Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Brinquedos novos!!!


Sexta feira da semana passada chegaram as linhas que eu comprei da Aslan, pela internet... São elas: Delicatessen, na cor 4821, lindíssima, parece cor de café preto bem forte, macia como um sonho... Dá prá acreditar, R$14,74 um pacote de cinco novelos, vai dar um casaco lindo para minhas princesas revezarem (aqui em casa algumas coisas são meio "comunitárias", afinal, compartilhar faz bem...). Comprei também umas linhas (tudo ponta de estoque, mas nem parece porque não são refugos, são preciosidades!): 04 novelos do fio Class, a R$2,95 cada - também vai sair uma blusa linda daí, aguardem... - na cor 4007, um lilás escuro, cor de ametista, lindo de morrer; 04 novelos de Bolero branco, cor 0001, e quatro de Bolero azul, cor 0038 - ambas com um brilho fantástico, derretem nas mãos - também magicamente se tornarão blusas... Queria que o dia tivesse 48 horas, assim eu dormia umas 6 horas e o resto do tempo dava para cuidar da casa, da família e ainda sobraria tempo suficiente para fazer o que eu gosto (que, no final das contas, é para a familia mesmo...). Dá prá acreditar que cada novelo de Bolero está custando R$1,04 (UM REAL!!!)? Cada blusinha vai sair menos de cinco reais! Bom, se você ainda não comprou na Aslan está perdendo - e muito! É muito fácil: se você tem cartão de crédito, coloca o número, mas se tem medo de hacker (é assim que escreve?), é só imprimir a folhinha para pagar no banco, eles cobram uma taxa de entrega e você recebe feliz em casa, em mais ou menos uma semana. É só se cadastrar pela internet e pronto! A maioria das vezes eu vou até lá pessoalmente: tenho sorte de morar perto de uma avenida onde passam diversas linhas que vão para a 25 de março, como ponto final (ônibus Terminal Parque D. Pedro II), aí eu vou lá na Aslan e compro ao vivo (que é sempre melhor, pois você pega a lã na mão e escolhe sem arrependimento) O problema é que na venda ao vivo eles tem uma frescura muito comum na 25: valor mínimo de compra, que na Aslan é R$50,00. Às vezes eu só estou precisando de uma besteirinha ou dinheiro está curto, aí acabo comprando em outra loja (sorte que é a 25, o paraíso!!!) Mas nas compras da internet não tem preço mínimo, então é bom.
Anteontem chegou o que eu comprei (também pela internet) no Bazar Horizonte, para minha filha: um jogo de teares circulares (por R$32,00) e 6 novelos da lã Emília da Círculo, na cor branca. A lã eu não gostei: é bonita mas não me parece própria para fazer roupa, parece melhor para cabelo de boneca, eu queria trocar mas minha filha gostou e eu estou na dúvida se deixo ela aprender com a experiência ou faço valer minha sabedoria de vida... Também gostei de comprar lá, chegou depressa e eles mandavam email para mim cada vez que acontecia alguma coisa(aprovação de crédito, encaminhamento do produto, etc.) Acho que neles dá prá comprar por telefone também.
Queria mesmo é ir na 25 de março, passar o dia batendo perna e gastando o dinheiro de Sua Majestade, mas para sorte dele eu estou meio caídinha, então voi ficar em casa mesmo, descansando carregando pedra...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Tear rabo de rato feito em casa






Passeando meus olhos pelo Superzíper encontrei um tear rabo de rato e me lembrei de quando minha avó fazia um desses para mim, com carretéis de linha de madeira... Eu era hiperativa, um tormento, mas ela obviamente havia descoberto um meio de me fazer ficar calada e quietinha, fazendo os cordõezinhos que depois viravam tapetes, mantas... Saudades de doer o peito... Bom, indo na minha mania de reciclar, fiz três teares desse tipo, um para mim, um para minha filha e um eu mandei para a amiga dela, que ainda não conhecia e se apaixonou... Mandei lã junto para incentivar, mas nem precisava: ela agora faz no ônibus, no metrô... Eu então, estou fazendo um montão de coisas ao mesmo tempo - dentre elas o tear rabo de rato, mas ainda não decidi se vai virar cachecol, tapete, casaco... É terrível essa mania de ocupar cada minuto livre com algo produtivo, tipo "até quando descansa carrega pedra". Tudo culpa da minha avòzinha, que dizia: a mão desocupada é a oficina do diabo - ela acabou criando um monstro!
Os teares foram feitos aproveitando o que eu tinha à mão: o vermelho é uma tampa de Ajax por fora e uma tampa de outro desinfetante que encaixava dentro, cortei as pontas dos dois com uma faca quente (pode ser uma faquinha ou serra) e colei os pregos com cola quente. Minha filha já fez uns 30 metros do cordão... O segundo - que é meu - fiz com uma embalagem vazia de comprimidos de lêvedo de cerveja por fora, um cone velho e vazio daqueles rolinhos que tiram pelos de roupa escura, cortados para ficarem do mesmo tamanho, e os pinos eu fiz com palitos de bambu que a gente recebe quando compra comida chinesa... Foi o que ficou melhor, na minha opinião, pois a lã desliza bem, e os feitos com pregos, com o uso, estes amolecem e soltam da cola - mas aí é só esquentar o prego na boca do fogão e colocar no lugar que cola de novo. Estou usando uma molet que é branca e cinza escuro. O terceiro foi feito com embalagem de remédio por dentro e por fora um cone de linha da pingouin - não lembro qual. Foi o que eu dei para a amiga da minha filha. Fiz também um pequenininho com carretel de linha, mas só serve para usar com linha de crochê - ou para fazer bijouteria. Foram fáceis de fazer, mas em todos eu usei cola quente - então se a pessoa não tem esse recurso, não dá prá fazer igual. São gostosos de usar, ocupam pouco espaço, dá prá levar para qualquer lugar. Obrigada às meninas do Superzíper por me levarem de volta ao passado!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Antecipando o inverno





Essa é uma receita criada por mim, usando a lã Neve - na cor Kemp - com a qual concorri no ano passado ao concurso "Minha Arte com Línea Itália", no programa Arte Brasil. Não ganhei - apesar de que, se tivesse ganhado, até seria meio injusto, pois a lã em si foi presente da Linea Itália quando eu ganhei um concurso no site deles, na Páscoa de 2010... Nem por isso vou chorar pitangas, pois que o trabalho é lindo, é (a modelo ajuda muito!)... Se quiser fazer um igual, Pegue suas agulhas de tricô número 8, compre 5 novelos e arregace as mangas - são ultra macios, fáceis de trabalhar, rende muito e ainda sobra. O melhor é que tanto é chique (dependendo do resto da roupa) quanto é confortável. Agora, mãos à obra!

Receita:

(Costas) Montar 62 pontos e tricotar 8 carreiras em ponto barra 1x1.

Tricotar em avesso do ponto meia, diminuindo de cada lado, a cada

8 carreiras, 1 ponto por 7 vezes (=48 pontos). Continuar tricotando

todos os pontos em avesso em meia. A 56 cm do início para as

cavas, diminuir de cada lado, a cada duas carreiras, 1 ponto (3 vezes).

A 76 cm do início, arrematar .

(Frente Direita) Montar 35 pontos e tricotar 5 pontos em cordão

de tricô e 30 pontos em ponto barra 1x1 por 8 carr. Continuar com

5 pontos cordão de tricô, 9 pontos em avesso em meia, 10

pontos trança e 11 pontos avesso em meia. Fazer a trança a

cada 8 carr. e, ao mesmo tempo, diminuir do lado esquerdo, a

cada 8 carreiras, 1 ponto por 7 vezes (=28 pontos). A 41 cm do

início continuar em ponto avesso em meia. Ao mesmo tempo,

arrematar do lado direito 5 pontos e, a cada 4 carreiras, 1 ponto

por 9 vezes. A 56 cm do início para a cava do lado esquerdo

diminuir a cada 2 carreiras, 1 ponto por 3 vezes. A 68 cm do início

arrematar os 20 pontos restantes. Montar a frente esquerda

igual, só que no sentido inverso.

(Mangas) Montar 24 pontos e tricotar em ponto barra 1x1 por 20

carr. Continua do seguinte modo: 7 pontos avesso em meia, 10

pontos trança, 7 pontos avesso em meia. Ao mesmo tempo,

aumentar de cada lado, a cada 6 carreiras, 1 ponto por 7 vezes

(=38 pontos). A 56 cm do início para as cavas diminuir de cada

lado, a cada duas carreiras, 1 ponto por 9 vezes. A 68 cm do início,

arrematar os 20 pontos restantes.

Restaurando uma jaqueta jeans velha...



Esta eu estou pendurando na minha "janela" com o maior orgulho, tanto porque tem história como porque ficou muito bonita... Pertenceu à minha irmã, que me deu quando eu comecei a namorar meu marido (só porque eu me sentia "gata" com ela...) e agora é da minha filha (que fica realmente "Gata" com ela. Cortei as mangas, fiz umas novas de crochê e incrementei com um barrado rendado e uns enfeites na mesma linha. Mais de 30 anos de estrada e ainda linda...




Mais um tênis...

Este é novo, Converse também, no qual eu só quis dar um charme com cordões diferentes. É só escolher o fio, amarrar uma ponta numa maçaneta ou puxador, dar um comprimento de uns 5 metros e prender em outro local (tipo de porta a porta). Daí você faz umas oito, dez viagens, dependendo da grossura da linha e da grossura do fio que você quer (depois de pronto fica duas vezes e meia mais grosso que a grossura dos fios que você deixar). Daí você solta um dos lados, enrola "eternamente" e pede para alguém te ajudar dobrando ao meio. Então é só soltar e deixar que ele se enrole sozinho, amarrando no final as duas pontas para o enrolado não escapar... Um par de tênis preto que combina com o que você quiser, bastando trocar o cadarço!

Outro par de tênis velhos, outra história...


Estes são uns tênis produzidos na China, de marca duvidosa, comprados a 30 reais na Galeria do Rock, próximo ao Metrô República em São Paulo. Também estava judiado, com uns furinhos...



Às vezes, tudo que se precisa é de alguns botões coloridos... O interior eu vou reformar também, cortando o tecido rasgado e costurando um pedaço de moleton cinza bem fofo que eu tenho de sobra, mas queria logo mostrar o lado de fora...

Restaurando tênis velhos...



Uma das minhas filhas adora tênis All Star (acho que agora eles chamam de Converse...). Bom, apesar do preço ser bom, acho que duram pouco e não são muito confortáveis (e quanto mais velha eu fico, mais o conforto tem valor prá mim...). Bom, eu tenho essa mania de reciclar, separo o lixo, reaproveito o que dá, o arroz de ontem vira o bolinho de hoje, etc, e jogar fora um tênis furado só é opção em último caso. Vejam o que eu fiz com um tênis cansado de guerra da minha deusa:






Dá prá ver que estava em petição de miséria... Agora, só servia prá fazer caminhadas pelo sítio, quando muito. Mas, usando imaginação, entretela colante, retalhos, agulha, linha, tinta para tecido branca e paciência, vejam o que eu consegui:
Ficou lindo ou ficou liiiiindo?!!!! Ah, troquei o cadarço: Com uma sobra de linha Brisa, da Pingouin, eu fiz um cordão trançado azul, para combinar com os tons de retalhos que eu escolhi.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Usando o mesmo molde...




Aproveitando que o molde (do MA-RA-VI-LHO-SO site Cortando e Costurando, só que lá esse molde é de uma blusinha - então é só fazer as modificações, encompridar, etc., etc...) já estava ali, prontinho, comprei uns tecidos na 25 de março, em uma loja chamada Niazi Chohfi. Todos os vestidos acima fiz com o mesmo, mudando algumas coisas: fazendo de zíper, tirando mangas, encurtando o comprimento, acrescentando uma golinha. Cada um deles levou apenas um metro de tecido de algodão, cada um deles custou R$4,90. O marrom de bolinhas nem parece feito de algodão, o tecido tem um brilho discreto. Todos são muito macios, lindos e absurdamente baratos - mas ninguém que vê minhas filhas usando sabe disso...

Era uma vez um lençol velho...


Quando minha avó chegou no Brasil, em 1918, foi trabalhar como empregada doméstica. 

A patroa, uma mulher prendada, sabia costurar e tricotar - entre outras coisas e minha avó, percebendo a utilidade disso, pediu para aprender. "Não lhe pago para aprender nada comigo, e sim para trabalhar"... 

Mesmo assim, tirando pó e faxinando onde a abençoada estava, minha avó aprendeu a tricotar sozinha, de espiar. Costurar, continuou do jeito que já fazia: apoiando um papel por cima de uma roupa já feita e copiando o molde. 

Eu, apesar de filha de costureira (pois minha avó colocou a filha para aprender na escola), costuro como minha avó: se alguém me arrumar o molde, eu faço, ou copio da roupa pronta, fazendo outra igual. E para perder o medo de costurar no tecido definitivo, faço antes num outro pano barato, uma chita ou - como no caso deste vestido azul, em um lençol velho. 

Sabe quando o lençol fica ralinho no centro mas as beiradas ainda estão boas? Bom, o meio virou paninhos de limpeza e as beiradas, emendadas, viraram o vestido, cujo molde obtive no site Cortando e Costurando (AQUI), de uma mulher de talento e muita generosidade que o fornece, entre outros, "de grátis", como dizem meus filhos. Era branco e depois de feito eu amarrei e tingi, dando um efeito manchado que ficou muito bonito. Resumindo: saiu quase de graça, só o preço dos botões (que paguei 2,30 no Armarinhos Fernando a cartela com 25 e a linha que comprei na 25 de Março um retrós de 1.500 metros por 1,40...) 

Ah, o molde é de uma blusa, mas eu encompridei para virar vestido. Ficou mais lindo ainda que na foto, pois o lençol era de um bom algodão, muito macio.

Bom, fica aqui essa dica. Aliás, seja tricô manual, crochê, costura ou tricô a máquina, se eu fizer, deixo a dica e a receita, grátis, porque nem tudo que é bom custa os olhos da cara...
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