Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eternamente linda...




É linda, não é? Mas eu falo prá ela: Lolô, até se eu embrulhasse você num pano de chão, você ainda era um presente lindo... Mesmo sem mostrar o rostinho, dá prá ver que o material é de primeira qualidade. Ah, tá falando da jaqueta? Também é linda - e dessa eu posso dar a receita...
Jaquetinha Xadrez da Lolô - Manequim 40/42
lã Cristal : cor preta e cinza claro
Observação: Tanto as costas como as duas frentes foram feitas de lateral a lateral e não de baixo para cima, como é usual. Entretanto, quem quiser pode fazer da forma normal que é mais fácil, mas como na época eu estava "Fazendo experiências científicas" com o tricô lateral, essa jaqueta foi feita assim: tanto as barras como os enfeites dos ombros são feitos à parte e pregados.
Costas: Na máquina, montar 160 pontos com a lã preta, regulagem 7 e tricotar em jacar usando a cartela por 154 carreiras. Tirar com fio de outra cor.
Frente direita: 160 pontos com o fio preto (80 - 80 na marcação da máquina), fazer o jacar na mesma regulagem até a carreita 68. Arrematar, para o decote, do lado direito, cada 2 carreiras, 1 ponto 8 vezes, então seguir reto até a carr. 100 e tirar com fio de outra cor (a marcação da máquina deverá estar em 80 - 65).
Frente esquerda: Começa colocando pontos na máquina com o fio preto da forma como parou na frente direita (ou seja, 80, 65 - para "casar"o xadrez), faz 14 carreiras, daí aumenta 1 ponto do lado direito cada 2 carreiras até alcançar a marcação 80 - 80 da máquina. Segue reto até a carreira 100 e tira com fio de outra cor.
Enfeite dos ombros: Usando a máquina e a frontura, no fio preto, tricotar 71 pontos, regulagem 4, barra 1 x 1 por 20 carreiras. Passar os pontos para a máquina com o transportador de 2 furos, colocar uma das frentes com o avesso virado para você na parte que foi feito o decote, passar uma vez a máquina na regulagem 10 com o fio preto e arrematar com "aquele ganchinho que eu esqueci o nome" ou usando o linker, costurando na máquina. Fazer outra igual e pregar no outro ombro. Para as costas, fazer uma barra de 179 pontos na máquina e frontura, 1 x 1 regulagem 4 e pregar da mesma forma.
Barras: Para cada uma das frentes fazer uma barra com o fio preto usando a máquina e a frontura, na regulagem 3, 84 pontos, 20 carreiras, fazer uma carreira na regulagem 8 e mais 20 carreiras na regulagem 3. Dobrar, colocando os pontos do começo sobre os pontos do fim, fazendo uma barra dupla, tirar com fio de outra dor e pregar com o fio preto em ponto de malha para não perder a elasticidade. Fazer uma para cada frente. Para as costas, 181 pontos, mesma coisa.
Mangas: fio preto, 71 pontos, regulagem 3, barra 1 x 1, 20 carreiras, 1 carreira na regulagem 8, mais 20 carreiras na regulagem 3, dobra e começa no jacar, com a regulagem 7, aumentando 1 ponto de cada lado de imediato e mais 1 de cada lado a cada 3 carreiras até a carreira 160. Tirar com fio de outra cor. Fazer outra igual.
Montagem: Costurar os ombros na máquina, pregar as mangas também na máquina. Fazer, usando a lã preta, uma barra 1 x 1 usando a máquina e a frontura com 123 pontos por 14 carreiras, na regulagem 3, passar uma vez a máquina na regulagem 8 e mais 14 carreiras na regulagem 3. Dobrar e tirar com fio de outra cor. Aplicar no decote com ponto de malha.
Costurar as laterais da blusa à mão, após arrematar e tirar o o fio de outra cor com agulha de crochê para ficar maleável.
Fazer dois "esconderijos para o zíper" da seguinte forma: na máquina, montar 166 pontos na lã preta, regulagem 7 por 6 carreiras, fazer uma carreira na regulagem 9 e mais 6 carreiras na regulagem 7. Dobrar e aplicar em uma das frentes, na metade da barra, no comprimento da frente e na metade do arremate do pescoço.Do outro lado fazer a mesma coisa. Aplicar o zíper debaixo desse arremate, pregado na blusa, pois o arremate irá cobrí-lo. Fim da novela.
Ah, mas se você não tem máquina, também dá prá fazer, é só seguir o gráfico e adequar a receita para a espessura da lã. Bons tricôs para todas...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Corações e mais corações...


Esta aqui eu fiz só prá não jogar fora uma camisetinha velha, que estava com um furinho na barriga. Eu tinha tinta de tingir roupa perdida na gaveta, uns brilhinhos que a gente cola com o ferro quente e pensei em fazer algo diferente.
Primeiro, peguei uma agulha de costurar bem fininha e enfiei nela linha de nylon, daquelas de fazer colarzinho de miçanga. Daí, com o lápis preto, desenhei um coração no centro da camiseta, e então pespontei todo o coração com a linha de nylon, franzindo bem e dando um nó bem apertado para não desmanchar.
Coloquei água para ferver na panela, dissolvi o pó de tinta na água e joguei a camiseta (seca mesmo), sem me importar se ficasse manchada - pois esse é o charme...
Depois de meia hora, mexendo de vez em quando para nada ficar fora da tinta, esperei esfriar, enxaguei e pus prá secar.
Então, costurei o furinho na barriga e com os strass auto adesivos, usando o próprio plástico colante no qual eles vem, fiz corações de vários tipos e fui aplicando com o ferro quente (primeiro cobrindo o furinho, depois por onde a inspiração mandava...)
É, eu sei, coisa de pobre... Mas, quer saber? Me deixa! Eu não gosto de jogar fora coisas que ainda podem ser usadas, acho pecado, desrespeito com a vida, que é tão dura! Agora, se minhas filhas não quiserem usar, posso doar para alguém sem me sentir mal por estar dando uma roupa imprestável...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Amor de mãe


Eu penso assim: nada melhor que amor de mãe, colinho, sopinha, chazinho... Filho é prá ser mimado, agasalhado, coberto de beijos, afinal, um dia eles batem as asas, vão seguir seu rumo e tudo que eles puderem ter de regalias ainda é pouco, pois o mundo aí fora não está de brincadeira... Ah, mas não pensem que eu sou uma moleirona, babona, que deixa a televisão e as professoras educarem aqueles que o Pai do Céu confiou aos meus cuidados: sempre soube dar bronca e beijo, tudo na sua hora. Quando eu digo que vou contar até 3, no 2 já está tudo certo... E para me fazer presente o tempo todo na vida deles, sempre teve o pão caseiro ou o bolo do lanchinho, a blusa, o cachecol, a trança do cabelo... Ajudá-los a estudar para as provas, a preparar algum trabalho... Até hoje - acredita! - de vez em quando um me liga e pede prá eu pesquisar algum assunto ou endereço na internet e mandar por email prá eles - porque, afinal de contas, prá que serve uma mãe se não é prá estar lá prá eles quando eles precisam?!!!
Bom, mais um conjuntinho de cachecol e chapéu côco (meu favorito, porque é só meia de um lado, tricô do outro), assim as princesas andam quentinhas e lindas e forçosamente tem que lembrar de mim o dia todo (porque ser uma chantagista emocional desavergonhada também faz parte de ser mãe...)
Conjunto de Chapéu e Cachecol
2 novelos de lã que se utilize com agulhas 4 a 5
1 par de agulhas de tricô 7
1 par de agulhas de tricô 8
agulha de tapeçaria
Cachecol: Nas agulhas 7, montar 25 pontos e tricotar em ponto segredo em tricô: 2 pontos juntos em tricô, laçada, repetir até o final, terminar com 1 tricô. Nas outras carreiras, seguir o mesmo ponto. Fazer até alcançar 1 metro e vinte centímetros. Arrematar folgado.
Chapéu côco: Com o mesmo fio usado duplo nas agulhas 8 montar 51 pontos e tricotar direito em meia, avesso em tricô.
Na carreira 30, tricotar junto cada 4º e 5º ponto, fazendo 10 diminuições.
Carr. 31 - meia
Carr. 32 - tricotar junto cada 3º e 4º ponto (10 diminuições).
Carr. 33 - meia
Carr. 34 - tricotar junto cada 2º e 3º ponto (10 diminuições)
Carr. 35 - meia
Carr. 36 - tricotar junto cada 1º e 2º ponto
Carr. 37 - Cortar o fio, enfiá-lo na agulha de tapeçaria e com ela pegar os 11 pontos restantes, prendendo-os bem. Costurar a lateral do chapéu. Deixar enrolar a beiradinha.

Observação: Não faço idéia que lã é essa, ou é da Cisne ou é da Círculo, comprei numa queima de estoque da Tricolândia, na Penha, e ficou rolando pela casa, enquanto a Nana decidia se fazia ou não fazia o cachecol no tear de pregos (que não acabava nunca, parecendo novela mexicana, até que eu tomei posse e fiz de tricô mesmo... O chapéu, usando a lã dupla, ficou bem encorpado e quentinho, uma delícia. O preço é vergonhoso: paguei 1,80 merrecas há pouco mais de 2 anos...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Blusa Creme e Azul Marinho com Estrelas






Esta aqui eu fiz também faz muito tempo, mas ainda está linda, não acham? A receita que eu fiz no paint é a receita da minha, mas, de quebra, escaneei da revista as receitas originais, que eu hospedei no megaupload bem aqui, onde você vai achar várias blusas e coletes feitas com a mesma cartela, prá se esbaldar! Espero que gostem.
Ah, já pensou que linda ficaria invertendo as cores: No lugar do cru, o azul marinho e vice versa...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Pastor Adormecido


Era uma vez um jovem pastor, muito pobre, que todas as manhãs saía para tomar conta das ovelhas tão logo o sol nascia, levando para comer apenas um pedaço de pão. Todo dia, quando não agüentava mais a fome, ordenhava uma ovelha para conseguir um pouco de leite, comia o pedaço de pão e se recostava, na sombra de uma árvore, sonhando com um futuro melhor - e acabava, invariavelmente, pegando no sono.

Um belo dia passou por ali uma carruagem carregando uma linda princesa, que vinha de muito longe - e ia prá mais longe ainda - e que, vendo o rapaz ali deitado, movida de curiosidade, mandou o cocheiro real parar. Chegando perto, disse:

- Mas que lindo rapaz, tão jovem e forte, dormindo tão sereno deitado, assim, na grama! Acho que nunca, em minha vida, vi alguém tão lindo! É com alguém assim que tenho sonhado por toda minha vida! Vou acordá-lo e tenho certeza que, ao me ver, também se apaixonará por mim, e então vamos nos casar e seremos felizes para sempre..
.
Mas, quando estava para acordá-lo, notou que o mesmo suspirava, com um sorriso nos lábios, e não teve coragem... Pensou que, talvez, nesse momento, ele estivesse a sonhar com ela e disse para si mesma:

- Mais tarde passarei por aqui...

Seguiu seu caminho e nunca mais voltou.

Passado um tempo, enquanto o pastor ainda dormia, eis que surge um criminoso, cruel e desalmado, perseguido em todas as localidades por diversos crimes e, deparando com o pastor a dormir assim, tão tranqüilo, disse:

- Desgraçado! Como se atreve a levar a vida assim, tão calmamente, enquanto eu, por quase nada, sou tão perseguido e injustiçado... Vou agora mesmo matá-lo!

Mas, vendo que o rapaz dormia a sono solto, com um sorriso nos lábios, pensou melhor e disse:

- Não! Enquanto dorme, não sofrerá os medos e as dores que quero afligir-lhe. Voltarei mais tarde, quando estiver desperto, e acabarei com a raça dele...

E o criminoso seguiu seu caminho e nunca mais passou por ali.

Ainda nessa mesma calma e sonolenta tarde, enquanto ainda dormia o pastor, passou por ali outra carruagem real e o Rei de um distante país, passando por ali de visita, parou para dar descanso aos cavalos e, vendo o pastor adormecido, aproximou-se dele.

- Mas que lindo e nobre rosto tem este rapaz... Vê-se logo que é esforçado, ainda tão jovem e cansado do trabalho, acabou pegando no sono... Ele seria o filho que a vida me negou, ainda mais agora que me vejo velho... Vou acordá-lo e dizer-lhe da minha intenção de torná-lo meu herdeiro!

Mas, quando ia fazer isso, o jovem pastor remexeu-se na relva, aconchegando-se em seus sonhos... O Rei, então, com pena, dispôs-se a voltar um outro dia, numa outra hora...

Foi-se o rei seguindo seu caminho, e nunca mais voltou.

Quantos de nós passam pela vida assim, dormindo, enquanto se aproximam de nós e vão-se embora o Amor, a Riqueza e a Morte...

(Malba Tahan - adaptação minha)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mas o quê que é isso? Um blusão bonito e quentinho por menos de 30 reais?













Então, tá: chegou mesmo o frio, o Dia dos Namorados também está próximo e você vai gastar seu suado dindinzinho dando prá ele um CD que no fim ele já comprou no camelô (que errado...) ou baixou e gravou no computador ou vai dar uma camiseta que vai ficar perdida na gaveta, como tantas outras...


Prá quê isso, essa falta de imaginação e boa vontade: mesmo sem saber costurar, você pode dar prá ele esse blusão de moletom, feito por você usando uma dessas blusinhas de moletom que a gente compra na Americanas, no Extra (qualquer loja de roupas tem)...


Você vai precisar de:


- uma blusa de moletom que sirva nele - sem estampa (a minha é branca),daquelas bem básicas. Comprei em janeiro no Sam's Club, de boa qualidade, por 9 contos (saldão, prá variar);


- retalhos de outras duas cores de moletom - usei azul escuro e cinza claro. Lojas de tecido às vezes vendem mais barato quando é retalho. Os meus são sobras de duas blusas que eu fiz pro meu garoto mas ainda não tive tempo de passar o molde para o computador, então ainda não postei a receita. Comprei numa loja chamada SANETEX, que fica na Rua Silva Pinto, 389, telefone (11) 3331-9466, no Bom Retiro, São Paulo e paguei 29 reais o quilo, o que rende pouco mais de 2 metros, bem grosso e flanelado;


- linhas de costurar nas cores que vai usar;


- etiqueta auto adesiva para enfeitar - também comprei no Bom Retiro, paguei 3 reais.


Obs.: se onde você mora não tem loja de tecidos prá comprar o moletom, mas tem os blusões a um precinho bom, que tal comprar 3 blusões prá transformar em um, hein?


Descosture o blusão com uma tesourinha, retirando aquela sanfona que fica na barra, nos punhos e no pescoço. Descosture também dos dois lados da barra e das axilas aos punhos até ficar com o blusão aberto. Corte reto na frente e atrás, 1 dedo abaixo das axilas e deixe apenas uns 15 cm das mangas, cortando-as também. Use os pedaços que você cortou como molde para cortar nos retalhos de moletom as partes que vão substituir as originais, lembrando que dessa vez não terá acabamento sanfonado, então faça mais comprido. Corte o capuz usando um que você tenha em casa como molde ou copie do meu esquema - que é meio grande mas é assim folgado que o meu garoto gosta. Alinhave tudo antes de costurar. Costure. Faça um zig. Faça uma costura rebatida por fora, na cor do tecido ou contrastando - aí é você quem manda.


Na frente do que eu fiz eu, ao invés de fazer reto, cortei um "bico" e essa parte da blusa eu alinhavei virando as beiradas prá dentro e costurei rebatido direto. Mesmo se não ficar muito certinho, é aí que entra a etiqueta autocolante: cobre qualquer irregularidade no centro. Antes de colocar a minha, recortei em moletom cinza, no mesmo formato da etiqueta só que 1 cm maior em volta e alinhavei tudo junto, sem arremate: fica com um ar descolado, meio desfiadinho, a garotada gosta.


Costure o capuz, faça a barra lateral e alinhave no pescoço. Costure, faça zig, alinhave assentadinha e faça uma costura rebatida.


Recorte as aberturas laterais dos bolsos, corte e costure os bolsos: os dois pedaços de bolso que também tem abertura você alinhava encaixando as fendas, direito com direito. Costura, faz piques nos cantos, vira, alinhava de novo, encaixa os pedaços dos bolsos que não tem fendas - direito com direito e costura. Pronto! Os bolsos estão feitos!


Faça um zig na barra e nos punhos e então faça as bainhas à mão - que fica mais bem feito...


Agora, apenas passe a ferro, embrulhe e dê de presente: pro namorado, pro "marildo", ou - como eu - pro filhão lindo e poderoso...


Uma blusa de moletom sem graça, baratinha, que só servida prá pijama, transformada num blusão que vale muitas vezes mais: garanto que, sabendo que você que fez, ele nunca vai esquecer no fundo da gaveta, largada de qualquer jeito... Ah, mas se ele esquecer, chuta a b*nd* dele, que tá merecendo!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Batatas e mais batatas




Hoje está um friozão danado, daqueles que é bom ficar em casa, agarradinho na família, comendo uma das maravilhas da natureza: batatas! São deliciosas fritas, cozidas, ensopadas, assadas e recheadas com catupiry, assadas na fogueira, com aquela casquinha preta... Sou uma batatólatra inveterada! Para esta noite fria fiz duas delícias: sanduíche de batata frita e sopa creme de batata com cubinhos de queijo. Engorda? Quem se importa! É boooom demais e não se come todo dia, prá não enjoar (se bem que eu não me importava de descobrir meu limite...)
Bom, prá quem também fica de olho comprido na batatinha dos outros quando vai ao Mc Donald mas ainda prefere aquela batata frita "molenguinha" que a gente faz em casa, aqui vão as duas receitas - afinal, é como eu sempre digo: "até Deus ama tanto as batatas que as guardou bem escondidinhas debaixo da terra..."

SANDUÍCHE DE BATATA FRITA (1 porção)

1 pão francês
3 ou quatro batatas (de médias prá GRAAANDES)
sal a gosto
óleo prá fritá-las
margarina para passar no pão

Descasque as batatas e corte-as em rodelas de 1/2 cm no sentido do comprimento. Frite-as em óleo bem quente até ficarem macias e salgue-as. Então, deite-as com amor e carinho dentro do pão cortado ao meio, previamente guarnecido de margarina (ou manteiga, se você não tem frescura). Faça muitas e muitas batatas, o recheio tem que ser generoso, tem que ficar bem grosso de batatas por dentro. Coma enquanto está quentinho e agradeça ao Papai do Céu por ter criado algo tãããão bom.

Sopa Creme de Batata com Cubinhos de Queijo (muitas porções - depende da fome...)

1 kg de batatas
duas colheres de sopa cheias de margarina
1 dente de alho
sal a gosto
pimenta (do reino ou calabreza) a gosto
água para cozinhar as batatas
Queijo (parmesão, provolone, gorgonzola - o que agrade o freguês) cortado em cubos = 1 xícara

Cozinhe as batatas com água suficiente para cobrí-las, na panela de pressão (porque assim vai mais rápido...). Bater as batatas no liquidificador com água fria, sal, e uma colher de margarina. Em uma panela, fritar o dente de alho picado bem miudinho na outra colher de margarina, juntar a batata liquefeita, temperar com a pimenta e levar para ferver. Distribuir o queijo em tigelas ou xícaras e jogar por cima a sopa bem quente, para amolecer o queijo. É só comer e dormir satisfeito, sonhando com anjos...

domingo, 15 de maio de 2011

O quê??? Uma linda blusa por menos de 5 reais!!!!



Essa é a que estava faltando, da promessa que eu me fiz de detonar essa linha danada. Até que essa segunda, agora que eu acostumei com o fio, nem deu tanto trabalho quanto a azul, ainda mais que eu fiz inteirinha com meia e tricô, sem nenhum fricote. Adorei depois de pronta...

Camiseta Bolero Branca - veste manequim 38 a 42

4 novelos da linha Bolero, da Aslan

1 par de agulhas de tricô nº 7

Modo de fazer:

Costas: 57 pontos, meia no direito, tricô no avesso. Após 62 carreiras, diminui, cada duas carreiras, para fazer a cava, 3, 1 e 1 ponto. Após o começo da cava, tricota por mais 37 carreiras e arremata.

Frente: 57 pontos, meia no direito, tricô no avesso, cava na mesma altura. Na carreira 24 após o início da cava, arrematar, no meio , 12 pontos e, dividindo o trabalho ao meio, arrematar cada duas carreiras, 3, 2, e de um em um ponto cada 2 carreiras até sobrarem 15 pontos para um ombro. Fazer o outro lado igual mas invertido.

Manga: Montar 35 pontos, aumentar 1 ponto de cada lado cada 1 carreira até dar 45 pontos. Após 12 carreiras do começo, diminuir de cada lado, cada 2 carreiras, 3, 2, e de um em um até restarem 25 pontos. Arremate. Faça outra igual.

Montagem: Costure a blusa com linha branca de costura e linha fina. Faça ao redor do decote uma carreira de ponto baixíssimo.

Obs.

1) Não precisa fazer barra, pois nessa linha o tricô não enrola;

2) É melindrosa para tricotar: tem muitos fios enroladinhos, que dão a impressão de "felpuda", por isso a agulha meio que engasga - mas é só ter coragem e enfrentar que vale a pena o esforço;

3) Tem que queimar a ponta do fio antes de começar e ao terminar cada peça do trabalho, pois o fio desmancha;

4) Puxa fio que é uma beleza: se você tem mãos como as minhas, de piloto de fogão e surfista de pia de cozinha sem luvas, se prepare para sentir os fiozinhos puxando. Dá uma lixada , passa um creminho e mãos à obra;

5) Quando for usar, não encoste em paredes ásperas, não use bolsas com fivelas, cuidados com colares e brincos.

Depois de tudo isso, vale a pena? Olha só:

- cada novelo sai R$1,04 no site da Aslan (corre, mulher, que ainda tem branco, preto, rosa e verde limão!!!), ou seja, uma blusa linda por R$4,16 (melhor que isso só de graça!), com uma maciez que - tenho certeza - você nunca sentiu numa linha (pena que parou de fabricar, mas é como eu falei, se você correr, no site da Aslan e em alguns armarinhos virtuais ainda tem...) e, à noite, tem um brilho fantástico. Tenta!!! Se você, no final não gostar, o prejuízo é pequenininho, né?!!

Reaparecida em combate


Não houve mortos nem feridos, ninguém foi feito prisioneiro de guerra. Pois é, a Revolta as Tricoteiras não passou de um chilique... Na verdade, não havia hacker coisa nenhuma, que eles não se importam com tricoteiras: deve ter sido problema no blogger mesmo (assim diz meu amado filho, que sabe tudo e mais um pouco...) Então, desculpem... Mais tarde eu coloco uma receitinha bonita, agora estou fazendo o almoço...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Revolta da Tricoteira (2011 d.C.)




Em primeiro lugar gostaria de saber onde foram parar as páginas que eu publiquei ontem e anteontem? Uma era uma blusa de crochê branquinha muito linda e a outra tinha a foto da minha cachorra de vestido rosa de crochê... As páginas simplesmente desapareceram, acho que algum hacker maldi** apagou elas, não vejo outra explicação... Mas que bando de desocupados infelizes, não tem mais o que fazer do que se meter no blog de uma semi-idosa senhora que não faz mal prá ninguém? Vão jogar vídeo-game que vocês ganham mais... Ah, se vocês fossem meus filhos - seriam uns anjos!
Agora vou ter que postar tudo de novo - e as receitas eu já tinha deletado (burramente) do computador depois que eu postei. Bom, fazer o quê... Não vale a pena deixar a pressão subir só por causa de uns sem mãe...
Prá passar o nervoso, aqui vai uma receita que é econômica, tanto pode ser chamada de blusa, como de poncho, como de capa, feita com 3 novelinhos apenas de Flowers - é diferente, sai da mesmice e é linda (ainda mais com a Lolô dentro...). Mas outras pessoas também vão ficar lindas, mesmo sem ser minha Lolô...
Capa com mangas e gola alta
Material:
3 novelos do fio Flowers, da Línea Itália, na cor café
1 par de agulhas de tricô nº 8
3 botões de madeira
1 agulha de tapeçaria para costurar.
Modo de fazer:
Montar 71 pontos na agulha 8, trabalhar ponto meia no direito, ponto tricô no avesso.
1ª carr. e todas as ímpares :meia
2ª carr. tricotar 2 vezes em tricô cada 7º ponto, pegando na alça da frente e na de trás, fazendo 10 aumentos
4ª carr. tricotar 2 x em tricô cada 8º ponto (+ 10 aum.)
6ª carr. tricotar 2 x em tricô cada 9º ponto (+ 10 aum.)
Continuar distribuindo os 10 aumentos intercalados, sempre na carreira em tricô. A partir da 10ª carreira, seguir com os aumentos no meio do trabalho, mas iniciar 1 diminuição a cada carreira no lado esquerdo do trabalho. Parar de fazer os aumentos na carreira 30, passe a fazer as diminuições do lado esquerdo a cada duas carreiras. Na carreira 36 começar a diminuir do outro lado 1 ponto cada 2 carr. Na carreira 60, arrematar 20 pontos do lado esquerdo (onde houve mais diminuições), tricotar 40 pontos, arrematar 60 pontos, tricotar 40 pontos e arrematar os restantes. Cada grupo de 40 será uma manga. Retomar uma por vez e tricotar diminuindo 1 ponto de cada lado cada 2 carreiras até ficar com somente 22 pontos. Arrematar. Fazer a outra manga igual. Costurar as mangas, fechar a capa como no esquema, fazendo o transpassado. Fazer bico de crochê em toda a volta da capa e nas pontas das mangas. À parte, montar 61 pontos na agulha 8 e tricotar em ponto segredo de tricô (2 pontos juntos em tricô, laçada, repetir até o fim e terminar com 1 tricô, virar o trabalho e fazer tudo de novo, começando com 2 pj em tricô); após 22 cm, arrematar. Costurar e pregar ao redor da gola. Pregar os botões conforme a foto.
Esta capa eu fiz no inverno de 2010 prás minhas filhas e perdi a receita. Paguei R$5,90 cada novelo, então essa linda peça saiu por menos de 18 contos, linda até dizer chega e baratinha como eu gosto... A receita acima eu fiz contando os pontos da peça, então pode haver uma pequena diferença - mas nada que umas tricoteiras maravilhosas como vocês não tirem de letra...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Uma visão de beleza canina




Hoje eu estou meio entregue à rapadura, com vontade de me espatifar no sofá assistindo desenhos e comendo o que sobrou dos chocolates da Páscoa, mas, prá minha sorte ou azar, meu fígado entraria em colapso... De vez em quando isso acontece, acho que a pilha fica meio fraca, os olhos abrem demais para o mundo e vêem coisas demais - muito prá processar.

Nessas horas é que é bom ter um bichinho carinhoso, que não pede nada além de colinho.

Essa é mais uma foto da minha "filhinha" adotiva, delicada como uma princesa e que adora roupinha nova.

Não tem receita, pois é muito fácil e só serve nela, que é uma amostra grátis de cachorro.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Crochezinho básico




Essa blusinha eu fiz prá minha mãezinha velhinha (é chique e adora uma renda, usa com combinação por baixo como deve uma senhora linda e de respeito...), mas, no final, ela achou meio apertada, então prá não desmanchar, ficou prás filhotas e fiz outra maior prá minha lindeza. Usei dois cones de Brisa, um que era sobra, outro que eu comprei - não eram da mesma "partida", mas eu fiz as frentes com um deles e as costas, as mangas e os acabamentos com o outro. Nem se nota diferença nenhuma. O ponto é "baba", qualquer iniciante no crochê faz com o pé nas costas... Ah, mas tem que usar o bom senso, vestir com uma roupa de baixo que possa aparecer sem ficar com cara de que está "matando cachorro a grito" - PELAMÃEDOGUARDA!, não tem coisa mais feia que parecer vulgar, hein?!
Ou, melhor ainda, seja modesta e faça como as minhas bambinas: usa com uma camisetinha por baixo... Aquela velha história, de "não atirar as pérolas aos porcos", pode ser aplicada aqui também, afinal, mesmo em desfile de moda acho horroroso deixar as "preciosidades" aparecendo (coisa cafona e desesperada!). Não fica lindo assim?
Bom, novamente, talvez sejam meus olhos, achando a blusa linda só porque as minhas modelos enchem meus olhos - como eu sempre digo, a fábrica não é lá essas coisas, mas a produção é de primeira! Ou, como eu sempre digo (também): Rosa e Papai do Céu: uma parceria de Sucesso!!! (assinado, Rosa, a autoproclamada Rainha mundial das mães corujas...)

terça-feira, 10 de maio de 2011

O verdadeiro inimigo...


Seria uma gloriosa manhã de primavera na fazenda para aquele camundongo, se não fosse pela morte de seu paizinho, que já não voltava para a toca fazia alguns dias e pelo fato de que sua mãe, tendo acabado de dar a luz a seus irmãozinhos, não podia sair para arranjar alimento para todos...

Esfomeado, o ratinho finalmente se dá conta que chegou a hora de crescer, de dar o seu melhor para garantir o leite de sua mãe para os pequenos e a sua própria sobrevivência.

Sem outra opção, a mãe concordou - não sem antes explicar para ele os locais onde acharia os melhores e mais fáceis grãos, restos de comida e orientá-lo quando ao Inimigo mortal deles.

Logo que o ratinho cria coragem e sai da toca, em busca de comida, volta correndo, assustado, gritando "Socorro, Socorro! O inimigo quer me pegar!"

A mãe então, pede a ele que descreva o animal que tentou atacá-lo.

- Era branco, de aspecto assustador,coberto de penas, uma crista no alto da cabeça e fazia um barulho horrível e assustador, "Cocoricó"! - diz o ratinho.

- Esse não é o inimigo, meu filho. É apenas o galo da fazenda, você é mais rápido que ele e ele só come insetinhos. Pode ir tranquilo...

Dois minutos depois, volta o ratinho:

- Dessa vez eu sei que era o Inimigo, mamãezinha!!! Era maior que o outro, mais feio ainda, também cheio de penas, mas tinha uma bolota gorda embaixo do bico e fazia "glu - glu - glururu"!

- Esse aí é o peru, filhinho. Também só come insetinhos...

Pela terceira vez o camundongo criou coragem e, menos de um minuto depois, voltou mais apavorado ainda, quase morto de medo:

- Esse eu sei que era o Inimigo, mamãe! Maior que os outros dois, coberto de pelos, com dentes enormes e ameaçadores e fazia "au! au!" Sua cara era horrenda e má!

A mãe, então, resolve dar uma lição de vida ao filho:

- Amor, esse aí é o cachorro da fazenda e ele nos deixa em paz se não mexermos com a comida dele. O verdadeiro inimigo é lindo, tem belos olhos, fala agradável, andar macio e, quando você menos espera, já está nas garras dele...

Mais uma historinha de Malba Tahan - adaptação minha.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Azul como o Céu





Eu nem tava lembrando mais dessa blusa, da última vez quem lavou e passou foi a Nana (sendo boinha prá mim...). Aí ela vestiu e eu achei que, apesar de simplezinha, merecia ficar na janela, afinal o efeito do biquinho branco é bem delicado. Me inspirei em roupinha de neném. Espero que tenha serventia para alguém, pois é bem econômica: cada Cléa, na Aslan, tá R$6,84, se você tiver um restinho de Cléia branca, vai gastar só 14 reais para fazê-la. E dura, viu, tem mais de 10 anos e parece nova (nem preciso dizer que a cor da linha é bem firme) e, por ser de algodão puro, é sempre deliciosa de vestir. Ah, a parte azul pode fazer com Anne, assim não precisa enrolar 2 fios juntos de Cléa... E a queda do ombro, se não quiser fazer, não precisa, (descomplica, Dona Rosa!) que fica boa assim mesmo: é só acabar na carr. 80.

domingo, 8 de maio de 2011

Minha Vida Querida



Há muito tempo atrás, na China, havia um jovem comerciante que estava tremendamente apaixonado por sua noiva, não vendo a hora de se casar com ela. 

Seu amor por ela era tamanho que ele nem a chamava mais pelo próprio nome: para ele, era "Minha Vida Querida", a razão dele ser e existir... 


Todos os dias, após o trabalho, lá ia ele para a casa de "Minha Vida Querida", passar agradáveis e preciosos momentos em sua companhia.


Uma noite, quando lá chegava, viu um enorme vulto parado do lado de fora da janela de seu quarto e, assustado mas cheio de coragem, foi até lá ver quem era e o que queria aquele estranho, àquela hora... 

Mal conseguiu vê-lo, o jovem, em seu íntimo, percebeu de quem se tratava: era o Anjo da Morte


- "O que você faz aqui, ao lado da janela de "Minha Vida Querida"?", perguntou, corajosamente o jovem.


-"Hoje é o último dia de vida dela. Chegou a hora de levá-la" - respondeu o anjo.

Assustado, em meio a revolta e desespero, o jovem implorou para que a Morte não levasse "Minha Vida Querida", que era seu grande e único amor, que estavam destinados a se casarem e viverem felizes por toda vida...

Comovido pelas súplicas do jovem, o Anjo da Morte então lhe propôs o seguinte acordo:

- "Você tem ainda pela frente 46 anos de vida. O que eu posso fazer é dividir esse período em dois e dá-lo à sua futura esposa, assim ambos viverão mais vinte e três anos neste mundo, morrendo no mesmo dia e na mesma hora. Você acha que esse tempo é justo e suficiente para que vocês vivam e aproveitem da companhia um do outro"?

Depois de pensar muito, o jovem ainda não tinha decidido, afinal era uma questão de "Vida e de Morte". Pediu então ao anjo o prazo de um dia, para conversar com seus melhores amigos e decidir. Concordando, a Morte marcou de encontrá-lo naquele mesmo local, à mesma hora, na noite seguinte e desapareceu como fumaça no vento.

Alarmado, o jovem nem entrou para visitar "Minha Vida Querida" naquela noite, sem saber que a mesma se encontrava acamada, com uma febre repentina, e que sua falta ainda a fez sentir-se mais fraquinha e triste...

Àquela hora da noite, sem se alimentar, banhar ou descansar, peregrinou o jovem até as residências de seus três melhores amigos.

O primeiro, que era um soldado e caçador, forte e musculoso, era homem de temperamento fanfarrão e violento, para quem cada minuto da vida deveria ser aproveitado ao máximo, sem dramas ou arrependimentos. Após ouvir a narração do jovem, bebeu até o fim uma garrafa de vinho de arroz e, de rosto vermelho, disse:

- "Que dar metade da vida, que nada! Mulheres existem muitas no mundo, umas mais bonitas que as outras, mas a vida é só uma. Quem garante que, depois de tamanho sacrifício feito por você ela não vai se apaixonar por outro e viver e aproveitar os TEUS vinte e três anos com ele!!! Eu não daria nem um minuto de minha vida para mulher nenhuma, nem para ninguém..."

Saindo dali, pensativo, o jovem foi à casa de um outro amigo seu, um artista, pintor e poeta, de alma sensível e comportamento apaixonado pela vida. Ao ouvir também os relatos do jovem, o amigo então disse:

- "Mas claro que você deve dar esses 23 anos de vida para ela! Que eu me lembre, você sempre me disse o quanto a amava... Aliás, você mesmo não a apelidou de "Minha Vida Querida"? Eis aí mais um motivo: depois de tamanho sacrifício, esse apelido não será mais apenas um amontoado de palavras bonitas, mas a mais pura verdade! E mesmo se nosso amigo caçador estiver certo, se o amor dela não for tão grande e verdadeiro como o seu, se ela te trair e for embora com outro, mesmo assim é válido seu sacrifício, pois o verdadeiro amor não exige nada em troca!"

Ainda mais confuso, o jovem se pôs a caminho da casa de seu terceiro amigo, um contador, homem calmo e racional, acostumado a ligar com a lógica fria de cifras e números. Este, após algumas considerações, falou o seguinte:

- "Ambos os nossos amigos têm suas razões, observadas por ângulos de romantismo e praticidade. Sugiro que você proponha ao Anjo da Morte uma solução que agrade a todos: que sua noiva receba os 23 anos de sua vida para vivê-los ao teu lado e que, caso o amor por você deixe de existir no coração dela, os anos restantes retornem a você imediatamente e que ela morra, como traidora que se tornar..."

Agradado com essa ideia, o jovem foi para sua casa já quase amanhecendo o dia, e durante o trabalho mal se concentrou no que fazia, face a preocupação do novo encontro com a Morte, à noite.

Feito o acordo, o Anjo da Morte desapareceu novamente e o jovem, naquela noite mesmo, marcou o casamento, pois não queria mais perder nem um minuto de felicidade.

Passados dois anos, tendo já um filhinho de colo e vivendo um eterno romance com "Minha Vida Querida", que era a esposa e mãe ideal, carinhosa e dedicada, o jovem precisou se ausentar para abastecer seu comércio de mercadorias em um país distante, recomendando a seus três amigos que tomassem conta de sua esposa e de seu filho.

Retornando, quase quatro meses depois, encontrou seus amigos tristes e abatidos nos portões da cidade e, desesperado, perguntou se havia acontecido algo ao seu filhinho (pois sabia que nada poderia ter acontecido com sua esposa, a quem presenteara seus anos de vida)... Sem acreditar, escutou deles o relato de como sua esposa, sem estar doente nem nada, caiu morta de um momento para o outro, havia pouco mais de um mês.

Revoltado, amaldiçoando tudo e todos, o jovem andou feito um desvairado pela cidade, bebendo, brigando, até que, ao passar na porta de um velho muito doente, que estava prestes a morrer, avistou ali o Anjo da Morte...

Gritando as piores barbaridades que podia o jovem acusou a Morte de trapaceira, mentirosa e desalmada, que lhe roubara vinte e três anos de vida por nada...

Calma, a morte simplesmente disse:

- "Há pouco mais de um mês, seu filhinho adoeceu gravemente. Apesar de todos os cuidados, todo amor e dedicação de sua esposa, foi chegada a hora de levá-lo comigo. Sua "Vida Querida" implorou e entrou em acordo comigo, para que seu filho fosse salvo..."

"Enquanto você hesitou em dar a ela metade de sua vida, ela, sem pensar duas vezes, deu toda vida que tinha para que o filho vivesse..."

Amor de mãe...

Historinha que eu contava para meus filhos quando eram pequenos, baseada em um conto do escritor brasileiro que usava o pseudônimo de Malba Tahan... - Adaptação minha...
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