueta, examinando eu estava quando o vendedor "pulou" em cima de mim, como um gavião em cima da presa, oferecendo, com um sorriso colgate a peça toda prá mim a preço de banana no fim da feira... "Quando a esmola é muita, o santo desconfia", eu pensei, e perguntei qual era o problema do tecido para estar tão barato... "Desfia?" "Desbota?" "Encolhe?" "Que nada, é só porque é o último rolo que tá tão barato...". Mas eu percebi que não apenas desfiava como puxava fio, tal como as meias finas que a gente usa prá ficar com pernão de modelo. Aí, conversa vai, conversa vem, o moço acabou me vendendo um metrinho por 2 contos prá eu experimentar e voltar prá levar a peça toda. É lógico que não vou voltar, pois eu estava certa: puxa fio mesmo, tem que usar com o maior cuidado. Mas a minha Lolô usou no trabalho e na faculdade e no mesmo dia 8 pessoas ficaram atormentando ela prá saber onde comprou e, quando descobriam que foi a mamãe que fez, pediam encarecidamente prá eu fazer prá elas também. Ah, se eu não estivesse entregue à rapadura, dava prá ganhar uns bons tostõezinhos... É praticamente uma blusa descartável (porque até prestobarba a gente usa prá depilar as axilas mais de uma vez, né?), mas é bem lindinha, fala a verdade...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mais 3 reais = outra camisa




E muito lindinha, né? E não tô mentindo: foi isso mesmo que custou: 3 moedinhas de um real, OU o mesmo que um salgado e um copo de tubaína, menos que um pastel na feira de sábado perto da minha casa, sem direito a caldo de cana com abacaxi ("diliça", o meu pastel é de escarola com queijo, feito pela Maria, uma senhora japonesa com mãos mágicas no começo da rua Enéas de Barros, na minha amada Penha...). Dá prá acreditar? Mas é fácil de fazer (só precisa alinhavar bem antes e exercitar esta santa virtude - a paciência - porque a musseline é "escorreguenta", mas {novamente} não tem pences, bolsos, é moleza...). 

O tecido foi comprado no Varejão Chaves (se você leu a postagem passada, eu dei o endereço e o telefone e disse onde pegar o molde). 

Então taí, colegas, a suprema alegria de fazer coisas lindas gastando quase nada...

Ah, a flor? Se chama "malvarisco português", segundo minha mãe. Ela é linda, tem folhas bem verdes, com o formato das folhas das uvas, nascem flores grandes, que parecem uma espécie de rosa, mas grandes como hibiscos. Nascem brancas, com o passar do dia ficam salmão e vão escurecendo, ficam rosa forte e morrem bordô, quase cor de sangue. As pétalas secam e caem, fica no lugar uma bolota que, depois de uns dias, se abre e fogem sementes aéreas, e onde elas caírem nasce outro pé de malvarisco. Linda demais. Tenho incontáveis delas no sítio, todas advindas de uma única sementinha - que depois se espalhou...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...